A falta de uma solução clara para a crise global

Do G1

Após 5 anos, debate sobre como sair da crise permanece

Em conferência, renomados especialistas em economia admitem que ainda não se tem uma solução clara para a crise global.

Mais de cinco anos após o início da crise financeira internacional, alguém poderia pensar que os especialistas em matéria econômica já soubessem qual o melhor caminho a seguir para superá-la.

Mas não. Ou, pelo menos, não existe ainda um consenso econômico global como o que existia antes da crise de 2008.

Isso ficou evidente após um recente seminário do Fundo Monetário Internacional (FMI) para repensar a política econômica, organizado pelo seu próprio economista-chefe, Oliver Blanchard, e três especialistas na área.

Um deles, o prêmio Nobel de Economia George Akerlof, da Universidade da Califórnia, ilustrou com uma vívida analogia o estado de incerteza em que se encontra a profissão de economista. Leia mais »

Indústria sofre com a desaceleração da economia global

Por Assis Ribeiro

Do Valor

Indústria recua pelo mundo e eleva o pessimismo

Por Claire Jones e Michael Steen

Sinais de fraqueza tornaram nubladas as perspectivas econômicas depois que uma importante pesquisa sobre negócios indicou ontem que a contração da atividade industrial aumentou na zona do euro este mês, enquanto também houve uma redução da expansão industrial nos EUA e na China.

Com as autoridades da zona do euro temerosas de que o bloco possa ter alcançado os limites políticos da austeridade, diante do avanço da oposição nos países abalados pela recessão, os dados desanimadores contribuem para as pressões por um corte nas taxas de juros pelo Banco Central Europeu (BCE) na semana que vem.

O índice Markit de gerentes de compra da indústria na zona do euro, observado atentamente, caiu para o menor patamar em quatro meses em abril, para 46,5 pontos, bem abaixo do nível dos 50 pontos, que separa o crescimento da contração. O índice composto para a Alemanha, a maior economia do bloco, caiu para 48,8 pontos, o menor nível em seis meses. Leia mais »

Banco Central Europeu pode realizar novo corte de juros

Por Assis Ribeiro

Do Valor

Corte de juros volta à cena na Europa, em clima de deflação

Por Roberta Costa e Aline Oyamada

Parece a reprise de um filme. E é. Os indicadores de atividade industrial na China e na zona do euro decepcionaram, especialmente na Alemanha, motor da região. Os números em abril não vieram apenas abaixo das leituras anteriores, mas menores do que projetavam os analistas, e o mercado reagiu olhando para o que "de bom" pode vir: queda de juros pelo Banco Central Europeu (BCE).

Em pesquisa realizada pelo Valor na véspera da última reunião do BCE, a expectativa das 12 instituições estrangeiras consultadas era que, apesar de haver possibilidade de mais um corte nos juros, atualmente em nível excepcionalmente baixo (0,75%), o banco central poderia partir para ações mais concentradas na reativação do crédito nos moldes do programa FLS do Reino Unido. Desta forma, a visão preponderante é que um corte seria pouco profícuo, mas há que se lembrar que uma medida convencional como esta poderia, sim, proporcionar um choque positivo nas expectativas dos agentes. Leia mais »

Os subsídios para os mais ricos nos EUA

Por Demarchi

Do Outras Palavras

EUA: Estado dá aos muito ricos mais que às crianças

baker-2013-04-15

Estudo chocante revela resultado das isenções de impostos

Um estudo do site CEPR revela algumas das distorções que passaram a marcar o sistema tributário norte-americano, após sucessivas concessões aos mais riscos. Já em 2013, o Tesouro oferece a cada integrante do grupo de 1% das pessoas mais ricas do país benefícios anuais equivalentes a 29,8 mil dólares — quase três vezes os subsídios destinados a cada criança (US$ 12,3 mil). Leia mais »

Recuperação dos EUA é ameaça por desaceleração global

Por Assis Ribeiro

Do The Wall Street Journal

Desaceleração global já afeta perspectiva econômica dos EUA

Por Sudeep Reddy 

Problemas nos mercados internacionais estão ameaçando a recuperação da economia dos Estados Unidos pelo quarto ano consecutivo. Desta vez, é o enfraquecimento de economias em todo o mundo, não mercados de ações em queda, que sinalizam turbulência pela frente.

As exportações de bens dos EUA para a União Europeia estão em franco declínio. O crescimento das exportações dos EUA em geral vem caindo há meses, depois de ter subido por três anos após a recessão. E grandes empresas americanas apresentam cenários cada vez mais pessimistas no exterior devido à recessão na zona do euro e à diminuição do crescimento em outras economias importantes, como a China.

