Delfim e a crise

Da Agência Estado

'Lula é o único economista que presta no Brasil'

Delfim Netto diz que virtude de Lula é falar a verdade sobre a economia

Roberval Angelo Schincariol e Roger Marzochi, da Agência Estado Leia mais »

Crise, forecasting e adivinhação

Por Roberto São Paulo/SP

Do Estadão

Crise, forecasting e adivinhação
Antônio Márcio Buainain

Final de ano. Vou resistir à tentação de especular sobre o futuro - atividade a que economistas, empresas especializadas e instituições internacionais se dedicam com grande seriedade e que designam pelo nome técnico de forecasting (em inglês dá mais credibilidade) ou análise de cenários (que tem a vantagem de oferecer várias opções de futuro). Usam modelos e instrumentos analíticos sofisticadíssimos para antecipar o futuro, mas a natureza da atividade é a mesma da praticada, com mais simplicidade, mística e menor custo, por mães e pais-de-santo, cartomantes e afins, com o nome de previsão, ou pelas ciganas que ainda hoje circulam em cidades do interior, como adivinhação. Leia mais »

Exportação pode cair 16%

Por Roberto São Paulo/SP

Do Estadão

Exportação vai cair 16%, prevê Funcex

Porém, especialistas avaliam que cenário econômico dificulta projeção

Jacqueline Farid, RIO

O cenário nebuloso para a economia em 2009 está dificultando as projeções para o comércio exterior brasileiro, segundo especialistas da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) e da Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex). "Fazer previsões para a balança comercial em 2009 é hoje um exercício que envolve elevada incerteza", afirma o economista-chefe da Funcex, Fernando Ribeiro. Leia mais »

O controle de capitais

Por Roberto São Paulo/SP

Do Valor Online divulgado pelo Último Segundo

Análise: Emergentes adotam controle de capitais 29/12 - 08:13 - Valor Online

SÃO PAULO - A falta de crédito em dólar e a crescente aversão ao risco, agravadas após a quebra da Lehman Brothers em 15 de setembro, provocam escassez de moeda americana nos países emergentes em todo o mundo e diversos deles têm optado por mecanismos de controle do fluxo internacional capitais, alguns inclusive com o aval ao menos temporário do Fundo Monetário Internacional. Há saída de recursos de portfólio dos emergentes, mas não só. ....... Leia mais »

O BC perdendo para o mercado

Semanas atrás escrevi que o Banco Central adotara uma política incorreta para combater a especulação cambial. Vende contratos de swap. Em um primeiro momento, segura o salto do dólar, saciando a necessidade de dólares do mercado. No momento seguinte, todo mundo que comprou contrato de swap passa a especular contra o dólar, porque quanto maior a cotação, maior o seu ganho.

Hoje o Estadão entra no tema, mostrando a sova que o BC está levando do mercado. Leia mais »

A proposta Afif

Guilherme Afif Domingos e Hélio Zylberstajn escrevem na seção Tendências e Debates da Folha, para explicar sua proposta trabalhista.

É tema delicado e cercado de preconceitos – de lado a lado. Mas, para criticar a proposta, é preciso entendê-la.

O quadro que se tem hoje é de incerteza em relação ao tamanho da crise. No começo do ano, é possível que ocorra uma onda de desemprego.

Mas o tamanho da crise é uma incógnita. Se for menor do que se espera, é possível que três meses depois as empresas se dêem conta de que não teriam precisado reduzir seus quadros. E voltarão a contratar.

Todos perdem com essa incerteza. As empresas pelos custos trabalhistas da dispensa, pelo investimento que terá que fazer no treinamento dos novos funcionários e na reconstrução do ambiente corporativo.

Os funcionários pela dispensa, em um momento em que o mercado está amplamente desfavorável. Depois, no caso de recuperação do mercado, pelo fato de ter que competir com outros candidatos à sua vaga.

A proposta é simples.

Através de acordos coletivos (isto é, sancionados pelos sindicatos da categoria), suspende-se temporariamente o contrato de trabalho. Os direitos trabalhistas continuam assegurados, para o caso da suspensão ser definitiva. O trabalhador vai para casa com seguro-desemprego garantido. Se encontrar outro emprego, troca. Se não encontrar, aguarda passar a borrasca e, caso o céu se torne azul de novo, terá o seu de volta. Se a borrasca não passar, o contrato será rescindido com todos os direitos assegurados.

