O palhaço do inferno

 

Avenida Rangel Pestana, no bairro do Brás, duas e meia da tarde. Tentando se proteger do sol ardido sob uma sombra intermitente, sufocado por um calor seco de trinta e seis graus, um homem vestido de palhaço vende cachorrinhos feitos de balão. Sua roupa é comprida, cheia de bolinhas, sendo branca e amarela as cores predominantes. O chapéu é mais colorido, cada uma das suas pontas (sete, se contei direito) de uma cor diferente; o rosto, pintado de branco, o nariz postiço, vermelho - o básico que se espera de um palhaço. Toda sua figura adquire um tom pastel no contexto de calor tórrido. Anuncia: olha o cachorrinho de balão pro bebê, leva junto a espadinha. Sem sucesso tento descobrir o que é a tal espadinha. Sua voz é anasalada e desvitalizada. Não parece cansado: parece o próprio cansaço conformado. Ao fim de seu dia de labuta, deve voltar para casa com alguns minguados trocados, com o que sobrevive. Em sua roupa de palhaço, ele me parece ser a versão sem fantasias da grande maioria dos trabalhadores - do Brás ou dos bancos. Ele me parece a imagem do inferno que é a vida da maioria neste nosso sistema.   Leia mais »

Associações indevidas IV

Associações indevidas IV

Fumo

Fumaça

Fôlego falido

Traga o ar

Tragar

Cansa

Câncer

Mau ar Leia mais »

Associações indevidas III

Associações indevidas III

                                    08/00

Longevidade.

Longe a vaidade

Humildade Leia mais »

Associações indevidas III, por Mathilde D'Antanho

Associações indevidas III

                                    08/00

Longevidade.

Longe a vaidade

Humildade

Umidade

Dores várias

Variedade

Longe vai a idade

Longévolo

Longe velho

Longa vida

Hora da morte Leia mais »

Associações indevidas III

Associações indevidas III

                                    08/00

Longevidade.

Longe a vaidade

Humildade Leia mais »

Vida em linha reta

Vida em linha reta

                         Ago13

Ah! Feliz sou eu

Que não fui condenado

A viver a maldição dos poetas.

Não me encanto e não engano,

No que vejo nem um signo,

Nenhuma mensagem secreta. Leia mais »

Herança

HERANÇA

Dinheiro não me deixou.

Ensinamentos?

Só o que aprendi com seus erros.

Virtudes?

Só se for virtude a confiança nos autoenganos.

Meu pai era um sonhador.

Deixou-me essa herança maldita.

Herança

HERANÇA

Dinheiro não me deixou.

Ensinamentos?

Só o que aprendi com seus erros.

Virtudes?

Só se for virtude a confiança nos autoenganos.

Meu pai era um sonhador.

Deixou-me essa herança maldita.

O medo e o nada.

O MEDO E O NADA  04/01

Por que outra vez estou triste?

Por que o fim outra vez?

Não o fim como morte,

O fim não é morte, é desencanto.

É a certeza que a falta de esperança traz.

Não a desilusão e sim, a ausência

De qualquer ilusão.

E o recomeço do nada, Leia mais »

O medo e o nada.

O MEDO E O NADA  04/01

Por que outra vez estou triste?

Por que o fim outra vez?

Não o fim como morte,

O fim não é morte, é desencanto.

É a certeza que a falta de esperança traz.

Não a desilusão e sim, a ausência

De qualquer ilusão.

E o recomeço do nada, Leia mais »

PARA O DIA DOS PAIS

 

PARA OS PAIS

 

 

É fácil fazer filhos e constituir família

O difícil é ser pai, alicerce e paradigma.

Herói de carne e osso para deixar de herança

Paz, amor e integridade.

Em nome do pai

Carregamos o seu sobrenome.

1/8/2013 17:09:47

A "Classe Média"

Autor: 

Classe MédiaMax Gonzaga

Sou classe média
Papagaio de todo telejornal
Eu acredito
Na imparcialidade da revista semanal
Sou classe média
Compro roupa e gasolina no cartão
Odeio "coletivos" Leia mais »

Vídeos: 
Veja o vídeo

A poeta Carolina Maria de Jesus

Por jns

Carolina Maria de Jesus: “O Brasil precisa ser dirigido por alguém que já passou fome”

Leia mais »

Clone de Caetaneano Marilena

Acordo versos marilenos

Que nutrem minha fé

O meu ódio e minha fome sagrada

Vaca profana que me guia

Bota teus cornos

À frente e acima da manada

Oh! vaca de divinas tetas

Derrama o leite bom na minha cara

E o leite mal na cara dos caretas

 

 

aviso aos navegantes:  qualquer verso novo não existe.

Caetaneano Marilena

Acordo versos marilenos

Que nutrem minha fé

O meu ódio e minha fome sagrada

Vaca profana que me guia

Bota teus cornos

À frente e acima da manada

 

Oh! vaca de divinas tetas

Derrama o leite bom na minha cara

E o leite mal na cara dos caretas

 

Vaca vermelha, rosa luxemburga

Rosa vaca rubra

Das gentes sinistras pelas ruas

Em sangue e fogo desgarradas

Pela direita só a máscara

Da vingança, num sorriso,

Mal disfarçada.

 

Oh! vaca farta e generosa

teu leite ralo não lava a cara 

Da moça loura e agressiva

de faces verde-amareladas

 

aviso aos navegantes:  qualquer verso novo não existe.