- Consórcios para a saúde: a experiência mineira

Os consórcios intermunicipais podem ser uma boa alternativa para solucionar problemas de interesses comum de cidades vizinhas, como saneamento, transporte e tratamento de resíduos sólidos. Além disso, o consorciamento pode trazer para uma região um melhor serviço de saúde e uma gestão mais eficiente dos recursos públicos.

Para discutir o tema, o 18º Fórum de Debates Brasilianas.org sobre Gestão Pública da Saúde trouxe Maurício Rodrigues Botelho, subsecretário de Políticas e Ações de Saúde da Secretaria de Saúde de Minas Gerais, e Mario Reali, prefeito de Diadema (SP), vice-presidente da Frente Nacional de Prefeitos para assuntos de consórcios e presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC.

- CEPAL defende IOF global

Do Portal Luís Nassif

CEPAL: IOF global chegaria a US$661 Bilhões

Além da Economia: IOF global poderia arrecadar US$ 661bilhões

América Latina e Caribe poderiam receber até 46 bilhões por ano caso um imposto sobre as transações financeiras globais se tornasse realidade. A aplicação desses recursos, no curto prazo, teria como objetivo prioritário financiar o desenvolvimento e medidas de combate à mudança climática.

- Desindustrialização no Brasil é real e estrutural

Nos anos 1980, o peso da indústria de transformação no PIB era de 33%; hoje, é de 16% - nos últimos cinco anos o comércio exterior desse setor passou de um superávit para um déficit de 65 bilhões de dólares. A relação de manufaturados nas exportações totais chegou a atingir 59%, mas atualmente está na casa dos 40%. Para o professor colaborador do Instituto de Economia (IE) da Unicamp, Wilson Cano, não há dúvidas de que o país passa por um processo contínuo de desindustrialização.

Em entrevista concedida ao Brasilianas.org o economista explica porque há praticamente três décadas a indústria perde peso na economia nacional, e problemas da falta de incentivo a essas atividades produtivas acarretam para o crescimento consistente do Brasil. Cano publicou, em 2008, o livro Desconcentração Produtiva Regional do Brasil 1970-2005, e atualmente trabalha em cima do mesmo tema, mas com levantamentos que vão de meados de 2000 até os dias atuais.

- Wikileaks: Serra alinharia política externa com EUA

Em um encontro com o subsecretário para assuntos do hemisfério ocidental do governo americano, Arturo Valenzuela, em 18 de dezembro de 2009, José Serra disse que, caso fosse eleito, desenvolveria uma política externa mais alinhada com os Estados Unidos, depois de criticar a crescente corrupção e radicalização no PT. Os principais pontos da conversa de 90 minutos foram relatados em telegrama vazado esta semana pelo Wikileaks a blogs brasileiros.

Conforme conta o Valenzuela, Serra disse que o Brasil estava atingindo níveis anteriormente invisíveis de corrupção, com o PT e seus aliados da coalizão, por meio do uso crescente dos gastos públicos para construir uma máquina política para as eleições de 2010.

Serra também criticou a política internacional do governo Lula, afirmando que, caso fosse eleito, direcionaria o país para um viés mais internacionalista. Citou, como falha de Lula, o caso de Honduras, culpando o governo brasileiro e o presidente hondurenho deposto Manuel Zelaya de impedirem uma resolução.

- Re: Os arranjos de Pixinguinha

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- Brasil não deve abandonar acordos bilaterais

Aproximação com eixo Sul-Sul, sim, mas sem deixar de lado acordos com mercados mais aquecidos

A aproximação comercial com os países do chamado eixo Sul-Sul (África, Oriente Médio, América Latina e Caribe) não foi acompanhada de esforços para aprimorar ou criar acordos bilaterais com Estados Unidos, União Européia e alguns países Latino-Americanos, segundo a professora Maria Cecília Forjaz, do Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas da Universidade de São Paulo (NUPPS).

O resultado é a constante perda de espaço dos produtos brasileiros em mercados com capacidade de consumo superior a de países pobres e em desenvolvimento. “Expandir as nossas relações comerciais com o mundo é uma postura correta. Mas deve ser feita sem perder o foco nos mercados ricos ou, simplesmente, mais aquecidos”, avalia.

Existem parcerias que são vantajosas como a aproximação da Embrapa de países da África e Caribe para produção de etanol. “Por outro lado, a abertura de uma nova Embaixada do Brasil no Benim, em termos concretos de interesse econômico, não traz vantagens”, completa a pesquisadora.

- Pesquisa analisa vida de catadores cooperados

Cooperativas e associações de materiais recicláveis não apenas ajudam na organização da classe de trabalhadores, mas também favorecem na integração e reconhecimento da profissão associada às condições subumanas de trabalho.

Pesquisadores do Centro Superior de Educação Tecnológica da Unicamp analisaram seis das 12 cooperativas de catadores de recicláveis da cidade de Campinas. Todas as entidades apresentaram ações que vão além da organização econômica.

Dentre os exemplos, que compõem o estudo “Avaliação da Estrutura e Organização de Cooperativas de Reciclagem de Resíduos Urbanos”, está a criação de uma biblioteca formada com livros retirados do material coletado. Outro grupo construiu quatro casas pequenas, ao lado do barracão onde os materiais recicláveis são separados, para cooperados sem tento. Os pesquisadores também registraram acordos de convênios, com postos de saúde e creches, promovidos pelas sociedades para benefício dos trabalhadores.