Temores renovados de uma desaceleração global surgem depois de meses de esperança de que uma forte recuperação finalmente estivesse tomando forma. Leia mais »

Nações emergentes reduzem o consumo

Por Assis Ribeiro

Correio Braziliense

Consumo mais frágil  

Tradicionais motores da economia mundial, as nações emergentes estão pisando no freio e reduzindo o consumo. Levantamento feito pela Capital Economics, de Londres, revela que as vendas no varejo nos mercados em desenvolvimento encolheram 7,6% em uma média de três meses até fevereiro passado. É o pior resultado desde outubro de 2009, auge da crise financeira global.

A retração está sendo liderada pela América Latina, indicou o estudo, coordenado pelo economista-chefe para mercados emergentes da Capital Economics, Neil Shearing. No Brasil, a economia está fraca não por causa do consumo, mas porque a indústria continua patinando. “O consumo tem se mantido forte, mas os produtos são, na maioria, importados, e isso não beneficia os fabricantes locais”, disse Shearing ao Correio. 

Leia mais »

Recuperação econômica avança em ritmos diferentes pelo mundo

Por Assis Ribeiro

Do Valor

Razões para um certo otimismo

Pedro Videla

O consenso para este ano é que o mundo crescerá entre 3% e 3,5% em termos reais, com as economias avançadas expandindo-se de 1% a 1,5%; e as emergentes, de 5% a 5,5%. A recuperação avança, embora em ritmos diferentes pelo mundo.

Nas economias avançadas, ainda persistem riscos importantes: as possíveis dificuldades na periferia da região do euro e o bloqueio político nos Estados Unidos, que pressupõe por enquanto um corte histórico nos gastos públicos.

Com o setor público e o privado encolhendo seus balanços patrimoniais, bancos centrais viram-se obrigados a adotar políticas monetárias expansionistas. No curto prazo, será difícil abandonar essas medidas, dada a fragilidade da recuperação. Na região do euro, a intervenção do Banco Central Europeu (BCE) deu tempo para os políticos respirarem um pouco, ao reduzir os riscos de saída da Grécia e de exclusão da Espanha e Itália dos mercados financeiros. Nos EUA, em dezembro, o Federal Reserve (Fed, autoridade monetária dos Estados Unidos) anunciou que manterá os juros próximos a zero até o índice de desemprego cair para os 6,5%, desde que as previsões de inflação continuem inferiores a 2,5% ao ano. Dessa forma, é muito provável que as políticas altamente acomodatícias desses bancos centrais sejam mantidas em 2013, já que os riscos de retração continuam significativos. Leia mais »

Os efeitos do confisco das poupanças no Chipre

Por Rodolfo Machado

Do Global Research

O confisco de poupanças bancárias para “salvar os bancos”: A proposta de “salvamento” diabólica

Prof Michel Chossudovsky

Será a fiança [Bail-In] *  do Banco de Chipre um ensaio geral do que estará para vir?

Será a conceptualização que fazem do “Grande Roubo das Poupanças” na União Européia e na América do Norte capaz de resultar numa direta e franca confiscação de depósitos bancários?

Em Chipre o sistema geral de pagamentos já foi perturbado levando a ruína da economia real.

As aposentadorias e os salários não estão mais sendo pagos. O poder de compras está em colápso.

A população está empobrecida.

Pequenas e médias empresas estão sendo lançadas à falência.

Chipre é um país com uma população de um milhão de habitantes.

O que aconteceria se proceduras semelhantes fossem aplicadas aos Estados Unidos e a União Européia? Leia mais »

A ortodoxia e a crise europeia

Por Webster Franklin

Da Carta Maior

O fado fúnebre que ensurdece o Brasil 

Saul Leblon

A ortodoxia está matando nações na Europa. 

O desemprego passa de 17 milhões de pessoas. 

Na Espanha, 26% da infância encontra-se enredada na teia da pobreza, que avança sobre a 4ª maior economia do euro. 

O jornal 'El Pais' informa que os bancos de alimentos já não dão conta de atender a demanda: estima-se que 1,3 milhão de espanhóis dependem de ajuda para comer.

A cada 15 minutos uma família é despejada em Madrid, Barcelona ou em algum outro ponto do país.  Leia mais »

Os moradores de túneis nos Estados Unidos

Por Rodolfo Machado

Do blog The Economic Collapse

As pessoas que vivem sob túnel nas ruas da América

Você sabia que há milhares e milhares de pessoas desabrigadas que estão vivendo no subsolo abaixo das ruas de grandes cidades dos EUA? Isso está acontecendo em Las Vegas, que está acontecendo em Nova York e é mesmo acontecendo em Kansas City. Como a economia desmorona, a pobreza nos Estados Unidos é absolutamente explodindo e por isso é falta de moradia. Além das milhares de pessoas "túnel" que vivem sob as ruas da América, também existem milhares que estão vivendo em acampamentos, há dezenas de milhares de pessoas que vivem em seus veículos e há mais de um milhão de crianças de escolas públicasque não têm uma casa para voltar para à noite. O governo federal diz que a recessão "já passou" e que "as coisas estão melhorando", e ainda a pobreza ea falta de moradia neste país continuam a subir, sem fim à vista. Então, o que no mundo são coisas que vão olhar como quando os próximos sucessos da crise econômica?

