"ANÕES" SÃO OS QUE PENSAM PEQUENO!

Sempre bom relembrar que nessa II Assembleia da ONU, presidida pelo Oswaldo Aranha, hoje o bife que eu mais gosto na gastronomia brasileira e carioca, foi também acertado o Estado da Palestina. Israel saiu do papel, foi constituído e logo começou suas artimanhas para impedir que a nação palestina obtivesse seu estado ao lado, e mais, passou a comportar-se como imperialista e expansionista, na região, tomando o Sinai, Golã, a Cisjordânia, etc..., e estimulando a cizânia inter-arábica. O fato é que Israel se "consolidou", virou 'X9' dos EUA, no Oriente Médio, armou-se até os dentes, e transformou a "terra prometida" num inferno, onde o povo hebreu, povos árabes, incluindo os palestinos, e cristãos, desde então, não conseguiram mais viverem em paz. Leia mais »

Itamaraty abre sindicância e afasta Saboia

Sugerido por alexis

Da Rede Brasil Atual

Itamaraty afasta embaixador e abre sindicância sobre fuga de senador boliviano

O diplomata Eduardo Saboia assumiu a responsabilidade sobre a operação e disse que "ouviu a voz de Deus" ao decidir pela retirada do senador boliviano Roger Pinto Molina

O Ministério das Relações Exteriores (MRE), Itamaraty, decidiu instaurar uma comissão de sindicância para apurar responsabilidades sobre a retirada do senador boliviano Roger Pinto Molina da Embaixada do Brasil em La Paz. A comissão será formada por três pessoas que serão nomeadas pelo ministério. O diplomata brasileiro Eduardo Saboia, que assumiu a responsabilidade sobre a operação, foi afastado de suas funções por tempo indeterminado e foi chamado para prestar esclarecimentos.

O senador boliviano, que é opositor do presidente Evo Morales, ficou abrigado por 15 meses na Embaixada do Brasil em La Paz. No sábado (24), o parlamentar deixou a embaixada com o auxílio de Saboia. O boliviano chegou nesse domingo (25) ao país por Corumbá (MS), onde se encontrou com o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Ricardo Ferraço (PMDB-ES). Os dois voaram em seguida para Brasília.

O episódio levou ao pedido de demissão do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. O representante do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU), embaixador Luiz Alberto Figueiredo irá assumir o cargo. Leia mais »

O episódio do senador boliviano e os interesses de Saboia

Do Jornal GGN

Os interesses do "encarregado de negócios" do Brasil e o contrabando do senador boliviano

Percival Maricato

Quais interesses defendeu o “encarregado de negócios” do Brasil na Bolívia, Eduardo Saboia, ao contrabandear o rico senador Roger Pinto, acusado no país vizinho de crime comum (corrupção, venda de terras públicas, promoção de jogo ilegal). Quais os motivos do ex-chanceler Celso Lafer, do PSDB, ao defender a legalidade do ato, baseado em  convenções internacionais?

O “encarregado” arriscaria mesmo sua carreira pelo boliviano, indo contra toda a hierarquia e os interesses do Estado Brasileiro, ao qual jurou servir, por ouvir a voz de Deus ou por achar que se sentia desconfortável? Como ficaríamos se cada embaixador ou simples encarregado de negócios decidisse com esses argumentos o que deve fazer na representação do país no exterior? Ou se os demais diplomatas estrangeiros em nosso país aderissem à moda e começassem a contrabandear os dirigentes do Comando Vermelho para fora (afinal, também se poderia alegar questões humanitárias; falta de espaço na embaixada, etc). Leia mais »

O erro diplomático no caso do senador da Bolívia

Por Diogo Costa

GROSSEIRO ERRO DIPLOMÁTICO - Não tem explicação para o que aconteceu com o senador da Bolívia que estava na embaixada do Brasil, lá mesmo na Bolívia. 

Se o Estado boliviano não deu salvo conduto, o diplomata brasileiro jamais poderia trazê-lo para o Brasil. 

Jamais! 

E se o chanceler brasileiro Antonio Patriota sabia disso, não lhe cabia outra coisa que não fosse o pedido de demissão. E se não sabia (o que é o mais provável), também. 

Quanto ao diplomata brasileiro na Bolívia, tem mais é que ser exonerado do cargo mesmo. 

