O que acho da carta do americano que achou sobre o Brasil

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Alguém conhece engenheiro de obra pronta? Pois é... Existem de montão... Para quem nao sabe do que se trata, exemplifico: aquela pessoa que chega na sua casa e diz pra voce como deveria ser sem que voce tenha perguntado, e passa a dar idéias e fazer críticas sobre o que não sabe e não viveu. Ora, uma casa é viva e cada detalhe tem sua história, memorias, pode parecer feio, antiquado, ate com aspecto de lixo, mas são as suas memórias, sua história... Cada casa é isso, não uma vitrine de shopping de decoração ou capa de revista casa e jardim. Sua casa fala de voce, inclusive quando bagunçada... É minha, eu critico, voce nao! 
Mas isso tudo para dizer da sensação que tive ao ler o texto que anda sendo divulgado na rede, de um americano que do alto de seus vastos quatro anos de experiência no Brasil, acredita-se apto para fazer definições sobre o nosso modo de ser.  Leia mais »

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 O que acho da carta do americano que achou sobre o Brasil

show comemora 30 anos de parceria!

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Paulinho Lêmos e Fernando Pellon comemoram 30 anos de parceria, desde o disco Cadáver Pega Fogo Durante o Velório, lançado em 1983. O encontro acontece no Espaço Johnny Alf, no Otto Tijuca, às 22h, dia 19 de novembro de 2014. De Barcelona, Paulinho Lêmos comemora no Brasil também o aniversário, o encontro é o brinde de 30 anos de muita música e da boa. Nesse encontro os dois artistas apresentam músicas da parceria do disco histórico além dos trabalhos mais recentes publicados nos CDs autorais de cada um dos compositores. A casa é elegante, com excelente culinária, ponto de boêmios da Tijuca. A noite promete, a boêmia Tijuca como cenário, o simpático Otto como palco. Não perco por nada! 

 

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flyer do show de 19nov13

FORA DE ÁREA: INTERFERÊNCIA POÉTICA NO SESC TIJUCA

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O poeta é a mãe das artes, diz o poeta Torquato Neto!

O Fora de Área, projeto de poesia que acontece todas as quintas-feiras na biblioteca do Sesc Tijuca, faz sua interferência poética nesse mês de Maio! Dia 18, a partir das 15 horas até às 21 horas, onde apresenta sua homenagem aos poetas modernos Mário de Andrade, Raul Bopp, Jorge de Lima e Murilo Mendes! 

Na programação, a poesia tem destaque costurando todas as artes - teatro, artes visuais, narrativas, música, performances, cinema, literatura e muito mais!  Leia mais »

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FORA DE ÁREA: INTERFERÊNCIA POÉTICA NO SESC TIJUCA

Desenvolvimento, Meio Ambiente e a Economia Política

Nessa próxima semana, de 5 a 8 de junho, será realizado no Instituto de Economia da UFRJ o XVII Encontro Nacional de Economia Política, tendo como tema central Desenvolvimento e Meio Ambiente: a crítica da economia política.

Antecipando de forma crítica alguns debates da Rio+20, o encontro organizado pela Sociedade Brasileira de Economia Política e pelo Instituto de Economia da UFRJ contará com palestrantes nacionais e internacionais que são referência no campo de economia política, dentre eles: François Chesnais (Université Paris XIII), Alex Callinicos (King´s College), Massimo Pivetti (La Sapienza – Università di Roma), Paolo Trabucchi (Università degli Studi di Roma Tres), Patrick Bond (University of KwaZulu-Natal/África do Sul), Jorge Marchini (CEMOP – Buenos Aires), Henri Acserald (UFRJ), Carlos Medeiros (UFRJ), Franklin Serrano (UFRJ), Paulo Nakatani (UFES), Eleutário Prado (USP), Leda Paulani (USP), Rosa Maria Marques (PUC-SP).  Leia mais »

*Merda!

