A Bunda

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                Não havia quem não olhasse: aquela bunda firme, bem destacada da cintura, arrebitada. Por baixo de calças jeans, vestidos, camisões largos, roupas pretas, saias, shorts e, claro, de biquíni, olhares indisfarçáveis, deleitados. Só uma pessoa a odiava: Luciana, a dona.

                Filósofa, com doutorado em uma das mais importantes instituições do país, pós-doutorado na Inglaterra, autora de inúmeros livros, consultora do Ministério da Cultura, capoeirista, baterista, integrante de um grupo de maracatu, cozinheira de mão cheia, capaz de fazer pratos europeus sofisticados e feijoadas comparáveis às da Vicentina. Para sua desgraça, nenhum destes atributos era capaz de desviar a atenção das pessoas de sua bunda. Leia mais »

A Carta do Colégio de Procuradores sobre a PEC 37

Carta de Brasília - Por que somos contra a PEC/37:

O Colégio de Procuradores da República, órgão do Ministério Público Federal, autoconvocado, reuniu-se em 18 de junho de 2013, no exercício de seu dever constitucional de zelar pelo estado democrático de direito e pelo respeito aos direitos constitucionais, para garantir a manutenção da capacidade de investigação para fins penais do Ministério Público e outras instituições atualmente investidas de poder de polícia, e impedir retrocesso em favor da impunidade e contra a segurança cidadã. Para isso, é necessário dizer não à PEC 37.

A PEC 37 pretende estabelecer o monopólio da investigação pela Polícia. O Estado abriga vários órgãos com poder de polícia, como a maioria dos países do mundo. A limitação a um só canal reduz em muito a capacidade de investigação dos órgãos do Estado.

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Idiocracia: Darwin e a Teoria do Perfeito Idiota

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Alguém já disse, com muita propriedade, que a ignorância é uma benção.


Darwin também disse que: dentre as espécies, e entre diferentes indivíduos de uma mesma espécie, a que predomina não é a mais forte ou a mais inteligente, é a que melhor se adapta. Leia mais »

O debate da economia como ciência

Por Irene Maria da Silva

Comentário ao post "A simplificação da discussão econômica"

Li seu artigo que recebi hoje sobre a questão da economia "como ciência". Concordo com vc. Só não concordo com a afirmação de que economia é uma ciência. E digo porquê.

Um ramo do conhecimento humano ser, ou não, ciência, é uma questão epistemológica, claro, mas principalmente ideológica - atribuição de status..

Assim, os positivistas definiram a Pedagogia como ciência da educação (ver Durkheim). E nós sofremos, no Brasil, com os acordos MEC-USAID feitos pelos millitares (positivistas): reformas universitária (1968) e do ensino escolar (1971), muito dinheiro alocado para pesquisas quantitativas que não levaram a nada.

A meu ver, Educação, como Medicina, como Comunicação, como Economia, são PRÁTICAS apoiadas em ciências. Afirmo isso aos médicos e professores de minha família, como aos colegas de profissão - sou professora aposentada da UFRJ e do Estado do Rio de Janeiro.

É nessa linha que o sarcástico Delfim Neto diz que economista é bom para explicar o que aconteceu. Predição? Quantos furos no mundo inteiro... Leia mais »

Estudante descobre erro em trabalho de economistas

Por Rodolfo Machado

Nassif, estes caras no artigo abaixo devem ser os “cabeças de planilha” de quem você tanto fala, são apontados como sumidades do nosso tempo em economia, mas cometeram um erro crasso em um de seus trabalhos, erro apontado por um estudante de economia, e realmente eles usam Excel para tudo.

Do Jornal de Negócios

Como um estudante pôs em causa o trabalho de economistas prestigiados

Thomas Herndon, doutorando em Economia, não acreditou quando descobriu o erro de Rogoff e Reinhart e chamou a namorada que o confirmou. No início, também os professores não acreditaram em Herndon.

Foi na elaboração de um artigo científico para a disciplina de Econometria que Thomas Herndon descobriu o erro de Kenneth Rogoff e Carmen Reinhart, dois dos mais prestigiados economistas da actualidade.

