A Biografia de Marconi Perillo

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Publicado Originalmente no Wikpédia Brasil: http://pt.wikipedia.org/wiki/Marconi_Perillo

Coloco aqui, um resumo da biografia de Marconi Perillo, ( faço isso antes que alguem apague do Wikipédia )

Marconi Ferreira Perillo é um político brasileiro, bacharel em Direito, filiado ao PSDB. É o atual governador de Goiás e está em seu terceiro mandato (1999-2002; 2003-2006; 2011- ).

Marconi Ferreira Perillo Júnior nasceu em Goiânia, na Maternidade de Maio, em 7 de março de 1963, mas passou toda sua infância em Palmeiras de Goiás, local que considera sua cidade natal. Primeiro filho do comerciante Marconi Ferreira Perillo e da dona-de casa Maria Pires Perillo, tem outros três irmãos: Antônio, Vânia e Tatiana.

Cursou o ensino fundamental no Colégio Estadual de Palmeiras de Goiás (1970 – 1978). Aos 14 anos, teve o seu primeiro emprego formal, como auxiliar no serviço burocrático do Cartório do 2º Ofício de Notas em Palmeiras.

Antes de completar 15 anos, mudou-se para a casa dos tios, Jorge e Maria Conceição, em Goiânia, para dar sequência aos estudos.

Em Goiânia, cursou o segundo grau (hoje, ensino médio) no Colégio Pré-Médico (1978-1980). Na capital, fez amigos no meio artístico e intelectual como Nasr Chaul, Bororó, João Caetano, entre outros, devido a proximidade com o primo Fernando Perillo, que é cantor de Música Popular Brasileira (MPB).

Em 1980, foi aprovado no vestibular para Ciências Sociais da Universidade Federal de Goiás. Em 1982, veio a aprovação para o curso de Engenharia Industrial Mecânica, na Universidade Brás Cubas, de Mogi das Cruzes (SP). Em 1985, conquistou uma vaga no curso de Direito da UCG (hoje PUC-Goiás).

Marconi chegou a fazer os cursos em que foi aprovado, mas acabou tendo de abandoná-los por conta do trabalho e da militância politica.

Foi no Legislativo Goiano que conheceu Valéria Jaime Peixoto, com quem se casou em 1989 e teve duas filhas, Isabela e Ana Luísa.

Concluiu em 2010 o curso de Direito na Faculdade Alves Faria.

[editar]Trajetória política

Marconi Perillo começou sua carreira política no Partido do Movimento Democrático Brasileiro(PMDB). Em duas oportunidades, presidiu o PMDB Jovem (1985-1987 e 1987 -1989), período em que atuou também como membro do diretório estadual. Foi assessor pessoal dogovernador Henrique Santillo entre 1987 e 1991 e deputado estadual entre 1991 e 1995.

Em 1992, Perillo e Santillo, juntamente com outras lideranças do PMDB, filiam-se ao Partido Social Trabalhista (PST), permanecendo na legenda até 1993, quando a direção nacional da mesma, juntamente com a direção nacional do Partido Trabalhista Renovador (PTR) formalizam a fusão das legendas, criando o Partido Progressista (PP). Em 1994, Perillo é eleitodeputado federal pelo PP, sendo o 6o.mais votado.

Em 1998, Perillo foi eleito governador de Goiás pelo Partido da Social Democracia Brasileira(PSDB) com apenas 35 anos de idade, tornando-se então o mais jovem governador do Brasil. Nessas eleições, as pesquisas indicavam um grande favoritismo do ex-governador e então senador Iris Rezende, ex-colega de legenda de Perillo e a principal liderança política do estado à época. Com o mote de um "tempo novo" para a política e o governo do estado, Perillo inesperadamente derrotou Rezende no 2o.turno e assumiu o governo de Goiás, reelegendo-se depois em 2002 ainda no 1o.turno. Em 2006 não conclui seu mandato, desincompatibilizando-se em 31 de março para concorrer ao Senado Federal. Foi eleito com 75% dos votos e ainda contribuiu para a eleição de seu sucessor, seu vice-governador Alcides Rodrigues ao governo do Estado

