Grupo de indígenas retornam a Aldeia Maracanã

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Grupo de indígenas volta a ocupar a área da antiga Aldeia Maracanã

  • Parte dos manifestantes está dentro do prédio, cercado por PMs
  • Instituição defende que local fique a cargo dos próprios índios


RIO - Um grupo de indígenas ocupa, desde a tarde desta segunda-feira, a área da antiga Aldeia Maracanã, na Zona Norte do Rio. Gritando palavras de ordem como “a aldeia resiste”, algumas pessoas conseguiram entrar no prédio, que está cercado pela Polícia Militar. Segundo um deles, o intuito da ocupação é travar no local uma discussão sobre o processo de devolução do espaço para o Centro de Etno-conhecimento Sócio-cultural e Ambiental Cauieré (Cesac, uma entidade associativa sem fins lucrativos de defesa de direitos e interesses indígenas).


De acordo com a CET-Rio, há um grupo de manifestantes em frente à Aldeia, próximo à Avenida Radial Oeste. Segundo a Polícia Militar, o comandante do 4º BPM (São Cristóvão), tenente-coronel Ronal Santana, está no local para tentar negociar com o grupo de índios. Ainda segundo a PM, o Batalhão de Choque ainda não foi acionado.De acordo com os índios, a Justiça Federal decidiu nesta segunda-feira que o Cesac tem legitimidade para representar a Aldeia Maracanã. Para o Centro, dizem os indígenas, a gestão do local deve ficar a cargo dos próprios índios.

Na semana passada, o governo do estado do Rio deu início ao processo de criação do Centro estadual de Estudos e Difusão da Cultura Indígena, que poderá funcionar no prédio do antigo Museu do Índio, onde ficava a Aldeia Maracanã. O prédio esteve no centro de uma polêmica meses antes do início da Copa das Confederações, quando cerca de 50 índios, que viviam no local, se recusaram a deixar o imóvel. A Secretaria estadual de Cultura, líderes indígenas e membros da Fundação Darcy Ribeiro se encontraram no dia 31 de julho para discutir a proposta. Uma segunda reunião já foi marcada para esta semana, quando deverá ser apresentado um cronograma para o projeto.

Inicialmente, o governo planejava derrubar o prédio do antigo museu sob a alegação de que o imóvel atrapalhava o projeto de modernização do entorno do Maracanã. Com a reação dos indígenas, o governador Sérgio Cabral recuou, e propôs a restauração do imóvel para a criação de um museu do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Na semana passada, no entanto, a Secretaria de Cultura informou que o Centro de Cultura poderá funcionar no antigo prédio no Maracanã. Segundo a nota da Secretaria de Cultura, na reunião com os representantes indígenas, Adriana Rattes, chefe da pasta, “acenou com a disposição do governo em considerar a instalação deste Centro no prédio do antigo Museu do Índio, como era o desejo do movimento”.

VOLTAM A OCUPAR ALDEIA MARACANÃ

 

 Domingos Peixoto / Agência O Globo

Índia fuma cachimbo durante ocupação de antiga aldeia DOMINGOS PEIXOTO / AGÊNCIA O GLOBO

 Domingos Peixoto / Agência O Globo

A fachada do antigo Museu do Índio, que abrigava a Aldeia Maracanã: grupo de indigenas voltou a ocupar a área nesta segunda-feira DOMINGOS PEIXOTO / AGÊNCIA O GLOBO

 Domingos Peixoto / Agência O Globo

Manifestantes acompanham a ocupação da antiga Aldeia Maracanã DOMINGOS PEIXOTO / AGÊNCIA O GLOBO

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Índios chegam ao topo do prédio, no Maracanã DOMINGOS PEIXOTO / AGÊNCIA O GLOBO

 Domingos Peixoto / Agência O Globo

Índia carrega criança durante ocupação de prédio DOMINGOS PEIXOTO / AGÊNCIA O GLOBO

 Domingos Peixoto / Agência O Globo

Cartaz é pendurado em grade em frente à antiga aldeia DOMINGOS PEIXOTO / AGÊNCIA O 

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