Todos os clientes de uma operadora americana são espionados

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Imagine se você descobrisse que o governo pode ter acesso aos seus registros telefônicos apenas fazendo um pedido às operadoras? Isso viola seu direito constitucional à privacidade, e parece ainda mais injusto se você não fez nada de suspeito.

É um cenário preocupante e talvez até ilegal. E é exatamente isso que está acontecendo nos EUA: a Agência de Segurança Nacional (NSA) está coletando os registros telefônicos de milhões de cidadãos na operadora Verizon.

O jornal britânico The Guardian obteve acesso à ordem judicial da FISA (Tribunal para Vigilância de Inteligência Estrangeira), um tribunal secreto. Ela requer dados que identificam quem fez e recebeu as ligações, incluindo data e horário. O conteúdo das conversas, no entanto, não foi exigido.

A Casa Branca respondeu dizendo que a coleta de registros telefônicos nos EUA são “uma ferramenta fundamental para proteger o país de ameaças terroristas”. O que pode ser verdade, mas não significa que isso seja ético, legal ou correto.
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Trechos da matéria "Por que tudo custa tão caro no Brasil"

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Hoje a revista Superinteressante liberou em seu site a sensacional matéria “Por que tudo custa tão caro no Brasil”, de Alexandre Versignassi e Felipe van Deursen.

A reportagem analisa todos os principais motivos para produtos como carros, smartphones, imóveis e outros custarem muito mais no Brasil que em países ricos e desenvolvidos.

São exemplos ótimos de como diversos fatores – impostos, ineficiências da economia, lucro Brasil – se juntam à enorme disposição do brasileiro em gastar e ostentar, para então criar preços fora de nossa realidade.

Eis os cinco melhores trechos antes de você ler a reportagem completa no site da Super:

Como é que carros brasileiros são mais baratos no México?
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A biblioteca virtual de R$ 1 milhão que não existe

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Em 2004, a Secretaria de Educação do estado de São Paulo fechou contrato para inaugurar uma biblioteca virtual com cerca de 40 mil títulos. Só que, mesmo após o pagamento – R$ 1,1 milhão em valores atuais – ela nunca saiu do papel.

Segundo a Folha, o contrato foi feito com a E-Libro, empresa sediada em Miami (EUA) cujo acervo está principalmente em inglês.

Na época, o acordo permitiria acesso a 40.000 obras em inglês, 4.000 em espanhol e só 400 livros em português. Técnicos da secretaria diziam que a biblioteca era desnecessária: no mesmo ano, o Ministério da Ciência e Tecnologia anunciava a criação do Portal E-Livro, para fornecer acesso a publicações de 150 editoras.

O acordo em São Paulo foi intermediado pela Unesco, braço da ONU para educação e cultura. O órgão diz que houve problemas técnicos, resolvidos em 2006, e diz que a biblioteca virtual nunca saiu do papel por desinteresse da secretaria de Educação.

O projeto foi autorizado quando Gabriel Chalita chefiava a secretaria. Ele diz que sua sucessora, Maria Lucia Vasconcelos, é responsável por não dar continuidade ao projeto.
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Sem uso, 2.500 tablets educacionais são roubados em Cuiabá

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Há algum tempo, o Ministério da Educação trabalha para levar tablets a professores de escolas públicas. As primeiras unidades foram distribuídas em novembro, e o projeto está sendo expandido ao longo de 2013. No entanto, a chegada dos tablets parece não acompanhar o treinamento que precisa ser dado aos professores.

Enquanto os docentes de Cuiabá (MT) não recebiam treinamento, os tablets ficavam sem uso no depósito da secretaria de Educação. Nesta quarta-feira, uma quadrilha de oito homens armados invadiu esse depósito e roubou 2.500 tablets. O prejuízo é de R$ 1,15 milhão.

Segundo o G1, os criminosos conseguiram invadir o depósito durante o dia, rendendo um vigia não-armado (apenas o período noturno dispõe de segurança armada). O local não possui circuito interno de segurança.

A Polícia Militar diz que a quadrilha sabia que havia apenas um segurança; sabia o nome de pelo menos outros dois funcionários; e também o local onde estavam os tablets. Oito servidores da secretaria de Educação devem ser investigados por supostamente facilitar o roubo dos tablets.
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Há 40 anos, o celular era usado pela primeira vez

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Em 3 de abril de 1973, algo histórico aconteceu: Marty Cooper, engenheiro da Motorola, fez o primeiro telefonema público a partir de um celular, em uma rua de Manhattan, Nova York.

