Uma homenagem as mulheres do início do século passado

Por Nilva de Souza

A Mulher no Começo do Século

No Manhattan Connection de domingo passado, veio à tona em meio aos comentários sobre a jornalista Lara Logan, correspondente da CBS e repórter do programa “60 Minutos”, que foi sexualmente agredida no Cairo, a descortesia, a deselegância e a selvageria com que as mulheres são tratadas no oriente médio.  No entanto, lembrei que também há em nosso meio um tratamento promíscuo embutido na indústria do entretenimento que é dado às nossas mulheres. A mídia às trata de forma rasa e as transforma em personagem principal do circo pornográfico da música e da dança em voga, e a masculinidade adora quando muitas se entregam ao escárnio sob pretexto de diversão ou vida artística.

Este post é uma homenagem e um reconhecimento à perseverança com que as mulheres  foram galgando o seu espaço numa sociedade arraigadamente machista, para ter, primordialmente, seu lugar ao sol e não para continuar sendo um objeto. Não se trata de conquista do movimento feminista, mas da mulher mesmo.

Flor em jardins só de folhas, nuvem branca em céus só azuis, gaivota em praias só de ondas, vida multiplicada em existências de solidão. Elas significam exatamente isso.

Separei imagens lá do início, quando  já começavam a se espalhar pelos espaços. Espero que estas conquistas sejam reverenciadas tanto por eles quanto por elas.

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Folheto de carnaval

Por Gilberto Cruvinel

‎"Muge bronca a trombeta e em roucos roncos ruge o sumbidor ribombo do zabumba de Momo. Fevereiro chegou, chegou o Carnaval!" 

Almanach do Paiz : 1º anno. Pinheiro, Rafael Bordalo, 1846-1905 
(coleção Brasiliana da USP, doada por José Mindlin)

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Por que o medo do casamento gay e da adoção por homossexuais

CARTA POTIGUAR

Na véspera do Natal, período dito de compreensão e amor, o Papa mais uma vez decidiu por alimentar ódios e incompreensão. Em seu discurso à Cúria Romana, Bento XVI adotou uma retórica bélica ao se expressar em termos de luta e aliança entre religiões. E quem é este inimigo tão temido, cujo discurso beligerante e intolerante do pontífice evitou inclusive de pronunciar o nome?  Este inimigo impronunciável é os homossexuais, seu estilo de vida e suas reivindicações de igualdade e reconhecimento, em particular o direito ao matrimônio e à constituição de família por meio da adoção.

 Algumas semanas depois, na França, mais de 300 mil pessoas tomam às ruas em protesto contra o projeto de lei que visa sancionar o casamento homossexual e a adoção homoparental. Nesses milhares, reúnem-se os adeptos mais conservadores e tradicionais de diferentes confissões; católicos, protestantes, rabinos e líderes muçulmanos. Fechando a aliança conservadora, algumas dezenas de associações e partidos de direita, os quais parecem ter deixado momentaneamente de lado suas reservas, por assim dizer, contra judeus e muçulmanos. Leia mais »

Por que o medo do casamento gay e da adoção por homossexuais

CARTA POTIGUAR

Na véspera do Natal, período dito de compreensão e amor, o Papa mais uma vez decidiu por alimentar ódios e incompreensão. Em seu discurso à Cúria Romana, Bento XVI adotou uma retórica bélica ao se expressar em termos de luta e aliança entre religiões. E quem é este inimigo tão temido, cujo discurso beligerante e intolerante do pontífice evitou inclusive de pronunciar o nome?  Este inimigo impronunciável é os homossexuais, seu estilo de vida e suas reivindicações de igualdade e reconhecimento, em particular o direito ao matrimônio e à constituição de família por meio da adoção. Leia mais »

Amy Cuddy: Sua linguagem corporal molda quem você é

Autor: 

TED: A linguagem corporal afeta a maneira como os outros nos vêem, mas também pode mudar a maneira como nos vemos. A psicóloga social Amy Cuddy nos mostra como “fazer poses de poder” -- ficar numa postura confiante, mesmo quando não nos sentimos confiantes -- pode afetar os níveis de testosterona e cortisol no cérebro, e pode até ter um impacto nas nossas chances de sucesso.

http://www.ted.com/talks/amy_cuddy_your_body_language_shapes_who_you_are.html?utm_source=newsletter_weekly_2013-02-02&utm_campaign=newsletter_weekly&utm_medium=email


Membros da Leap Brasil apoiam a legalização das drogas

Por Frederico69

Um movimento legal para acabar com a hipocrisia!!!

