Se ouve nas ruas

As agruras do destino se impõem

Como uma pesada coleira sobre nós

Todos estamos completamente rodeados

E simultaneamente também estamos sós

 

As folhas caíram todas

Nossas intenções estão nuas

Há um sussurro correndo longe

É o grito de libertação que virá das ruas

 

A amnésia que não cessa

Um dia então deixará de existir

Não sobrará pedra sobre pedra sobre nossos pescoços

Com que eles queriam nos pungir 

 

A liberdade cerceada pela individualidade

O planeta arrasado pela voragem do consumismo

Substituídas por uma fraterna generosidade

Conquistamos aos homens seu abolicionismo

 

Um sol ardente 

Nos tostara demasiado

Secando as esperanças que com tanto zelo

Nós havíamos cultivado

 

Hoje a chuva abundante 

Nos deixa extasiados

Profícua e revigorante

Limpa a sujeira que havia nos impregnado

 

Nossos passos já não deixam marcas

Não podemos mais ser rastreados

Somos livres como folhas ao vento Leia mais »

Sobre o ministro da justiça

Do blog Política Nada Imparcial

Sobre o ministro da justiça

Avaliando como um todo, o ministério da Dilma, é fraco. Possui algumas boas peças, mas não é um ministério confiável, técnico, muito menos brilhante (como deveria ser). Não é a toa que a presidente tanto se esforça por conferir item por item os detalhes do governo, chegando até a engessar a máquina pública. Só se dedica tanto assim porque não confia em seus ministros – e não confia porque eles são fracos, mesmo. Leia mais »

Contribuição para a Crítica da Economia Política

Do Blog Política Nada Imparcial

 

Trecho selecionado do livro “Contribuição para a Crítica da Economia Política” - por Karl Marx

 

Não é a consciência dos homens que determina o seu ser; é o seu ser social que, inversamente, determina a sua consciência

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Passos largos em direção ao fascismo

Do blog Política Nada Imparcial:

Se você não for cuidadoso, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo”. (Malcolm X)

 

Começo com uma frase que se aplicará melhor no final do texto, na verdade.

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Oposição tupiniquim

O blog de humor G17 publicou a seguinte paródia:

 

Dilma pede e Banco Central coloca em circulação notas com a frase "Lula seja louvado"

Banco Central colocou em circulação nesta segunda-feira (7) notas de real com a frase "Lula seja louvado". De acordo com o BC, a mudança foi um pedido da Presidente Dilma Rousseff, que quis homenagear o ex-presidente Lula.

Segundo informações da Assessoria de Dilma, no Palácio do Planalto, a frase "Deus seja louvado" estava provocando confusão e atrito entre religiosos e Ateus. "Nem Deus, nem Zeus, nem Goku nem Galileu, coloquem o nome do Lula", teria dito a Presidente Dilma, para encerrar a confusão.

A mudança nas cédulas de real, com a frase "Lula seja louvado" está sendo feita aos poucos pelo Banco Central. A expectativa do BC é que, até o final do ano, todas as notas estejam com o nome de Lula.

 

Pois então, o impávido colosso deputado ex-comunista (terá algum dia sido, de fato?) Roberto Freire, consegue realizar a proeza de acreditar na matéria, a critica e a republica em seu twitter:

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A liberdade selecionada

É sintomática a covarde demissão de profissionais da Revista de História da Biblioteca Nacional (o jornalista Celso de Castro Barbosa e o editor-chefe da publicação, Luciano Figueiredo), porque publicaram uma resenha favorável ao livro A Privataria Tucana.

