Raio X da Notícia: Segurança Pública

Na recente crise da segurança pública em São Paulo, sobrou mais para o Secretário de Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa, menos para o Secretário de Segurança, Saulo de Castro Abreu. Leia mais »

O Blog

Depois de algum tempo de resistência, resolvi aderir aos blogs. Em parte, por acreditar que o futuro do jornalismo está na Internet. Em parte, devido à enorme e revitalizante interação com o público leitor. Durante alguns anos, em lugar de temas econômicos, publiquei crônicas na minha coluna de domingo na "Folha". Era uma maneira de trazer à tona uma veia literária de juventude, que o jornalismo tinha contido por alguns anos. Leia mais »

A Morte de um Deus do choro

A morte de Dino Sete Cordas na semana passada me pegou de surpresa. Há tempos se sabia que sua saúde não ia bem. Tinha tido um derrame, deixara de tocar, mas seu nome continuava a referência viva maior do choro, ao lado de Altamiro Carrilho. E sempre fica a sensação de que os deuses não morrem. Leia mais »

O último galanteio do seu Oscar

É minha irmã Regina quem me conta a história. Somos cinco irmãos, eu mais quatro irmãs. Sou o primogênito, Regina a segunda.

Em 1974, seu Oscar foi acometido de um AVC, que lhe tirou os movimentos do lado direito do corpo. Ainda houve um período em que se submeteu à fisioterapia. Depois, foi gradativamente desistindo da vida, tornando-se mais pesado, ficando mais tempo na sua poltrona e, curiosamente, mais tranqüilo, sem aquela ansiedade que o acompanhou permanentemente nos dez anos anteriores. Leia mais »

Os Violões Que Se Cansaram

O que deu nesses meninos? Quando eu era adolescente, lá pelos idos de 1969, não se falava de outra coisa no mundo do violão. Os irmãos Abreu eram tudo, o Sérgio com 21, o Eduardo com 20, prestes a serem aclamados os melhores do mundo. Seus LPs eram venerados nos círculos violonísticos do país e da região, de Poços a São João da Boa Vista. Leia mais »

Juros e saúva

Meu colega e amigo Celso Ming vem batendo em duas teclas em sua coluna no "Estadão". A primeira, que seria absurdo fixar metas de crescimento do PIB. A segunda é que a insistência na redução dos juros lembraria o famoso bordão dos anos 30, "ou o Brasil acaba com a saúva, ou a saúva acaba com o Brasil". E sugere acabar com a idéia fixa nos juros. Dois pontos para o Celsão considerar em suas análises. O primeiro, o fato de, na prática, o BC trabalhar com tetos de metas de crescimento. Essa loucura do PIB potencial é o quê? O BC monitorando indicadores de crescimento e puxando os juros cada vez que a economia ameaça decolar, mesmo que não haja impacto no índice de preços. Ou seja, uma das famílias de indicadores na qual o BC se baseia para não baixar os juros são os níveis de atividade e de capacidade ociosa da indústria, por conta dessa superstição do "PIB potencial" (que diz, com base em alquimia, que o Brasil não pode crescer mais do que 3,5% ao ano). A outra é a analogia entre saúvas e juros. Existem três preços fundamentais na economia: juros, câmbio e salários. Além de ser um dos três, a taxa de juros influencia o segundo, que é o câmbio. Leia mais »