Cooper ligou para Joel Engel, da rival Bell Labs, e disse: ”Estou ligando para você de um telefone celular. Mas um celular de verdade, portátil e que cabe na mão”. Do outro lado da linha, Engel ficou em silêncio – afinal, a Motorola havia vencido. (As primeiras ligações de telefonia celular foram feitas pela Bell em 1946, porém usando carros.)

O aparelho não era exatamente portátil, no entanto: o DynaTAC pesava 1,1 kg. Mesmo dez anos depois, quando a Motorola o aperfeiçoou e lançou o DynaTAC 8000X – o primeiro celular a ser comercializado – ele ainda pesava cerca de 900g. E apesar do tamanho, a bateria só aguentava até 30 min de ligações, e levava 10h para carregar.

Primeiro Celular
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Presos fazem conferência semanal via celular. E o Bloqueio?

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Nos presídios brasileiros, o bloqueador de celular é uma exceção. Há algum controle para evitar que aparelhos invadam a prisão, mas se entrarem, eles funcionam normalmente.

E isto é um problema grave: membros de facções criminosas usam celular para coordenarem ações dos que estão fora do presídio. Na recente onda de violência em São Paulo, acredita-se que a facção criminosa PCC comandou ataques contra policiais militares de dentro da prisão.

O problema agora assume uma proporção absurda: a Folha revela que, segundo uma investigação da Polícia Federal, presos ligados ao PCC chegaram a fazer conferência via celular por até 10 horas.

A PF gravou conversas entre detentos em Presidente Venceslau (SP) e seus comparsas livres no período entre outubro de 2010 e maio deste ano. As conferências aconteciam toda semana, envolvendo em média 4 pessoas e durando minutos ou horas.

E os bloqueadores de sinal?
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Principal concorrente da Intel a AMD busca compradores

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Por marcelosoaressouza

Enquanto migramos de PCs para smartphones e tablets, empresas como a AMD têm dificuldade em se adaptar. Por isso ficamos preocupados quando a Reuters informou que, segundo fontes, a AMD cogita vender parte da empresa – ou toda ela – para continuar viva.

De acordo com a Reuters, a AMD contratou uma consultoria para investigar alternativas, o que poderia incluir a venda total da empresa.

As fontes dizem, no entanto, que a venda da AMD não seria prioridade. Em vez disso, ela poderia vender seu portfólio de patentes para se manter à tona.

No entanto, a AMD diz em comunicado que “não está buscando ativamente uma venda da empresa, nem de ativos relevantes”. O CEO Rory Read repetiu a mensagem aos funcionários, em memorando obtido pelo The Verge, dizendo que “estamos absolutamente no caminho certo”.

A AMD sofre forte concorrência da Intel em PCs, cujas vendas mundiais estão em queda. A alternativa? Chips móveis, para smartphones e tablets. Mas só recentemente a AMD lançou um chip para tablets com Windows 8, que pode demorar a ser adotado pela indústria.
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Principal concorrente da Intel a AMD busca compradores

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Enquanto migramos de PCs para smartphones e tablets, empresas como a AMD têm dificuldade em se adaptar. Por isso ficamos preocupados quando a Reuters informou que, segundo fontes, a AMD cogita vender parte da empresa – ou toda ela – para continuar viva.

De acordo com a Reuters, a AMD contratou uma consultoria para investigar alternativas, o que poderia incluir a venda total da empresa.

As fontes dizem, no entanto, que a venda da AMD não seria prioridade. Em vez disso, ela poderia vender seu portfólio de patentes para se manter à tona.

No entanto, a AMD diz em comunicado que “não está buscando ativamente uma venda da empresa, nem de ativos relevantes”. O CEO Rory Read repetiu a mensagem aos funcionários, em memorando obtido pelo The Verge, dizendo que “estamos absolutamente no caminho certo”.

