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Os estudantes paulistas, em uma aula inesquecível de brasilidade

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"Para muitos dos meninos, a rebelião não foi apenas uma aposta de vida, mas um desafio de morte"

Nesta edição, exibida na última segunda (21), na TV Brasil, entrevistamos três estudantes que participaram das ocupações das escolas paulistas.

Recomendo assistir, especialmente os que estão em crise com o país. É um vendaval de cidadania.

Mostra a eficiência da chamada pedagogia da participação, a maneira como, sentindo-se protagonistas, a rapaziada se abriu para o mundo. A explicitação da pedagogia da participação foi uma explosão inesperada, o produto mais relevante de uma movimentação que visou, em um primeiro instante, apenas evitar que alunos fossem remanejados para outras escolas, sem consultá-los.

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A praga da descontinuidade administrativa

Para a próxima etapa da vida nacional, deve se buscar a institucionalização das políticas públicas

Por Luis Nassif

A descontinuidade administrativa permanece um dos grandes problemas brasileiros. Parece ser uma praga invencível, marca maior da falta de amadurecimento institucional do país.

O regime militar deixou um conjunto grande de instituições. Nos últimos governos, houve uma superdimensionamento do Estado, que passou a intervir em todos os pontos da vida nacional.

No governo Fernando Collor houve um desmanche completo. Instituições anacrônicas, como a SEI (Secretaria Especial de Informática) foram jogadas fora juntamente com programas relevantes, como o de Aramar, da Marinha.

Por outro lado, lançou o Programa da Integração Competitiva, visando preparar a economia para uma integração controlada com o mercado internacional.

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A gestão Haddad e a mudança de paradigmas

Para o prefeito, se não for para testar hipóteses e correr riscos, não há porque seguir a política

Por Luis Nassif

Nas últimas semanas, a gestão de Fernando Haddad, na prefeitura de São Paulo, foi objeto de reportagens elogiosas no Wall Street Journal, no New York Times e em evento da prefeitura de Paris.

Ontem, no Seminário Brasilianas "Cidades Saudáveis", Haddad explicou sua gestão.

O grande desafio das grandes cidades será trabalhar em mudanças comportamentais e quebras de paradigmas. “Até 50 anos atrás, ninguém imaginaria conglomerados urbanos com mais de 10 milhões de habitantes. Hoje, existem dezenas delas, exigindo uma nova ciência. Será necessária uma quebra de paradigmas. A maneira como os americanos conceberam, cidades e subúrbios não vai prevalecer por questão material: a menos que inventem carros que voam”. Leia mais »

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Afif e a grande batalha pela desburocratização

Por Luis Nassif

O desafio maior, agora, é ampliar essa experiência de desburocratização para o conjunto da economia

O novo está acontecendo e não está sendo visto. E um dos arautos do novo, desde sempre, tem sido Guilherme Afif Domingos, atualmente Ministro da Secretaria de Micro e Pequena Empresa.

A partir de um universo mais restrito – o das PMEs – Afif deu a partida para o maior desafio de política pública: a luta contra a burocracia.

Esta semana, por 417 votos a 2, a Câmara Federal aprovou projeto de lei que amplia o Simples. O projeto amplia o teto do faturamento e cria uma escala progressiva. O teto para se enquadrar na categoria de microempresa salta de R$ 360 mil para R$ 900 mil de receita bruta ano; e de R$ 3,6 milhões para R$ 14,4 milhões como pequena empresa.

Antes, quando uma empresa ultrapassava o teto do Simples, havia um aumento de carga tributária de 54%. Agora, será escalonado.

As mudanças entrarão gradativamente de maneira que só em 2018 o novo teto passa a valer integralmente.

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As políticas de apoio às startups

Por Luis Nassif

Programa Startup Brasil foi a melhor política de incentivo às startups até agora criado pelo governo

Montado pelo Secretário de Política de Informática do MCTI (Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação) Virgílio Almeida, o programa Startup Brasil foi a melhor política de incentivo às startups (empresas iniciantes de conteúdo tecnológico) até agora criado pelo governo federal.

Essa foi a conclusão unânime dos painelistas do 61o Fórum Brasilianas, sobre as indústrias criativas.

Antes dele, houve vários programas, como o Inovar, de 2001, o Programa Juros Zero, de 2004, o RHAE Inovação, de 2004, a Subvenção Econômica, de 2006, o Prime, de 2009, o PAPPE Integração de 2010.

Cada um deles significou um aprendizado, mas quase todos pecaram por dois erros: a falta de continuidade e a ausência de sistemas de avaliação. Leia mais »

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Como o presidente da Mercedes errou e culpou o Brasil

Por Luis Nassif
 
Observador atento e experiente do universo industrial, o economista Antônio Correa de Lacerda sustenta que o Brasil não perdeu atratividade do ponto de vista do investimento produtivo. Sua análise foi desenvolvida em palestra no 60o Forum Brasilianas, sobre a indústria.
 
O fluxo de investimento direto estrangeiro continua muito forte, entre US$ 60 a US$ 65 bi a cada ano. O Brasil permanece um dos cinco maiores absorvedores de investimento.
 