Do Uol

Agentes da lei se unem para defender legalização do comércio e do uso de drogas no país

Legalizar a produção, o comércio e o consumo das drogas no país. Esse é o objetivo da filial brasileira da Leap ("Agentes da Lei Contra a Proibição", em português), que reúne juízes, policiais civis, militares, entre outros profissionais de segurança pública. Na visão do grupo, a atual política de combate às drogas "viola a liberdade individual", segundo a presidente da Leap Brasil, Maria Lúcia Karam, e se mostra incapaz de proporcionar "a regulação e o controle" da venda e uso de entorpecentes. Leia mais »

O crescimento das uniões consensuais

Por JC

Comentário ao post "A bancada evangélica e o conservadorismo da sociedade"

Se o problema é "prá quem deixar", faz um testamento. A única coisa que a lei manda é que os filhos tem 50%, se não tem filhos deixa prá quem quiser.

No mais, não dá para brigar com os números, do site do IBGE :

Nupcialidade: Uniões consensuais crescem de 28,6% para 36,4% em dez anos

O Censo 2010 indica um crescimento significativo das uniões consensuais em relação a 2000. Em 2010, das pessoas casadas, 36,4% viviam em união consensual, contra 28,6% em 2000. O Amapá foi o estado que apresentou o maior percentual de uniões consensuais (63,5%) e Minas Gerais, o menor (25,9%). Reduziram-se os percentuais de pessoas que viviam unidas através do casamento civil e religioso (de 49,4% para 42,9%) e daquelas unidas apenas no religioso (de 4,4% para 3,4%). O percentual de pessoas casadas apenas no civil variou pouco, passando de 17,5% em 2000 para 17,2% em 2010. Leia mais »

Dizer não ao triste encanto do desencanto dizendo sim à vida

Por Demarchi

Do Outras Palavras

Muito além do mundo familiar

130107-OutroViver

Ao romperem paredes do ambiente conjugal, seus jogos de isolamento e culpa, comunidades instigam a viver sem medo de ser 

Por Kátia Marko, editora da coluna Outro Viver

Muita coisa aconteceu desde a nossa última coluna Outro Viver. Uma profunda crise me impossibilitou de dar continuidade a este espaço. Alguns escritores criaram suas maiores obras em crise existencial. Eu não consigo falar sobre a comunidade em que moro e o nosso jeito de viver se não sinto o que escrevo.

O mês de dezembro foi bastante movimentado na Comunidade Osho Rachana. Em meio a todo um processo de criação da Gincana do Namastê, que acontece há 11 anos no final de ano, reunindo quase 200 pessoas, as reuniões da comunidade mexeram intensamente com as relações amorosas. A tradição nos ensina desde cedo que “em briga de marido e mulher, não se mete a colher”. Como decidimos não viver no senso comum, os problemas de relacionamento são expostos na busca de ajuda. Sempre achamos que nossos problemas são únicos ou muito maiores do que dos outros. Mas quando compartilhamos, vemos que nossos padrões de pai e mãe são bem parecidos. E fica bem mais fácil ultrapassar os limites com o apoio de outros olhares.

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Explicando a Piada

Autor: 

Sempre tive bons professores de filosofia, mesmo esta tendo sido excluída dos currículos nos anos 60, por iniciativa da ditadura militar. Era matéria non grata, já que com ela se forma indivíduos com senso crítico, característica perigosíssima numa ditadura. Ainda no CEN, em Niterói, foram Emílio e Rezende, excelentes no ofício de nos dar instrumentos, vetados pela ditadura, de entender a realidade à nossa volta com olhos mais abertos e independentes. Já na EBA (Escola de Belas Artes UFRJ) foi a vez de um casal, esqueço o nome do marido, que ensinou ética, mas sua esposa, quase com certeza se chamava Lélia Bustamante deu aulas, ótimas, de estética.


