Os suicídios na Itália causados pela crise econômica

Por josé justino de souza neto

Do RT

Na Itália um casal de anciães cometeu suicídio agoniado pela crise econômica

Um casal italiano suicidou-se na localidade de Civitanova Marche, na região de Las Marcas, centro da Itália, ao que parece a causa é a crise econômica que deixou-lhes num estado de extrema pobreza, informaram os Carabineiros.

O casal era formado por um homem de 62 anos e por uma mulher de 68, aposentada com uma pensão modesta, que segundo os investigadores "se encontravam em dificuldades econômicas", e, supõe-se, decidiram por fim a sua vida enforcando-se um junto ao outro. 

O marido se encontrava, como muitos outros italianos, numa situação provocada pelas reformas do governo de Mariano Monti que ao aumentar a idade de aposentadoria, deixou-o no limbo sem emprego e sem direito à pensão.

Para os investigadores não há dúvida, o casal atravessava dificuldades econômicas e não tinha dinheiro nem para pagar o aluguel da casa. Além disso, os vizinhos afirmaram que haviam falado de sua desgraça em várias ocasiões.  Leia mais »

Japão: governo injetará US$ 1,4 tri na economia

Por Assis Ribeiro

O Globo

Governo japonês anuncia injeção de US$ 1,4 trilhão na economia  

Medida visa a combater deflação e estagnação. BCE mantém juro

Tóquio e Londres O governo japonês anunciou ontem uma mudança radical na sua política monetária, que resultará na injeção de cerca de US$ 1,4 trilhão na economia nos próximos dois anos. O objetivo é acabar com a estagnação econômica e pôr fim a quatro anos seguidos de deflação. O anúncio, feito pelo Banco do Japão (o banco central do país), surpreendeu o mercado, levando a Bolsa de Tóquio a subir 2,2%. Paralelamente, o Banco Central Europeu (BCE) assumiu postura conservadora, mantendo os juros em 0,75% ao ano.
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Crise na Grécia e a teoria econômica neoliberal

Por Adir Tavares

Do Resistir.info

A tragédia da Grécia: Uma acusação à teoria económica neoliberal, à elite política interna e ao duo UE/FMI

por C. J. Polychroniou [*]

Não há nenhuma outra disciplina nas ciências sociais que repouse tão pesadamente sobre dados estatísticos e fórmulas matemáticas e ainda assim seja tão lamentavelmente incompetente em analisar e prever os acontecimentos e processos que estuda do que a própria "lúgubre ciência" ("dismal science"). A crise financeira global de 2007-08 é um grande exemplo. Virtualmente todos os economistas profissionais da corrente dominante foram apanhados com as calças arriadas quando o Lehman Brothers entrou em colapso, disparando uma crise financeira à escala mundial. A razão para isto é que a maior parte dos economistas convenceu-se, com base nos fantásticos modelos de engenharia financeira desenvolvidos nos últimos 20-30 anos, que o capitalismo havia evoluído para um sistema sócio-económico estável e livre de crises. Agora que o dinheiro podia ser criado a partir do ar (chamam a isto o "esquema dos derivativos"), grandes e poderosas instituições financeiras podiam acumular riqueza sem gerar nova riqueza e predadores financeiros podiam pilhá-la à vontade.  Leia mais »

Stiglizt: Quando os eleitores rejeitam a austeridade

Por Assis Ribeiro

Do O Globo

Quando os eleitores rejeitam a austeridade

Joseph E. Stiglizt

O resultado das eleições italianas deveria enviar uma mensagem clara aos líderes europeus: as políticas de austeridade que eles puseram em prática estão sendo rejeitada pelos eleitores.

O projeto europeu, tão idealista, foi sempre um esforço de cima para baixo. Completamente outra coisa é encorajar tecnocratas a governar países, aparentemente à margem dos processos democráticos, e impingir-lhes políticas que levam à ampliação da miséria.