Quando eu era criança, talvez uns seis anos de idade, nos mudamos -eu e minha mãe- para outra cidade. No novo apartamento a cozinha era grande e de azulejos já craquelados de velhos. Na sala não havia uma, mas o negócio da família, um salão de beleza. Morávamos em um dos quartos, o outro fora alugado, para ajudar nas despesas, para um contador – senhor já idoso que cheirava rapé [aquela coisa com cara de pimenta que faz a gente espirrar até perder o fôlego ou o senso]. No meio da cozinha uma mulher sem rosto – porque não me lembro dele – levanta um copo de água e afirma que está vendo o futuro de minha mãe através daquela água esbranquiçada. Eu irei me acostumar com essas pessoas, figuras estranhas, participando das nossas vidas e entrando regularmente pela minha casa adentro, esmiuçando detalhes e intimidades. Mas nunca sem critica ou sem minhas defesas armadas. Minha mãe, mulher forte e brigona na vida, era frágil e carente na emoção, e carecia de acreditar em adivinhações, feitiços, misticismos de qualquer fonte. Vivendo rodeada por essas pessoas que se alimentavam ora de sua energia, ora de sua alegria e, obviamente, de suas finanças. Leia mais »

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*Merda!

AÇO FRIO DE UM PUNHAL

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Algo bem diferente acontecerá na Música Popular Carioca nessa terça-feira, dia 6 de dezembro, às 20h30 horas, no bar Cariocando, Rua Silveira Martins, 139, Catete. Marque esse acontecimento na agenda.

Por Luis Turiba Leia mais »

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AÇO FRIO DE UM PUNHAL

"Celso Furtado: a dimensão cultural do desenvolvimento"

No próximo dia 25 de novembro, sexta-feira, de 14h às 18h30, o Centro Celso Furtado organiza a mesa-redonda "Celso Furtado: a dimensão cultural do desenvolvimento". A mesa inaugura um projeto que visa retomar a leitura das obras de Celso indo além da economia e englobando, mais especificamente, seu pensamento e suas reflexões sobre a cultura.

O PROGRAMA:
> 14h-16h: História, cultura e criatividade

A atualidade da crítica de Furtado à modernização | Plinio de Arruda Sampaio Jr, Unicamp

História e cultura em Celso Furtado | João Antonio de Paula, Cedeplar, UFMG

Da dependência tecnológica à cultura da dependência | Bruno Borja, UFRJ

> 16h30-18h30: Cultura, Direito e Inovação

Direito e subdesenvolvimento: o desafio furtadiano | Gilberto Bercovici, USP

Inovação em Celso Furtado | Eduardo Motta e Albuquerque, Cedeplar, UFMG

O conceito de cultura em Celso Furtado | Cesar Bolaño, UFS

Coordenador: Cesar Bolaño

Mediadores: Rosa Freire d’Aguiar (Centro Celso Furtado) e Arturo Guillén (UAM, México) Leia mais »

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cartaz do evento
programa do evento

No arquivo da cidade

Cateté é mato fechado.

Assim que era chamado

Pelos habitantes originais

Em fala tupi.

Depois Caminho do Catete

Que começava na Ponte do Salema

Onde José de Alencar sentado descansa

Sem ser reconhecido.

O Rio não importuna celebridades.

No Campo das Pitangueiras

De um tal Sr. André

Machado que dá nome ao largo

-ou não, e sim a lenda do açougueiro

e uma enorme alegoria-

Abricós de macaco

Substituem palmeiras imperiais. Leia mais »

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Pedreira da Gloria, hoje Rua Pedro Américo. Foto: em JB, Rio Antigo.
Praça José de Alencar, em 1906, antiga Ponte Salema. Foto: em JB, Rio Antigo.

Blade Runner

No chafariz de águas sujas crianças tomam banho.

Ao lado um grupo da terceira idade faz exercícios com “os mais novos equipamentos instalados pela prefeitura para proporcionar saúde à população”.

Do outro lado, meninos cheiram cola em pequenas garrafas pet com adultos que vendem.

À 90o velhos jogam baralho o dia todo e não se importam com os meninos que cheiram cola nem com os mendigos de defecam e urinam nas raízes das árvores quase tão centenárias.

Os meninos e os mendigos também não se importam com eles.

As árvores talvez.

Na ponta da praça a policia em sua cabine finge que toma conta de tudo.

No lado oposto, a Guarda Municipal não finge.

Imponente, a matriz se projeta para a praça à sua frente, calada, imóvel.

Mais indiferente que os fiscais dos ônibus e as plantas dos quiosques.

Em torno do chafariz, um amontoado de adolescentes mata aula, quase no pátio da escola.

Nessa praça vez por outra tem circo, teatro, música, ciranda, artistas, e flores perfumadas de árvores insistentes. Leia mais »