- Ascensão social eleva o conservadorismo

Em entrevista ao jornalista Luis Nassif, Rodrigo Mendes Ribeiro, presidente da República Opinião, desenha o perfil do eleitor brasileiro, destacando a relação entre o poder de consumo e a postura conservadora no momento do voto.

- Emergentes puxam crescimento global

Os países em desenvolvimento são os protagonistas do atual crescimento da economia global, enquanto as grandes potências ainda trabalham para colocar “a casa em ordem”. A avaliação é de novo relatório elaborado pelo Banco Mundial. De acordo com o documento, o grupo de emergentes, responsáveis pela metade do crescimento da economia global, deve superar os seus pares desenvolvidos a partir de 2015.

"Os países em desenvolvimento estão resgatando a economia global. Eles são as novas locomotivas de crescimento que vai alavancar o crescimento global, enquanto os países de alta renda continuam estagnados", disse Otaviano Canuto, vice-presidente do Banco Mundial para Redução da Pobreza e Gerenciamento Econômico (PREM).

- Desmatamento na Amazônia cai, degradação aumenta

O desmatamento na Amazônia Legal totalizou 210 quilômetros quadrados em agosto, uma redução de 23% ante o identificado em igual mês do ano anterior, quando a área desmatada somou 273 quilômetros quadrados. No entanto, a degradação aumentou  241%. Os dados são do o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), divulgados nesta quarta-feira.

De acordo com o relatório, no último mês a maior parte dos desmatamentos ocorreu no estado do Pará (68%), principalmente na área de influência da BR-163, afetando os municípios de Novo Progresso, Altamira, Trairão e Itaituba; e na Terra do Meio, atingindo os municípios de São Félix do Xingu e Altamira. Houve também desmatamento mais concentrado em Porto Velho ( Rondônia) e Rio Branco (Acre). Na liderança do desmatamento, Pará é seguido por Mato Grosso (11%), Amazonas (10%), Acre (6%) e Rondônia (5%).

Houve um aumento de 241% na degradação florestal - compreende as florestas intensamente exploradas pela atividade madeireira ou queimadas -, que atingiu 1.549 quilômetros quadrados em agosto de 2010, ante 455 quilômetros quadrados em agosto de 2009.

- O Brasil e a Organização Mundial do Comércio

Apresentação de Vera Thorstesen da FGV

Os acordos têm como base as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), de baixa tarifa, anti-dumping. Entretanto a nova ordem mundial de formação de blocos econômicos e regionais está alterando essa estrutura. Cada grupo econômico está fazendo suas próprias regras. E isso é um problema, por exemplo, para o produtor brasileiro, pois para vender em cada um desses mercados, tem que fazer novas concessões ou mudanças na estrutura de produção e comercialização. Um exemplo é que antes não haviam barreiras técnicas ligadas a questão sanitária, ou emissão de carbono.

- Para representante do Itamaraty, Brasil ocupa posição central no mundo

Na abertura do 1º Fórum de Debates Brasilianas.org, sobre Diplomacia Comercial, que ocorre na Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, o Ministro Guilherme Patriota, do Itamaraty, destacou a posição que o Brasil tem conquistado no cenário internacional, principalmente após a crise econômica iniciada em 2008.

De acordo com o ministro, a consolidação do país no contexto mundial depende de dois vetores: o contexto internacional e o projeto nacional do Brasil. Após a Guerra Fria, a globalização adquiriu a perspectiva do comercio e, para Patriota, as trocas de bens tornaram-se mais complexas, por conta da regionalização do mercado, dos debates sobre imigração, fluxos financeiros complexos, integração física de países da América Latina, entre outros.

Esse contexto internacional, marcado por altos e baixos, tem prosperado, com um número maior de países na distribuição de riquezas. Isso é muito influenciado pela diminuição do espaço geográfico e ampliação das tecnologias de informação.

- O Projeto Brasileiro de Diplomacia Comercial

Prezado Luis Nassif,

Agradeço a oportunidade de participar do painel de abertura no seminário sobre diplomacia comercial, em representação do professor Marco Aurélio Garcia. Acabei tentando seguir o tema "O Brasil no Mundo" de uma forma mais ampla, ao invés de falar, propriamente, sobre comércio (o que poderia ter feito também).

Caso considere útil, transcrevo abaixo as anotações que utilizei para a minha apresentação (com algumas revisões a posteriori).

O Contexto Internacional

- Know-how em agronegócio e força política beneficiam acordos comerciais

No painel sobre Alianças Estratégicas e Cooperação Política, André Duse, da Secretaria de Relações Internacionais da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), destacou a importância de alianças internacionais para o desenvolvimento da instituição, considerada hoje referência mundial em agricultura de terras tropicais.

A primeira ação cooperativa internacional ocorreu em 1974, logo quando a empresa foi criada. Na época, a Embrapa tinha apenas pesquisadores graduados. E, para aprimorar o desenvolvimento técnico do quadro de profissionais, realizou parcerias com universidades dos Estados Unidos e Europa, formando os primeiros pós-graduados da instituição.

Dos 9 mil empregados que mantém hoje, 2 mil são pesquisadores, sendo 1600 com doutorado. Segundo dados de pesquisa feita sobre o impacto dos investimentos públicos na Embrapa, cada R$ 1 real investido em pesquisas agropecuárias resultou no retorno de R$ 13 reais para a economia nacional. Portanto, desde 1974, o país gerou R$ 50 bilhões de dólares a partir das pesquisas para melhorar a produção de animais e plantas.

- Testando o sistema

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