Eleições 2010Em 3 de outubro de 2010 recebeu 1.400.227 (46,33% dos votos válidos), habilitando-se a disputar um segundo turno com Iris Rezende do PMDB no dia 31 de outubro do mesmo ano, quando elegeu-se governador de Goiás pela 3ª vez na história, recebendo 1.551.132 votos (52,99% dos votos válidos).Patrimônio declarado

Em 2010, Marconi Perillo declarou à justiça eleitoral possuir R$ 1,6 milhão distribuídos em 13 bens:

  • oito imóveis (R$ 1,2 milhão);
  • linha telefônica (R$ 135 mil);
  • ações da Empresa Goiás Alimentação (R$ 50 mil);
  • dois carros (R$ 165 mil).

Acusações e condenaçõesRecebimento de propina

Em inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF), Marconi Perillo é investigado pela suspeita de ter recebido R$ 2 milhões de propina na época em que foi governador do estado de Goiás entre 1999 a 2006. A denúncia (inquérito 2481) foi feita a partir de interceptações telefônicas, em que um grupo de empresários do ramo de proteína animal negociava pagamento de propina para o então governador. Três meses depois dessas ligações, o governador aprova desconto fiscal de 7% para as empresas, um de vários incentivos fiscais a diversos setores produtivos. Embora a denúncia exista, nenhum processo contra ele foi instaurado pelo judiciário.

Corrupção

jornalista e radialista Jorge Kajuru, ex-proprietário da Rádio K, publicou em 2002 o livro Dossiê K  que contém denúncias de corrupção do atual governador e candidato à reeleição na época, Marconi Perillo. A trajetória narrada compreende o período entre janeiro de 1998 e setembro de 2002. O livro foi apreendido pela justiça de Goiás, antes do final das eleições de 2002.[7][8]


Envolvimento com o bicheiro Carlinhos CachoeiraEm abril de 2012, a revista Carta Capital acusou Marconi de envolvimento no escândaloCarlinhos Cachoeira (bicheiro). Os exemplares da revista foram apreendidos das bancas de revista no Estado e a imprensa local foi intimidada para não dar informações a respeito.

A chefe de gabinete de Marconi Perillo, Eliane Gonçalves Pinheiro, pediu demissão após ter tido conversas telefônicas dela com Carlinhos Cachoeira inteceptadas, nas quais, é avisada pelo bicheiro sobre uma ação da Polícia Federal que seria desencadeada em 13 de maio de 2011 e que tinha como objetivo combater um esquema de fraudes contra a Receita Federal em diversos estados, incluindo Goiás. A própria Eliane confirmou que mantém "vínculos de amizade" que considera "exclusivamente pessoais com pessoas indiciadas" na Operação Monte Carlo. Os dados, passados a Eliane por Cachoeira, diziam respeito a alvos da Operação Apate, que investigou no ano passado supostas fraudes tributárias em prefeituras do interior de Goiás. Antes do pedido de exoneração, Perillo chegou a defender a sua chefe de gabinete.

Nesse escândalo, o senador Demóstenes Torres pediu a desfiliação do DEM-GO por também estar envolvido em relações suspeitas com Carlinhos Cachoeira. Assim como o parlamentar, Eliane usava um rádio Nextel com linha habilitada nos Estados Unidos para se comunicar com o chefe da máfia dos caça-níqueis em Goiás.