A AMD sofre forte concorrência da Intel em PCs, cujas vendas mundiais estão em queda. A alternativa? Chips móveis, para smartphones e tablets. Mas só recentemente a AMD lançou um chip para tablets com Windows 8, que pode demorar a ser adotado pela indústria.
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Oi causa polêmica ao instalar nove orelhões em matagal

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À medida que os celulares se expandem, os orelhões perdem cada vez mais sua relevância. Eles ainda tem sua utilidade, no entanto: em cidades afastadas, por exemplo, ou para quem está sem celular ou sem sinal. Mas será que um matagal numa área remota precisava de nove orelhões?

A Oi instalou nove orelhões em um matagal de Passa Sete (RS), próximo a uma torre de telefonia e longe do centro da cidade. E não explica porque escolheu esse local.

A operadora diz que precisava instalar mais orelhões devido a uma exigência da Anatel: toda cidade deve ter o mínimo de quatro telefones públicos para cada mil habitantes, e Passa Sete precisava de mais.

Então a Oi instalou mais. Colocou três orelhões próximo a um cemitério, outros três em frente a uma oficina mecânica – contra a vontade do dono – mais um na prefeitura, e nove no matagal.

Só que a cidade precisa de orelhões em outros lugares. A secretária municipal Rosani Rech diz ao G1: “As escolas não têm orelhões, o posto de saúde central também não, nem o comércio da cidade”.
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Amazon pode comprar Saraiva

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A Amazon enfrenta diversos obstáculos para chegar ao Brasil, e o maior deles são as livrarias nacionais: dizem que a Saraiva estaria fazendo pressão junto às editoras para não assinarem com a varejista americana. Agora, a Bloomberg diz que a Amazon quer comprar a Saraiva.

Se não pode vencê-los, junte-se a eles.

Uma fonte anônima diz à Bloomberg que a Amazon estaria em negociações secretas para comprar a Saraiva, e assim expandir a base da empresa no Brasil.

Isso deve facilitar as negociações com grandes editoras, que não aceitariam os termos agressivos da Amazon: elas temem que a Amazon abaixe demais o preço dos livros no Brasil.

A Amazon preparava sua estreia para outubro: como revelamos de forma exclusiva, diretores da empresa até conversavam com o Ministério da Educação para levar obras em domínio público ao Kindle. No entanto, a Amazon adiou seus planos, aparentemente para junho de 2013, devido à dificuldade em fechar acordos com editoras nacionais.
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Os fundadores do Pirate Bay e a "Justiça"

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A Justiça sueca está atrás do Pirate Bay há anos. Em 2009, os fundadores do site foram considerados culpados de violar direitos autorais. Eles recorreram da decisão, mas o caso já acabou: em fevereiro de 2012, o tribunal ordenou que os quatro homens por trás do Pirate Bay sejam presos e paguem US$11 milhões. Só que nenhum deles foi para a cadeia, e três deles não pagaram um centavo.

O Ars Technica fez uma ótima reportagem investigando onde estão os fundadores do Pirate Bay, e como eles tentam escapar da Justiça.

Fredrik “tiamo” Neij se mudou para a Ásia há alguns anos – “antes do caso judicial começar em Estocolmo”, diz seu advogado. Hoje ele mora na Tailândia, casado e esperando o terceiro filho. Mas o governo sueco ainda está atrás dele:
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e-Readers e e-Books sem Impostos no Brasil

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No Brasil, livros e jornais têm imunidade tributária. Mas, se o Amazon Kindle serve para ler livros e jornais, por que pagamos imposto por ele? Porque é um leitor de e-book, que não se enquadra na categoria "livro" pela Política Nacional do Livro. Felizmente, isso está prestes a mudar.

Foi aprovado o Projeto de Lei do Senado 114/2010, que pretende estender a isenção fiscal dos livros de papel aos e-books e e-readers.

No projeto, equipara-se o livro a todo dispositivo que tenha como "função exclusiva ou primordial a leitura de textos em formato digital". Ou seja, tablets não entram na história - bem, eles já receberam isenção de alguns impostos no ano passado.

O projeto foi aprovado por duas comissões do Senado: em maio, pela CAE (Comissão de Assuntos Econômicos); e ontem, pela CEC (Comissão de Educação, Cultura e Esporte). Agora, o projeto vai para a Câmara dos Deputados. Se aprovado, passa direto para as mãos da presidente. Se for sancionada pela Dilma, a lei torna o Kindle e todos os leitores de e-books - inclusive os nacionais - isentos de impostos, assim como os próprios e-books.
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