A imigração africana na Espanha

Por Marco Antonio L.

Do Diário do Centro do Mundo

O vale tudo da imigração ilegal na Europa

Hugo Gusmao 

Nem a crise econômica detém as pessoas que querem migrar para os países europeus.

A cena tranquila se torna tensa rapidamente. Três guardas surgem no enquadramento da câmera de vigilância no posto da fronteira de Melilla, território espanhol no norte da África. Eles tentam desesperadamente fechar os portões da cerca que separa a Espanha do Marrocos. Antes que consigam, um carro lotado rompe a barreira em alta velocidade, destruindo tudo em seu caminho.

Esta é uma das novas táticas usadas pelas máfias para introduzir imigrantes ilegais na Espanha, e leva o nome de “carro kamikaze”. É um novo capítulo neste antigo drama humano, que não recebe a devida atenção da mídia nem foi amenizado pela recessão do sul da Europa. Leia mais »

Crise atinge Eslovênia

Por Adir Tavares

Do Blog do Renato Pompeu

Eslovênia: crise atinge "a Suíça dos Bálcãs"

Em http://www.socialistproject.ca/bullet/775.php#continue, em inglês, se informa que nos últimos três meses se têm sucedido protestos de rua em várias cidades da Eslovênica, por causa da crise econômica e das acusações de corrupção contra os dois principais partidos políticos do país, um de centro-direita, que governa a nação, e outro de centro-esquerda, que comanda a Prefeitura de Liubliana, a capital. Entre os países ex-comunistas, a Eslovênia antes era apontada como "a Suíça dos Bálcãs", por causa do êxito temporário das reformas neoliberais. O país já era a República mais próspera da antiga Iugoslávia comunista, mas agora essa história de triunfo econômico chegou ao fim. Leia mais »

A crise e as receitas do PSDB para o Brasil

Por Diogo Costa

ABRAÇO DE AFOGADOS - O mundo presencia em tempo real ao desdobramento da maior crise econômico-financeira desde o Crash de 1929. As receitas, com variações e graduações mais ou menos acentuadas, caminham em direções opostas, por exemplo, n'alguns países da América do Sul e na Europa. A receita ordotoxa pró-cíclica ministra os remédios do corte de investimentos estatais, do arrocho salarial e da demissão em massa de funcionários públicos. O outro modelo propugna por mais intervenção do estado, diretamente ou como indutor e regulador da atividade econômica.

Quais são as receitas do PSDB para o Brasil atual? O governo Dilma Rousseff vem pesando a mão (para os padrões brasileiros dos últimos 20 anos) na intervenção econômica. Interveio nas concessões de geradoras de energia elétrica, nos juros da taxa SELIC e não abre mão do reforço ao PAC. Qual é a política do PSDB para o salário mínimo, para as relações internacionais do país, para as comunicações, para o pré-sal, etc? Ao que parece Aécio Neves resolveu ressucitar Fernando Henrique Cardoso (e toda a sua antiga equipe econômica), renegado duas vezes por José Serra (2002 e 2010) e renegado por Alckmin em 2006.

Isto representa, na prática, uma ode ao passado neoliberal que ruiu em 15 de setembro de 2008. Será que trazendo economistas dos 'áureos' tempos de globalização neoliberal, será que resgatando as teses do Consenso de Washington o PSDB conseguirá conquistar os corações e mentes do povo brasileiro? Gostem ou não, a América do Sul viveu em pouco tempo experiências distintas, diametralmente opostas e que deixou como herança alguns símbolos políticos importantes. Os símbolos da era que ruiu são justamente os ex presidentes Carlos Menem, Alberto Fujimori e Fernando Henrique Cardoso, para citar apenas os mais conhecidos. Leia mais »

Crise e cortes no gasto público

Por Webster Franklin

Da Carta Maior

Crise e síndrome de Estocolmo

Saul Leblon

O conservadorismo gostaria de impor a Dilma no Brasil a mesma receita adotada por Mário Monti na Itália.