Herndon tem 28 anos e é doutorando em Economia na Universidade de Massachusetts. O trabalho do estudante de Economia consistia em replicar os resultados de Rogoff e Reinhart e, em seguida, contra-argumentar a tese de que uma elevada dívida pública conduzia a um crescimento económico mais lento.   Leia mais »

O pensamento de André Lara Resende

Da Folha

Pai do Real defende ambiente e prega fim da desigualdade

OSCAR PILAGALLO

Os artigos reunidos de André Lara Resende rejeitam um atalho muito usado para se formar opinião: o atalho dos estereótipos.

Em vez de refletir de forma independente, observa-se quem está dos dois lados e decide-se com quem se tem mais identificação. "A reflexão é substituída por um processo de empatia", afirma.

Lara Resende prefere correr o risco de pensar por conta própria. Não é um caminho fácil. "Sem alinhamento automático, corremos o risco de criar perplexidade e até mesmo de provocar irritação."

Economista tucano e um dos formuladores do Plano Real, o filho do escritor Otto Lara Resende não se escora no currículo para hipotecar suas fichas intelectuais a um dos lados. Leia mais »

O fracasso dos que propuseram o fim da história

Autor: 

Coluna Econômica

Volto ao trabalho dos economistas Daron Acemoglu-James Robinson ("Economics versus Politics: Pitfalls of Policy Advice", Fev., 2013) comentado na coluna de ontem.

O foco do trabalho é propor a análise das decisões de política econômica em dois períodos: o primeiro, aquele em que as medidas são tomadas; depois, analisando os efeitos políticos das medidas sobre o segundo período.

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Nos anos 90, apogeu do chamado neoliberalismo, decretou-se o "fim da história". Significava que nada da experiência histórica poderia ser aproveitado, pois o mundo entrava em uma nova etapa, sem nenhuma relação com o passado.

Esse estratagema possibilitou as maiores imprudências da política econômica de muitos países, incluindo o Brasil. Nenhum alerta era aceito porque baseava-se na experiência histórica; e o novo mundo nada tinha a ver com o anterior.

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A economia e o renascimento da história

Autor: 

Coluna Econômica

Alguns anos atrás cunhei a expressão “cabeças de planilha” para criticar um tipo de economista incapaz de uma visão sistêmica da economia.

Sempre me impressionou o modo de pensar dos físicos. Se uma ação específica for aplicada em determinado corpo, pode alterar completamente sua natureza. Os resultados das políticas sociais brasileiras, nos últimos anos, são significativos.

Ao sair da miséria absoluta e descobrir o consumo, houve uma mudança radical na vida dos beneficiários. Deixam de ser párias e se convertem em cidadãos consumidores .

A curto prazo, a inclusão fortalece o mercado interno. A médio prazo, tem consequências políticas extraordinárias, criando uma nova geração de cidadãos que será cada vez mais exigente em relação aos serviços públicos, ao ambiente econômico etc.

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Quando teve início o processo de privatização – ainda no governo Collor – junto com um grupo de pessoas defendíamos a privatização com fundos sociais, um modelo que permitiria ao trabalhador se beneficiar dos ganhos da privatização. Haveria a legitimação da privatização; criação de um mercado de capitais popular; criação de freios ao poder dos novos grupos que se formavam.

Prevaleceram os interesses imediatos dos grupos e dos privatizadores.

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José Serra, o personagem "Zavalita" de Mario Vargas Llosa

Caros geonautas,

Comentário ao post: Bob Fernandes: ou Serra usa ou desocupa a moita

José Serra, o "cabeção" mor da corte tupiniquim, o personagem "Zavalita" de Mario Vargas Llosa (Conversa no Catedral), carregado de conflitos e vacilante em suas convicções pessoais e ideológicas (segundo Vitor Hugo Soares). Leia mais »

Serra, a Gota d´água: "..., um pote até aqui de mágoa"

Bresser-Pereira e as figuras referenciais

Autor: 

Coluna Econômica

O Brasil foi construído por um enorme esforço coletivo e pela orientação de algumas figuras referenciais que, através dos tempos e das políticas, iluminaram o caminho com visões de futuro.

Dos anos 50 para cá, figuras como Rômulo de Almeida, Roberto Campos, Celso Furtado, Octávio Gouvêa de Bulhões, Hélio Jaguaribe, José Guilherme Merchior, Barbosa Lima Sobrinho, com visões diferentes de mundo, ajudaram a definir o caminho, a corrigir exageros do período anterior e apontar as novas etapas.

