Crise na RedeTV! O início do fim.

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O pedido formal dos Sindicatos dos Radialistas de São Paulo à Presidência da República pela cassação da concessão da RedeTV! pode ser considerado o inicio de fim de uma estrutura midiática que dura mais de 60 anos no Brasil. O modelo de negócios baseado na oferta da programação paga por anúncios publicitários começou a entrar em declínio nos mercados internacionais com a popularização da oferta de conteúdo audiovisual por outras plataformas além do espectro televisivo.

A configuração da indústria televisiva no Brasil ainda respira sem a ajuda de aparelhos, pois essas plataformas (internet e TV paga) ainda não fazem frente aos números de audiência da televisão. Leia mais »

Não importa o futuro que vier Globo será líder

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Muito se discute sobre o futuro da mídia e a televisão aberta é, agora, a bola da vez. Pelo menos no mercado internacional, visto que aqui a TV aberta vem experimento seu melhor momento desde a década de 80 e 90. Mas como as novas plataformas de distribuição de conteúdo audiovisual estão se popularizando, os números da audiência televisiva vêm caindo sistematicamente desde 2005, levando muitos a pensar que o fim da TV aberta (leia-se TV Globo) está próximo. Mas isso é um ledo engano. Leia mais »

O fim da Espiral do Silêncio

Durante o desenvolvimento dos veículos de comunicação, muitas teorias tentaram compreender e explicar o impacto que as mensagens produzidas e veiculadas dentro da estrutura midiática poderiam causar na opinião pública.

A Teoria Hipodérmica foi a primeira a estruturar uma linha de raciocínio que pretendia explicar o comportamento da “massa” (um conjunto de indivíduos isolados de suas referências sociais) frente às mensagens veiculadas pela mídia e entendia que as pessoas eram passivas e passíveis de manipulação.

Este pensamento ainda está presente no senso comum sobre a mídia e sua influência na sociedade. Mas, durante os anos de 70, duas hipóteses surgiram nos EUA que tentaram medir o verdadeiro impacto da mídia sobre a sociedade. As duas hipóteses não utilizam o conceito de “massa”, no qual, seria formada por indivíduos isolados e que não se relacionam. Pelo contrário, as hipóteses observam que é exatamente essa inter-relação que possibilita que as mensagens da mídia impactem de alguma forma a sociedade. Leia mais »

TV aberta X TV paga – Conclusão

A TV a cabo no Brasil teve seu inicio da mesma forma que nos EUA. Pequenos empresários instalavam antenas comunitárias (CATV) e distribuíam o sinal da TV aberta onde o sinal era ruim. Petrópolis foi a primeira cidade brasileira a instalar uma CATV.

Porém, as semelhanças ficam param por aí. Os dois países tomaram caminhos muito diferentes na implantação da indústria da TV paga. Nos EUA, a partir de 1948, a TV a cabo veio se desenvolvendo atingindo 90% da audiência. No Brasil, somente em 1988 o serviço foi regulamentado pelo Governo José Sarney e as primeiras licenças de DISTV (Distribuição de Sinais de TV), que ainda não eram serviços de TV por assinatura, visto que apenas retransmitiam o sinal da TV aberta pelas CATV. Somente em 1991, o sistema de TV por assinatura começou a ser regulamentado. Leia mais »

Jornalismo em tempos de Internet

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Muito tem se falado que a Internet está mudando a forma de se fazer jornalismo. Nos primeiros anos, o texto impresso era transportado para meio digital, mas viu-se que era preciso adequar o texto jornalístico para esta nova plataforma. Porém, depois de mais de 15 anos de jornalismo praticado na Internet no Brasil, também se está percebendo que alterações mais profundas estão ocorrendo na prática jornalística. Mmais profunda do que adaptação textual ou de linguagem. As mudanças estão se dando no modo como o indivíduo se relaciona com os veículos de informação, disponíveis na Internet ou não, e no despreparo dos jornalistas em lidar com essa nova realidade comunicacional. Leia mais »

