Fred, o trabalhador

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A única coisa que torna os expectadores de uma ópera ou de um concerto, superiores aos expectadores de um Fla X Flu é um certo preconceito eurocêntrico. Conde de Masoch

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O CCSP quer deixar de ser público!

Chego a uma biblioteca pública de São Paulo para pegar um livro emprestado. No guarda-volumes, seguranças vestidos ao estilo capo da máfia, tão em voga nos shoppings, dizem que para adentrar o recinto preciso fornecer alguns dados pessoais, tirar uma foto e de um documento de identidade. "Mas eu já tenho cadastro", respondo. Não se trata do cadastro para a retirada de livros, esse cadastro é de seleção de quem pode entrar na biblioteca. Ao fim dessa burocracia, entrego minha mochila no guarda-volumes, passo o cartão por uma catraca e estou liberado para entrar numa biblioteca pública. Estou perplexo, ainda tentando entender. Só lembro desse trâmite todo em prédios de escritórios, não em bibliotecas. Nem na PUC-SP, uma universidade privada, nem nos SESCs, instituições também privadas, me exigiram tamanha identificação - na verdade, nunca me exigiram identificação alguma, sequer para usar a internet (diferentemente do CCSP, que exige cadastro e pedido de autorização diário).  Leia mais »

Comparando o Biomass Program do DOE e o PAISS do BNDES/FINEP

Do Blog Infopetro

Por José Vitor Bomtempo

O título desta série destaca uma dimensão central da indústria baseada em biomassa que não podemos perder de vista em nossas análises: é uma indústria em construção, ainda sem definição clara das dimensões estruturais que caracterizam setores mais maduros. As entradas (e saídas) de novos competidores são numerosas e frequentes e os perfis desses competidores são também variados, de startupsde base tecnológica a empresas estabelecidas de diversas origens e indústrias. Novas bases de conhecimento, com destaque para a biologia sintética, desafiam esses competidores que, configurando um cenário de corrida tecnológica, são com frequência apoiados por políticas de inovação.

A estruturação dessas políticas é particularmente notável no caso americano através doDepartment of Energy (DOE) e do Department of Agriculture (USDA) e no caso europeu através de diversas iniciativas da Comissão Europeia. No Brasil, a iniciativa conjunta BNDES/FINEP, conhecida como PAISS, deslanchada a partir de 2010, pode ser vista como a versão brasileira melhor estruturada, até agora, em políticas de inovação para a bioeconomia. Há estudos em andamento sobre a diversificação da indústria química (BNDES) e sobre as tecnologias prioritárias em química renovável (ABDI/CGEE, dentro do Programa Brasil Maior), mas não resultaram ainda em iniciativas concretas de políticas de inovação. Leia mais »

Mulheres, nossas Plantas Medicinais

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Elas têm sempre razão. Antes de tudo e qualquer coisa. Sempre vou estar do lado delas e defendê-las. Sei que elas não sabem disso. Sei que elas desconfiam. E têm suas razões para desconfiar. Entretanto, depois que ingressei neste universo das plantas medicinais, fiquei ainda mais encantado com o gênero feminino. Acredito inclusive, que elas têm que sair da fantasia do discurso feminista e se tornar protagonistas da História. E as plantas medicinais se apresentam como uma excelente oportunidade. Saiam de casa mulheres, mas não se contentem apenas com as ruas. Ocupem todas as cadeiras, se insiram, façam parte, e modifiquem a estrutura do Sistema.

 

 

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FIES, empréstimo ou privatização do ensino?

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Existem coisas que nem Freud explica. Fazer gol contra e sair comemorando, nem para o entendimento do Garrincha. Nosso maior gênio de todos os tempos, nosso moleque de pernas tortas. Entretanto estou realmente assustado com o esvaziamento político/ideológico do meu país. Antigamente havia questionamentos. Hoje privatizam a educação em passos acelerados, e a turma que “era do contra” – em tempos remotos – ainda comemora? Fico a pensar: se fosse o FHC. Coitado. Teria sido queimado junto com judas nas chamas da cama da bruxa. O Estado está privatizando a nossa Educação a passos largos e marrentos, e muito bem amarrados, e a turma do “obaebaoba” comemora?

 

 

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o direito da imprensa na cobertura da ação policial

Lamentável sob todos os aspectos -um retrocesso no direito ao trabalho da imprensa livre- o episódio que envolveu policiais militares e a jornalista Vera Araújo, de O Globo, na tarde do  último domingo, 15/06, na Quinta da Boa Vista, nas proximidades do Estádio do Maracanã, no Rio, quando a referida profissional de imprensa, no exercício de sua missão constitucional, tentava filmar e registrar uma ação policial contra um cidadão argentino, em princípio acusado de urinar em via pública. Leia mais »

O setor elétrico e as indefinições da política de gás natura

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Do Blog Infopetro

Por Marcelo Colomer

A mais recente crise do setor elétrico brasileiro vem chamando a atenção para a importância da termoeletricidade como fonte complementar de geração, principalmente da geração térmica a gás natural. Sendo assim, entusiasmados com a “revolução do shale gas norte-americana” e com o potencial de produção nacional (tanto das áreas do cluster do pré-sal quanto das formações convencionais e não convencionais em terra), muitos analistas vêm exaltando a importância do gás natural no futuro da matriz elétrica nacional.

É fato que as mudanças ocorridas no perfil de demanda e oferta de eletricidade exigem um novo modelo para o setor onde a termoeletricidade irá desempenhar um papel cada vez mais importante na geração de base. Contudo, qual o tipo de térmica que melhor se adequa ao novo perfil do setor elétrico brasileiro ainda não é uma questão respondida. Leia mais »

O Futebol, muito pelo contrário!

