São Paulo como laboratório da direita

Autor: 


Foto: Bernardo Mendes Ribeiro/Facebook

A sucessão de atos de autoritarismo explícito e uso da força policial para resover questões sociais – a invasão da USP por tropas de choque (gerou imagens que lembram as prisões dos estudantes em Ibiúna, na época da ditadura militar), a truculência na cracolândia e agora o despejo em Pinheirinho – permite perceber que as forças políticas de  direita, capitaneada pelo PSDB está usando São Paulo como laboratório de testes. Está esticando a corda para ver até onde a sociedade convive com o autoritarismo e o conservadorismo.

Esse processo já aconteceu no Rio de Janeiro no período do Cesar Maia (PFL/Dem) como prefeito. A diferença é que há mais uma década que o Rio não consegue fortalecer um nome da direita para disputar a presidência. Já em São Paulo, José Serra, Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab travam lutas em duas frentes: defender as próprias candidaturas pessoais e impedir que Aécio Neves transfira para Minas o teatro da oposição. Ao perder o debate social para o projeto do PT (Lula/Dilma) e em consequência o discurso de oposição, não resta outra alternativa para a direita a não ser investir pesado no conservadorismo para um contraste entre “ordem e demora para resolver questões sociais e políticas”.

A idéia de afrontar a sociedade com a repetição de atos autoritários e brutais, exatamente como no tempo da ditadura pode ser uma versão moderna para “uma mentira repetida tantas vezes que se torna uma verdade”, nesse caso a “mão de ferro que atua de forma truculenta tantas vezes que a sociedade vai se acostumando com a realidade de um governo que não tolera atos fora da lei”, unindo o autoritarismo à pobreza do slogan “rouba mas faz”.

Nenhum voto

Postar novo Comentário

O conteúdo deste campo é privado não será exibido ao público.
CAPTCHA
Esta questão é para testar se você é um visitante humano e impedir submissões automatizadas por spam.
CAPTCHA de imagem
Digite os caracteres exibidos na imagem acima.