Petistas e católicos

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Duas das maiores instituições em atuação no Brasil, o PT e a Igreja Católica, visceralmente imbricados, compartilham algumas características constitutivas de parcela significativa da população brasileira, nem todas, necessariamente, positivas, claro.

Chama a atenção, por exemplo, a diversidade ideológica. No caso da Igreja Católica, grupos elitistas como a Opus Dei e o “Tradição, Família e Propriedade” (TFP) são considerados tão católicos quanto aqueles mais liberais, como os que professam a Teologia da Libertação. Católicos veneram tanto papas ultra-conservadores, como Bento XVI quanto aqueles de ideias mais avançadas, como João XXIII. Abrindo parênteses: Talvez, nesse momento, alguns protestantes, evangélicos e outros grupos cristãos possam estar concordando com a crítica, por isso, convém lembrar que, apesar de todas as discordâncias que possamos ter, é entre os católicos que existe ainda uma teologia mais avançada e uma compreensão histórica mais coerente do cristianismo. Fecha parênteses. Leia mais »

A crise elétrica e a falta de coordenação

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Do Blog Infopetro

Por Ronaldo Bicalho

Em postagem recenteRenato Queiroz chamou a atenção para a necessidade de decisões colegiadas no setor elétrico. Esse fato está relacionado a um traço essencial da operação e expansão desse setor que é a necessidade de coordenação: coordenação técnica, coordenação econômica e coordenação política.

Complexidade e Coordenação no setor elétrico

Em termos físicos, a característica fundamental de um sistema elétrico é a dramática interdependência que existe entre as partes que o compõem. Essa interdependência radical nasce de dois atributos básicos da eletricidade e dos processos associados a ela.

1) Como a eletricidade não pode ser, economicamente, estocada, os processos de geração, transmissão/distribuição e utilização devem ocorrer simultaneamente.

2) Como todos esses processos, no limite, estão no mesmo campo elétrico, o que acontece em qualquer um deles tem impacto instantâneo sobre os outros, e vice-versa.

Assim, em função da não-estocabilidade do seu produto e do caráter sistêmico dos seus processos, o setor elétrico apresenta uma interdependência entre os seus processos – geração, transmissão, distribuição e utilização -, que não será encontrada em outros setores da economia. Leia mais »

Payleven baixa taxas de operações com cartões

A payleven, facilitadora de meios de pagamentos móveis, baixou de forma significativa o valor das taxas de transações feitas em sua plataforma com cartões de débito e de crédito

Os planos oferecidos pela payleven estão mais baratos. Nas transações feitas com cartões de débito a taxa por operação passará a 2,69%, o que representa uma redução de 10%. As operações com cartões de crédito à vista baixaram para 4,39% para recebimento em 2 dias úteis e 3,39% para recebimento em 30 dias corridos, com redução de 24% e 15%, respectivamente.

Outra novidade que vai facilitar ainda mais a operação dos usuários é a forma de cálculo das parcelas nas operações com cartão de crédito. Agora, o sistema aplica automaticamente a taxa de 1,3% a cada parcela, facilitando a compreensão por parte do consumidor. O mercado oferece preço expressivamente maior nas transações parceladas, com uma taxa de 1,99% por parcela.
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A fila anda!

Declaração de ex-atleta sobre Black Blocs é retrocesso

No momento em que os currículos dos cursos de formação policial, no país, vêm sendo voltados para as bases doutrinárias de uma nova polícia, democrática e cidadã, como um legítimo instrumento de proteção da sociedade e muito menos de pura e simples repressão, a recente declaração do ex-atleta Ronaldo Nazário, uma celebridade do esporte, membro do Comitê Organizador da Copa do Mundo, portanto um importante formador de opinião, sobre o modus operandi da polícia contra a ação dos Black Blocs - "Acho que tem que baixar o cacete neles"-, é sem dúvida um retrocesso em termos de uma nova concepção de atuação policial, mormente num estado democrático de direito. Um incentivo indireto ao uso indiscriminado da força do Estado para reprimir manifestantes, ainda que estes sejam radicias, desordeiros e anárquicos. Uma inoportuna declaração, sem dúvida. Leia mais »

