A solidão e o amor na divina comédia humana

Desde garoto tive uma relação bastante estreita com a solidão. Lembro-me, que desde de criança já procurava um refúgio para alguns momentos de isolamento e, muitas vezes, escolhia apenas a música para companhia. Ficava ali, num canto da sala, sentado sobre uma pilha de sacos de arroz no mais profundo isolamento. Meu pai era agricultor e quando não havia mais espaço para armazenar a colheita, empilhava tudo na sala de casa mesmo, só ficavam pequenos espaços para a passagem da família ou de eventuais visitas. Leia mais »

VOLTA DILMA É MAIS JUSTO DO QUE DIRETAS JÁ !!!

Impedir o mandato legítimo de uma governante sem crime foi o ápice da sacanagem nacional. Dessa sacanagem participaram canalhas do Executivo, Legislativo e Judiciário, com o fomento do Ministério Público, Polícia Federal, além da omissão de muita gente boa e ruim. Gritou-se pra cá. Esperneou-se pra lá. O povo foi levado às ruas, dividido, uns de bonecos da CBF, com direito a trajes esportivos verde-amarelos, outros por meio de organizações da sociedade, partidárias ou não, mas o fato é que panelas nas coberturas e bandeiraços encarnados nas praças não impediram o golpe na democracia e muito menos que a caça aos corruptos fosse conduzida por elementos caolhos. A seletividade da Lava-Jato e das Mídias é impressionante, e o mundo já percebeu, com resultados danosos ao patrimônio nacional, à nossa economia, aos trabalhadores, a autonomia, independência e autogestão de toda uma nação. O Brasil está sendo destruído por caprichos de sua elite mesquinha e perversa. Leia mais »

A Chuteira Sem Pátria

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Naqueles gramados de chão batido, os pês descalços corriam atrás de bola, feita de meia e cheia de estopa e pano. Foi nesses campinhos, que se espalhavam e se estendiam, a todos os bairros, de qualquer rincão do Brasil, que surgiram Pelé, Marta, Garrincha, Formiga, Tostão, Daniela, Reinaldo, Zico, Roseli, Sócrates, Pretinha, Romário, Debinha, Barbosa, Barbara, Éder, Cristiane, Dener, Érica e tantas outras. Longe das escolas, que sequer existiam. Nelson Rodrigues acertou na mosca, “a pátria sem chuteiras”. Pois o futebol foi é uma paixão nacional. E pouco importa o 7 a 1 dentro de casa. Pois no futebol, o brasileiro consegue ser grande, ser gigante. No futebol o David vence Golias. Mesmo sem chuteiras, sem escolas, sem saúde, moradia, assistência social, sem saneamento básico, às vezes até sem alimento. Lá nos gramados, dentro das quatro linhas, nós o povo brasileiro é gigante. Leia mais »

Trump e o Mundo Novo

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Impressiona inocência [perspicaz] dos grandes analistas e intelectuais de nosso tempo, ao justificar sempre o voto ao apelo moral. (“Não voto no Crivella que ele é contra o aborto”; “não voto no Trump porque ele peida fedido”; etc.). Como apelar a “moral”, se a própria moral se esvaiu? Se dissipou? Virou fumaça. A Globalitária (globalização autoritária de mercadorias, como disse Milton Santos) mentiu. Não há democracia no mundo. As grandes corporações tem seus interesses representados pelo Banco Mundial, a Organização Mundial do Comercio, o Fundo Monetário Internacional, entre outras. E essas “organizações” [poderosas] não são democráticas. Leia mais »

Na Casa da Democracia

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Desde a infância Aberlado aprendeu as coisas duras da vida. Por que vida é linha reta. Palavra é pedra; não é água. E bigode corta mais que fio de navalha. Aberlado aprendeu com seus calos a respeitar Lei e Palavra. Foi assim que Aberlado respeitando a Lei de Deus se casou na igreja; e respeitando a Lei do Homem registrou em cartório. Aberlado casou com Margarida Aparecida, e teve seis crias, cinco delas sobreviveram, sendo quatro mulheres e dois homens. Maria, Ana (natimorta), João, Claudio, Daina e Flavia, em ordem cronológica decrescente, respectivamente. Leia mais »

Os 450 anos de uma cidade nem tão maravilhosa

  

O Rio chega aos seus 450 anos de fundação. Sinceramente, no auge dos meus 66 anos de puro carioca da gema, sem querer dar uma de estraga festa, não sei o que há pra comemorar, a não ser as belezas naturais e a hospitalidade,  irreverência, calor humano e  alegria do carioca.  Que o Rio continua lindo, do centro à Zona Sul, do Leme ao Pontal e da subida do Alto à Grumari, também não há dúvida.  Leia mais »

A Bunda

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                Não havia quem não olhasse: aquela bunda firme, bem destacada da cintura, arrebitada. Por baixo de calças jeans, vestidos, camisões largos, roupas pretas, saias, shorts e, claro, de biquíni, olhares indisfarçáveis, deleitados. Só uma pessoa a odiava: Luciana, a dona.

