As semelhanças do Brasil com EUA 2008

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Coluna Econômica

Mais importante jornalista econômico do planeta, Martin Wolf, do Financial Times, lançou um capítulo especial ao seu "A Reconstrução do Sistema Financeiro Global", no qual agrega os ensinamentos pós-crise de 2008.

Seu raio-x da crise norte-americana é um bom caminho para se entender para onde caminha a economia brasileira, desde que ressalvados os seguintes pontos: a dinâmica é a mesma que levou à grande crise nos EUA; mas a dimensão, por aqui, é infinitamente menor e há condições de se reverter essa caminhada.

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O ponto em comum, entre EUA e Brasil, é o déficit nas contas correntes com o câmbio apreciado. E a necessidade dos respectivos governos de buscar o pleno emprego, estando atrofiada uma das penas do crescimento - a da oferta interna de produtos.

O déficit surge quando a demanda interna cresce mais do que o PIB (Produto Interno Bruto) e a oferta interna não acompanha. O aumento da demanda é suprido pelas importações, resultando daí o déficit.

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A estagnação do PIB reduz o potencial de crescimento das receitas fiscais e dos salários. A saída, então, é recorrer ao endividamento puxado pelo setor privado ou pelo setor público.

Nos dois casos, Brasil e EUA, apesar dos alaridos reiterados em relação às contas públicas, o endividamento foi puxado pelos gastos das famílias, graças ao desenvolvimento de novos instrumentos financeiros. Leia mais »

A lenta recuperação do trabalho nos EUA

Do Federal Reserve

A Painfully Slow Recovery for America's Workers: Causes, Implications, and the Federal Reserve's Response

FRB: Speech with Slideshow--Yellen

Discurso  Vice-Presidente Janet L. Yellen

(Tradutor Google online)

159 KB PDF(Texto, tabelas e gráficos em inglês...27páginas)

A recuperação dolorosamente lenta dos Trabalhadores da América: Causas, Implicações e Resposta da Reserva Federal

Obrigado pela oportunidade de falar com você hoje sobre os esforços da Reserva Federal para fortalecer a recuperação e perseguir um objetivo que compartilha com o movimento sindical: máximo emprego.(1) Leia mais »

The Economist critica falta de ação da zona do euro

Por Vânia

Do O Globo

The Economist chama líderes europeus de "sonâmbulos" e prevê ruptura da zona do euro

RIO - A falta de ações de impacto real dos políticos europeus está levando a zona do euro ao desastre, sugere a última capa da revista britânica The Economist. Intitulada "Sleepwalkers" (Sonâmbulos, em português), a publicação faz uma montagem dos líderes europeus - Angela Merkel (Alemanha), François Hollande (França), Mariano Rajoy (Espanha) e Mario Draghi (Itália), entre outros - andando calmamente em direção a um precipício. "O desastre do euro é uma questão de tempo", diz a publicação, criticando a falta de ação da zona euro.

“Nenhuma notícia é uma má notícia”, analisa a The Economist. “A zona do euro precisa desesperadamente de um impulso”, reitera o texto.

A revista considerada perigosa a ideia de que os problemas se passaram desde que os dados econômicos apontem leves melhorias sem que sejam seguidos de quaisquer reações contínuas dos líderes. “A calma em Bruxelas, ao invés de um sinal de recuperação, é um sinal de decadência”. diz. Leia mais »

Espanha oferece residência em troca de compra da dívida

Por cariry

Da Telesur

España ofrece permiso de residencia a cambio de la compra de deuda pública 

El gobierno español ha establecido durante el Consejo de Ministros efectuado este viernes, una serie de acciones enmarcadas en el anteproyecto de “Ley de Emprendedores”, en el cual se destaca que todos aquellos ciudadanos extranjeros que compren al menos dos millones de euros (2 millones 576 mil 80 dólares) en deuda pública española adquirirán inmediatamente el permiso de residencia en España.