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O futebol não tem culpa de nada. A bola é redonda, senhores, e não quadrada. Porque a copa é um espetáculo democrático. Dentro de campo, os eugenistas tem que se render a Pelé, ou ao índio, Garrincha. Lá enfiam a pressuposta superioridade “genética” na mediocridade que impera. E temos que admitir que o complexo de vira-lata, só serve aqui no Brasil para uma elite burguesa, medíocre e míope. Nelson Rodrigues caracterizou o problema, só não deu o prêmio ao dono. O dono do cachorro foi o mesmo que omitiu ontem um brasileiro e cientista que conseguiu construir um exoesqueleto para paraplégicos. Sim amigos, saiu daqui das terras tupiniquins uma invenção que vai revolucionar toda a ciência mundial e melhorar a vida de milhares de pessoas. Um paradigma sendo quebrado. E ele é brasileiro. Agora, imagina quantos Nicolelis temos espalhados por todos esse nosso Brasil, de sertão e veredas, de campos e matas, rios e águas? Já imaginaram amigos. Leia mais »

Para chegar ao hexa seleção terá que mudar (ARTIGO)

O sufoco da estréia passou. E que sufoco! Sem um erro flagrante do árbitro japonês, na encenação oportuna de Fred dentro da pequena área e na dúvida sobre a entrada faltosa ou não de Ramires no jogador da Croácia, proporcionando, num contra-ataque, um um lance de excelência no talento de Oscar, talvez o empate fosse mesmo o resultado mais justo, se é que existe justiça no futebol, Conclusão: vencemos mas não convencemos e a Croácia nos surpreendeu jogando com eficiente aplicação tática e ousadia.  Leia mais »

Vinte e Sete alqueires de chão

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Jairzinho levantou cedo da cama aquele dia, manhãzinha. E existem dias que Deus resolve brincar com nosso coração. Assim foi este dia, assim exatamente como conto agora. Vou relatar aqui a vida igualzinho ela é. Pois não é de se ver, neste dia, levantou e foi a feira, tomar café e calejar meio palmo de prosa. Realizar um trabalho da escola e investigar com os feirantes e habitantes de feiras, quais os costumes e o que pensam dos rumos desse País. Não demorou muito conheceu João. De roupa simples, uma botina velha, uma calça desbotada, uma camisa de bolso, quadriculada e bem passada. Um chapéu marrom, aparência tranquila e serena, olhos caídos, cabeça baixa, fala mansa e simplória, dessas que há vida já havia ensinado por demais.

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Poesia Recente

 

 

 

À Pressa

 

Anexa a lauda, apressa

abaixa a baixa, lauda anexa.

Entrega a deixa, na mesa e

faça logo! Beleza.

 

O mundo te chama gentil

e não aclama, o febril

A pressa começa, a mil

trabalha, imbecil.

 

O feixo fraco caiu e

 o freixo solto, sumiu

faça agora e meça a mora,

os Juros altos,a taxa injusta.

Fuja e corra, não largue a busca

Bolsa inflada, saia justa

frente à morte, assusta.

Respire fundo trabalhador

O mercado imundo tem seu valor.

Então resguarde e faça alarde

Não seja covarde amor

pois o tempo não faz milagres

e sim o esforço tras bons falares

e sorrisos nos negócios, milagres

operam certezas nos sócios.

 

O mundo te chama gentil

e não aclama, o febril

A pressa começa, a mil

trabalha, imbecil.

Os desdobramentos da crise do setor elétrico brasileiro

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Do Blog Infopetro

Por Luciano Losekann

A crise do setor elétrico brasileiro já dura alguns meses e não deve se esgotar tão cedo. Durante quatro meses, desde de 1º de fevereiro, o preço de liquidação de diferenças (PLD) se situou próximo a seu teto (R$ 822/MWh). Em junho, o PLD se reduziu significativamente, correspondendo a R$ 352/MWh atualmente. Mas, os efeitos da crise devem permanecer por um longo período.  Ainda assim, podemos tirar algumas conclusões e considerações.

A primeira é que o maior temor inicial, a repetição de um racionamento de eletricidade como o de 2001/2002, não se confirmou. Os reservatórios ainda estão bastante vazios, mas, contrariando as previsões pessimistas dos últimos meses[1], acabaremos 2014 sem a necessidade de reduzir compulsoriamente a demanda. Ainda que a situação hidrológica permaneça ruim, o comportamento da demanda permitiu aliviar o risco. A carga do sistema interconectado nacional, que vinha crescendo a um ritmo próximo a 10% ao ano nos primeiros meses de 2014, passou a crescer em ritmo inferior, de 3%. No Sudeste/centro-oeste, a carga apresentou crescimento de 1% entre maio de 2013 e maio de 2014. A carga média de maio foi 15% inferior a de fevereiro nesse subsistema. A temperatura mais branda fez com que o consumo residencial se reduzisse e os consumidores do mercado livre responderam ao aumento de preço contraindo a demanda. O consumo total no mercado livre caiu 4,2% em abril quando comparado ao mesmo mês em 2013. Segundo a CCEE[2], a queda de consumo no mercado livre foi determinante para a redução do preço de curto prazo (PLD) em junho.

A segunda conclusão é que o impacto mais relevante e mais duradouro da crise é a desestruturação dos fluxos econômicos do setor.  Apesar de uma premissa do modelo setorial ser a contratação de longo prazo, parte das transações de eletricidade é determinada e influenciada pelo preço de curto prazo, o PLD. Isso ocorre por diversos motivos, voluntários e involuntários. A permanência de preços oito vezes superiores ao custo marginal de longo prazo durante quatro meses causou perdas significativas para esses atores expostos ao preço de curto prazo. Leia mais »