Enquanto os líderes europeus fogem do mundo, a realidade é que a maior parte da União Europeia está em depressão. A perda de produção na Itália desde o início da crise é tão grande quanto foi nos anos 1930. A taxa de desemprego entre jovens na Grécia supera hoje 60%, e a da Espanha está acima de 50%. Com a destruição do capital humano, o tecido social europeu se esgarça e seu futuro está em perigo. Leia mais »

Os cortes nos programas sociais da Grã-Bretanha

Por Assis Ribeiro

Da BBC Brasil

Cortes sociais passam a vigorar na Grã-Bretanha

Entram em vigor a partir desta segunda-feira na Grã-Bretanha os cortes nos programas sociais, parte do programa de austeridade do governo do primeiro-ministro David Cameron.

O governo vai diminuir entre 14% e 25% a ajuda para alugueis de mais de 600 mil famílias no país.

Os cortes também atingem o sistema de defensoria pública, que vai perder 15% do orçamento. Há ainda cortes na saúde, ajuda a pais com crianças e em outros setores.

A Igreja Anglicana e mais quatro igrejas britânicas criticaram duramente as medidas, parte do programa de austeridade do governo de coalizão dos partidos Conservador e Liberal Democrata. Leia mais »

Moscou não vai compensar depositantes russos no Chipre

Por Paulo F.

Do Publico.pt

Moscovo descarta suportar perdas de depositantes russos em Chipre

Rússia admite apenas compensar empresas em que o Estado é accionista.

Os depositantes russos têm um peso importante nos bancos de Chipre Nuno Ferreira Santos

O Governo russo não tomará medidas para ajudar as empresas nacionais que terão de assumir perdas com o plano de resgate da banca de Chipre, que introduz um imposto sobre os depósitos bancários acima de 100 mil euros.

A garantia foi dada pelo vice-primeiro-ministro russo Igor Chouvalov que numa entrevista televisiva, no domingo à noite, teceu críticas ao facto de o programa cipriota implicar perdas para os depositantes, accionistas e detentores de obrigações das instituições financeiras a reestruturar. A medida, reforçou, é “uma vergonha”, mas o Governo russo “não pode tomar qualquer medida numa situação destas”, cita a agência de notícias Interfax. Leia mais »

A mensagem passada pelo confisco no Chipre

Por Webster Franklin

Da Carta Maior

A troika afunda o Chipre e ameaça a Europa

O sinal para o resto dos países é muito claro. A partir de agora, e dado que uma boa parte da dívida total não vai poder ser devolvida, haverá possibilidade de confiscos, inclusive para a banca. O pânico financeiro tem destino claro: Alemanha, Luxemburgo e Reino Unido.

Alejandro Inurrieta – Cuarto Poder

A UE chegou à conclusão que o volume total de dívida que muitos países membros acumulam não poderá ser pago. Curiosamente chegaram a esta conclusão primeiro no caso da Grécia e agora com o Chipre, cujo episódio será lembrado nos anais do ridículo, fruto da incompetência política do Eurogrupo, conjunto de ministros de Economia e Finanças, cujo passado no setor financeiro faz com que fiquem reféns dos lobbies de credores.

Depois de ameaçar com a criação de um suposto imposto para depositantes de menos de 100.000€, cifra retórica que pressupõe que essa quantidade está garantida pelos regulamentares Fundos de Garantia de Depósitos em toda a UE, decidiram confiscar os depositantes com mais de 100.000€, em uma porcentagem que poderia chegar a 50%, o que provocará, de fato, a saída massiva de capitais e a quebra de boa parte do sistema bancário cipriota. Leia mais »

Consumo compõe recuperação da economia americana

Da Folha.com

Economia americana dá sinais de recuperação com dados de consumo

JOANA CUNHA
DE NOVA YORK

Além de elevar seus gastos com consumo, o americano foi capaz de economizar mais em fevereiro, em outro passo da trajetória de recuperação econômica que o país pretende percorrer neste ano.

No maior impulso desde setembro, a alta nos gastos do consumidor, que abrangem de compras de carros a itens de higiene pessoal, foi de 0,7% no mês passado, informou ontem o Departamento do Comércio.