Bem, a “comoção” com a resenha favorável se principiou com a Folha de São Paulo, que – serrista até a alma – não aceitou que um veículo de comunicação, que jornalistas (ô coisa rara de se encontrar na Imprensa Marrom da qual ela faz parte) publicassem suas opiniões em uma revista – que não é pública. Leia mais »

Queimando os panos quentes

 

Lendo ou assistindo os jornais podemos imaginar que o Brasil vive seu pior momento na história: corrupção, bagunça, crime, etc. Parece que vivemos o inferno na terra. Bem, ainda teremos de combater o bom combate por muito tempo até chegarmos a ser uma nação justa, porém, é inegável que vivemos nosso melhor momento enquanto nação – ainda com muito a progredir, mas atravessamos, sim, nossa melhor fase (coisa que o mundo observa, diga-se de passagem).

O que deve nos incomodar sobremaneira, entretanto, é o fato de não resolvermos problemas de nosso passado, e por isso permitirmos que eles voltem a ocorrer. Refiro-me especificamente a longa e tenebrosa noite que cobriu o país por 21 anos (1964-1985). Leia mais »

Início de festa pra uns, fim pra outros

Autor: 

Algumas pessoas questionam o início do governo Dilma, seus estranhos posicionamentos, como de ir ao jornal Folha de São Paulo, o mesmo que publicou uma ficha (da ditadura) falsa feita pelo DOPS*, que procurou saber de seu passado guerrilheiro no meio da campanha eleitoral com vistas a prejudicá-la, jornal que a atacou sumariamente, que defendeu seu adversário com unhas e dentes, que fez de tudo para conspurcar a democracia brasileira e eleger o candidato que eles desejavam – e não o povo.

Não só foi ao jornal, frise-se, como de maneira desastrosa, destacou o papel de Otávio Frias, justamente um dos maiores defensor da ditadura militar, que chegou a apoiá-la materialmente na persecução de seus nefastos objetivos. Se a presidente fosse lá única e tão somente defender a liberdade de imprensa, já cometeria por si só um erro estratégico grave, pois estes veículos de comunicação não possuem absolutamente nenhum apego a democracia. Tem sim, apego a continuar a bradar suas pseudo-verdades, independente do regime que aí se apresenta. Se o regime lhes é favorável ideologicamente (e financeiramente, claro), as favas com a liberdade. Leia mais »

A decepção chamada Obama

Autor: 

Anos atrás, de quando os candidatos democratas ainda disputavam para ver quem seria o candidato a presidente, defendi a candidatura de John Edwards, pela sua luta contra o lobby, pela sua luta contra Washington ser dominada por interesses privados, dominada por corporações das esferas financeira-militar-midiática.
John Edwards ficou para trás e, Obama, por quem eu já nutria algum receio à época, não me empolgou – desconfiava que sua boa oratória seria desprovida de ações quando tivesse oportunidade. Com o passar do tempo, caí no conto do vigário – sua votação contra a guerra do Iraque me chamou muita atenção.
Vim a apoiá-lo, quando ele só disputava contra Hillary Clinton – pessoa pela qual passei a nutrir sincero desprezo. Leia mais »

Aprender a perder

Autor: 

Sou capixaba, mas o time do meu coração – como a maioria dos torcedores do meu estado – é o flamengo. Adoro quando meu tive vence, fico chateado quando ele perde, o que é normal para um torcedor.

Eventualmente observo nos estádios algumas pessoas trazerem toda a sua ira – talvez motivadas por frustrações outras – e aproveitarem aquele momento onde estão reunidas em enormes grupos para extravasar sua energia anteriormente contida contra o adversário.

Para estes torcedores, não há limites. O adversário é o inimigo. Deseja-se trucidá-los, bater, machucar, utilizam todas as armas que dispõem: se estão do alto das arquibancadas, cospem, jogam copos de mijo, latinhas e garrafas (que até por isso foram proibidas), etc. De perto, unem-se a outros meliantes e correm atrás de enfrentar com punhos, paus, pedras, armas de fogo, etc., os seus inimigos que, pasmem, são definidos pelo fato de torcerem para outro time. Poderia ser um amigo seu, um parente, um vizinho, afinal, todo mundo tem relações com pessoas que torcem pelos mais diversos times. Mas não, isto não importa, o que importa é bater, maltratar, vencer a batalha. Leia mais »