Imaginem se um diplomata do Reino Unido resolve transladar Julian Assange da Embaixada do Equador para o aeroporto e, consequentemente, para o próprio Equador (onde Assange já solicitou asilo), sem o devido salvo conduto britânico! 

Isto não existe em nenhum lugar do mundo! 

E não se trata de fazer juízo de valor sobre a conveniência ou não dos asilos ou dos salvos condutos, mas sim de se fazer cumprir as regras básicas da diplomacia internacional.  Leia mais »

O perfil do novo ministro das Relações Exteriores

Do Estadão

Diplomata é um habilidoso negociador

Escolhido para comandar diplomacia brasileira tem boa relação com Dilma e carreira construída em acordos ambientais

Lisandra Paraguassu e Giovana Girardi

O novo ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, de 57 anos, é um antigo conhecido da presidente Dilma Rousseff. Ele foi o negociador brasileiro na Conferência das Partes 15 (COP-15) de Copenhague, em 2009, quando a delegação brasileira foi chefiada pela então ministra da Casa Civil e candidata à presidência.

Diplomata de carreira e considerado um dos mais hábeis negociadores do Itamaraty, Figueiredo assumiu há menos de dois meses a missão brasileira nas Nações Unidas. O novo chanceler conquistou a presidente Dilma durante as negociações da Rio+20, do qual foi o secretário executivo.

Ao final, Dilma não poupou elogios ao embaixador por conseguir um acordo possível em uma negociação com 150 países e um tema que, em meio à crise econômica, não era dos mais caros aos envolvidos. Leia mais »

Um resumo das relações comerciais entre Brasil e Venezuela

Sugerido por alfeu

Do Vermelho

Luciano Wexell Severo: Relações Brasil-Venezuela seguem aquecidas

A proposta deste pequeno artigo é apresentar uma visão bastante resumida das relações comerciais atuais entre o Brasil e a Venezuela. Aos interessados em aprofundar esta análise, sugerimos outro trabalho de nossa autoria, denominado “Os desdobramentos da entrada da Venezuela no Mercosul”, publicado em 2012.

Por Luciano Wexell Severo, especial para o Portal Vermelho

Já não é novidade afirmar que as economias do Brasil e da Venezuela aprofundaram seus laços de conexão durante os governos de Lula e de Chávez. O comércio binacional foi ampliado em mais de oito vezes, saltando de US$ 880 milhões em 2003 para US$ 6,3 bilhões em 2012. No mesmo período, as vendas brasileiras para o país vizinho aumentaram de US$ 600 milhões para US$ 5 bilhões. As compras, de US$ 275 milhões para US$ 1,3 bilhão. A assimetria do comércio apresentou considerável redução. Em 2007, para cada dólar importado o Brasil exportou 13,7 para a Venezuela. Em 2012, graças a esforços políticos e de inteligência comercial, intensificaram-se as compras brasileiras e esta relação caiu para quatro. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio do Brasil (MDIC). Leia mais »

Patriota: Política externa consolida papel soberano do país

Do Jornal GGN

Patriota: Política externa consolida papel soberano do Brasil

Victor Saavedra

O ministro de Relações Exteriores, Antônio Patriota, afirmou nesta segunda-feira (15) durante a Conferência Nacional “2003 - 2013: Uma Nova Política Externa”, que o Brasil só alcançou seu protagonismo no cenário internacional devido a uma mudança na sua postura como player global.

Segundo o diplomata, nos primeiros dias do novo governo Lula, em janeiro de 2003, o Brasil assumiu seu protagonismo ao reconhecer seu papel não só na América Latina, mas também deixando para trás a política reativa do governo anterior.

Segundo Patriota, diversos fatores ajudaram o Brasil a se consolidar neste novo cenário e, um deles, foi a reunião do que se transformaria no fórum Ibas (Índia, Brasil e África do Sul), "as três grandes democracias em desenvolvimento”. O ministro citou os avanços significativos na aproximação do Brasil com o mundo árabe, com a África e com a Ásia, dando exemplos concretos da cooperação internacional entre as regiões, através de mecanismos sólidos.

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Espionagem dos EUA: onde o Ministro da Justiça se escondeu?

Autor: 

Em qualquer democracia estruturada, um caso de espionagem do governo por país amigo suscitaria a manifestação de duas autoridades: o Ministro das Relações Exteriores, no campo diplomático; e o Ministro da Justiça, como porta-voz político máximo do governo.