A elevação, entretanto, ocorre em um momento de alta nos preços da gasolina. Descontada a inflação, os gastos cresceram 0,3%, volume idêntico ao de janeiro.
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A importância dos paraísos fiscais para o neoliberalismo

Por Marco St.

Paraíso perdido: Chipre

Os paraísos fiscais não são segmentos marginais da economia mundial: a sua dimensão demonstra que fazem parte da sua estrutura íntima. Estes pequenos céus fiscais são um componente chave do setor financeiro mundial e das suas operações de rotina.

DE ALEJANDRO NADAL, Do Portal Esquerda.Net

O episódio mais recente da crise económica coloca os chamados paraísos fiscais no centro da cena. Chipre é uma pequena economia e uma grande dor de cabeça, mas o essencial é que revelou uma vez mais a importância destes espaços na economia mundial: a globalização neoliberal não teria podido desenvolver-se sem a ajuda destes instrumentos da acumulação financeira.

Começamos com uma definição: um paraíso fiscal é um espaço económico com impostos muito baixos (ou zero) sobre capitais e seus rendimentos. Também oferecem regras de regulação muito fracas sobre todo o tipo de transações financeiras (especialmente as realizadas com derivados) e mantêm o sigilo bancário de maneira quase absoluta sobre titulares de contas e beneficiários, assim como da origem e destino dos depósitos e levantamentos. Em suma, é o campo ideal para a evasão de impostos e para introduzir recursos de procedência ilegal mos fluxos convencionais da economia mundial. Se a crise em Chipre adquire relevância é porque estamos em presença de um dos paraísos fiscais mais importantes do mundo.

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O pré-requisito para o Chipre receber € 10 bilhões da UE

O Globo

Grandes correntistas do Banco do Chipre receberão em ações 37,5% de depósitos acima de € 100 mil

O GLOBO, COM AGÊNCIAS

NICÓSIA, Chipre — Na reforma bancária que o país prepara, os correntistas do Banco do Chipre receberão, em forma de ações do banco, o equivalente a 37,5% dos seus depósitos que excederem € 100 mil, disse uma fonte à agência de notícias Reuters. O restante pode nunca ser devolvido.

Segundo o jornal grego “Kathimerini”, a medida abrirá caminho para a dissolução da segunda maior instituição financeira do país, o Banco Popular (Laiki), anunciada esta semana como parte do plano de resgate financeiro firmado com a União Europeia. Os ativos do Laiki serão transferidos para o Banco do Chipre, o maior do país.
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Ex-presidente francês defende núcleo duro para UE

Por Paulo F.

Do Dinheirovivo.pt

Giscard d'Estaing: zona euro deve fechar as portas

Por Eduarda Frommhold

O antigo presidente francês Valery Giscard d'Estaing, disse que a zona do euro deve fechar as portas à entrada de novos países depois da adesão da Polónia, a fim de criar um "núcleo duro" da União Europeia.

E defende que os países devem poder abandonar a moeda única sem grandes sobressaltos, a ponto do núcleo duro poder ficar só com nove países: os seis fundadores, mais Portugal, Espanha e Áustria.

"Acho que o processo de aceitação de novos países da zona do euro deve ser congelado. Não podemos permitir outra comédia como a que temos hoje com Chipre, que foi aceite na zona do euro desnecessariamente. Mas há uma exceção a essa regra e esta é a Polônia, que apoia uma maior integração europeia e tem uma economia baseada em fundamentos sólidos", afirmou Giscard d'Estaing em entrevista à edição polaca da revista Newsweek, citada pelo EU Observer. Leia mais »

Eslovênia pode ser o próximo país a pedir empréstimo à UE

Por alfeu

Do Opera Mundi

Endividada, Eslovênia pode ser próxima vítima da Troika

Com uma dívida calculada em 19% do PIB, país pode pedir empréstimo à UE    

A Eslovênia poderá ser o próximo país a pedir empréstimos financeiros  para o grupo de credores conhecido como Troika (Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu) para saldar sua dívida soberana. A informação parte da imprensa local.

