Uma revolução em curso na gestão de lixo de São Paulo

São Paulo começa a caminhada rumo ao lixo zero. Com a ousadia do tamanho do seu desafio dois meses e 40 reuniões depois, mais de 800 delegados, inclusive de aldeias indígena, eleitos por milhares de paulistanos decidiram nesse começo de setembro como implementar as duas mais importantes diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a não geração e reciclagem dos resíduos secos e orgânicos.

Investimento em educação ambiental e comunicação social, extensa compostagem in situ,  coleta seletiva de resíduos secos e de orgânicos universalizada, compostagem e biodigestão anaeróbia descentralizadas, logística reversa dos resíduos secos pelo setor empresarial, contratação formal de catadores de materiais recicláveis organizados, triagem mecanizada de recicláveis secos descentralizada são alguns dos programas, projetos e ações que irão integrar o Plano de Gestão de Resíduos do Município.

A maior cidade da América do sul e a sexta mais populosa do mundo dá o exemplo de como fazer planejamento participativo e cuidar dos resíduos conforme estabeleceu a Política Nacional de Resíduos Sólidos.  O primeiro passo foi dado.

Dan Moche Schneider é lixólogo há mais de vinte anos e tem profunda alegria de participar dessa construção Leia mais »

Uma revolução em curso na gestão de lixo de São Paulo

São Paulo começa a caminhada rumo ao lixo zero. Com a ousadia do tamanho do seu desafio dois meses e 40 reuniões depois, mais de 800 delegados, inclusive de aldeias indígena, eleitos por milhares de paulistanos decidiram nesse começo de setembro como implementar as duas mais importantes diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a não geração e reciclagem dos resíduos secos e orgânicos.

Investimento em educação ambiental e comunicação social, extensa compostagem in situ,  coleta seletiva de resíduos secos e de orgânicos universalizada, compostagem e biodigestão anaeróbia descentralizadas, logística reversa dos resíduos secos pelo setor empresarial, contratação formal de catadores de materiais recicláveis organizados, triagem mecanizada de recicláveis secos descentralizada são alguns dos programas, projetos e ações que irão integrar o Plano de Gestão de Resíduos do Município. Leia mais »

A disputa tecnológica do lixo em Barueri

Barueri saíra às ruas nesse 10 de julho para defender a Política Nacional de Resíduos Sólidos que, depois de vinte anos de parto e dois de vigência, está ameaçada na região metropolitana de São Paulo pela opção tecnológica da incineração.

A opção por uma tecnologia não é neutra. Benefica a uns e prejudica a outros.
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A reciclagem dos resíduos úmidos

 

Uma casca de banana é ou não reciclável?

A campanha publicitária veiculada no metrô de São Paulo por onde circulam diariamente milhões de passageiros dá a resposta errada: material não reciclável!

Os resíduos úmidos - restos de cozinha e jardins, incluídas as cascas de banana -  são o principal componente dos resíduos domiciliares no Brasil. Leia mais »

Imagens: 
Campanha publicitária deseduca no metrô de São Paulo

O Plano de Resíduos de São Bernardo do Campo

 

A administração pública de São Bernardo de campo, município da região metropolitana de São Paulo, pretende investir centenas de milhões de Reais num modelo tecnológico e de gestão de resíduos sólidos baseado numa importante omissão, que pode ser resumida numa única frase pinçada do seu Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos: “O ideal é que o município implante um programa eficiente que recupere a médio prazo, 20% do total dos resíduos coletados”.

Por força da melhor gestão e do artigo 9º da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que prioriza a reciclagem sobre qualquer outra forma de tratamento, o município deve reciclar não 20%, mas 87% de todos os resíduos (100% dos resíduos secos e úmidos). Prioridade é, segundo Houaiss, condição do que é o primeiro em tempo, ordem, preferência, primazia, urgência, premência. Leia mais »

A incineração da Política Nacional de Resíduos em Barueri

 

A Política Nacional de Resíduos Sólidos está sendo descontruída em cidades que optaram pela incineração de lixo como Brasília, São Bernardo do Campo e Barueri; nesta última, o Relatório de Impacto Ambiental do Incinerador de lixo com geração de energia elétrica apresenta as justificativas para a implantação do empreendimento.

Vale a pena conhece-las (em itálico). Leia mais »

A prioridade da coleta coletiva do lixo

Ontem foi o dia de ação global contra o lixo e a incineração. O tema sobre qual a rota tecnológica que melhor serve o país continua invisível assim como a luta das catadoras de materiais recicláveis Maria Monica e Francisca Maria que entraram com uma ação popular contra o desvirtuamento da Política Nacional de Resíduos sólidos, em defesa da PRIORIZAÇÂO da coleta seletiva.