O próprio Marconi Perillo admitiu conhecer o bicheiro Cachoeira e ter se encontrado com ele por três vezes em "reuniões festivas", uma delas na casa do senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

Em entrevista à TV Anhanguera (afilada da Rede Globo), Marconi atacou toda a imprensa do Rio de Janeiro e, ao ser questionado se havia vendido uma casa para o bicheiro, respondeu:

Cquote1.svgEu tenho a informação de que um famoso bicheiro no Rio de janeiro foi preso na casa de um dirigente de uma grande empresa de televisão do Brasil. Será que quem vendeu a casa tem culpa disso?Cquote2.svg
— Marconi Perillo, em entrevista à TV Anhanguera
Beneficiamento da esposa

Valéria Perillo ganhava, em 2000, uma gratificação de R$ 3.500 por força de um decreto de Marconi Perillo, seu marido e então governador de Goiás. Primeiras-damas não são remuneradas. Sobre o caso, Valéria deu entrevista argumentando:

Cquote1.svgEu também tenho de cuidar das minhas filhas, que não contam com a presença constante do pai.Cquote2.svg
— Valéria Perillo, em entrevista à Revista Veja

Também durante a gestão de seu esposo, com recursos públicos, Valéria mandou fazer uma "foto oficial" de si própria, do mesmo tamanho da do marido, e mandou três cópias para cada um dos 251 municípios de Goiás; acompanhava as fotos a orientação para que fossem afixadas no gabinete do prefeito, na presidência da Câmara Municipal e na sala da primeira-dama de cada cidade. Após a denúncia, Marconi Perillo deu ordem para que as fotos fossem recolhidas.


Turma exclusiva para curso de direito

Em 2007, o Ministério Público Federal em Goiás (MPF) ajuizou ação civil pública, com pedido de liminar, em desfavor da Faculdade Alves Faria (Alfa), Marconi Perillo (senador da República), Valéria Perillo e União Federal, por concessão de tratamento privilegiado a agente político. De acordo com a procuradora da república Mariane Guimarães de Mello Oliveira, a Faculdade Alfa, localizada em Goiânia, sob a justificativa de atender necessidades especiais de Marconi Perillo, montou uma turma especial no curso de direito com apenas dois alunos: o Senador e sua esposa Valéria Perillo.

Para o MPF/GO o fato viola os princípios da isonomia e da generalidade na prestação de serviços públicos, configura tratamento seletivo e privilegiado sem previsão constitucional ou legal e viola as diretrizes e bases da educação nacional, previstas na Constituição da República e na Lei n.º 9.394/96.

O MPF/GO pediu que a Alfa, Marconi Perillo e Valéria Perillo sejam condenados a pagar indenização, a ser revertida para os alunos daquela faculdade.

A ação tramita na Justiça Federal de Goiás, processo nº 2007.35.00.022088-0, sob apreciação do Juiz Euler de Almeida Silva Júnior (9ª Vara Federal de Goiânia), desde 2007.


Condenação por propaganda antecipada

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve, em 2008, a condenação de Marconi Perillo ao pagamento de uma multa de R$ 53.205,00 por propaganda antecipada no pleito de 2006, veiculada na forma de propaganda institucional do governo de Goiás. A propaganda instistucional foi publicada nos jornais O Popular e Diário da Manhã e, segundo o Ministério Público, terminou por fortalecer a pré-candidatura de Perillo a senador por Goiás.


Nepotismo

Segundo o jornal O Anápolis, há uma lista de parentes diretos ou próximos de Marconi Perillo e de Valéria Perillo nomeados em comissão entre 1999 e 2006, em diversas esferas do poder, tais como Adriana Moraes Perillo Bragança, Vânia Pires Perillo Cardoso e Nilton Perillo Ribeiro.

Também é acusado de nepotismo cruzado em favor do bicheiro Carlinhos Cachoeira, dentro da Secretaria de Indústria de Comércio, onde trabalhariam seis parentes de Cachoeira e do ex-presidente da Câmara Municipal de GoiâniaWladimir Garcez, apontado pela PF como arrecadador de campanha de Perillo.