Há mais de um ano os principais institutos financeiros da ex-república iugoslava ficaram sem condições de conter sozinhos as consequências da forte redução do crédito na Europa.

Análises de economistas europeus apontam que os bancos eslovenos, que são em maioria de propriedade pública, possuiriam créditos tóxicos calculados em cerca de sete bilhões de euros. Leia mais »

Hollande e Rajoy criticam confisco no Chipre

Por Paulo F.

Da Ansa

Hollande e Rajoy criticam confisco dos depósitos bancários em Chipre

PARIS, 26 MAR (ANSA) - O presidente francês, François Hollande, comentou hoje a situação em Chipre, declarando que "se trata de um caso único e excepcional".

Para o mandatário francês "a garantia dos depósitos bancários da União Europeia (UE) deve ser um principio absoluto, irrevogável". 

Hollande recebeu em Paris o chefe de governo espanhol Mariano Rajoy, com o qual defendeu a salvaguarda dos depósitos de Chipre, após a medida que confisca até 40% do valor dos ativos superiores a 100mil euros, incluída no plano de resgate financeiro da UE.  Leia mais »

Brics terão fundo para salvar grupo em crises de liquidez

Do O Globo

Países emergentes terão fundo de US$ 100 bi contra turbulências

Brasil e China terão linha de financiamento de US$ 30 bi para comércio bilateral

DURBAN (ÁFRICA DO SUL) Num momento em que os mercados financeiros do mundo inteiro estão de olho na crise do Chipre, os Brics bloco dos grandes países emergentes formado por Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul vão criar um fundo de reservas destinado a socorrer o grupo em caso de crises de liquidez. O chamado Contingent Reserve Arrangement (CRA), ou acordo de reserva de contingência, deve começar com um patrimônio de US$ 100 bilhões. Em outra frente, o Brasil fecha nesta terça-feira com a China um acordo para a criação de uma linha de crédito em moeda local (ou de swap) no valor de US$ 30 bilhões. A medida, que visa a fomentar o comércio entre os dois países, será assinada durante a V Cúpula dos Brics, que começa nesta terça-feira em Durban, na África do Sul. Leia mais »

A Europa muda ou afunda

Por ANTONIO ATEU

Do Esquerda.Net

“Não há direção política na UE”

Num comentário sobre a crise do Chipre na sexta-feira à noite, Francisco Louçã critica o plano da troika de impor taxas sobre os depósitos bancários daquele país, afirmando que, se a UE queria combater a evasão fiscal, taxava a entrada de capitais e o controlo dos seus movimentos, mas também nos offshores britânicos de outros Estados europeus. E afirma que a “estupidez desta decisão é grave”, e tem consequências de desagregação da União Europeia.

No programa “Tabu” de sexta-feira na SIC Notícias, Francisco Louçã, professor catedrático de Economia, referiu-se em termos muito duros à atuação as autoridades europeias na crise do Chipre, e nomeadamente em relação ao plano de impor uma taxa sobre os depósitos bancários do país. Esta solução foi rejeitada pelo parlamento cipriota, mas volta a estar na ordem do dia nas negociações que estão a ser levadas a cabo neste domingo.

Louçã recorda que “a decisão foi tomada numa maratona noturna de uma reunião do Eurogrupo que decide por unanimidade, com consulta ao FMI e ao Banco Central Europeu”, mas, no dia seguinte ninguém queria assumir a responsabilidade por ela. “O ministro das Finanças alemão diz que foi o BCE; o BCE diz que foi a Comissão Europeia. A Comissão Europeia fez um texto escrito a dizer que tinha sido o governo de Chipre, que diz que foi obrigado”, enumerou o economista, que sublinhou que essa atuação “dá uma ideia de inconsistência, basta haver um abanão, um sopro de vento, a perceção de que tinham feito um disparate gravíssimo do ponto de vista sistémico sobre a Europa, para que imediatamente o castelo de cartas caia”. Leia mais »

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