Setor elétrico brasileiro: enfim a conta chegou

Por Diogo Lisbona Romeiro

Do Blog Infopetro

O início do ano de 2015 foi marcado pela retomada do “realismo tarifário” no setor elétrico brasileiro. Os desavisados consumidores cativos surpreenderam-se com o novo valor da conta de luz e estão espantados com o custo efetivo da geração elétrica.

A política de realismo tarifário do segundo Governo Dilma contrasta-se com as medidas adotadas no primeiro mandato, que buscavam reduzir e postergar ao máximo o repasse aos consumidores cativos das elevadas despesas incorridas pelas distribuidoras – decorrentes da custosa geração térmica em operação e da liquidação no curto prazo dos montantes involuntariamente descontratados.[1] Leia mais »

As energias renováveis e o futuro do setor elétrico

Autor: 

Do Blog Infopetro

Por Ronaldo Bicalho

O que marca o atual momento do setor elétrico no mundo é o profundo e radical processo de transformação tecnológica, econômica, organizacional, institucional e política que o setor está passando.

A explosão da demanda pelos serviços elétricos e a necessidade de mitigar os efeitos da mudança climática colocam o setor no centro das discussões sobre política energética.

Atender aos ditames da segurança energética e da redução das emissões de CO2, mediante a ampliação da participação das Energias Renováveis Variáveis (ERVs), constitui o maior desafio do setor elétrico desde o seu nascimento no final do século XIX.

Estas notas procuram avaliar o tamanho e a natureza desse desafio, identificando a evolução do setor a partir das diversas possibilidades de superá-lo. Leia mais »

A bioeconomia e os produtos-plataforma

Do Blog Infopetro

Por José Vitor Bomtempo

Desde que a indústria baseada em biomassa começou a identificar que as oportunidades mais interessantes e promissoras não se encontravam necessariamente ou exclusivamente nos biocombustíveis, mas em bioprodutos e biomateriais, surgiu uma pergunta chave: quais os “melhores” produtos que deveriam ser explorados a partir da biomassa ou dos açúcares? Num primeiro momento, algumas propostas adotaram a ideia de que produtos drop in deveriam ser o alvo da indústria. A receptividade que o PE verde da Braskem teve ao ser lançado, há cerca de quatro anos, é o fato marcante dessa estratégia de inovação. O dilema drop in ou não drop in vem sendo uma das incertezas na construção da bioeconomia. Algumas dimensões desse dilema estão discutidas no artigo Bioplastics tipping point: drop in or non drop in? (Oroski, Bomtempo, Alves, 2014). Leia mais »

Quinze anos de Infopetro

Autor: 

Por Ronaldo Bicalho *

Do Blog Infopetro

Ao final do mês de Fevereiro, o Blog Infopetro completará cinco anos no ar. Os três primeiros textos foram postados no dia 1 de Março de 2010. Na verdade, o projeto Infopetro é de muito antes dessa data.

primeira publicação do Infopetro se deu na forma de boletim eletrônico em Novembro de 2000. Leia mais »

As cinco postagens mais lidas de 2014 no Infopetro

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Durante o ano de 2014, o Blog Infopetro publicou 42 postagens, que tiveram em seu conjunto, aproximadamente, 21.000 visualizações. Esse valor representou 21% do total de visualizações que o Infopetro teve no ano (100.000).

As 5 postagens aqui apresentadas foram responsáveis por 30% daquelas 21.000 visualizações. Dentre elas, 3 são sobre a crise do setor elétrico no Brasil, uma sobre a relação entre a  crise da Ucrânia e gás não convencional e uma sobre os desafios do setor energético brasileiro em 2015. Leia mais »

Setor de energia no Brasil: o balanço de 2014

Do Blog Infopetro

Por Edmar de Almeida e Luciano Losekann

O setor de energia no Brasil no ano de 2014 foi marcado pela gestação de uma agenda extremamente negativa, que terá que ser revertida nos próximos anos, sob pena de o país jogar fora um dos seus principais salvo-condutos para o futuro que é sua generosa dotação energética.

A Copa do Mundo, no primeiro semestre, e o processo eleitoral, no segundo, postergaram decisões importantes para o enfrentamento adequado de problemas antigos e novos, acumulando um enorme conjunto de problemas tanto no setor elétrico quanto no setor de óleo e gás para 2015. Leia mais »

O mercado de Líquidos de Gás Natural nos Estados Unidos

Autor: 

Do Blog Infopetro

Por Marcelo Colomer

Nos últimos anos, o crescimento da produção de petróleo e gás natural localizados em formações geológicas reconhecidas como não-convencionais nos EUA deu origem a importantes mudanças nos mercados internacionais, sendo manchete de muitas revistas e tema de muitos trabalhos acadêmicos. Contudo, o que pouco tem sido analisado é a relação existente entre o mercado de petróleo e a comercialidade dos projetos de exploração de gás não convencional.