Vídeos: 
Veja o vídeo
Entrevista com Luis Nassif sobre jornalismo em tempo de Internet

TV aberta X TV paga – Histórico parte 2

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No primeiro post (clique aqui para ler), vimos que a história da TV a cabo no Brasil teve um início muito parecido com os outros veículos de comunicação no país. Foi através do pioneirismo e da determinação de homens de visão. Durante a fase inicial, ações isoladas em locais onde a recepção da TV aberta era deficiente, motivaram empresários a entrar em um negócio ainda novo e muito arriscado. Ações até mesmo artesanais, como a da TV Filme em Brasília, onde seus proprietários se revezavam para trocar as fitas de filmes no aparelho de U-matic*. Leia mais »

TV aberta X TV paga – Histórico parte 1

Muito em breve essas duas indústrias poderão se chocar, e quem vai sair perdendo é o consumidor. Durante um bom tempo a TV aberta veio ganhando o jogo pela luta da audiência. E isto, não pela qualidade da programação, mas por políticas de comunicação que restringiam o mercado de TV paga no Brasil. Leia mais »

SET 2010 - TV Conectada: ameaça ou oportunidade

Um concorrido painel do terceiro dia do Congresso da SET 2010, debateu as oportunidades e ameaças da TV Broadband, também chamada de TV Conectada. Aparelhos de televisão que possibilitam a conexão com a Internet e transformam o aparelho de TV em um display onde todo o conteúdo audiovisual, redes sociais e serviços, podem ser consumidos ou adquiridos pelo controle remoto.

Participaram do painel, dois fabricantes que já disponibilizam ao mercado brasileiro modelos de TV com conexão à Internet. A LG e a Sony estão acreditando que este nicho, ainda pequeno no Brasil, irá crescer seguindo a tendência em outros países onde a Banda Larga tem uma maior penetração na sociedade.
Para os radiodifusores, a TV Conectada pode representar tanto uma oportunidade, como uma ameaça, depende do modo como a tecnologia é compreendida pelas emissoras. O importante é salientar desde o início, que esta modalidade de distribuição de vídeo vem crescendo em todo mundo. Leia mais »

Imagens: 
Painel discute a TV conectada no Congresso SET, 26/08

Muito além da TV

Este foi o tema central no segundo dia do congresso da ABTA – Associação Brasileira de TV por Assinatura – O setor passa por momento estratégico. Vem conseguindo ótimos índices de crescimento, mas vê o modelo de negócios ser ameaçado por novas tecnologias de distribuição de conteúdo e pode ter que enfrentar uma concorrência de peso caso as Telecom entrem no segmento de TV por assinatura.

Não por acaso o tema do segundo painel foi “Conteúdo 2.0. De onde virão as receitas?” Mas, antes mesmo de encontrarem novas formas de receita, as operadoras e programadores estão mesmo é preocupados com a entrada das Telecom na prestação do serviço. Varias entidades como a TAP Latin America (associação que representa na América Latina os interesses dos programadores internacionais) se posicionou veementemente contra o PL 116, como também o Grupo Bandeirantes, que controla a TV Cidade (TV a Cabo) e afirma que o projeto como está hoje causa “grande estrago” ao setor, afirmou Walter Vieira Ceneviva, vice-presidente executivo do Grupo Bandeirantes. Leia mais »

TV aberta: faturamento sobe, audiência cai.

Inúmeras notícias dão conta da queda da audiência das emissoras de TV aberta no Brasil e no mundo. Outras tantas dão conta das inovações tecnológicas que estão mudando os hábitos dos telespectadores, mas mesmo assim, as emissoras de TV aberta do Brasil divulgaram balanço com alta no faturamento. O SBT anunciou um faturamento 32% maior no primeiro trimestre e a Band, 44%. Como explicar isto? As duas emissoras afirmaram que é reflexo dos investimentos na programação (Fonte: Tela Viva News). Porém, não é tão simples assim. É uma questão de lei de mercado. Leia mais »

A RedeTV está no caminho certo?

