Trump e o Mundo Novo

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Impressiona inocência [perspicaz] dos grandes analistas e intelectuais de nosso tempo, ao justificar sempre o voto ao apelo moral. (“Não voto no Crivella que ele é contra o aborto”; “não voto no Trump porque ele peida fedido”; etc.). Como apelar a “moral”, se a própria moral se esvaiu? Se dissipou? Virou fumaça. A Globalitária (globalização autoritária de mercadorias, como disse Milton Santos) mentiu. Não há democracia no mundo. As grandes corporações tem seus interesses representados pelo Banco Mundial, a Organização Mundial do Comercio, o Fundo Monetário Internacional, entre outras. E essas “organizações” [poderosas] não são democráticas.

Neste contexto os estados nacionais ficaram reféns dessa macro estrutura. E os seus governantes não passam de gerentes (ou menino de recado) de seus gananciosos interesses. (O que é o Crime de Mariana se não a omissão do ESTADO e das autoridades legais?). O povo, que nunca foi e nunca será bobo, sente na pele essa fragilidade. O que leva a uma total descrença no sistema político atual, a chamada “democracia representativa”. (Ele se abstém de votar, ou vota nulo ou branco. Ou vota no “palhaço” como protesto, ou ele diz: “não, muito obrigado, não participo desse banquete hipócrita”). Que não passa de uma plutocracia, de uma minoria rentista do capital especulativo. (No caso brasileiro é ainda mais gritante, pois o sistema judiciário não passa pelo crivo popular).

Esse Sistema é contraditório por essência, e tende a manter e aprofundar as suas próprias contradições: as suas mazelas, as suas misérias, a sua violência. Tentam resolver passando “açúcar” nas feridas, nos machucados. Mas o machucado não é mais uma simples ferida, ao contrário, é uma pereba. E essa pereba se expõe com a Crise Capitalista Mundial de 2008 – que se arrasta até o dia de hoje, tomando medidas paliativas (antipereba).

Portanto, não venham culpabilizar o povo pelas decisões equivocadas que vocês, de forma autoritária, tomaram. O que está em jogo hoje são dois projetos de mundo: o ultra neoliberalismo (que produz Mariana) x o ultranacionalismo (de Hitler, Mussolini). O povo está se vingando das mentiras contadas pelo ultraliberalismo nas urnas. Como foi com o Brexit, como foi com Trump. Porque vocês mentiram descaradamente um mundo perfeito, onde todos poderiam consumir, e consumir, e consumir. Mas foi é mentira. Por razões ambientais, ecológicas, sociais e econômicas. Pela mais pura e simples lógica: não é “desenvolvimento”.

No entanto, temos sim uma saída para essa crise: econômica, política, social e moral. A solução é um fortalecimento da democracia participativa e direta. Com decisões democráticas, participativas e populares. Como? Eu quero um plebiscito pra decidir se o brasileiro quer a PEC 55 ou não. Um plesbicito pra decidir o salário do vereador, do deputado federal, do senador, do juiz (no judiciário mais caro do mundo), da professora do professor. Eu quero plebiscito popular, democrático e participativo pra decidir se vamos gastar com presídios ou investir em educação, em escola.

Se a gente, o povo gostar muito de participar da política – que sempre lhe foi negada -, neste dia a gente vai realizar um plebiscito pra decidir que a partir dali será tudo por plebiscito. E assim construir um Mundo Novo: democrático, participativo e popular!

Avisem aos navegantes de outras dimensões, a classe dominante, que deve ser até bíblico: a Hipocrisia tem seu final!

 

Ou como o povo diz, “a mentira tem pernas curtas”! 

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