O alto custo de acreditar

Sacolinhas de ouro

SÃO PAULO - O assunto das sacolinhas de supermercado está parecendo plástico: não se degrada. Volto, portanto, a comentá-lo, agora à luz de informações que recebi de leitores. Na verdade, tenho mais dúvidas do que respostas, mas são questões que valeria a pena esclarecer.

Comecemos pela ciência por trás das sacolas ecológicas agora vendidas pelos supermercados paulistas. Elas são feitas com o plástico oxibiodegradável, que são essencialmente polímeros convencionais aos quais se acrescenta um aditivo de amido de milho, que tem a propriedade de enfraquecer algumas das ligações químicas entre as moléculas -conhecidas como forças de Van der Waals. Leia mais »

Alckmin cercado no Palácio

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Alckmin institui 'gabinete antiprotesto'

Palácio dos Bandeirantes monitora manifestações organizadas nas redes sociais e muda agenda do governador

Em seis dias, tucano deixou de ir a dois eventos; assessoria nega que protestos pautem atos do governo

O Palácio dos Bandeirantes passou a monitorar manifestações organizadas nas redes sociais para evitar que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) seja alvo de protestos em agendas públicas.

Nos últimos seis dias, Alckmin não foi a dois eventos em que sua participação estava prevista. Ambos foram marcados por atos contra o governo, detectados antes pelas cúpulas da Casa Civil e da Comunicação do Palácio. Leia mais »

Alckmin, do cassetete de borracha às sacolinhas plásticas

Menos sacolas, mais lixo nas ruas

As moscas sumiram, pois o lixo orgânico é embalado nas sacolas plásticas; com o seu banimento, veremos lixo pelas ruas ou em caixas de papelão

Quem está com a razão? Os supermercados, os fabricantes, o poder público ou o consumidor? Leia mais »

Todos contra a crueldade

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Cotidiano

São Paulo, segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

BICHOS

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Grande atuação, fina ironia

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Grandes atuações

RIO DE JANEIRO - Há tempos, num debate fora do Rio sobre literatura, alguém na plateia se referiu a biografias que escrevi -de Nelson Rodrigues, Garrincha e Carmen Miranda- e perguntou de quem seria a próxima. De brincadeira, respondi que estava pensando em Agamenon Mendes Pedreira, o jornalista venal, corrupto e mau-caráter. Como a piada caísse no vazio, expliquei que Agamenon era um personagem fictício, criado no "Globo" pelos humoristas Hubert Aranha e Marcelo Madureira, da turma do "Casseta". Leia mais »

A velha nova direita

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Comentário: 

Hoje, um texto de Vladimir Safatle sobre a direita latino-americana me permitiu fazer uma analogia inesperada. Mais precisamente, entre o presidente do Chile, Sebastián Piñera, e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e as força políticas que ambos representam.

Estou acompanhando o atual inferno astral de Alckmin. Ele é um político interessante. Desconhecido há uma década, seria hoje conhecido, pelo jargão que a direita gosta de usar para ridicularizar os candidatos do PT, como "o poste do Covas". No entanto, com tão pouco tempo de vida pública, já carrega atrás de si uma auto-herança maldita. Têm, do seu primeiro mandato como governador, dois massacres, uma crise de segurança e 7 cadáveres de um enorme e mal explicado acidente com obras do Metrô em um tal contrato "turn key". Além, é claro, de uma derrota para Lula na eleição para presidente e, de pasmar, outra para Kassab e para seu próprio partido na eleição para prefeito. Fazia juz ao apelido de "picolé de chuchu". Leia mais »

Um grilo chamado Janio

Meia novidade

Não é só o PSDB que se repete em São Paulo; o PT também o faz, mas sua repetição contém promessa

O PSDB paulista agita-se, ou melhor, mexe-se, acompanhado pelo jornalismo político como solução contra o marasmo (não o do PSDB, o do calendário político). Novidade à vista? Sem dúvida, em certo sentido. Leia mais »

Teoria econômica para as massas

O poder dos economistas

Interessa a eles ensinar que os sistemas são autorregulados e basta corrigir suas falhas

