Acordo de R$ 1 bilhão deve elevar tráfego na Tietê-Paraná em 40%

 

Recursos de parceira entre governo Federal e do Estado será usado em obras e ampliação de capacidade da hidrovia

 

Naiara Leão e Danilo Fariello, iG Brasília

 

Está acertada para os próximos dias a assinatura de um convênio entre os governos federal e de São Paulo para investir mais de R$ 1 bilhão em melhorias na hidrovia Tietê-Paraná.

Com o investimento, o volume de transporte em 800 quilômetros do trecho da hidrovia deverá saltar de 5,8 milhões de toneladas em 2010 para mais de 8 milhões de toneladas, prevê o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot. Segundo o Departamento Hidroviário (DH) da Secretaria de Transportes de São Paulo, os investimentos vão poder triplicar o potencial de carga, para mais de 10 milhões de toneladas até 2014.

A hidrovia liga cinco estados com maior produção agrícola do país (Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraná) e transporta principalmente milho, soja, óleo, madeira, carvão e adubo. O dinheiro – R$ 623 milhões do governo federal e R$ 393 milhões de São Paulo – será aplicado na eliminação de gargalos até 2014.

Para elevar esse potencial de transporte de produtos agrícolas os investimentos serão feitos principalmente em derrocagem, dragagem, reforma de eclusas e proteção dos pilares, além da ampliação dos terminais existentes e implantação de novos terminais.

Além disso, segundo apurou o iG, o calado do rio nos momentos de seca mais intensa terá profundidade mínima de 2,7 metros, enquanto que hoje está em cerca de 2,4 metros. Com um calado maior, que é a distância entre a superfície da água e o fundo da embarcação, aumenta o porte dos veículos que podem circular pela hidrovia.

Esses investimentos, portanto, devem diminuir o tempo e os custos de viagem. Segundo o DH de São Paulo, apenas a expansão de vãos em quatro pontes que cruzam a hidrovia vão permitir o tráfego de composições de até quatro barcaças e vão acelerar as viagens em até duas horas por ponte, além de diminuir em cerca de 20% os custos.

O convênio de R$ 1 bilhão que vai ser assinado pela presidenta Dilma Rousseff e pelo governador Geraldo Alckmin nos próximos dias faz parte de um plano de longo prazo para investimento de R$ 16 bilhões, que elevaria o potencial navegável da Tietê-Paraná para 2,47 mil km.

Mais barato e menos poluente

Segundo cálculos da Confederação Nacional do Transporte (CNT), o transporte por hidrovias costuma ser cinco vezes mais barato que o rodoviário e três vezes mais econômico do que o ferroviário. Ainda conforme a CNT, o Brasil tem 42 mil km de vias navegáveis, mas aproveita apenas 8,5 mil km desse potencial.

Para o DH de São Paulo, a adoção mais intensa de hidrovias colabora para desafogar o trânsito em estradas, o que leva a uma economia para manutenção das rodovias e permite a redução de preços de pedágio. Além disso, reduz-se a emissão de mais de 20 milhões de toneladas de dióxido de carbono, o que contribui para o combate ao aquecimento global.

 

 http://economia.ig.com.br/empresas/infraestrutura/acordo+de+r+1+bilhao+deve+elevar+trafego+na+tieteparana+em+40/n1596961214439.html

 

Safra da soja emperra na hidrovia Tietê-Paraná

 

O transporte de soja pela hidrovia Tietê-Paraná está parado há cinco dias no interior de São Paulo

 

AE | 07/03/2011 10:11

 

O transporte de soja pela hidrovia Tietê-Paraná está parado há cinco dias no interior de São Paulo. Dezoito comboios, com 72 barcaças de 140 metros de comprimento cada um, estão atracados desde quarta-feira, entre as eclusas das hidrelétricas de Nova Avanhandava e Promissão.

As embarcações esperam uma redução no volume de vazão do rio Tietê, que triplicou nos últimos dias por conta da chuva, para seguir viagem nos dois sentidos. As embarcações, que pertencem às empresas Louis Dreifuss Commodities (LDC), Torque e Izamar, estão deixando de transportar 104 mil toneladas de soja, em plena safra de grãos do Centro-Oeste do País.

Dos 18 comboios, nove estão carregados com cerca de 50 mil toneladas, atrasando o embarque em trens que levariam a carga para o Porto de Santos. As empresas ainda calculam os prejuízos, mas já se sabe que, em pelo menos uma delas, o volume do embarque programado para março vai ficar 30% menor por conta do atraso. A empresa, que possui oito comboios parados na hidrovia, já deixou de transportar pelo menos 23 mil toneladas de soja nesses cinco dais.

Além de nove comboios carregados com a soja, que estão atracados à jusante da usina de Promissão, outros nove comboios vazios estão à montante de Promissão e à jusante e à montante de Nova Avanhandava, esperando a liberação das eclusas.

O volume do rio Tietê, que normalmente é de 1.400 m3/s está em 3.700 m3/s o que elevou o nível do rio em mais de um metro. "Enquanto esse volume não for reduzido, as embarcações não darão conta de atravessar as eclusas", diz Marcus Vinicius Victorino, do Departamento Hidroviário, responsável pela hidrovia na região.

 

http://economia.ig.com.br/empresas/agronegocio/safra+da+soja+emperra+na+hidrovia+tieteparana/n1238139514501.html

Nenhum voto

Postar novo Comentário

O conteúdo deste campo é privado não será exibido ao público.
CAPTCHA
Esta questão é para testar se você é um visitante humano e impedir submissões automatizadas por spam.
CAPTCHA de imagem
Digite os caracteres exibidos na imagem acima.