Como a proposta será referendada em acordo, caso o sindicato considere que será desfavorável, simplesmente a rejeitará. Leia mais »

Sarkozy e o Brasil

Entrevista por e-mail de Nicolas Sarkozy a Clóvis Rossi, da Folha (clique aqui). Comprova, primeiro, a maneira homogênea e objetiva com que as lideranças européias estão ocupando o espaço político para enfrentar a crise. Reforça o que o primeiro-ministro britânico Gordon Brown declarou a um grupo restrito de lideranças - entre os quais Lula - em uma das reuniões reservadas do grupo do G20: não se trata apenas de uma crise econômica (como pretende a maioria dos analistas norte-americanas) mas de uma crise no seu sentido amplo, de valores, de hábitos, de modo de pensar o mundo.

É curioso também - embora não seja novidade - a maneira como analisa o papel de Lula no cenário global, em contraposição ao provincianismo extremo de parte majoritária da análise política midiática.
Seja por sua intuição, seja pela visão estratégica do Itamarati, Lula tem idéias claras e simples sobre a inserção do país no mundo e na América Latina - muito mais claras, aliás, do que suas idéias sobre o Banco Central.

Aliás, quando se compara o discursos de Felipe Gonzales, agora os de Sarkozys e Brown, com aquele que era desenvolvido por FHC, percebe-se a diferença nítida entre a visão do Estadista e a do intelectual dispersivo. Os estadistas têm discurso simples, onde conseguem identificar o centro da questão, as idéias-força dos novos momentos. O intelectual não-estadista faz embaixadas no meio campo.

A seguir, trechos da entrevista. A manchete destaca a afirmação de Sarkozys em relação ao Brasil: "Ninguém resolve problemas hoje sem o Brasil, diz Sarkozy"

Na abertura, Clóvis Rossi minimiza: Claro que tal reforma tem que incluir o Brasil: "Quem pode imaginar hoje poder resolver os problemas do mundo sem países como a China, a Índia e, é claro, o Brasil?" Leia mais »

O Ponzi é coisa nossa

Por Ivan Giacomelli

Nassif,

Sabe o golpe do Madoff? Lá nos EUA esse tipo recebe o nome de "Esquema  Ponzi", "homenagem" ao italiano Charles Ponzi que criou o esquema logo depois da 1ª guerra mundial. Quando a pirâmide de Ponzi caiu, ele foi preso e depois deportado para a Itália, mas morreu no Rio de Janeiro sem nenhum tostão. Não é interessante? Dá uma bela reportagem ou até mesmo um livro...

Detalhes no NYT de hoje: clique aqui (http://topics.nytimes.com/top/reference/timestopics/subjects/f/frauds_an...)

Comentário

Temos um pioneiro, o inventor das felipetas. Quem se lembrar de mais dados dele, vamos enriquecer esse compêndio dos grandes golpes.

Miguel

Sobre as felipetas (filipetas) eu desconheço, mas lembro do Carnê Fartura, idealizado por um húngaro chamado Peter Kellemen que também escreveu um livro "Brasil para Principiantes. Um dia sumiu do Brasil com todo o dinheiro arrecadado nesse Carnê Fartura....

"Meu carnê Fartura? Que loucura!!" dizia a propaganda em desenho animado de um cidadão sendo assaltado por alguém que exigia que lhe passasse o seu. Alguém lembra?

A crise das montadoras

Clique aqui para ler o noticiário sobre a ajuda de Bush às montadoras americanas.

Algumas observações:

1.    Os US$ 17 bi representam apenas capital de giro, para lhes dar um fôlego até a posse de Obama.

2.    Não haverá saída para as montadoras fora da redução drástica de custos. O que passará por redução dos bônus da diretoria, dos salários e benefícios dos trabalhadores. Sem isso, jamais recuperarão a competitividade. E essa tarefa é politicamente inviável.

3.    Haverá a necessidade de uma pressão externa sobre o setor. E não vira do governo. Daí a convicção de muitos analistas de que só a falência resolverá. Lembre-se que o instituto da falência, nos Estados Unidos, equivale à recuperação judicial no Brasil. Sentam-se todas as partes com os credores e acertam, de comum acordo, um plano de salvação.