Equivalente a que os republicanos querem enfiar goela abaixo de Obama nos EUA.

A mesma purga que o comissariado do euro aplica contra as populações da Espanha, Portugal, Grécia, Bélgica etc.

Com as consequências sabidas. 

As urnas revelaram nesta 2ª feira que os italianos preferem Berlusconi ao tecnocrata querido dos mercados. 

Na zona do euro, à exceção da Alemanha, a economia tornou-se uma usina de pobreza, êxodo, despejos, fome e demissões.

Nos EUA as grandes corporações tem quase US$ 1 trilhão em caixa, mas o desemprego não encoraja investimemtos. Leia mais »

Os efeitos da crise em Portugal

Por Joaquim Pedro Bastos

Um texto bem humorado sobre os efeitos da crise em Portugal e as estratégias de contenção do déficit público  implementadas pelo governo de Passos Coelho.

Do blog Cartas de Lisboa, por Felipe Horacio Castro

Apertem os cintos, que Portugal está sumindo.

Cara Dolores,

Na outra semana eu te falava sobre os efeitos da crise econômica europeia em Portugal. Tu deves ter te perguntado: E o que diabos o governo está fazendo para resolver o problema? Pois é. Ele está. E isso tem sido um problema: O governo português está seguindo à risca o receituário da Troika, e nos faz apertar o cinto. Apertá-lo a não poder.

Sabes o que é a Troika, Dolores? É quem manda hoje em Portugal: o monturo que formam, juntos, o FMI, o Banco Central Europeu e a Comunidade Europeia. O Governo de Passos Coelho, nosso primeiro ministro, é aparentado deles.

Explico. Em abril de 2011 Portugal recebeu um empréstimo de 78 bilhões de euros da Troika. Para recebê-lo, se engajou num programa radical de contenção do deficit público. As bases desse programa são o corte de despesas, o aumento de impostos e a privatização de empresas públicas. Com isso, o governo conseguiu reduzir o deficit público em 6,7% em 2011 e em 5,6% em 2012. Leia mais »

Corte de orçamento nos EUA atinge Pentágono

Por Rodolfo Machado  

Pentágono deve demitir 500 mil pessoas por cortes em orçamento

Informação foi descoberta pelo jornal "USA Today"; Estados mais afetados serão Flórida, Califórnia, Alabama, Texas, Virgínia e Pensilvânia

Opera Mundi

Os cortes no orçamento dos Estados Unidos devem levar à demissão de 500 mil pessoas no Pentágono, de acordo com documento obtido pelo jornal USA Today.

Além das demissões, o aumento salarial dos funcionários da entidade será reduzido de 1,7% para 1%, na comparação com anos anteriores.

Segundo a publicação, as verbas para o Exército serão reduzidas em US$ 15 bilhões e para a Marinha, em US$ 11 bilhões.

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Economia brasileira estaria vivendo seu eclipse?

Por Assis Ribeiro

Segundo Época, Brasil vive seu eclipse

Reportagem da revista Época deste fim de semana argumenta que a lua de mel com o Brasil chegou ao fim. A festa acabou e os investidores fugiram. Leia, abaixo, o texto de José Fucs:

A festa acabou. A economia empacou. O investidor fugiu. E agora?

O Brasil não brilha mais no céu das finanças globais. Por que nossa imagem no exterior se deteriorou tanto – e como isso afeta nossa economia e nosso futuro

Três anos atrás, enquanto o mundo ainda estava nas trevas da crise de 2008, o Brasil brilhava como um Sol ao meio-dia. O país crescia em ritmo acelerado, ajudado pelas medidas de estímulo do governo, e acabara de ser escolhido como palco da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016. O brilho iluminava nossas vantagens competitivas – um ambiente institucional mais sólido que noutros países emergentes, um mercado interno gigantesco, uma agroindústria pujante e imensas riquezas minerais e energéticas. As publicações internacionais davam de ombros para os gargalos históricos da economia brasileira e reverenciavam o então presidente,Luiz Inácio Lula da Silva. A austera revista britânica The Economist chegou a publicar uma reportagem de capa exaltando a força e o dinamismo do país. Sob o título “O Brasil decola”, a reportagem era ilustrada pela figura do Cristo Redentor disparando como um foguete em direção ao espaço sideral. O eterno país do futuro, outrora marcado por calotes nos credores externos, uma inflação estratosférica e um crescimento pífio, parecia ter se tornado enfim o país do presente, pronto para realizar seu potencial.

