Telebras, Odebrecht, uruguaios e argentinos serão sócios

Os argentinos decidiram participar do projeto de cabos submarinos, tocado pela Telebras, e vão integrar o consórcio para a construção das novas conexões internacionais por fibras ópticas. O acerto também envolve as conexões terrestres, previstas no plano de um anel óptico sulamericano, que teve sua primeira ligação confirmada em reunião no Uruguai, realizada nesta terça-feira, 31/10.

São iniciativas distintas, ainda que com um objetivo comum – garantir redes internacionais que permitam interconexões diretas, visto que hoje comunicações em geral fazem escala nos Estados Unidos, mesmo que envolvam dois países da América do Sul. E com os cabos submarinos, a perspectiva é de que o custo do link internacional de dados caia pela metade.

A reunião no Uruguai tinha como primeiro objetivo formalizar o acerto entre a Telebras e a Antel, a estatal uruguaia, para ligação da rede terreste brasileira com a do vizinho – o que se dará fisicamente na fronteira de Santana do Livramento-RS com Rivera. Como a Antel já possui conexão com Buenos Aires, na prática a Argentina também entra diretamente no anel sulamericano.

Os argentinos, por sinal, também foram ao Uruguai nessa mesma terça-feira e confirmaram que vão participar do projeto de novos cabos submarinos – resposta que o Brasil vinha esperando para avançar no plano. Assim como os uruguaios usarão sua estatal Antel nesse projeto, os argentinos, igualmente, vão com a Arsat.

Os novos cabos submarinos foram divididos em cinco etapas. Um trecho será entre Maldonado, na pontinha sul do Uruguai, até Santos-SP. De Santos, outro segue até Fortaleza-CE. E da capital do Ceará, seguem cabos para os Estados Unidos, Angola e para a Europa. O trecho europeu pode ficar para depois dos demais, porque é aquele com acertos ainda no início.

Deixando de lado esse trecho europeu, nos demais vale a seguinte participação: a Odebrecht terá 51%, a Telebras 39%, e Antel e Arsat com 5% cada. Esse é o desenho básico, mas sujeito a ajustes com outros sócios a depender do trecho. No caso do cabo que vai de Maldonado a Santos, esse casamento responde por 20%. Arsat e Antel terão nele outros 40% cada.

No trecho entre Santos e Fortaleza, vale os 51-39-5-5. Mas já naquele que segue aos Estados Unidos, é estratégica a inclusão de um parceiro norteamericano, que deve ficar com 10% a 15% dessa etapa. No cabo que vai ao continente africano, o consórcio responderá por 10% do trecho, visto que a Angola Cables terá nele participação de 90%. Por enquanto, só a joint-venture entre Telebras e Odebrecht conversa com a espanhola Isla Link sobre o trecho europeu.

Encaminhadas as parcerias, falta ainda formalizar os acordos e ajustar os financiamentos necessários – trata-se de uma jogada sem BNDES, por exemplo, e cada sócio precisa garantir seus próprios recursos. Com isso superado, parte-se para o “acordo de construção e manutenção”, ou C&MA, na sigla em inglês, com base no qual são feitos os pedidos aos fornecedores.

O projeto em si – das especificações técnicas ao preço, que nos cinco trechos chega a R$ 1,8 bilhão – está pronto desde março deste ano. A demora se deu mais na definição dos parceiros, notadamente no caso da Odebrecht e dos argentinos. O ritmo da papelada vai definir se as obras podem começar ainda em 2012 – a perspectiva é que a implantação leve 18 meses.

Fonte: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoi...

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