Leia mais »

De acordo com o FMI, emergentes estão bem e EUA se recuperam

Da Folha

Para FMI, emergentes vão bem, EUA se recuperam e eurozona precisa melhorar

JOANA CUNHA

Desde que a quebra do banco Lehman Brothers despedaçou os mercado globais em 2008, a recuperação configurou uma economia que pode ser dividida hoje em três grupos, cada um com uma velocidade.

A observação foi feita ontem pela diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde, em Nova York, em evento do Economic Club, entidade que reúne altos executivos de setores diversos.

"São os países que estão indo bem, os que estão a caminho e os que ainda têm um trajeto longo a seguir", disse. Leia mais »

Governo da Eslovênia tenta salvar sistema bancário

Por Paulo F.

Do Dinheirovivo.pt

Primeira-ministra eslovena assegurou que o seu governo trabalha "dia e noite" para salvar o sistema bancário

Alenka Bratusek: Eslovénia trabalha "dia e noite" para salvar o sistema bancárioAlenka Bratusek esteve hoje em Bruxelas

A primeira-ministra da Eslovénia, Alenka Bratusek, assegurou hoje em Bruxelas que o seu governo trabalha "dia e noite" para salvar o sistema bancário que, segundo a OCDE, precisa de uma "reforma urgente".

"Estamos a lidar com o problema literalmente dia e noite", disse a primeira-ministra eslovena à imprensa após um encontro em Bruxelas com o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso. Leia mais »

Bélgica protesta contra os baixos salários na Alemanha

Por MarFig

Primeiro mundo: 7,5 milhões de trabalhadores alemães ganham 450 euros por mês e não têm nenhum benefício social. 

Da BBC

Belgium protests over German low pay in EU complaint

By Laurence Peter

The European Commission is studying a complaint from Belgium about low wages at some German firms, described by Belgium as unfair "social dumping".

The Belgian government sent a letter alleging that Germany's "mini-jobs" undermined EU competition rules.

Some workers get just three or four euros (£3) hourly in such jobs, without any social protection, Belgium says.

Many are East Europeans working for meat processing firms in Germany. There has been criticism in Germany too. Leia mais »

Disciplina bancária é ilusão, diz Éric Toussaint

Por maurobrasil

Da Carta Maior

Disciplina bancária, mera ilusão de ótica!

O negócio da banca (no sentido de ser um instrumento para reunir a poupança e conceder crédito) é sério demais para ser confiado a banqueiros privados. Ao cada vez mais utilizar dinheiro público, se beneficiar de garantias do Estado e ter a função prestar um serviço de base fundamental à sociedade, os bancos devem ser socializados e colocados sob controle cidadão.

Éric Toussaint

“Os mercados tornaram-se demasiado grandes e complexos e evoluíram demasiado depressa para continuarem sujeitos à supervisão e à regulação do século XX. Não é de estranhar que esse Leviatã financeiro mundial esteja para lá dos horizontes de compreensão dos operadores do mercado, mesmo dos mais avisados. Os reguladores financeiros são responsáveis por supervisionar um sistema muito mais complexo do que aquele que existia quando foram redigidos os regulamentos que ainda hoje regem os mercados”.  Leia mais »

Os suicídios na Itália causados pela crise econômica

Por josé justino de souza neto

Do RT

Na Itália um casal de anciães cometeu suicídio agoniado pela crise econômica

Um casal italiano suicidou-se na localidade de Civitanova Marche, na região de Las Marcas, centro da Itália, ao que parece a causa é a crise econômica que deixou-lhes num estado de extrema pobreza, informaram os Carabineiros.

O casal era formado por um homem de 62 anos e por uma mulher de 68, aposentada com uma pensão modesta, que segundo os investigadores "se encontravam em dificuldades econômicas", e, supõe-se, decidiram por fim a sua vida enforcando-se um junto ao outro. 

O marido se encontrava, como muitos outros italianos, numa situação provocada pelas reformas do governo de Mariano Monti que ao aumentar a idade de aposentadoria, deixou-o no limbo sem emprego e sem direito à pensão.

Para os investigadores não há dúvida, o casal atravessava dificuldades econômicas e não tinha dinheiro nem para pagar o aluguel da casa. Além disso, os vizinhos afirmaram que haviam falado de sua desgraça em várias ocasiões.  Leia mais »