A CHIADEIRA AUSTRALIANA E O ACIONAMENTO DO "MODO VIRA-LATAS"

Não é uma questão de desqualificação ou despreparo para grandes eventos, de nós brasileiros. Fazemos anualmente dois dos maiores do Mundo: O Réveillon e o Carnaval. O que está acontecendo com as Olimpíadas é resultante do momento político que vivemos, e do capitalismo especulador e predador brasileiro, e internacional, aliado a uma mídia caseira tão aculturada e vassala que nos dá enjoos. Todo evento transitório, que envolve milhares de pessoas, precisa necessariamente de planejamento, logística e infra-estrutura. As Olimpíadas são um evento privado, cuja gestão é do COI. O planejamento é deles. A logística é deles. A cidade sede entra com a infra-estrutura, que os governantes (em todas as cidades do Mundo) denominam de "legado olímpico". Pois bem, aonde estava o COI, nesses quase dez anos, na atuação sobre o Planejamento e Logística? O que vimos, e nem a nossa mídia teve como esconder, foi a corrupção, má gestão e outras mazelas envolvendo a alta direção do COI, e obviamente não haveria como não haver reflexos diretos e indiretos nas Olimpíadas do Rio. E a Infra-estrutura? A maior parte, como a Vila dos Atletas, um empreendimento imobiliário privado, que já está todo vendido, é de responsabilidade da iniciativa privada, que foi contratada ou pelo próprio COI ou pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, com dinheiro público-privado, uma boa parte da União, via PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), contudo, o que está apresentando problemas (ao menos até agora) são as instalações nos apartamentos da Vila Olímpica. Cadê a construtora, empreendedora e imobiliária, todas privadas, que fizeram, divulgaram e venderam a obra, nesse período para empréstimo ao COI e usufruto dos atletas e suas delegações? Meus amigos, sem querer tapar sol com a peneira, não podemos creditar tudo, sempre, a uma suposta incapacidade ou inabilidade ou imperícia de nós brasileiros, o que sabemos não ser uma verdade absoluta, pois temos uma reconhecida capacidade de empreendedorismo, improvisação e superação de desafios e dificuldades, o que, logicamente, o tal "complexo de vira-latas", é logo acionado, pela mídia, para nos fazer crer que somos todos incompetentes... Londres, Atlanta, Pequim e Sidney (dos agora exaltados e reclamões australianos), só para ficar nesses exemplos, de ex-cidades olímpicas, tiveram muitos problemas, poucos legados e muitos prejuízos à economia dessas cidades. Esperamos e torcemos para que o Rio de Janeiro, e claro o Brasil, realizem uma boa e histórica Olimpíadas, mas não nos iludamos e tenhamos consciência de que o retorno para a população local é muito restrito e os prejuízos econômicos são quase que certos. Quanto ao idioma inglês ou qualquer outro, que não o nosso pátrio português, não temos obrigação de dominá-los, e não creio que nenhum estrangeiro vá se esforçar em dominar o nosso lusófono falar, só para nos melhor acolher, em seus países. Aqui, como acolá, haverão de ter profissionais em turismo, diplomacia e outros afins, para exercer essa polifonia, e nós outros, bons brasucas que somos, destarte os cariocas, daremos nosso jeito para nos comunicarmos bem, com toda gente.

*Notícia: http://brasil.elpais.com/…/…/deportes/1469379959_038347.html

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