As leis da física e a economia

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Não sou muito chegado em metáforas para falar do cotidiano. Entretanto (talvez por força da minha formação), estabeleço há muito uma relação, que poderia ser designada como tal, entre crise econômica e uma das leis fundamentais da física:

"Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma".

A Lei de Conservação de Massa,  publicada por Mikhail Lomonosov, acabou universalizada como Lei de Lavoisier. Já na autoria fica a dúvida: Estou diante de uma metáfora ou apenas observando um caso clássico de transferência de propriedade? 

Minha relação com a economia é bem primaria, dinheiro para mim é papel moeda. Num grande esforço de imaginação também é o meu dinheiro que está no banco, que  tecnologicamente transfiro com o meu cartão de débito (para minha mão ou para a conta de alguém). Vai daí, que imagino que existe uma certa quantidade dele pelo mundo. Portanto, se o dinheiro que eu esperava ter comigo não entrou, ele permaneceu na conta de alguém ou foi transferido para outro cara. Eu estou então diante de uma crise econômica. 

Ora, sempre que ouvimos falar de crise econômica é como estar em uma situação em que todos perdem. Aí que entra a metáfora ou a coincidência. Se algum dinheiro que eu esperava não chegou a mim, pela lei da conservação de massa, em algum lugar ele deve estar. Se ele está em algum lugar, alguém se beneficiou com minha crise... O que me leva a concluir que:  

Quando muitos perdem, sempre há poucos que estão ganhando muito.

Do Valor

 

20/07/2013 às 12h20
Salários no mercado financeiro aumentaram em 2012, diz pesquisa


 Folhapress

SÃO PAULO  -  Apesar do baixo crescimento da economia brasileira no ano passado, 71% dos profissionais do mercado financeiro do país tiveram aumento de salário em 2012. O índice é superior à média mundial, de 53%, e à da América Latina (68%), segundo pesquisa da consultoria de recursos humanos Michael Page.

De acordo com o levantamento, a maioria dos executivos brasileiros do setor financeiro afirma que o reajuste de suas remunerações foi de 15% ou mais, nível maior que o da média mundial, de 5%.

Para Luis Felipe Granato, gerente da Michael Page, os países da América Latina se destacam no estudo por causa do momento economicamente desfavorável vivido pelos países desenvolvidos.

Nos Estados Unidos e na Europa, por exemplo, o pacote de remuneração dos executivos financeiros foi alvo de críticas durante a crise mundial de 2008, e desde então seguem estagnados.

"Além disso, no Brasil, os executivos do mercado financeiro estão em crescimento agressivo, ao contrário do que acontece em outros continentes", afirmou Granato.

Segundo ele, a inflação maior no Brasil também influenciou no reajuste salarial desses profissionais.

Otimismo

Outros fatores analisados na pesquisa demonstram o maior otimismo dos executivos financeiros em relação a seus pares em outros países. O tamanho dos bônus, que compõem boa parte da remuneração dos profissionais do mercado financeiro, foi maior para os profissionais da América Latina, representando um valor entre 20% a 50% do salário. No mundo, o percentual máximo foi de 10% em 2012.

De acordo com o estudo, promoções e pacotes de remuneração, incluindo os bônus, têm sido afetados pela crise financeira global, de forma geral.

"Um índice alto de entrevistados afirmam que sua carga de trabalho e nível de estresse aumentaram no último ano", afirma a pesquisa. O estudo entrevistou 3.800 profissionais em 47 países.

(Folhapress)

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