O Direito a “Scientia”

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O direito ao saber, ao conhecimento, a informação. O Vivente está no bar, e observa um Operário – desses tantos que existem no Brasil, que acordam às 6h da matina e retornam ao lar depois do ocaso; operários/as que estão sempre ao nosso lado, dentro do celular que usamos, das roupas que vestimos, da comida nosso alimento, dentro do carro que dirigimos, do limpo chão que pisamos, etc.. O Operário pede pra levar um livro, de uma biblioteca improvisada, uma prateleira de livros itinerantes, solidária e cidadã de conhecimento e imaginação. O vivente pergunta qual o nome do Livro, e é O Nome da Rosa, de Umberto Eco. O Vivente sente uma felicidade transcendental, dessas que extrapolam vidas, almas, carmas. (Que tão somente os entendedores entenderão). E faz uma reflexão aos pensamentos obsoletos e absurdos que o ofuscam e o acompanham feito sombra. “O Operário também tem o direito de ler, de ter acesso ao conhecimento”.




Neste transbordar de euforia, o Vivente lembra-se de uma peça de teatro, que aconteceu no canteiro da universidade. A lembrança ganha gosto de ar e cheiro de Alegria. Lembra que o Teatro estava cheio de funcionários terceirizados, que observavam atentos e sorridentes. Vem à memória que um desses operários se aproximou e perguntou, “quantas horas?”. O Vivente respondeu, “são 12h:35”. E o operário sorrindo exclamou, “então ainda tenho vinte minutos!”. Com sorriso largo e simples.

 

 

O Vivente então perguntou a si mesmo, “uai, mas não é disseminado em todos os cantos e ares que o povo não gosta de Cultura?”. A resposta o Vivente encontrou em leituras profundas e fundamentais, de Milton Santos, Josué de Castro, e outros gênios. (Altura esta, que o Vivente tem certeza que nunca alcançará!). 

 


É neste imbróglio que o Vivente proclama, se possível em praça pública. 
"Todos, absolutamente todas e todos, mulheres e homens, crianças e idosos, tem o Direito ao Saber. O Direito a Informação. O Direito ao Conhecimento. Este deve ser um Valor Universal e globalizado, assim como o direito ao alimento [saudável]".

 

 

Mas chega o instante capcioso, em que o Vivente recorda das aulas de história, ou seria de latim, ou seria de uma conversa com um meio grande amigo metade tio, em que existe uma antiga e famosa frase. “Scientia potentia est”. (Em tradução livre, “Conhecimento é poder”).

 

 

E enfim, o Vivente compreendeu...!!!

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