Ipea revela alta no potencial de consumo

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Em meio a uma salada de números sobre vendas do comércio, surgiu hoje um dado que mostra o forte reflexo do aumento do salário mínimo e da redução dos juros brasileiros – embora mínima na ponta do consumidor.
A pesquisa do Ipea sobre a expectativa das famílias aponta um forte crescimento na disposição de compra de bens duráveis, aqueles situados fora da esfera do consumo doméstico rotineiro.
Nada menos que 69% dos responsáveis pelos mais de três mil domicílios visitados acha que é hora de pensar em adquirir ou trocar geladeira, fogão, lavadora, comprar automóvel, etc…
É o maior nível já registrado nos 18 meses em que a pesquisa é realizada.
A baixa taxa de desemprego – e a consequente segurança de que não faltará trabalho – as boas expectativas quanto à economia e à renda familiar mostram que o mercado consumidor está pronto para um reaquecimento que faz a maioria dos analistas financeiros torcerem o nariz e logo pegarem seu Iphone novo para comentar o perigo que isso representa para a inflação.
Improvável que isso ocorra.
Amanhã sai o primeiro índice oficial de inflação do ano, o IPCA de janeiro. Ninguém crê que vá ficar significativamente acima de 0,5%, bem abaixo dos 0,83% de janeiro de 2011, e já há certa convição de que o de fevereiro, menos sujeito aos aumentos de alimentos, educação e passagens de ônibus do mês passado, fique em torno de 0,4%, metade do registrado em 2011.
Os céticos verão que as previsões “minimalistas” para a economia brasileira em 2012 estão redondamente equivocadas. Não teremos um “boom”, é verdade, mas vamos ficar muito acima do crescimento medíocre que tivemos durante muito tempo, e sem crises mundiais.
 
Por: Fernando Brito

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