Sergio Amadeu, Sobre Ninjas e seus eixos

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Várias amigas e amigos me pediram para comentar os debates sobre o Mídia Ninja e o Fora do Eixo. Bom, confesso que será a primeira vez que escrevo sobre isso. Resolvi escrever porque algumas pessoas insistiram muito para que eu desse uma opinião. Achei melhor fazer em itens:

1) O fora do eixo nunca foi paradigma de ação política de esquerda. Trata-se de um grupo de ação cultural que se tornou político, mas não tem raízes na esquerda, mas nos movimentos de rede.

2) Discordo profundamente de quem diz que o fora do eixo é leninista. Para Lênin, não existe prática revolucionária sem teoria revolucionária. O fora do eixo nunca propôs a revolução. É um movimento político-cultural interessado em protagonismo e em realizar parcerias com corporações (exemplo Vale do Rio Doce) e com organizações do Estado (editais em diversas secretarias de cultura).

3) Apesar de possuir uma inegável importância nas mobilizações de rua dos últimos dois anos, o fora do eixo conseguiu protagonismo nas manifestações de junho de 2013, não como movimento social, mas como cobertura de mídia. O Ninja é um esforço de ativismo de opinião.
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