Desde os anos 1970 os dirigentes das instituições financeiras e os economistas viram seu poder político crescer, mas o mundo também viu um imenso aumento da instabilidade financeira. Leia mais »

O fim está próximo

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Ciência

São Paulo, segunda-feira, 02 de janeiro de 2012

Vem aí o fim do mundo, mas não deve ser em 2012

Para astrônomos, destruição da vida na Terra é inevitável no futuro

Aumento do calor do Sol dá aos terráqueos 'só' 1 bilhão de anos de expectativa de vida, a não ser que fujamos Leia mais »

Janio de Freitas, perguntas e respostas

Nada mais que o impossível

Cético desde sempre e para sempre, trago aqui meus desejos situados acima de toda possibilidade para 2012 Leia mais »

O Brasil potência e a jabuticaba intelectual

Brasil potência

SÃO PAULO - A notícia de que o Brasil desbancará o Reino Unido do posto de sexta potência do planeta diz mais sobre as nossas mentes do que sobre a situação da economia de cada uma dessas nações.

Para começar, o conceito utilizado, o valor do PIB, reflete mais o tamanho da população do que a riqueza de seus habitantes. Em quinto lugar na lista de países mais populosos, o Brasil, com 192 milhões de pessoas, detém o sexto PIB -o que significa que estamos um pouco mais pobres do que "deveríamos". Já o Reino Unido, com 63 milhões, o 22º na lista dos mais povoados, exibe a sétima economia -bom para eles, mesmo porque desenvolvimento não é um jogo de soma zero, no qual, para um país ganhar, outro precisa perder. Leia mais »

A insuperável parcialidade da Folha

Autor: 

Publiquei este post aqui em 27/12, tratava da relatividade seletiva, ou em outras palavras, parcialidade com que a Folha noticia os mesmos assuntos dependendo de tratar-se de um governo do PSDB ou do PT.

No caso então, tratava-se da contenção de despesas no primeiro ano de governo. Dilma é apresentada como alguém que mentiu ao eleitorado para se eleger, prometeu o que sabia que não poderia cumprir. Alckmin igualmente conteve gastos no primeiro ano de governo, mas é apresentado como o administrador responsável que não comete desatinos.

O caso agora é com Kassab. Kassab termina um governo com pouquissimas realizações e com baixissimo nível de aprovação pela população, a Folha no entanto ainda lhe dá o benefício da esperança, afinal ele ainda tem "todo" o ano de 2012 para fazer o que não fez nos últimos 5 anos.  Leia mais »

O dia em que o Zorro prendeu o Sargento Garcia

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Cotidiano

São Paulo, quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Delegado que prendeu juiz é exonerado

Policial diz não saber motivo de exoneração; incidente com magistrado ocorreu em outubro Leia mais »

A insuperável seletiviade da Folha

Autor: 

Que a Folha pratica uma visão seletiva em relação aos governos federal do PT e estadual do PSDB é coisa que já virou piada. O interessante é quando o período de tempo é curto o suficiente para que seja percebido, aí o ridículo se impõem. 

Comparemos as manchetes de 26/12 e 27/12. Tratam do mesmo assunto, ou seja, 2011, primeiro ano dos mandatos de Dilma e Alckmin foi o ano de segurar despesas e arrumar a casa. Aliás, é sempre assim. Em 2013, primeiro ano dos governos municipais eleitos para primeiro mandato em 2012 será ano de cortar despesas e arrumar a casa.

Vejamos, no entanto como a Folha apresenta esse fato utilizando-se de sua análise seletiva em relação ao governo Dilma e em relação ao governo Alckmin:

Poder

São Paulo, segunda-feira, 26 de dezembro de 2011 Leia mais »

A DÉCADA DO DESENCANTO

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Cada época tem um afeto que lhe caracteriza.

Nos anos noventa, ele foi a euforia: marca de um mundo supostamente sem fronteiras, pós-ideológico e animado pelas promessas da globalização capitalista. Na primeira década do século 21 os ataques terroristas aos EUA conseguiram transformar o medo em afeto central da vida social. O discurso político reduziu-se a pregações, cada vez mais paranoicas, sobre segurança, perda de identidade e fim necessário da solidariedade social. Leia mais »