No caso brasileiro, não funciona assim. O Ministro Antônio Patriota, das Relações Exteriores, atuou no campo diplomático. No campo interno, quem se manifestou em nome do governo foi o Ministro das Comunicações, como se tratasse de um mero caso de hacker atuando nas redes de telecomunicações – e não um caso de espionagem. E aproveitou para anunciar que acionará a Polícia Federal para investigações mais aprofundadas.

Onde está o Ministro da Justiça, a quem a Polícia Federal deveria responder? Qual o papel institucional do Ministro da Justiça? Por mais que tente, não consigo entender.

 

Wikileaks diz que Snowden também pediu asilo ao Brasil

Autor: 
Por marcelosoaressouza

O Brasil estaria no grupo de 21 países aos quais o ex-funcionário da CIA Edward Snowden teria pedido asilo político segundo um comunicado publicado pelo site Wikileaks.

O informe da Wikileaks diz que os pedidos de asilo foram entregues no domingo ao escritório do consulado russo no aeroporto de Sheremetyevo para que fossem passadas às correspondentes embaixadas em Moscou.

Porém, a embaixada brasileira em Moscou disse não ter recebido qualquer pedido do americano - ao menos até a manhã desta terça-feira.

Segundo o Wikileaks, o grupo também incluiria China, França, Irlanda, Áustria, Islândia, Bolívia, Cuba, Finlândia, Alemanha, Índia, Itália, Holanda, Nicarágua, Polônia, Espanha, Suíça e Venezuela, além de Equador, Rússia e Noruega, que confirmaram ter recebido o pedido.

Ex-técnico em segurança digital da CIA, Snowden delatou um sistema secreto de monitoramento de informações pessoais nos quais agentes da Agência Nacional de Segurança americana (NSA, na sigla em inglês) teriam acesso direto a servidores de nove grandes empresas de internet, incluindo Google, Microsoft, Facebook, Yahoo, Skype e Apple.
Leia mais »

Wikileaks diz que Snowden também pediu asilo ao Brasil

Autor: 

O Brasil estaria no grupo de 21 países aos quais o ex-funcionário da CIA Edward Snowden teria pedido asilo político segundo um comunicado publicado pelo site Wikileaks.

O informe da Wikileaks diz que os pedidos de asilo foram entregues no domingo ao escritório do consulado russo no aeroporto de Sheremetyevo para que fossem passadas às correspondentes embaixadas em Moscou.

Porém, a embaixada brasileira em Moscou disse não ter recebido qualquer pedido do americano - ao menos até a manhã desta terça-feira.

Segundo o Wikileaks, o grupo também incluiria China, França, Irlanda, Áustria, Islândia, Bolívia, Cuba, Finlândia, Alemanha, Índia, Itália, Holanda, Nicarágua, Polônia, Espanha, Suíça e Venezuela, além de Equador, Rússia e Noruega, que confirmaram ter recebido o pedido.

Ex-técnico em segurança digital da CIA, Snowden delatou um sistema secreto de monitoramento de informações pessoais nos quais agentes da Agência Nacional de Segurança americana (NSA, na sigla em inglês) teriam acesso direto a servidores de nove grandes empresas de internet, incluindo Google, Microsoft, Facebook, Yahoo, Skype e Apple.
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A Carta do Colégio de Procuradores sobre a PEC 37

Carta de Brasília - Por que somos contra a PEC/37:

O Colégio de Procuradores da República, órgão do Ministério Público Federal, autoconvocado, reuniu-se em 18 de junho de 2013, no exercício de seu dever constitucional de zelar pelo estado democrático de direito e pelo respeito aos direitos constitucionais, para garantir a manutenção da capacidade de investigação para fins penais do Ministério Público e outras instituições atualmente investidas de poder de polícia, e impedir retrocesso em favor da impunidade e contra a segurança cidadã. Para isso, é necessário dizer não à PEC 37.

A PEC 37 pretende estabelecer o monopólio da investigação pela Polícia. O Estado abriga vários órgãos com poder de polícia, como a maioria dos países do mundo. A limitação a um só canal reduz em muito a capacidade de investigação dos órgãos do Estado.

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Juanita Castro e a embaixatriz do Brasil que era da CIA

Por José Ribeiro Jr

Comentário ao post "As famílias diplomáticas do Itamaraty"

Não é um partido de esquerda que acusa Virginia Leitão da Cunha de trabalhar para a Cia; quem afirma isto é a irmã de Fidel Castro, Juanita, que vive exilada em Miami desde os anos 60. Sugiro a leitura do livro de Juanita, se ainda não o leu. É informação de carater histórico interessante e indispensável aos que se interesam por política internacional em nosso continente. A respeito, segue artigo sobre o assunto, colhido ao acaso agora em página da Web.