La vicepresidenta del gobierno, Soraya Sáenz de Santamaría también indicó que la compra de euros no es la única vía para obtener la residencia en el país, pues aseguró que existirán otras forma de lograrlo, y especificó que una de ellas es la compra una casa cuyo valor sea superior a 500 mil euros (6 mil 440,20 dólares).

También prevé la residencia para los extranjeros que inviertan en proyectos empresariales, que creen puestos de trabajo o que tengan un impacto relevante desde el punto de vista socioeconómico o de la innovación científica y tecnológica. Además, se dará el permiso de residencia a los extranjeros que realicen una inversión significativa o un proyecto de empresarial de interés general. Leia mais »

O movimento contra o Euro em Atenas

Por Hostilio Caio Pereira da Costa

Do blog de Caio Hostilio

Movimento contra o euro em Atenas!!!

movimento 5

Ontem (23), às 20 h. (horário no Brasil 15h), um movimento gigantesco fechou uma das principais avenidas da capital da Grécia, Atenas, por não aceitarem que o país siga fazendo parte da Zona do Euro. Leia mais »

As lições argentinas para a economia europeia

Por alfeu

The Wall Street Journal

As lições que a União Europeia pode aprender com a Argentina

Por THOMAS CATAN MARCUS WALKER

O desemprego na Espanha é de 27%; os jovens estão deixando Portugal e a Irlanda; um em cada quatro gregos diz que está difícil pôr comida na mesa.

Apesar dessas condições típicas de uma grande depressão econômica, a Europa não tem um plano para colocar as pessoas de volta no mercado de trabalho. Sob a estratégia concebida pela Alemanha para tirar a zona do euro da crise, os combalidos membros do sul da Europa têm que continuar a cortar gastos públicos e reduzir salários e preços até se tornarem competitivos de novo. Ao ritmo atual, o processo poderia levar uma década ou mais para ser completado, segundo estudos do banco Goldman Sachs GS +2.40% .

Todo esse sofrimento gera uma pergunta: Haverá um momento em que os europeus vão simplesmente dizer "chega"? Leia mais »

A economia americana e os últimos capítulos da crise global

Do Valor

Crise global em seus últimos capítulos

Por Luiz Carlos Mendonça de Barros

Hoje, com mais clareza, posso afirmar ao leitor do Valor que estamos vivendo os últimos capítulos da crise que domina a economia americana - e mundial - há mais de cinco anos. Dois eventos recentes reforçaram essa minha percepção e tornou mais crível a observação que fiz neste espaço há alguns meses: não apostem contra o capitalismo. Em primeiro lugar, a informação de que o ajuste fiscal em curso nos Estados Unidos está sendo mais profundo do que o previsto, com o déficit no primeiro trimestre do ano reduzindo-se para 4% do PIB, em comparação aos 6% ocorrido em 2012. Nesse ritmo de ajuste, já em 2014, o desequilíbrio fiscal americano ficará abaixo dos 3% do PIB.

O presidente Obama está conseguindo fazer esse movimento com a ajuda decisiva de duas instituições de fora do governo: o Partido Republicano na Câmara dos Representantes, que fez aprovar uma Lei que obriga a redução compulsória de gastos, principalmente no orçamento da Defesa e o Federal Reserve [Fed], que com sua política monetária agressiva está permitindo que a economia cresça acima dos 2% ao ano apesar do ajuste nos gastos do governo. Leia mais »

Alemanha critica falta de compromisso com a austeridade

Do O Globo

Presidente do BC alemão critica BCE e França pela falta de compromisso com a austeridade

Para Weidmann, prazos mais longos vão contra o estabelecido em tratados europeus e concessões são ‘mais um risco que um alívio’

