Governados pelo STF

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Me pergunto por que o líder do PSDB, Carlos Sampaio não apelou, primeiramente, para instâncias existentes na Câmara? Naturalmente por não ser capaz de obter o apoio necessário, caso contrário estaria defendendo o tão cobrado e, por eles, pouco praticado republicanismo. A isto chamamos, falta de capacidade política.

Escolhe-se então uma instância da república, que tem seus integrantes nomeados, sem voto, ou seja, sem a menor representatividade popular para decidir em nome daqueles que devem (riam) representar a maioria. Perde-se a chance de restaurar a dignidade da Câmara e opta-se por transferir todo o poder ao STF. Muito republicano!

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Adeus, e até logo!

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Lá vamos nós de novo.

Do Blog para o Portal, do Portal para o LNOL e do LNOL para o GGN.

Que o novo endereço continue o mesmo espaço de liberdade que foram os anteriores.

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As "vozes da rua", não falam

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A dificuldade em ouvir "as ruas" é grande mesmo. Até quando o poder público, no caso a Prefeitura de São Paulo, procura abrir um canal de participação.

Quando existiu, concretamente, a proposta, as entidades se esquivaram. É cômodo se refugiar no discurso. Não é fácil arregaçar as mangas. "As ruas" preferem espelhar o discurso que repudiam. Parafraseando Cartola, "As ruas", não falam. O asfalto é denso, mas é inerte o seu discurso.   

"Nenhuma das organizações convidadas, incluindo o MPL, é capaz de representar realmente o conjunto da população que usa o transporte coletivo da cidade de São Paulo." Leia mais »

A amarelinha, a reputação, o céu e o inferno

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Vivemos tempos de jogo da amarelinha. Lembro de algumas versões deste jogo, do tempo de minha infância. Creio que a mais clássica era a Inferno / Céu. Com o passar do tempo, não sei dizer porque, passou a Chão ou Terra / Céu. Leia mais »

Antecipando

A aposta na violência e no individualismo

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Percebo uma tendência a retomarmos, na crítica aos acontecimentos recentes, o conceito de classes sociais. Embora reconheça a validade deste conceito, a sua eficácia para entender determinados problemas, é precoce a sua utilização para entender as manifestações de junho. Não temos ainda a dimensão exata e inconteste da participação efetiva que tiveram as várias classes nas manifestações. Leia mais »

O direito e a responsabilidade de exigir

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Discursivamente, existe a busca de uma mudança nas relações entre o cidadão e poder público no Brasil. Comparecer às urnas a cada dois anos não basta para que uma parte da população se sinta partícipe das decisões dos poderes, legalmente constituídos, porém fragilizados. Atravessamos certamente uma crise de representatividade e de responsabilidade (de todos os atores). Isto nos coloca algumas indagações: Quantos de nós estão dispostos a analisar a totalidade dos fatos? Quantos realmente motivados por razões maiores e mais nobres que seus interesses pessoais? Quem, dentre os manifestantes, está disposto a participar da resolução dos problemas? Leia mais »

As leis da física e a economia

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Não sou muito chegado em metáforas para falar do cotidiano. Entretanto (talvez por força da minha formação), estabeleço há muito uma relação, que poderia ser designada como tal, entre crise econômica e uma das leis fundamentais da física:

"Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". Leia mais »

Qual é a verdadeira face do Avaaz?

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Recebi o comunicado abaixo hoje. Não sei o que pensam os companheiros do blog.

Muito já se falou aqui do Avaaz. Há algo de patético na variedade dos temas e ao mesmo tempo assustador em outras palavras? É impressão minha? 

1 milhão de novos membros por mês, cada vez mais rápido. Na medida em que mais cidadãos despertam, estamos nos dando conta de que o mundo é realmente nosso.

O mundo é realmente nosso? Nosso, de quem? Do Google, do Avaaz ou dos teclados?

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Internet, liberdade e participação

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Vejo com algum ceticismo a chamada do post O papel libertário da Internet, embora devidamente relativizada no texto. Esperemos que, da mesma maneira que a invenção do tipo móvel por Gutenberg possibilitou a democratização da aprendizagem, a internet apresente resultados futuros que comprovem a afirmativa do título.

Há que se levar em conta que o controle de boa parte da comunicação na rede, é intermediada por poucos e fortes grupos empresariais com interesses determinados por claros, acima de tudo, interesses comerciais. Além do fato óbvio da internet depender do poder americano sobre a rede. Leia mais »

Crítica, democracia e participação

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O clima é de manifestação e crítica. Pode ser o início de um caminho para quem deseja influir em seu destino e no do seu país.

Vem, vamos embora

Que esperar não é saber

Quem sabe faz a hora

Não espera acontecer...

Convém porém pensar, como lembrou Walnice Nogueira Galvão, à respeito da ambiguidade do chamado inicial: Vem, vamos embora. Vamos embora, pois já fizemos a hora? Leia mais »

Transporte gratuito nas metrópoles

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Não há nenhuma grande metrópole com transporte urbano gratuito. Há trechos gratuitos em alguns grandes centros, como Sydney e Melbourne. Passe livre para alguns percursos, pode ser uma idéia.

Mas debater o assunto, através de canais abertos e públicos, não parece ser uma prática aceita pelo o MPL. Todas as entrevistas que ouço de representantes do MPL insistem na tarifa zero, sem concessões. Porque não aceitam tomar um assento no Conselho da Cidade? Porque não apoiaram a proposta de Haddad sobre a CIDE, feita em 03/04 passado (aqui), e agora a tiram da manga como sua?

As cidades que possuem transporte gratuito Leia mais »

Para entender a PEC 37

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Para melhor entendimento da PEC 37 divulgo (em PDF clipado) parecer do jurista José Afonso da Silva feito à pedido do IBCCrim (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais). O assunto tem sido tratado pela imprensa com extrema parcialidade. A PEC 37 não retira atribuição nenhuma do Ministério Público pois o assunto, de fato, não possui regulamentação.

Para os que não conhecem, o IBCCrim é uma entidade que tem  posições nitidamente progressistas no Direito. José Afonso da Silva é um dos juristas mais respeitados do país quando o assunto é Direito Constitucional. Foi procurador, professor titular da FD-USP e assessor jurídico da Constituinte de 1988. 

O pronunciamento de Dilma não basta

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Sem entrar no mérito do discurso, ele não basta. Impossível que o governo não possua dados sobre os grupos que deram início aos atos. As redes sociais foram um instrumento fundamental nas manifestações. Elas não são tão democráticas e horizontais quanto se fala e pensa. Existem lideranças entre elas conseguidas através do número de seguidores, comentários feitos na página e número de compartilhamento das mensagens.

O governo não resolverá nada, exclusivamente, através de reuniões ministeriais ou conversas com lideranças políticas atropeladas pelo movimento das ruas. Ou de discursos, por melhor elaborados que sejam. Quem está na rua quer ser ouvido, não ouvir. Como não dá para receber todos para uma reunião, o gesto possível ao governo é localizar e receber estas lideranças. Leia mais »

Gentrification e Requalificação Urbana

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Para a população de baixa renda é interessante que a ocupação na requalificação de regiões urbanas seja a mais ampla possível. A qualidade de uma região urbana depende diretamente da renda média da população que a ocupa, do desenvolvimento da economia local. Leia mais »