Do Tribuna da Imprensa

Embaixatriz do Brasil era da CIA e contratou Juanita Castro em Havana

Pedro do Coutto

Já está nas livrarias do país um documento, Editora Planeta, que se reveste de importância histórica, e deve repercutir com intensidade no mundo político e diplomático. Trata-se das memórias de Juanita Castro, irmã de Fidel e Raul, totalmente rompida com ambos, e que a partir de certo momento da revolução cubana passou a trabalhar para a CIA. As memórias foram narradas em detalhes à jornalista mexicana Maria Antonieta Collins, que transformou o depoimento, dado no final de 2009, num livro primoroso.

Leitura leve e fácil, ordem direta, como são os textos dos profissionais de imprensa. Adversária ferrenha dos irmãos e principalmente de Che Guevara, que apresenta como homem impiedoso, mandante frio e cruel de centenas de execuções sumárias de prisioneiros, sabia-se no cenário internacional que Juanita trabalhava para o governo dos Estados Unidos. Mas não se sabia, sabe-se agora, que tal missão foi agenciada pela embaixatriz Virgínia Leitão da Cunha, mulher do embaixador Vasco Leitão da Cunha. Que, anos depois, foi ministro do governo Castelo Branco na primeira fase da ditadura militar que derrubou o presidente João Goulart, em 64. Leia mais »

As famílias diplomáticas do Itamaraty

Por Andre Araujo

AS FAMÍLIAS DIPLOMÁTICAS DO ITAMARATY - Com a criação do Instituto Rio Branco, em 1946 o Brasil passou a ser o segundo país das Américas que estruturou a diplomacia como carreira com acesso por concurso público para uma escola de formação de diplomatas. Os EUA criaram em 1916 o Foreign Service Institute dentro do mesmo modelo. Antes do concurso pùblico, o acesso à carreira diplomática era por indicação política no mais alto nível. Nos tempos do Barão do Rio Branco o indicado por um alto padrinho era avaliado pelo Barão durante um almoço. O Barão, com seu profundo conhecimento dos homens, aprovava ou não o candidato nesse almoço, fazia uma análise de personalidade e raramente errava.

Mas havia um filtro anterior, a maioria dos canidatos vinha das "famílias diplomáticas" do Segundo Império que até nos dias de hoje tem um bom prestígio e presença na "carriere".

Nomes como Villela Barbosa (Marquês de Paranaguá), Carneiro de Campos (Marquês de Caravellas), Carvalho e Melo (Visconde da Cachoeira), Araujo Lima (Marquês de Olinda), Du Pin e Almeida (Marquês de Abrantes), Limpo de Abreu (Visconde do Abaeté), Gê Acaiaba de Montezuma (Visconde do Jequetinhonha) se somaram a familias mais modernas como Leão Velloso, Melo Franco, Macedo Soares, Sousa Leão Gracie, Silva Paranhos, Paula Sousa. Leia mais »

Relações do Brasil com os EUA e a integração regional

Por Marco Antonio L.

Do Le Monde

Brasil cada vez maior

Renaud Lambert

Orig. " “Brazil looms larger”, Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu, no redecastorphoto

Os EUA ainda vêem a América Latina como seu quintal. O Brasil estará começando a se sentir da mesma forma sobre a América do Sul, onde é o maior e mais rico país?

João Paulo Rodrigues e Rubens Barbosa parecem ter pouco em comum: Rodrigues trabalha pelos sem-terras do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) desde menino; Barbosa foi embaixador do Brasil em Londres, depois nos EUA, de 1994 a 2004, e hoje trabalha como consultor de negócios. Encontrei Rodrigues num pequeno sobrado em São Paulo; os escritórios comerciais de Barbosa ficam na muito chique Avenida Faria Lima, onde helicópteros sem conta transportam executivos ricos de um a outro heliponto, entre os arranha-céus. Rodrigues acabava de comandar uma sessão de treinamento para ativistas do MST; Barbosa esforçou-se para me dar “alguns momentos”, tomados entre telefonemas de clientes que queriam ouvi-lo sobre um movimento do governo – todos querendo ser ‘o primeiro a saber’ (foi a impressão que tive). Leia mais »