A dificuldade em admitir que o mundo não precisa de líderes

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Vários fatos aconteceram no séc. XX e para o bem ou para o mal, requisitaram líderes.

Porém, no sec. XX as populações eram bem menos conscientes de sua cidadania do que atualmente. Porém, para o William Waack parece que a falta de líderes e ponto final (nesse sentido ele foi honesto com seu púb... ops, assinante). Por que? Nos vídeos abaixo do programa globonews painel, o apresentador coloca a questão: "Será que há uma falta de liderança ou estadista em escala global"

A visão já é colocada: "Nós achamos que sim". Me inclua fora dessa Sr. Waack. Por respeito ao histórico de jornalismo do apresentador, NÃO farei a piada evangélica de que ele estaria clamando pela chegada do Anti-Cristo e TAMPOUCO que essa edição programa dele foi megalomaníaca.

Mas os três convidados - Eduardo Gianetti, José Augusto Guilhon Albuquerque e Ricardo Sennes - apesar de começarem analisando as dificuldades para se surgir ou criar o ou os líderes, por vários momentos tentam evoluir o debate para questionar a própria necessidade de líderes. Porém, são atravancados pelo William Waack.

O apresentador não deixa ninguém enveredar por esse caminho. Estava ancioso por alguém ali, em dado momento, mandar a real para o Waack:

- Vem cá meu caro! Não é que as situações não está permitindo o surgimento de uma figura de consenso mundial. O mundo não precisa de líderes.

Porém, fica como exercício de minha imaginação, e também dos comentaristas, o porque dos debatedores não terem chegado a esse ponto.

O momento crítico do debate que poderia evoluir foi interrompido pela desculpa do Waack ao assinante dizendo que a cor predominante do estúdio não quer fazer referência a nenhuma agremição política, partidária ou ideológica. Ah vá... pensei que fazia referência ao Palmeiras.

Assim como William Waack, vou me posicionar: O mundo não precisa de líderes, já tivemos o suficiente. Chega. A palavra líder sempre vem com tom cinza, seja nas organizações (onde virou paranóia), seja na conjuntura internacional. A palavra sempre me trás a idéia de alguém que vai resolver algo que me afeta de modo autocrático, sem consulta e sem dar satisfações. Por isso, surgem em momentos críticos. As revoltas árabes não tiveram líderes. O indignados na espanha parecem, a meu ver, não ter líder. O londrinos que botaram para quebrar o que viam pela frente também não tiveram líderes. Esses eventos, para mim, são mostras de que podemos resolver nossas questões sem ficar dependendo do que vem de cima. A real luta é levar cidadania, a consciência que as pessoas são os próprios agentes de resolução dos seus problemas para outros lugares do mundo e não é fazendo guerra que faremos isso.

PS: Por dificuldades em colar os videos aqui, vou deixar o link para os videos:

Parte1: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1596191-7823-CONVIDA...

Parte2: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1596191-7823-CONVIDA...

Vídeos: 
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