Infelizmente não. Assim como todas as outras emissoras no país, ela comete um erro administrativo, comum a empresas que não percebem que o negócio principal da empresa em questão está mudando, ou seja, é um erro de Missão.

A missão de uma empresa é a finalidade da sua existência. A missão liga-se diretamente aos seus objetivos institucionais e aos motivos pelos quais foi criada à medida que representa a sua razão ser. Qual é a missão de uma emissora de Televisão? Ou, qual é missão de qualquer veículo de comunicação baseado na venda de espaços para a publicidade? Entreter? Informar? Educar? Não! A missão de qualquer veículo de comunicação que se sustenta pela publicidade de massa é fazer a ligação entre anunciantes e consumidores. A programação, o conteúdo, é apenas a ponte que liga estes dois lados. O jornal do Brasil deixou sua versão impressa porque não consegui manter essa ponte, baixa venda de exemplares a ponte ruiu. Leia mais »

Por que não assisto mais a TV Globo?

Porque não preciso mais. Sinceramente, gostaria de poder afirmar aqui que esta ação está ligada a uma conduta ideológica partidária, ou uma reação à cobertura parcial que a emissora faz das eleições ou do governo atual, ou ainda, pela baixa qualidade da programação, dentre outros. Mas não é verdade, esses características marcam a TV Globo, acredito que desde o início de história e eu continuei assistindo. Entretanto, atualmente, eu não preciso mais. A tecnologia está permitindo que eu busque informação e entretenimento de melhor qualidade suprindo totalmente meu consumo de TV.

E isto não é pouca coisa, pois o status de campeã de audiência da TV Globo não foi alcançado apenas pelo seu “Padrão Globo” de se fazer TV. Desde apoio ao regime militar até legislação específica forjada no Congresso Nacional, garantiram por muito tempo, o primeiro lugar à emissora em uma concorrência, muitas vezes, desleal com as outras emissoras de TV. Leia mais »

Como os candidatos utilizam o Twitter?

Apesar da campanha para as eleições de 2010 começarem oficialmente nesta segunda-feira, os candidatos já vem utilizando a internet há bastante tempo. Desde o impacto que a Web teve na campanha do Presidente Barack Obama, nos EUA, diretórios dos partidos reconhecem a importância desta nova mídia.

Mas basta estar na Web? Claro que não. O modo como os candidatos utilizarão esta plataforma poderá representar votos ganhos ou perdidos, principalmente entre os eleitores mais jovens, que acessam a Web e as redes sociais com maior freqüência.
O blog Interação Midiática, estará acompanhando este o uso das ferramentas pelos candidatos. Para isso foi criada uma nova categoria: eleições 2010.
Neste primeiro post, analisaremos o Twitter dos três candidatos com maior índice nas pesquisas. Leia mais »

A solução é a TV pública?

Em nenhum país do mundo uma emissora de televisão possui os índices de audiência que a TV Globo possui aqui no Brasil. E já foi pior. Durante os anos 80 a TV Globo era imbatível. Chegou a ter 100% dos televisores ligados no canal no último capítulo da novela Roque Santeiro, em 1986. Mas, do ano 2000 para cá, este cenário está mudando. As tecnologias digitais estão impondo desafios importantes à supremacia do canal. Especialistas do setor apontam que esta foi uma década perdida em relação a audiência. O share diminuiu um ponto percentual de 2001 a 2009, apesar do número de aparelhos de televisão nos domicílios ter crescido de 41,1 milhões, para 54,3 milhões. Nenhuma outra emissora de televisão brasileira foi capaz de desafiar a globo, mas a internet sim. E este não é um problema apenas nacional. Emissoras de TV de todo mundo passam pelo mesmo problema. O que agrava a questão no Brasil é esta enorme participação da TV Globo na audiência dos brasileiros. Leia mais »