Um estudo recém entregue pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Federal de Pernambuco ao BNDES (Pesquisa Científica BNDES FEP no 02/2010 - contrato 11.2.0519.01 ) - Análise das diversas tecnologias de tratamento e disposição final de resíduos sólidos no Brasil, Europa, Estados Unidos e Japão - parece dar ainda mais razão às catadoras.

Consta nessa pesquisa científica que o volume de resíduos destinados á coleta seletiva e a compostagem cresceu na comunidade europeia nos ultimos quinze anos quase 3 vezes mais que a incineração; e que desde 1995 não se construiu um único incinerador nos EUA. Leia mais »

Estudo do BNDES sobre tratamento de lixo

Ontem foi o dia de ação global contra o lixo e a incineração. O tema sobre qual a rota tecnológica que melhor serve o país continua invisível assim como a luta das catadoras de materiais recicláveis Maria Monica e Francisca Maria que entraram com uma ação popular contra o desvirtuamento da Política Nacional de Resíduos sólidos, em defesa da PRIORIZAÇÂO da coleta seletiva.

Um estudo recém entregue pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Federal de Pernambuco ao BNDES (Pesquisa Científica BNDES FEP no 02/2010 - contrato 11.2.0519.01 ) - Análise das diversas tecnologias de tratamento e disposição final de resíduos sólidos no Brasil, Europa, Estados Unidos e Japão - parece dar ainda mais razão às catadoras.

Consta nessa pesquisa científica que o volume de resíduos destinados á coleta seletiva e a compostagem cresceu na comunidade europeia nos ultimos quinze anos quase 3 vezes mais que a incineração; e que desde 1995 não se construiu um único incinerador nos EUA. Leia mais »

Estudo do BNDES sobre tratamento de lixo

 

Ontem foi o dia de ação global contra o lixo e a incineração. O tema sobre qual a rota tecnológica que melhor serve o país  continua invisível assim como a luta das catadoras de materiais recicláveis Maria Monica e Francisca Maria que entraram com uma ação popular contra o desvirtuamento da Política Nacional de Resíduos sólidos, em defesa da PRIORIZAÇÂO da coleta seletiva.

Um estudo recém entregue pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Federal de Pernambuco ao BNDES (Pesquisa Científica BNDES FEP no 02/2010 - contrato 11.2.0519.01 ) - Análise das diversas tecnologias de tratamento e disposição final de resíduos sólidos no Brasil, Europa, Estados Unidos e Japão - parece dar ainda mais razão às catadoras.

 

Consta nessa pesquisa científica que o volume de resíduos destinados á coleta seletiva e a compostagem cresceu na comunidade europeia nos ultimos quinze anos quase 3 vezes mais que a incineração; e que desde 1995 não se construiu um único incinerador nos EUA.

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São Bernardo do Campo: o desrespeito às políticas públicas

Mais de 4 bilhões de Reais é quanto o município de São Bernardo irá pagar para uma concessionária incinerar 85% dos recursos naturais contidos no lixo da cidade, confome noticia publicada em jornal municipal no ultimo dia 22 de junho.
Ao optar pela incineração o município atropelou as políticas nacional e estadual de mudanças climáticas, a lei de saneamento básico e a política nacional de resíduos sólidos, que determinam a priorização da coleta seletiva e da recuperação da matéria orgânica.
O município assume, como se não bastasse, o ônus da coleta e tratamento dos resíduos secos, responsabilidade do setor produtivo. A escolha de uma tecnologia não é um ato neutro. Beneficia a uns e prejudica outros.
A coleta seletiva associada à biodigestão da matéria orgânica é o conjunto de ações que menos gera gases de efeito estufa, que mais economiza energia, que mais gera postos de trabalho, que menos riscos apresenta à saúde pública e ao meio ambiente e que mais recolhem impostos.
Quem se beneficia da opção pela incineração?

Caminhada contra a incineração e a favor da coleta seletiva: São Paulo, 11 de agosto, 9 h, Câmara Municipal

Ato pela ampliação da coleta seletiva na cidade de São Paulo.

Contra a incineração do lixo.

Pelo cumprimento da sentença judicial contra a prefeitura.

Pela inclusão dos catadores.

 

Dia 11 de agosto, quarta-feira, 9 horas, em frente à câmara Municipal, caminhada até a prefeitura de São Paulo.

 

Imagens: 
convocação para posicionamento a favor da coleta seletiva 1
convocação para posicionamento a favor da coleta seletiva 2
convocação para posicionamento a favor da coleta seletiva 3