Referências

  1.  Terra, 9/11/2009
  2.  Folha de São Paulo - Arquivo da Folha - BENS DECLARADOS NA JUSTIÇA ELEITORAL
  3. ↑ a b Acompanhamento Processual: STF - Supremo Tribunal Federal - Inq 2481stf.jus.br. Página visitada em 7 de outubro de 2010.
  4.  Folha.com: Marconi Perillo é investigado no STF pela suspeita de ter recebido R$ 2 mi de propina - 09/07/2010folha.uol.com.br. Página visitada em 7 de outubro de 2010.
  5.  Folha.com - Poder - Perillo se contradiz ao explicar documentos e diz que denúncia é "café requentado" - 09/07/2010folha.uol.com.br. Página visitada em 7 de outubro de 2010.
  6.  Dossiê K - Uma história de corrupção e truculência (Goiânia - Goiás 2002)tvkajuru.comPDF (11.2 MB). Página visitada em 17 de outubro de 2010.
  7.  Folha Online - Rádio de Jorge Kajuru é fechada por ordem do TRE de Goiás - 01/10/2002.folha.uol.com.br. Página visitada em 17 de outubro de 2010.
  8.  Folha Online - PM invade campus de universidade atrás de livros de Jorge Kajuru - 03/10/2002folha.uol.com.br. Página visitada em 17 de outubro de 2010.
  9.  Pernambuco.com - Ligações com Cachoeira provocam demissões no governo de Goiás
  10. ↑ a b c d Veja - Após denúncias, chefe de gabinete do governador Marconi Perillo pede exoneração
  11.  Revista Época - Perillo defende chefe de gabinete flagrada em escutas com Cachoeira
  12.  O Globo - Perillo admite que encontrou Cachoeira em 'reuniões festivas'
  13.  O Globo - Perillo nega relação do governo com 'atos ilícitos' de Cachoeira
  14.  Primeira Edição - Marconi Perillo (PSDB) admite encontro com Carlinhos Cachoeira
  15. ↑ a b Jornal do Brasil - Governador Marconi Perillo ataca a imprensa do Rio
  16. ↑ a b c d Veja - Evita goiana - Com vocês, a primeira-dama Valéria Perigo, ops, Perillo
  17. ↑ a b Folha de São Paulo - Governo suspende emissora em Goiás
  18. ↑ a b c MPF/GO - A Faculdade Alves Faria montou uma turma especial no curso de direito com apenas dois alunos: o senador Marconi Perillo e sua esposa Valéria Perillo.
  19.  Folha de São Paulo - Senador Marconi Perillo tem curso superior só para ele em Goiânia
  20.  Ministério da Fazenda - A escolinha do senador Perillo
  21.  TRF1 (Tribunal Regional Federal da Primeira Região) - Consulta Processual / GO
  22.  TSE - TSE confirma multa ao senador Marconi Perillo por propaganda eleitoral antecipada
  23.  Folha de São Paulo - TSE confirma multa a senador por propaganda eleitoral antecipada
  24.  O Anápolis - Marconi e todos os Perillo do Governo
  25.  ISTOÉ - Cachoeira chega a Perillo

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2 comentários
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Parabens!Tanto pela iniciativa da página,quanto pela dedicação em refazer o artigo completo, isso faz parte de nossa história como cidadãos goianos, um povo não vive sem uma base cultural, e o governador tem demonstrado isso, como homem de bem que administra goiás e como agente político que é. Você provavelmente pesquisou sobre várias personalidades políticas de goiás, e talvez reconheça quantas figuras passaram por aqui deixando sua marca, políticos grandes em sua essência, ousados, revolucionários. Aqui foi a terra da Capital. JK foi um deles, depois disso temos Marconi Perillo a revolução.

 
imagem de lindomar

Alguém me ajuda a recordar? Iris era o grande cacique político de Goiás antes de 1998. O então deputado federal Marconi Perillo (não pelo PSDB, mas pelo PP) ganhou projeção política ao presidir uma CPI (não me lembro mais qual era a investigação). Foi aquela grande aparição nos meios de comunicação que deu a ele popularidade suficiente para encorajar-se a contrapor a Iris Rezende Machado no pleito eleitoral de 1998. Agora parece ser justamente uma CPI o calvário político de Marconi Perillo... Coincidências!!! 

 

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