Emprego do Exército na segurança das seleções é temerário

A anunciada decisão do governo federal de fazer uso de tropas do Exército Brasileiro para garantir a segurança dos integrantes das seleções que participarão da Copa do Mundo, inclusive nos deslocamentos por ruas e avenidas, especialmente após a situação de vulnerabilidade e constrangimento, durante o episódio do cerco ao ônibus da delegação brasileira por manifestantes, na saída para Granja Comari, no Rio, na última segunda-feira, precisa ser reavaliada em todos os seus possíveis desdobramentos, onde o remédio tomado pode ter um grave efeito colateral. Leia mais »

O Catador de Sonhos

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Sempre me disseram que os objetos deveriam ter uma determinada função. Cada função dentro da caixa de um dado conceito. E cada conceito moldado por uma indeterminada ilusão ou objetivo. Confesso que sempre desconfiei disso. Tanto é, que aqui relato, uma transfiguração de função, que vi certa vez e um certo lugar perdido no passado, na teia entre o espaço e o tempo. Um matuto morgado, enfadado com a fadiga monótona da seriedade do dia, viu uma puçá, feita pra catar insetos. Pensou logo em desperdício, porque não inverteram a disfunção e construíram um catador de sonhos. Foi assim, amigos, que aquele objeto frio e obsoleto, ganhou logo nova criação, as mãos de nosso amigo, agora letrado em gramáticas, o Catador de Sonhos.

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O carro do futuro e o último relatório do IPCC

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Do Blog Infopetro

Por Michelle Hallack

Um dos principais impulsos para o desenvolvimento de tecnologias alternativas para o transporte é a preocupação com as emissões de gases de efeito estufa.  Os fundamentos desta preocupação são reforçados pelos resultados do relatório do IPCC (Intergovernamental Panel on Climate Exchange) que foi aceito em meados de abril 2014, IPCC (2014). O relatório chama atenção para diversos aspectos do crescimento das emissões de CO2 no transporte e nos desafios que o crescimento da mobilidade, principalmente nos países subdesenvolvidos, colocará caso não haja uma mudança radical nas formas de transporte de pessoas e de mercadorias.

Segundo o relatório, o setor de transporte produziu em 2010 6,7 GtCO2[1], sendo assim responsável por 23% da emissão de CO2 relacionadas as atividades energéticas. Este valor vem crescendo significativamente e de maneira sustentada, mesmo com avanço da eficiência dos veículos e das políticas adotadas. Em relação a 1970, a emissão de gases de efeito estufa no setor de transporte mais que dobrou, crescendo com taxas superiores aos outros setores usuários de energia. Note que 80% deste crescimento são gerados por veículos rodoviários. Leia mais »

A misaristeria

Fonte original: Agência Adital - Notícias da América Latina e Caribe

http://site.adital.com.br/site/noticia.php?lang=PT&cod=80559&grv=N

Um sentimento estranho tem crescido ultimamente entre pessoas dos setores médios da população. Trata-se do ódio a tudo que se relaciona às reivindicações de direitos (materiais e subjetivos), às propostas alternativas de organização socioeconômica, às lutas contra preconceitos de diversas ordens e às análises críticas que se contrapõem às opiniões hegemônicas (principalmente as veiculadas pela mídia coorporativa). Tal sentimento tem alcançado também uma parte das pessoas das camadas populares, por reflexo da formação de opinião difusa – que opera por meios que vão desde as conversas de botequim às postagens em redes sociais – e por ressonância nos meios de comunicação de massa. Leia mais »

A crise do setor elétrico e as decisões colegiadas

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Do Blog Infopetro

Por Renato Queiroz

O setor elétrico brasileiro passa por uma forte crise reconhecida inclusive por técnicos do setor. Assim não há mais justificativas para se acreditar em qualquer argumento que afirme que tal situação seja somente conjuntural em função de uma hidrologia desfavorável. Não se pode ignorar que o país passa por um risco de racionamento de energia elétrica. Todos que estão acompanhando ou estão envolvidos com a situação atual do setor elétrico já entenderam que o fator político tem tido uma forte influência nas ações para enfrentar tal crise, dificultando a tomada de algumas decisões que, certamente, poderiam diminuir o estresse do sistema elétrico.