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Golfilho Pede Ajuda Para Mergulhador

Autor: 

Golfilho pede ajuda a mergulhador para que remova um anzol de sua nadadeira.
Aqui o link:

http://youtu.be/CCXx2bNk6UA

ou

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=CCXx2bNk6UA

A diferença entre uma língua e um dialeto

Por Anarquista Lúcida

Comentário do post "'O' CPLP, por Vasco Graça Moura"

O hebreu nao foi "preservado". O hebreu foi ressuscitado... Era uma língua morta, e passou a ser adotado como língua de Israel (como se alguém quisesse voltar a usar o Latim, e se baseasse no Latim Clássico para essa ressurreiçao). Mas já deve ter começado a variar. Língua é algo vivo

O galego nunca vai virar dialeto do espanhol, é uma outra língua. A considerá-lo dialeto de alguma outra  língua, seria do português, já que ambas as línguas descendem da mesma língua antiga, o galaico-português. Muitos galegos reivindicam isso, mas é uma bobagem tb, as duas línguas já se diferenciaram muito. O que ele tem é estatuto de língua inferior, aí sim por motivos políticos. É como o bretao na França, ou o sardo na Itália. Nao sao dialetos do francês e do italiano, o bretao inclusive nem língua latina é, é céltica. Mas tem estatuto sociolinguístico semelhante ao de um "patois", linguajar usado apenas nas famílias e amigos íntimos, geralmente por falantes mais velhos, menos escolarizados, etc  No caso do galego a coisa nao é tao séria porque apesar de tudo a Galícia tem uma autonomia relativa (pelo menos a Catalunha tem), e a língua é usada na universidade local (novamente, isso eu presumo; sei que é assim na Catalunha).   

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Redução da maioridade é equívoco jurídico e político

Autor: 
Por Gunter Zibell - SP

http://terramagazine.terra.com.br/blogdomarcelosemer/blog/2013/01/16/red...

Cada vez que a imprensa noticia um crime do qual tenha participado adolescente, voltam à tona apoios a propostas oportunistas para a redução da maioridade penal.

O sensacionalismo seduz, mas não responde à lógica: o fato de os adultos já serem processados criminalmente não tem evitado que pratiquem crimes. Por que isso aconteceria com os adolescentes?

A ideia de que a criminalidade está vinculada a uma espécie de “sensação da impunidade” jamais se demonstrou, tanto mais que a prática de crimes tem crescido junto com a encarcerização.

A tese oculta uma importante variável: o fator altamente criminógeno do ambiente prisional, que é ainda maior quando se trata de jovens em crescimento. Leia mais »

De Iquitos a Fitzcarraldo

Por Assis Ribeiro

Do blog A Procura

A cidade de Iquitos no Peru e a Casa de Ferro de Gustave Eiffel. 

Assis Ribeiro

Iquitos é uma cidade do Peru com mais de 400.000 habitantes, situada no meio da floresta amazônica, sendo a maior cidade do mundo não conectada por estradas.

A cidade surgiu a partir de uma missão jesuíta implantada em 1750, na região povoada pelos índios Iquitos, e em 1828 foi fundada oficialmente, tornando-se capital da província de Maynas, região de Loreto, por estar incrustada em um ponto estratégico. A partir de 1880, graças à indústria da borracha, começou sua expansão se tornando uma das cidades mais prósperas do Peru. Sua opulência ainda pode ser constatada nas suas construções como a Casa de Ferro desenhada pelo arquiteto francês Gustave Eiffel (construtor da famosa torre que leva seu nome em Paris) e construída para a  Exposição Internacional de Paris, em 1889.

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Sobre o dogma de que "sexo e dinheiro não se misturam"

Por Gunter Zibell - SP

Comentário do post "O feminismo e a legalização da prostituição"

JC, eu só estou mostrando que você está tentando justificar um dogma, que é "sexo e dinheiro não se misturam". O senso comum diria que isso é um dogma de falso moralismo.

E, já que você falou "vocês", qual dogma moral eu estou defendendo? Seria "As pessoas têm o direito de fazerem o que quiserem desde que não prejudiquem terceiros." Se a prostituição sobreviver desse dogma, não há contradição nenhuma para mim, pois eu não sou contrário a ela.

Eu não estou fazendo o discurso "seria bom que não houvesse, mas já que há vamos permitir e regulamentar". 

Eu estou fazendo o discurso "há pessoas pedindo a regulamentação e não há razão para negar".

Eu me sinto habilitado a dizer "eu não quero isso para mim". Mas não me sinto habilitado a dizer "você não pode fazer isso".

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