                Filósofa, com doutorado em uma das mais importantes instituições do país, pós-doutorado na Inglaterra, autora de inúmeros livros, consultora do Ministério da Cultura, capoeirista, baterista, integrante de um grupo de maracatu, cozinheira de mão cheia, capaz de fazer pratos europeus sofisticados e feijoadas comparáveis às da Vicentina. Para sua desgraça, nenhum destes atributos era capaz de desviar a atenção das pessoas de sua bunda. Leia mais »

Eu sou um burguês?

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Eu sou um burguês?

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Na minha infância eu detestava chinelo. Corria. Eu e a terra éramos um só. Sem nenhum isolante sintético. Na primeira chuva do ano eu sempre me molhava. Minha mãe dizia pra cuidar com relâmpago. Mas somente os trovões me assustavam. Eu andava descalço. Não enclausurava as partes intimas, e camiseta era artigo de luxo. (Pra dia de festa, ocasião especial). Nas minhas origens é que moram o “eu”. Apesar de afirmarem que “O Tempo só anda de ida”. Duvido. Mas também pouco discordo... Leia mais »

A FUGA

A ESCOLHA PODE SER SUA

Em artigo publicado no Globo essa semana, intitulado A Era da Vulnerabilidade”, Joseph E. Stiglitz, prêmio nobel de economia, desmascara o mito da ascensão social nos Estados Unidos - ainda o maior representante do Capitalismo Financeiro da atualidade. E, como ultimamente a questão do dito baixo crescimento do PIB tem andado na boca da oposição por aqui, acho interessante registrar a conclusão de seu texto:

 

“Independentemente da rapidez com que o PIB avança, um sistema econômico que não consegue ganhos para a maioria dos cidadãos, e no qual uma parcela crescente da população enfrenta cada vez mais insegurança, é um sistema econômico falido. E são falidas políticas, como a de austeridade, que aumentam a insegurança e baixam a renda e o padrão de vida de grande parte da população.”

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POR QUE INDIGNAÇÃO OU SURPRESA COM O CONSERVADORISMO MÉDICO?

Ora se esqueceram que haviam médicos importantes no nazifascismo? Que durante a escravidão negra no Brasil, e em toda a América, médicos silenciaram ou aprovaram o genocídio dos africanos? Que durante o apartheid sul-africano a medicina omitiu-se, e há inclusive relatos de experiências com "cobaias" humanas, como já havia sido feito na Alemanha de Hitler? Que durante a ditadura militar brasileira médicos, militares e civis, conviveram com o horror das torturas, e alguns torturaram diretamente ou indiretamente espedindo atestados que permitiam que a violência prosseguisse? Por que será tamanha displicência com o vírus Ebola? Leia mais »

SERÁ O SÉCULO XXI O VAZIO DA HUMANIDADE?

Esse século XXI está me enojando, sob diversos aspectos, que estão dispersos pelo que se está transformando a humanidade por todo o planeta. Um século de atopias e idolatrias às futilidades e/ou ao cultuamento de fundamentalismos, que discriminam, excluem e exterminam semelhantes, por oposições de pensamentos, ações ou atitudes, em nome de um "deus", que deixou de ser amor e vida, para perfilar-se com semeadores do ódio e da morte. Leia mais »

Qual é o seu Sonho?

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Qual é o seu Sonho? Qual é a altura do seu sonho? Qual é a largura do seu Sonho? Qual é a espessura do seu Sonho? Qual é a profundidade do seu Sonho? Qual é o preço do seu Sonho? Qual é o custo de seu Sonho? E, principalmente, qual é a “receita” [liquida] de seu Sonho? Sei que parece título de texto de autoajuda. Sei que parece pergunta de autoajuda. Sei que é esperável resposta de autoajuda. Mas não é. Está pergunta me surgiu conversando ao assunto política com os jovens, com os idosos, com a classe trabalhadora, com o povo brasileiro. Vendem muito sonhos nas televisões, nos programas (projetos) de governo, e no ramo (e lastros) do setor empresarial. Seria o sonho deles, o sonho de todos os brasileiros? Acredito que não. Tampouco é notória a descrença das pessoas com a Política. Em quem votar? Eu votaria em meus sonhos. Entretanto, qual é o meu Sonho?

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Estou pensando somente em Você

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Ao nascer, e até mesmo antes do nascimento, fui bombardeado pela palavra amor. Na nossa cultura todos amam. Amam do verbo amar. O maior símbolo da palavra amor é o coração. Criativos fazem corações com as mãos, com o dedo riscam no vento, desenham nas paredes, nos cadernos (nas escolas)... Na televisão esta palavra é proferida tão deliberadamente, que até parece algum tipo de fobia. E todos amam, e muitos amam, e se amam, a vão amando da boca pra fora, e também da boca pra dentro. Se eu um contido tímido, diria que a nossa cultura é a Cultura do Amor. Afinal, antes da carne era palavra, e a palavra mais proferida é a que terá maior vida. Ledo engano, meu. Talvez há não presença viva é que remeta a lembrança da palavra, tão proferida. Então, o que seria o verdadeiro sentido, em nossa cognição, da palavra amor?

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Marina Silva, o Lula de saia, sem jogo de cintura

Caros, Nassif e geonautas, Leia mais »