***
 
"A questão é: o que esses caras estão vendo que nós não vemos?", indaga ele.
 
O último relatório da UNCTAD sobre investimentos globais mostra o Brasil em quarto lugar. Não se trata do passado, mas do futuro. Na pesquisa prospectiva - sobre os países que as multinacionais irão investir nos próximos anos - o Brasil continua em 4o lugar.
 
Para Lacerda, parte dessa visão distorcida se deve à cobertura da imprensa, que reflete muito mais torcida que análise.
 
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Antonio Corrêa de Lacerda
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Dilma e o pássaro azul da inovação

Por Luis Nassif

Se a presidente Dilma Rousseff está atrás de uma agenda positiva, não precisa sequer ir aos Estados Unidos procurá-la. Ela está bem à sua frente.

Esta foi a principal conclusão do 60o Fórum Brasilianas, que versou sobre Indústria e Inovação.

Trata-se do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, composto por um conjunto de instituições públicas e privadas, um marco legal avançado, atores mobilizados no setor público, na academia e nas empresas. Enfim, uma orquestra completa necessitando apenas de um maestro: a própria Presidente da República.

Em 1991 foi aprovada a Lei de Informática; em 2004, a Lei de Inovação; em 2005, a Lei do Bem. Em 2007, foi lançado o Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação. Juntos, uma profusão de organismos de discussão, como o Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de C&I, o Conselho Nacional de Fundações de Amparo a Pesquisa.

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A tecnologia de defesa e o caso Gripen

Por Luis Nassif

Em toda nação industrializada, os dois maiores investimentos em inovação ocorrem nas áreas de saúde e de defesa. Por razões estratégicas, a área de defesa prioriza o controle tecnológico nacional. E essas duas visões marcaram a escolha do sueco Gripen como o avião de combate a ser desenvolvido no país.

A análise da Aeronáutica foi central para a escolha do avião – superando a maior tradição dos FX dos Estados Unidos e da francesa Dassault. E o ponto central para a escolha foi a ampla transferência de tecnologia prevista no acordo.

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Ontem, no 59o Fórum de Debates Brasiliana, o Brigadeiro Paulo Roberto de Barros Chã, Presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC) apresentou um amplo quadro dos acordos de transferência de tecnologia com a Saab-Scania, fabricante do Gripen.

Para toda compra pública no exterior acima de US$ 5 milhões, a Constituição exige acordos offset, ou seja a contrapartida a ser oferecida pelo vendedor.

Nas primeiras discussões sobre o FX (a compra de aviões pela FAB) chegava-se a falar em contrapartidas que nada tinham a ver com o objeto do contrato. Leia mais »

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Os desafios da segurança pública

Caminho é a construção conjunta de políticas na área, juntando polícias, estudiosos e comunidades; por Luis Nassif

Duas grandes conclusões perpassaram o 58o Fórum Brasilianas, que versou sobre a segurança pública nas grandes cidades.

O primeiro, a falta de dados estatísticos e de transparência dos órgãos de segurança.

O segundo, a exigência cada vez maior de uma abordagem integrada sobre o tema, envolvendo secretarias de diversas áreas.

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Especialista em informática e em estatísticas de segurança, Coordenador de Ciência, Tecnologia e Inovação da cidade de Fortaleza, João José Vasco Peixoto Furtado consegue montar mapas detalhados de cada cidade norte-americana, cruzando dados policiais georreferenciados com dados de mobilidade urbana, saúde, educação, meramente utilizando o Google. Mas não consegue montar nada similar em nenhuma cidade brasileira, dado a precariedade dos dados. Leia mais »

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Para entender o balanço da Petrobras

Seminário permitiu elucidar um dos nós dos problemas da Petrobras com as agências de rating; por Luis Nassif

O 57º Fórum de Debates Brasilianas, sobre as perspectivas do pré-sal, permitiram elucidar um dos nós dos problemas da Petrobras com as agências de rating.

Há dois modelos de exploração de petróleo: a concessão e a partilha.

Na concessão, faz-se o leilão pelo maior lance. Quem vence dá um lance pelas reservas e, depois, paga royalties sobre a produção. Como “comprou” a concessão, a reserva medida entra como ativo da empresa. Na partilha, em geral, paga-se em petróleo pela exploração do campo. Mas a reserva não é considerada ativo. Ou seja, entra no fluxo de resultados da companhia, na medida em que seja retirado, mas não como ativo.

Trata-se de uma mera questão contábil.

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Imagine duas empresas do mesmo tamanho, aplicando a mesma quantidade de recursos na exploração de dois campos, um pelo regime de partilha, outro pelo regime de concessão. Leia mais »

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A revolução da Federal do ABC

Por Luis Nassif

Com oito anos de existência, a Universidade Federal do ABC (UFABC) é o primeiro caso de sucesso das novas universidades federais.

Com seu reitor alemão Klaus Capelle, a UFABC deverá se transformar em um divisor de águas do ensino e da pesquisa universitária, na passagem para o século 21.

A primeira revolução foi na estrutura interna.

As universidades tradicionais são divididas em departamentos acadêmicos, caixinhas fechadas, compartimentalizadas.