BERLIM - O presidente do banco central alemão (Bundesbank), Jens Weidmann, criticou neste domingo o maior prazo concedido à França para ajustar seu déficit, alegando temer que as prorrogações acabem com as novas regras de estabilidade aprovadas na Europa, no ano passado. A França, segundo Weidmann, “tem uma responsabilidade especial, assim como a Alemanha” para evitar que esses acordos virem letra morta. Em entrevista publicada no domingo pelo jornal “Bild am Sonntag”, Weidmann ataca ainda as medidas anti-crise lançadas pelo Banco Central Europeu (BCE), que este mês reduziu os juros ao mínimo histórico de 0,5 ponto. Leia mais »

Governo alemão quer mais austeridade nos países europeus

Por alfeu

Do Esquerda.net

Governo de Merkel quer mais austeridade na Europa do Sul 

O presidente do Deutsche Bank, o maior banco privado da Alemanha, criticou a baixa da taxa de juro decretada pelo BCE. Um relatório interno do Governo de Merkel, dado a conhecer pela revista “Der Spiegel”, considera que a União Europeia está a avançar devido ao pacto orçamental e exige mais sacrifícios nos países da Europa do Sul. Para 1 de junho, está marcada a manifestação internacional “Povos Unidos contra a troika”.

Juergen Fitschen, presidente do Deutsche Bank, criticou em entrevista publicada neste domingo no jornal alemão “Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung” a descida da taxa de juro de referência para 0,5%, decretada pelo Banco Central Europeu (BCE). Fitschen diz que "a liquidez barata do banco central não é saudável" e quer que a Europa chegue às taxas de juro reais positivas “tão breve quanto possível”. Leia mais »

Grécia irá demitir 15 mil funcionários do governo

Por alfeu

Do Opera Mundi

Em caso de greve, governo grego forçará professores a trabalhar

"O decreto é vergonhoso e horroroso", acusa o sindicato dos profissionais da educação; quem se manifestar pode ir até para prisão    

A Grécia aprovou no final do mês passado um  pacote de medidas para o corte de gastos do orçamento do país. O projeto prevê, entre outras coisas, a demissão de 15 mil funcionários do governo nos próximos dois anos. Neste domingo (12/05), os professores gregos receberam a notícia que, caso não trabalhem por motivos de greve ou por manifestações contra os cortes, podem ser punidos pelo governo com até vários meses de prisão.

Em nota oficial, a Grécia emitiu um decreto de mobilização forçosa dos professores para evitar a greve que o Olme (Sindicato de Trabalhadores do Ensino Médio) ameaça colocar em prática na próxima sexta-feira (17/05), quando começa o período de vestibulares para seleção das universidades do país. As informações são da Agência Efe. Leia mais »

Os protestos em Paris contra as políticas de austeridade

Por Assis Ribeiro

Da Carta Maior

Esquerda manifesta-se em Paris contra austeridade de Hollande

Protesto que se desenrolou entre as praças parisienses da Bastilha e da Nação, no domingo (5), reuniu 180 mil manifestantes. Jean-Luc Mélenchon apelou para uma "insurreição" que ponha fim a estas políticas de austeridade e disse que o período de teste para Hollande terminou.

O balanço do primeiro ano do presidente François Hollande esteve presente em todo o protesto que se desenrolou entre as praças da Bastilha e da Nação, superando as previsões dos organizadores. A Frente de Esquerda esperava 100 mil pessoas, mas a meio da tarde anunciava a presença de 180 mil manifestantes, mais 20 mil que no 1º de Maio da CGT. A desilusão com o mandato presidencial, envolvido em escândalos financeiros de fraude fiscal e incapaz de cumprir as promessas de dar um rumo diferente à economia, foi também o centro das intervenções no comício. Leia mais »

O livro "Crise 2.0: A Taxa de Lucro Reloaded"

Por Arnóbio Rocha

Convite do Lançamento do Livro Crise Dois Ponto Zero – A Taxa de Lucro Reloaded

O Livro a “Crise Dois Ponto Zero – A Taxa de Lucro Reloaded” é uma pequena ousadia, por que não uma teimosia? A sinopse abaixo de Marinilda Carvalho, uma incentivadora e artífice dele, assim como a arte de Esper Leon, com paciência e beleza que deu o formato final do trabalho.