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Corte no orçamento provocará demissões no Pentágono

Por alfeu

Do Opera Mundi

Pentágono deve demitir 500 mil pessoas por cortes em orçamento

Informação foi descoberta pelo jornal "USA Today"; Estados mais afetados serão Flórida, Califórnia, Alabama, Texas, Virgínia e Pensilvânia    

Os cortes no orçamento dos Estados Unidos devem levar à demissão de 500 mil pessoas no Pentágono, de acordo com documento obtido pelo jornal USA Today.

Além das demissões, o aumento salarial dos funcionários da entidade será reduzido de 1,7% para 1%, na comparação com anos anteriores.

Segundo a publicação, as verbas para o Exército serão reduzidas em US$ 15 bilhões e para a Marinha, em US$ 11 bilhões.  Leia mais »

Resultados ruins do Walmart em fevereiro

Por Rodolfo Machado

Do Ecofinanças

WALMART:Fevereiro tem pior resultado de vendas em 7 anos, aponta Bloomberg

São Paulo, 15 de fevereiro de 2013 - A rede varejista Walmart registrou em fevereiro o pior resultado devendas nos Estados Unidos em sete anos, uma vez que o aumento dos impostos na renda dos norte-americanos afetou o consumo, de acordo com e-mail interno da empresa, o qual a agência de notícias "Bloomberg" teve acesso. "Caso você ainda não tenha visto os resultados de vendas nesses dias,fevereiro foi um desastre total", teria escrito Jerry Murray, vice-presidente de Finanças e Logística doWalmart, em um comunicado enviado a outros executivos. "Foi o pior começo de um mês que já vi em meus sete anos na empresa".Paula Selmi / Agência CMA Edição: Laelya Longo Copyright 2012 - Agência CMA

Do Económico

Wal-Mart pressiona Wall Street

Queda superior a 2% dos papéis da Wal-Mart atiram bolsas dos EUA para terreno negativo Leia mais »

A questão dos reembolsos da dívida na Europa

Por Assis Ribeiro

Do resistir.info

A austeridade é uma impostura: Legislação de crise e esquemas de reembolso da dívida trapaceira

– Das notas promissórias aos títulos do governo irlandês

por Caoimhghin Ó Croidheáin [*]

A austeridade é uma impostura. Dívida é teorização económica destinada ao povo miúdo. Se as pessoas produzem a riqueza então porque estão sempre pobres e/ou a reembolsar dívidas? Porque os ricos nacionais e internacionais emprestam-nos de volta o dinheiro (com juros) que sacaram da sociedade na forma de lucros a fim de preencher o fosso criado por eles próprios. Portanto, somos triplamente explorados: Somos tributados nos salários, alienados da riqueza criada (lucros) e temos de pagar juros sobre o dinheiro tomado emprestado dos ricos a fim de pagar as despesas correntes e de capital necessárias à manutenção da sociedade. 

Quando há uma crise económica provocada por esta constante drenagem de riqueza na economia, os "peritos" então debatem o melhor meio de impor cortes para nos levar de volta ao "caminho da recuperação". Isto seria divertido se tantas pessoas não pessoas não soçobrassem no mar do desemprego e dos salários de subsistência. Além disso, qualquer rejeição destas "dívidas" não será tolerada pelas elites que supervisionam os "reembolsos de dívida" do povo miúdo.  Leia mais »

China tenta impulsionar demanda doméstica

Do A Tarde

China colabora para reequilíbrio global, diz BC do país

O presidente do Banco do Povo da China (PBOC, banco central do país), Zhou Xiaochuan, disse no encerramento da reunião do G-20, em Moscou, que o país tem feito progressos substanciais para o reequilíbrio de sua economia e pediu que as outras nações também realizem reformas estruturais.