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Dos períodos mais recentes, os ex-Ministros Antônio Dias Leite, Ernani Galveas, Camilo Pena ainda produzem estudos e conselhos. João Paulo dos Reis Velloso mantem seu instituto para discutir grandes temas, mas a idade já lhe pesa. De Hélio Jaguaribe, só sei alguma coisa, por amigos. Depois da morte de Raphael de Almeida Magalhães, Eliezer Baptista voltou-se mais para sua vida pessoal.

Delfim Neto continua a desafiar as leis do tempo, com uma vitalidade intelectual assombrosa, incompatível com sua idade e situação física. É puro cérebro.

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Os dilemas da ciência econômica no século XXI

Por Assis Ribeiro

Do Estadão

A economia do século 21

Paulo R. Haddad*

Keynes dizia, de uma forma pejorativa, não saber o que torna um homem mais conservador: não conhecer nada, mas apenas o presente, ou não conhecer nada, mas apenas o passado. Um exame cuidadoso da história do pensamento econômico irá mostrar como tema recorrente uma preocupação, no passado, com as questões das relações do homem com a natureza na evolução do processo de desenvolvimento das sociedades. E, no presente, nada preocupa mais os pensadores econômicos do que o futuro da humanidade em face do persistente uso predatório da base de recursos naturais do planeta e do eventual esgotamento desses recursos, levando ao fim do crescimento econômico. Já se analisam modelos de desenvolvimento sustentável que possam gerar prosperidade sem crescimento econômico ao longo das próximas décadas. Leia mais »

imagem de Lilian Milena

Julio Minelli, APROBIO

Apresentação de Julio Minelli, Diretor Superintendente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (APROBIO), durante 36º Fórum de Debates Brasilianas.org, realizado em 27 de Fevereiro de 2013, sobre energias alternativas ao sistema energético brasileiro.


O caleidoscópio de Lachmann

Por aliancaliberal

Do IMB

O caleidoscópio de Lachmann e o mundo encantado de keynesianos, monetaristas e novos clássicos

por 

1. Introdução

Uma das questões mais instigantes da teoria econômica é a discussão sobre a existência ou ausência de equilíbrio nos mercados. As diversas abordagens alternativas são para todos os gostos: há as que negam qualquer possibilidade de equilíbrio nos mercados, as que asseguram que os mercados sempre estão em equilíbrio e as que se colocam como um meio termo, tratando o equilíbrio como uma tendência para a qual tendem os mercados.

Entre os que negam peremptoriamente qualquer possibilidade de equilíbrio nos mercados o mais conhecido é o economista da Escola Austríaca Ludwig Lachmann, nascido na Alemanha, com sua sociedade caleidoscópica; entre os que tratam o equilíbrio como algo permanente — e imediato — o mais famoso é Robert Lucas, o principal mentor da chamada Escola de Expectativas Racionais; e entre os que enxergam os mercados como tendendo para o equilíbrio, mas sem que esse equilíbrio seja atingido, em razão de mudanças de circunstâncias de tempo e espaço, encontramos a maioria dos economistas austríacos, desde Carl Menger e especialmente Mises, Hayek e Kirzner. O objetivo deste paper é mostrar essas três visões, passando em revista a questão do equilíbrio. Leia mais »

Debate sobre Keynes com Delfim Netto, FHC e outros

Do blog de Oswaldo Conti-Bosso, no Brasilianas

Caros,

O debate no iFHC sobre Keynes, tese de José  Roberto Affonso, UNICAMP, em que Delfim Neto roubou a cena, descendo a lenha nos economistas, pra variar, com sua verge sarcástica.

A certa altura Delfim Netto diz: a Presidenta é uma tecnocrata como nós,

Mas o FHC retruca: como nós não,

O Delfim sobre FHC: ele finge,..., mas no fundo ele tem uma racionalidade, é inegável, o que nós podemos fazer

FHC: a culpa é da USP

Delfim: Eu falo por Lula, se você tivesse feito a USP você estava perdido, iria ter que estudar Aristóteles, esse negócio que dois mais dois são quatro, e esse negócio é muito perigoso para fazer política econômica, ....

Creio que vale a pena assisitir.

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Asteroides Anabolizantes

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Dois pensamentos nos atormentam, a certeza  do fim e o desejo de permanência. Sabemos que iremos morrer, e desejamos obsessivamente continuar vivos, ou permanentes. A partir daí construímos uma sifilização, uma kultura, uma estória e uma fieira de religiões e ciências. Em um nível mais pessoal, elaboramos obras, proles, tendências e filosofias.
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