A CHIADEIRA AUSTRALIANA E O ACIONAMENTO DO "MODO VIRA-LATAS"

Não é uma questão de desqualificação ou despreparo para grandes eventos, de nós brasileiros. Fazemos anualmente dois dos maiores do Mundo: O Réveillon e o Carnaval. O que está acontecendo com as Olimpíadas é resultante do momento político que vivemos, e do capitalismo especulador e predador brasileiro, e internacional, aliado a uma mídia caseira tão aculturada e vassala que nos dá enjoos. Todo evento transitório, que envolve milhares de pessoas, precisa necessariamente de planejamento, logística e infra-estrutura. As Olimpíadas são um evento privado, cuja gestão é do COI. O planejamento é deles. A logística é deles. A cidade sede entra com a infra-estrutura, que os governantes (em todas as cidades do Mundo) denominam de "legado olímpico". Pois bem, aonde estava o COI, nesses quase dez anos, na atuação sobre o Planejamento e Logística? Leia mais »

BIOGRAFIA - GÊNERO IMPOSSÍVEL?

Desconcertante a discussão sobre se as biografias deveriam continuar a ser previamente autorizadas pelos biografados, ou não...

 

Em vista da ontem anunciada mudança de posição daqueles que defendiam a proibição dos textos não autorizados, e que, aparentemente, passam a defender apenas o direito (que já exerciam) de brigar na Justiça caso se sintam de alguma forma ofendidos em alguma página, além de darmos vivas à sua iluminação, devemos exigir que fique claro que tal sentimento não deva se basear no fato de um biógrafo não dar à imagem delineada em seu trabalho o perfil i-m-a-g-i-n-a-d-o pelo biografado.

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Cinema: Memórias do Subdesenvolvimento

Autor: 
Por ANTONIO ATEU

 

"Memórias do Subdesenvolvimento" chega em DVD no Brasil

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SYLVIA COLOMBO
da Folha de S.Paulo Leia mais »

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A Atualidade Brutal de Hannah Arendt

Autor: 
Por ANTONIO ATEU

 

 

                 A atualidade brutal de Hannah Arendt

 

 

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As obras de Akira Kurosawa

Por Tamára Baranov

Em 06 de setembro de 1998, Akira Kurosawa nos deixou. Um gênio do mundo da sétima arte. Um cineasta marcante com importantes obras, dentre elas a poética ‘Yume’. ‘Uma vez eu tive um sonho…’ esse é o começo dessa sua significativa obra, tanto sobre os aspectos técnicos quanto visuais. Com mais imagens do que diálogo, o filme divide-se em oito histórias distintas, mas unidas pelo mesmo tema, sonhos verdadeiros que o cineasta teve em momentos diferentes de sua vida. O domínio de Kurosawa da cor é extraordinário em cenas que retratam o absurdo da guerra, a beleza da natureza, a necessidade de preservar nosso meio ambiente e a morte como a última estação de uma viagem. Em ‘Yume’, o grande mestre ensina que as pequenas coisas da vida são mais importantes. Viva cada dia, carpe diem, mas sem medo, já que a vida segue sem nós, como um rio.

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Cinema: A Noiva Síria

Por ANTONIO ATEU

Do Cinequanon

A NOIVA SÍRIA

Muitos são os filmes que têm retratado as disputas entre Israel e Palestina, mas A Noiva Síria se diferencia não apenas pela mudança geográfica do conflito (desta vez localizado na fronteira entre Israel e Síria e envolvendo uma comunidade drusa[1]) como também pela atenção e carinho despendidos na construção de suas personagens. Leia mais »

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O romance gay israelo-palestino ‘Além da Fronteira’

Sugerido por Gunter Zibell - SP

Do Cine Pop

Conheça o romance gay israelo-palestino ‘Além da Fronteira’

A Europa Filmes informou ao CinePOP, com EXCLUSIVIDADE, o título nacional do romance gay israelo-palestino ‘Out in the Dark‘. A distribuidora lançará o longa no Brasil em novembro, com o título ‘Além da Fronteira‘.

A história acompanha o caso de amor entre dois homens de lados opostos de um conflito: Nimer, um estudante palestino, e Roy, um advogado israelense.

Nimer é um estudante palestino e filho dedicado, que sonha estudar no exterior e ter uma vida melhor. Ele começa a se confrontar com a realidade palestina, que se recusa a aceitar a sua identidade sexual, e tenta se refugiar em terras israelenses. Leia mais »

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O aniversário de estreia de Easy Rider

