Da mídia para o PSDB: se não tem tu, vai tu mesmo.

Autor: 

citizen-kane

Se não tem tu, vai tu mesmo. Creio que essa máxima é usada pela mídia em relação ao PSDB.

Com a falta de partidos de oposição e candidatos com carisma e competência para enfrentar Dilma Rousseff nas próximas eleições presidenciais a imprensa hegemônica resolveu “dar-uma-mãozinha”, mais uma vez, aos tucanos, amenizando e desvirtuando as graves acusações de corrupção feitas contra o governo estadual de São Paulo, no caso da formação de cartel para obras do metrô.

Acompanhei alguns telejornais e diários. Notadamente o Estado de S. Paulo e a Globo. E .

O esquema do “propinoduto” paulista veio à tona graças a esta revista IstoÉ. Observem as manchetes deste semanário:

24/07/13 – O Propinoduto do Tucanato Paulista – Covas, Alckmin, Serra aparecem na capa.

31/07/13 – A Fabulosa História do Achaque de 30%

14/08/13 – Os Tucanos já sabiam

Esta semana:  “Todos os Homens do Propinoduto do Metrô”.

As reportagens não deixam dúvidas do envolvimento do alto escalão do PSDB.

Enquanto isso, o quarteto Globo, Veja, Folha e Estado apenas começaram a aventar a notícia uma semana depois do estouro do escândalo.

Possivelmente aproveitaram este tempo para estudar uma maneira de abordar o assunto sem prejudicar seu partido-parceiro, o PSDB.

Envolver o governo federal e o PT, foi a saída encontrada. É a transmissão do ódio continuada.

Por exemplo: os noticiários da Globo não ligam o esquema de corrupção ao governador, falam que há, possivelmente,  envolvimento de “funcionários públicos. E dão espaço para a defesa. Mostram um Alckmin indignado, pedindo as provas que o CADE possui para investigar, que irá processar a Siemens, que apoia as manifestações.  Segundo Serra o governo federal está envolvido porque trabalha com a empresa também(???), que as denúncias são políticas.

No Estado de S. Paulo, primeira página, vem escrito o seguinte:

9/08/13- Investigação de Cartel acirra guerra entre PT e PSDB.

13/08/13- MPF suspeita que cartel do trem agia em projetos federais.

14/08/13 – Alckmin vai à Justiça contra a Siemens, mas mantém contrato.

17 e 18/13 – A notícia sumiu. Não deram mais destaque. Silêncio total.

Percebam a sutiliza dos noticiários. Os leitores em geral vão aos poucos esquecendo o assunto. Quem fez e quem participou no esquema. Ou ao menos não relacionarão os tucanos à corrupção.

Acham pouco? Imagine se essas acusações fossem contra o PT, pergunto: como seriam as manchetes? Quantos “especialistas” não seriam consultados para opinar sobre o caso?  Alguém dúvida que colocariam no ar uma entrevista “exclusiva” com o presidente da Siemens mundial falando sobre o caso? E mesmo em fim de carreira, qual seria a posição de Roberto Gurgel? E de Joaquim Barbosa e de Gilmar Mendes? E de Álvaro Dias? E da Marina Silva? E de FHC? E do Aécio?

Um peso, duas medidas. É isso que não pode acontecer com a mídia. Ela como formadora de opinião tem que ter e dar credibilidade. Se não, como nós leitores comuns ficamos?

Não se trata de esconder atos ilícitos, dependendo do partido. O que devemos discutir é o que essas famílias, detentora dos veículos de comunicação, faz com o cidadão e com o país.

Esse comportamento aético e inescrupuloso por parte da mídia só é possível porque não uma lei de regulamentação da mídia. Para o bem e o amadurecimento da democracia precisamos urgentemente de uma, concordam?

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