“O nome do livro é contemporâneo – Crise 2.0 –, o meio de publicação também – textos de um blog editados em ebook –, mas o desastre que descreve é tão antigo quanto a acumulação capitalista. O objeto desta obra é a velha hidra do capital, a Crise de Superprodução, tão bem analisada por Marx, ressurgida nestes anos 2000 com força espantosa nas sociedades-símbolo do consumo, os Estados Unidos e a União Europeia. Para os acumuladores, um susto momentâneo enquanto não recompõem suas taxas de lucro, azar das forças produtivas destruídas pelo caminho. Para os trabalhadores, uma bigorna na cabeça. Foi-se a casa, foi-se o emprego, foi-se até a comida do prato, e ninguém aparece para salvá-los. Ao contrário do crash de 29, em que os capitalistas se atiravam das janelas dos prédios, os trabalhadores agora é que se matam em meio ao desespero da fome e da miséria. Conceitos e desdobramentos da crise em tempos pós-fim-da-história (?), em que governos socorrem banqueiros, seus patrões de fato, são o tema central deste livro instigante e provocador. Mas os personagens principais, as heroicas vítimas de tantas dores do capitalismo, são os trabalhadores. Por quê? Porque seu autor, Arnobio Rocha, marxista apaixonado, é comprometido com o destino, a dignidade e a causa da classe trabalhadora. Para ele, a história está bem longe do fim”.  Leia mais »

Bancos de investimentos não cumpriram metas pós-crise

Do O Globo

Bancos não cumpriram metas após prejuízos com crise

Após falência do Lehman Brothers, em 2008, bancos estabeleceram objetivos irreais

LONDRES — Levou anos para os bancos controlarem seu otimismo e estabelecerem metas possíveis de serem atingidas, após serem castigados pelo fracasso no cumprimento das metas irreais que estabeleceram. Depois da falência do banco Lehman Brothers, em 2008, as instituições sobreviventes no setor reagiram à crise de confiança com promessas aos abalados investidores, garantindo que estavam longe de um jogo perigoso.

Mas novas pesquisas da consultoria Tricumen, com sede em Cambridge, mostram que as unidades de mercado de capital de oito dos maiores bancos de investimento do mundo conseguiram, pelo menos por enquanto, alcançar menos de um terço das cerca de 80 metas citadas em suas apresentações desde 2008. Leia mais »

A receita neoliberal contra a crise

Por Marco Antonio L.

Da Carta Capital

Contra a crise, a velha receita neoliberal

Paulo Daniel

Quando a crise internacional explodiu, há pouco mais de cinco anos, alguns diziam que o neoliberalismo estava derrotado. Outros mostraram certa incredulidade no que observavam do processo econômico. Os mais otimistas, porém, estavam ansiosos para, de fato, implementarem medidas que contornassem a crise e pudesse provocar novos ciclos virtuosos na economia global.

Infelizmente, exceto no combate à crise de confiança e crédito, nada de novo no front foi nos apresentado. Pelo contrário. A tese segundo a qual o neoliberalismo estava em xeque desmanchou-se no ar. As medidas para o enfrentamento da crise foram, na realidade, a intensificação do neoliberalismo implementado a partir dos anos oitenta. Leia mais »

Atentados de Boston: A Conexão Chechena

Aí Nassif, com a surpreendente mudez da mídia alternativa sobre o assunto está se perdendo a chance discutir assuntos de interesse do público, preste atenção a essa matéria


Nota do Editor: Aqui se mostra sem sombra de dúvidas que os EUA estão, e sempre estiveram, por trás do surgimento do terrorismo islâmico mundo afora, tudo por petróleo. O que torna ainda mais suspeito o atentado de Boston e a 'rápida' eliminação dos 'suspeitos'.