"O governo chinês tem se comprometido com ajustes estruturais e em impulsionar a demanda doméstica", disse Zhou, em um comunicado no sábado, após o encontro de ministros de finanças das 20 principais economias do mundo. "Os efeitos dessa política são claros e têm dado importante contribuição para o reequilíbrio global", acrescentou.

Em um claro sinal de reequilíbrio na economia chinesa, a relação entre o superávit em conta corrente - a medida mais ampla da balança comercial com o resto do mundo - e o Produto Interno Bruto (PIB) caiu para 2,6% em 2012, vindo de 10% em 2007, de acordo com números do governo divulgados no início do mês. Leia mais »

G20 discute aumentar taxações sobre multinacionais

Por Marco Antonio L.

Ministros do G20 discutem reforçar taxação sobre multinacionais

Da Redação, No SUL21

Ministros das Finanças do G20 – grupo que reúne as principais economias do mundo – estão reunidos neste sábado (16) em Moscou para discutir novas reformas de regras internacionais de impostos corporativos, que atualmente permitem que multinacionais desviem lucros para jurisdições com menor carga tributária.

Reino Unido, Alemanha e França lideram os esforços para conter a evasão fiscal de grandes conglomerados internacionais. Pedidos por uma revisão em regras internacionais de impostos devem ser destacados também por um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

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Retratos de jovens gregos atingidos pela crise econômica

Por Marco Antonio L.

RETRATOS

Medo e desesperança: a crise na Grécia pelos olhos dos estudantes

Fotógrafo alemão registra clima de frustração com situação do país com fotografias de universitários atingidos por cortes do governo 

Efe (14/02) // Roberto Almeida | Berlim - No OPERA MUNDI 

Estudantes gregos protestam, em Atenas, contra reforma educativa que reduzirá quantidade de departamentos universitários

O fotógrafo alemão Kilian Foerster, radicado em Hamburgo, partiu para Tessalônica, na Grécia, com a câmera na mão. Encontrou no campus da universidade local um forte retrato da crise econômica que está devastando o país. Os estudantes, duramente atingidos pelos cortes do governo, lamentam o estratosférico índice de desemprego entre seus pares, acima de 50% há meses, e a ascensão fascista, que corrói com um populismo torto a política grega.

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Portugal: hino 'Revolução dos Cravos' interrompe parlamento

Por josé justino de souza neto

O primeiro ministro português, Passos Coelho, é interrompido ao ritmo de "Grandola, Vila Morena"

Blog José Justino

  

Momento precioso e emotivo no Parlamento português. Um autêntico canto à esperança! E que diferença com o "expulsem-nos, porra!", que recentemente tem vivido a Espanha...  

Prensa

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Países centrais patinam na procura de novo guia econômico

Por Marco Antonio L.

Capitalismo global busca um novo 'papado'. E as Nações?

Blog das Frases, por Saul Leblon, na Carta Maior

               

Passados cinco anos de implosão da ordem neoliberal, o sistema capitalista ainda não pode dizer: 'habemus papam'.


Entre a austeridade imposta à Europa e a liquidez contracíclica dos EUA, seus cardeais ora parecem hesitar, ora ganhar tempo. 

Nesta 4ª feira (13), os dois lados da crise transatlântica convergiram para um meio fio que os elucida mais que todas as palavras e aparências. 

A ideia é criar um grande 'nafta' europeu/norte-americano, 'equivalente à metade da produção mundial' (leia a reportagem de nosso correspondente em Londres, Marcelo Justo).

Labirínticos acordos de eliminação recíproca de tarifas e outras formas dissimuladas de protecionismo (legislações sanitárias, por exemplo) terão que ser vencidos para o desfecho da crise redundar nessa imensa 'pátria grande dos livres mercados'.

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