Por Tamára Baranov

Em 04 de setembro de 1969 estreou em Londres o clássico da contracultura, ‘Easy Rider’, dirigido por Dennis Hopper e Peter Fonda, dois iconoclastas de Hollywood que se uniram a Jack Nicholson. ‘Easy Rider’ continua a ser um marco cinematográfico, sobretudo como um interessante documento histórico e cultural. Os protagonistas, os motociclistas Wyatt (Peter Fonda) e Billy (Dennis Hopper) acompanhados por um advogado alcoólatra (Jack Nicholson), são desajustados sociais à procura da liberdade em meio à paranóia, a intolerância e a violência, no final dos anos 60, e um ano depois dos assassinatos de Robert Kennedy e Martin Luther King, a guerra do Vietnã e da eleição de Nixon. Lançado no ano de Woodstock, ‘Easy Rider’ marcou uma geração numa época de consolidação do movimento hippie e do uso exagerado de drogas. A liberdade é representada pela estrada e é acompanhada pelas músicas de Jimi Hendrix, The Byrds, Steppenwolf, The Band, Bob Dylan, Roger McGuinn, entre outros. É realmente a trilha sonora de uma cultura. Em 1998, o ‘American Film Institute’ incluiu ‘Easy Rider’ na lista dos 100 melhores filmes de todos os tempos.

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Sessão das Dez: trilogia de Ingmar Bergman

Por EMILIAMMM

Ingmar Bergman - a meditação sobre a fé religiosa em trilogia: Através de um espelho (1961), Luz de inverno (1962) e O silêncio (1963)

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Os dez melhores filmes da história, segundo Woody Allen

Sugerido por Assis Ribeiro

Do Terra Magazine

Comentando os dez melhores filmes da história do cinema para Woody Allen

Amarcord, de Federico Fellini, é um dos melhores filmes do cinema para Woody Allen, assim como Oito e meio (o qual tentou imitar em Memórias/Stardust memories, 1980)

Quando solicitado para oferecer a sua lista dos seus melhores filmes da história do cinema, Woody Allen sempre se negou, mas, recentemente, o British Film Institute solicitando-a, o veterano cineasta resolveu dá-la à publicação. Os dez títulos, porém, e vale ressaltar, não estão em ordem de importância. O que se pode observar é que Woody Allen dá preferência aos filmes de autor e às obras já consolidadas como clássicos absolutos. Basta verificar que os títulos mais recentes datam de 1972. O cinema contemporâneo está ausente da lista alleniana. O que não significa uma crítica a ela, pois na minha, já publicada por aqui, também raros são os filmes que ultrapassam os anos 70. Federico Fellini, pelo visto, é o realizador que Allen mais admira, pois colocou dois filmes dele na relação (Amarcord Oito e meio). Inclusive Allen fez emMemórias (Stardust Memories, 1980, o seu oito e meio. Senti falta de um Hitchcock, pois grande mestre e um inventor de fórmulas da linguagem cinematográfica. E John Ford? E Howard Hawks? Bem, toda lista é subjetiva. Faço aqui comentários aos filmes escolhidos. Leia mais »

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Sessão das Dez: Freud, além da alma, de John Huston

Por Tamára Baranov

John Huston viveu tão perigosamente como os protagonistas de seus filmes. Apesar de ter sofrido por décadas de enfisema pulmonar aguda, o que o obrigou nos últimos anos a sobreviver com tanques de oxigênio para ajudá-lo a respirar, ele continuou a fumar até a sua morte em 28 de agosto de 1987. Huston era um contador de histórias, bon vivant e grande jogador de pôquer. Lauren Bacall, uma amiga de longa data, o descreveu como ousado, imprevisível, enlouquecedor e, provavelmente, o homem mais charmoso do mundo.

Em 1941, o cineasta norte-americano fez a sua estréia na direção com ‘The Maltese Falcon’ considerado por muitos críticos como o melhor thriller policial já filmado. ‘The Treasure of the Sierra Madre’ um estudo soberbo da ganância humana; ‘The Man Who Would Be King’ sobre orgulho; além dos clássicos ‘Moby Dick’ e ‘The African Queen’ formam um conjunto de obras das mais significativas da história do cinema.

Os críticos se diziam confusos com a falta de um tema comum em seus filmes. Foram 41 filmes e em muitos deles abordou o orgulho, a ganância humana, a vaidade e a avareza. John Huston dirigiu a maioria das estrelas com irreverência e contrariou tendências de Hollywood de finais felizes com um número incomum de filmes com amor insatisfeito. E procurou várias vezes transpor a essência da literatura para o cinema com o cuidado incomum de preservar estilos e valores dos escritores. E atuou em mais de 20 filmes. Leia mais »

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O demônio é um anjo caído em "O Advogado do Diabo"

Apesar de flertar com temas místicos e espirituais não ortodoxos, Hollywood ainda precisa manter as convenções dos gêneros cinematográficos. Um dos exemplos dessa dualidade vivida pelo cinema comercial é o filme “O Advogado do Diabo” (Devil’s Advocate, 1997) onde o diretor Taylor Hackford tenta inserir uma visão mais matizada e ambígua da figura do Diabo em meio aos tradicionais clichês satânicos reforçados por efeitos de computação gráfica. Através da inesquecível performance de Al Pacino, o filme nos apresenta uma sutil visão do Diabo como uma figura prometeica, um anjo caído e condenado pelo Criador por ter apresentado ao homem o fruto do conhecimento. Leia mais »