A UFABC inverteu a lógica. Os grandes problemas contemporâneos da ciência e da tecnologia e as demandas das empresas não se encaixam em caixinhas, diz Capelle. A Universidade precisa formar pessoas capazes de resolver problemas, o que passa por uma formação interdisciplinar.

Para tanto, a UFABC foi organizada em três grandes centros:

1. Centro de Ciências Naturais e Humanas, a etapa da descoberta.

2. Centro de Engenharia e Ciências Sociais, a etapa da invenção.

3. Centro de matemática, computação e cognição, a etapa da análise.

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Brasil 2015: a vez da economia criativa

No debate dos presidenciáveis, pela Rede Bandeirantes, a palavra cultura foi pronunciada apenas uma vez. Não se trata apenas de insensibilidade em relação a um tema central para o próprio conceito de país, mas também em relação à tendência dominante da economia mundial, a economia do conhecimento.

As chamadas indústrias criativas - dentre as quais se inclui a cultura, a educação, até os games de celular - tornaram-se tendência dominante na economia mundial. As leis de propriedade intelectual protegem inclusive os conhecimentos seculares da população de um país.

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Ontem, no Seminário Indústrias Criativas do Projeto Brasilianas, ficou claro a relevância desse novo modelo de economia, que pode envolver dos artesãos nordestinos aos músicos cariocas, das produtoras de cinema à indústria do livro, do cinema aos nerds de aplicativos de celular.

***

O primeiro desafio é a construção de indicadores de produção cultural. O IBGE andou ensaiando algumas pesquisas, ainda muito incipientes e da perspectiva da economia formal.

Constatou que a economia da cultura cresce ininterruptamente a taxas de 4% ao ano.

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Brasil 2015: os novos passos da indústria naval

Trata-se de um setor dos mais relevantes, pelo encadeamento da produção, movimentando vários setores; por Luis Nassif

O conjunto de seminários do projeto Brasilianas tem permitido diagnósticos preciosos sobre o atual estágio do desenvolvimento brasileiro. É caso da indústria naval brasileira, um caso de sucesso de política industrial.

Trata-se de um setor dos mais relevantes, pelo encadeamento da produção. A fabricação de um navio movimenta a indústria siderúrgica, a metalúrgica, o setor de máquinas e equipamentos, a tecnologia de informação, a região no entorno do estaleiro etc.

***

Um dos líderes da produção mundial de navios nos anos 70, a indústria naval foi praticamente eliminada no governo Collor.

Criado em 1999, partir de 2003, o Prorefam (Programa de Renovação da Frota de Apoio Marítimo) ganhou impulso, contratando 30 novas embarcações e 21 modernizações.

Mas só a partir da 7a rodada, em 2005, o conteúdo local passou a ser item obrigatório, com índice mínimos para a exploração, desenvolvimento e produção, com a criação dos instrumentos legais para as CCLs (Cláusulas de Conteúdo Local). Leia mais »

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O extraordinário mercado dos games

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Coluna Econômica- Luis Nassif

CEO da Ikeway, holding de investimentos do Porto Digital, no Recife, Fernando Teco Sodré apresentou um quadro surpreendente do mercado de games para celular e tablets, durante o 44o Fórum de Debates Brasilianas, sobre Indústrias Criativas.

Hoje em dia, 15 milhões de pessoas, no Brasil, um bilhão no mundo, jogam games pelo celular ou pelos tablets.

Até 2008, esse mercado não existia. Este ano deverá movimentar mais de US$ 20 bilhões no mundo. Como comparação, o mercado de cinema nos Estados Unidos deverá faturar US$ 24 bilhões.

Essa escalada foi possível devido à explosão dos tablets e ao modelo de negócios implementado. O mercado de tablets nasceu e em menos de dois anos ultrapassou - na produção anual - o de notebooks e de desktops. Junto com ele, veio o mercado de aplicativos - dos quais o de jogos é o mais dinâmico. Em apenas 4 anos, de 2009 a 2013 foram vendidos um bilhão de jogos.
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O extraordinário mercado dos games

Coluna Econômica- Luis Nassif

CEO da Ikeway, holding de investimentos do Porto Digital, no Recife, Fernando Teco Sodré apresentou um quadro surpreendente do mercado de games para celular e tablets, durante o 44o Fórum de Debates Brasilianas, sobre Indústrias Criativas.

Hoje em dia, 15 milhões de pessoas, no Brasil, um bilhão no mundo, jogam games pelo celular ou pelos tablets.

Até 2008, esse mercado não existia. Este ano deverá movimentar mais de US$ 20 bilhões no mundo. Como comparação, o mercado de cinema nos Estados Unidos deverá faturar US$ 24 bilhões.

Essa escalada foi possível devido à explosão dos tablets e ao modelo de negócios implementado. O mercado de tablets nasceu e em menos de dois anos ultrapassou - na produção anual - o de notebooks e de desktops. Junto com ele, veio o mercado de aplicativos - dos quais o de jogos é o mais dinâmico. Em apenas 4 anos, de 2009 a 2013 foram vendidos um bilhão de jogos.
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