O que preocupa é o não reconhecimento de que a complexidade técnica do setor elétrico não permite decisões que não sejam amplamente discutidas e negociadas com os agentes. O histórico de reformas e decisões mal sucedidas neste setor  deveria ter criado um entendimento em  todos os níveis decisórios de que há uma demarcação nas decisões de cunho político e técnico  em indústrias de redes. Enfim, implantar novas regras no setor elétrico exige um processo amplo de auscultação a priori entre os atores. Leia mais »

Hospital Vermelhinho sofre com inércia da SMS

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Em 2011 redigi um texto relatando os problemas de financiamento do Hospital Municipal Vereador José Storópolli, de codinome Hospital Vermelhinho. Na época, quando a administração do município estava sob a responsabilidade de Serra-Kassab, os recursos repassados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) não eram suficientes para que o hospital pudesse funcionar adequadamente. Mesmo assim, apesar dos recursos insuficientes, o texto publicado dizia que o hospital sofria, mas resistia à superlotação. Leia mais »

Um amante alpinista

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                Eram alegres, mas andavam muito tristes. Resolveram beber. Não se conheciam. Se encontraram. Estava claro: eram incompatíveis. Se apaixonaram.

                Ele estava a fim. Fingiu que não. Ela esperou. Ele não ligou. A montanha foi a Maomé. Maomé se alevantou. Equipou-se de rapel e a montanha escalou.

                No meio do caminho havia uma montanha... e um alpinista. Treparam. Ele cravou nela. Ela, soberba, imponente, desafiadora. Ele transpirou, ofegou e, exausto, num último suspiro, tocou seu cume. Ela terra, ele corpo inerte. Fundiram-se. Leia mais »

Casa de fank: Dez anos sem um Dez

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Aqui em casa só entra fank, a partir de agora! Foi a resposta que Romeu à Julieta (que o convidará para o almoço dominical), antes de lançar a fogueira seu último vinil de Villa Lobos. Junto a esse, a fogueira que já maior que a casa, alimentada com discos, dos beatles, pink floyd, nirvana, chico buarque, caetano veloso, gilberto gil, toquinho, legião urbana, engenheiros, novos baianos, gal costa, carmém miranda, lecy brandão, martinho da vila, zeca pagodinho, lobão, e tantos outros, nacionais e internacionais.

 

 

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A micro e minigeração solar distribuída e a crise do setor e

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Do Blog Infopetro

Por Clarice Ferraz

O setor elétrico brasileiro passa por uma crise severa. Do lado da oferta, a geração distribuída pode dar importante contribuição para mitigar os problemas ligados ao forte crescimento do custo marginal de longo-prazo da geração de eletricidade no País[1] e aos riscos de desabastecimento tão discutidos ultimamente.

Associado aos problemas de oferta soma-se o aumento da demanda. A tendência de crescimento da intensidade elétrica dos setores residencial e comercial se confirma. De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o consumo cresceu 4,9% em janeiro e 8,6% em fevereiro com relação ao consumo registrado no mesmo período de 2013. Ao olharmos para os setores residencial e comercial observa-se, em fevereiro, avanço do consumo de 13,3% e 16,6%, respectivamente, o que configura a maior expansão nos últimos dez anos (Brasil Energia, 24.04.2014). Tal crescimento provocou o deslocamento do horário pico de consumo que deixou de situar no período entre 18 e 20 horas para o período da tarde, de 14 às 16 horas, horário de calor intenso. É preciso dar atenção especial a esses setores de consumo. Leia mais »

Quando o medo vira mercadoria

Há muito padecemos da ausência de políticas públicas sérias e contínuas que garantam a plenitude de nossa cidadania. A falta de investimentos em educação e em boa formação dos agentes públicos da segurança, aliado à morosidade do judiciário e a um sistema penal incapaz de reeducar e reinserir o sujeito na sociedade é a razão maior para os 50.000 assassinatos anuais. Um governo leniente, corrupto e constituído por políticos profissionais preocupados em se manterem no poder e em atender às demandas de seus financiadores não fará nada para melhorar nossa realidade no que tange à segurança. Aliás, grande parte de nossa insegurança é consequência da miséria e da exclusão social advinda de nossa malha política  viciada. Leia mais »