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"O Advogado do Diabo" (1997): monólogo final de John Milton

O demônio é um anjo caído em "O Advogado do Diabo"

Apesar de flertar com temas místicos e espirituais não ortodoxos, Hollywood ainda precisa manter as convenções dos gêneros cinematográficos. Um dos exemplos dessa dualidade vivida pelo cinema comercial é o filme “O Advogado do Diabo” (Devil’s Advocate, 1997) onde o diretor Taylor Hackford tenta inserir uma visão mais matizada e ambígua da figura do Diabo em meio aos tradicionais clichês satânicos reforçados por efeitos de computação gráfica. Através da inesquecível performance de Al Pacino, o filme nos apresenta uma sutil visão do Diabo como uma figura prometeica, um anjo caído e condenado pelo Criador por ter apresentado ao homem o fruto do conhecimento. Leia mais »

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"O Advogado do Diabo" (1997): monólogo final de John Milton

Cinema: Ninho Vazio

Sugerido por ANTONIO ATEU

Do blog Parada Crítica

Ninho Vazio (El Nido Vacío)

Nossos hermanos da Argentina fazem bom cinema, isso já é sabido. É uma pena que não muitas produções argentinas cheguem a nós, motivo pelo qual vale conferir Ninho Vazio, na sala alternativa mais perto de você. É interessante notar a estética diferente, a narração típica e mesmo a fotografia puxando bastante do cinema europeu. Aliás, como é colocado pelo senso comum, os argentinos adoram se sentir europeus, e se no cinema isso não é necessariamente verdade, neste filme é. Das paisagens às tomadas, e às vezes também na forma como colocam os diálogos, por pouco não somos enganados. Só a trilha sonora, alternando entre o jazz norte-americano e a bossa - sim, a nossa bossa - remonta ao clima do reino do Prata.

O diretor, Daniel Burman, gosta de dramas familiares. Seus dois últimos filmes, Direitos de Família e Abraço Partido, tratam desse tema, e especificamente relacionado ao pai. Ninho Vazio segue a mesma tendência, acompanhando um pai depois que seus filhos deixaram o lar. No papel principal, Oscar Martínez, um dos mais conhecidos atores argentinos, em uma atuação muito boa. Como seu par, Cecilia Roth é aquela atriz que temos a sensação de já ter visto antes. Estamos certos, ela protagonizou Tudo Sobre Minha Mãe, de Almodovar. O estilo argentino de drama é bastante realista, com cenas em que às vezes todos falam ao mesmo tempo e não se percebe um diálogo propriamente dito, e outros com longos silêncios. A trama, muito centrada em um único personagem, parece correr solta, mas é na verdade uma ótima armadilha de Burman. Leia mais »

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"Linha de Passe", filme de Walter Salles e Daniela Thomas

Sugerido por ANTONIO ATEU

Do site Planeta Tela

"LINHA DE PASSE": TALVEZ O MELHOR FILME (BRASILEIRO OU NÃO) DO ANO.

Celso Sabadin

Programe-se para assistir a um dos melhores (talvez o melhor?) filme brasileiro deste ano. Dirigido a quatro mãos por Walter Salles e Daniela Thomas, “Linha de Passe” é um primor de cinema, de narrativa e – o mais importante – de emoção. 

A sinopse sugere “mais um filme brasileiro sobre a miséria”. Longe disso. Esqueça. “Linha de Passe” é um filme sobre limites. Trata-se de um belíssimo roteiro que acompanha simultaneamente a trajetória de cinco personagens: a empregada doméstica Cleuza (Sandra Corveloni, que surpreendeu a todos e a si própria ao ganhar o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes deste ano) e seus quatro filhos. Vivendo na periferia paulistana, cada membro desta família procura a sua própria solução para tentar resolver – ou, talvez, minimizar – as duras conseqüências de uma vida que se desenrola na linha da pobreza. 

Dênis (João Baldasserini), um motoboy sem muitos escrúpulos, tem um filho que mal o reconhece e não hesita em roubar do próprio irmão, se for preciso. Dario (Vinícius de Oliveira, o ex-garoto de “Central do Brasil”) tem grande talento para o futebol, mas está na idade limite para ser cortado dos processos de seleção de novos jogadores. Assim como milhões de brasileiros, ele também é um moço “aposentado” precocemente pelas exigências cruéis de um mercado de trabalho que mastiga e cospe jovens talentos. Dinho (José Geraldo Rodrigues), que já teve problemas no passado (o texto do filme sugere, mas não explica), refugia-se na Fé do Evangelho, ao mesmo tempo em que trabalha num posto de gasolina. E o mais novo, o pequeno Reginaldo (Kaique de Jesus Santos, uma grande revelação) é apaixonado por ônibus e fascinado pelo ato de dirigir um deles. Já a mãe busca seu escapismo torcendo freneticamente nos jogos do Corinthians.  Leia mais »

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