A produção de metano, principalmente em formações não convencionais, pode carregar consigo uma elevada produção de Líquidos de Gás Natural (LGN) – da sigla em Inglês (NGL). Incluem-se entre os líquidos de gás natural o etano, propano, butano, isobutano e a gasolina natural. Apesar da pouca atenção despertada por estes produtos, estima-se que eles corresponderão, até 2025, a um quarto da produção de hidrocarbonetos líquidos nos EUA (EBINGER, C e AVASARALA, G, 2013). Leia mais »

Os desafios do investimento em gasodutos

Do Blog Infopetro

Por Michelle Hallack e Miguel Vazquez

Desafios no estabelecimento de mecanismos de decisão sobre o calculo do investimento em gasodutos podem ser observados em muitos países. Discordâncias na determinação de quanto, quando e onde investir no transporte em gás não são uma exclusividade brasileira. Diferentemente das jabuticabas, esses desafios e discordâncias sobre a definição do investimento em infraestruturas de transporte de gás no Brasil são observados em vários países. Neste contexto, a discussão sobre o PEMAT (Plano de Expansão da Malha de Transporte) brasileiro pode ser vista como parte de uma discussão mais ampla sobre possíveis mecanismos para fazer face aos desafios relacionados à decisão de investimento em gasodutos.

Atualmente, discussões deste gênero são frequentes nos países Europeus, em alguns Estados Norte-Americanos (como New England) e países sul-americanos (como a Colômbia). Nestes casos, a inclusão massiva da geração térmica a gás natural combinada com a volatilidade da demanda de ponta (causada por questões climáticas inesperadas e/ou por massiva inclusão de renováveis no sistema) potencializou os desafios dos modelos inicialmente adotados.

Esta postagem chama a atenção para alguns mecanismos e algumas propostas internacionais relacionadas aos mecanismos de decisões de investimento de transporte de gás natural. Estes mecanismos, se pensados no contexto nacional, levando em conta suas especificidades, podem ser fontes de inspiração tanto para a adoção de alguns mecanismos quanto para a rejeição de outros[1]. Leia mais »

Senso de urgência: conter o consumo de eletricidade no país

Autor: 

Do Blog Infopetro

Por Renato Queiroz

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acendeu uma luz vermelha ao divulgar em 17 de outubro passado que a situação dos reservatórios da Região Sudeste continuava se deteriorando e as previsões eram pessimistas. De fato o PMO referente à semana de 25 a 31 de outubro de 2014 apontou para uma piora na previsão de vazões. O ONS em seu programa mensal de operação eletroenergética (PMO) publicado semanalmente faz projeções, entre outras, dos volumes das chuvas nas regiões do Brasil. A previsão das vazões afluentes aos reservatórios em base mensal e semanal é uma atividade básica no planejamento da operação energética em um sistema predominantemente hidroelétrico como o brasileiro.

O Sudeste, que responde por cerca de 70% do armazenamento de água nas usinas hidrelétricas brasileiras, tinha como projeção chegar ao final de outubro com 19 % de armazenamento. O informe do ONS ainda apontava que, em outubro, as chuvas das regiões Sudeste e Centro-Oeste não deveriam atingir a 70 % da média histórica. Como a situação prevista para outubro foi pior, a expectativa do nível dos reservatórios para o final de novembro, cai para 15,8% no Sudeste. Leia mais »

A revolução energética nos EUA e a geopolítica do petróleo

Autor: 

Do Blog Infopetro

Por Juliana Queiroz

Que os Estados Unidos estão vivendo uma revolução energética não é novidade para ninguém. Mas o que permanece uma incógnita é quanto tempo essa abundância de hidrocarbonetos vai durar e quais as consequências dela para a política externa norte-americana. Leia mais »

O planejamento elétrico 20 anos depois da reestruturação

Autor: 

Do Blog Infopetro

Por Miguel Vazquez

Tanto no Brasil quanto internacionalmente, uma das questões que normalmente tende a se driblar no processo de reestruturação é como coordenar a tomada de decisões de longo prazo. No começo dos anos 1980, os economistas do MIT tinham um plano perfeito para introduzir competência nos sistemas elétricos. Joskow e Schmalensee publicaram o “Markets for Power” [1], pilar de muitos processos futuros de reestruturação, em 1983. Os engenheiros do MIT, por sua vez, se ocuparam de que a realidade não estragasse um bom modelo: Schwepee e o seu grupo desenvolveram a metodologia de precificação de eletricidade [2]. Eles deram uma solução para as dificuldades associadas aos mercados de curto prazo na presença de redes elétricas. Leia mais »

Shale gas: perspectivas da exploração fora dos EUA

Autor: 

Do Blog Infopetro

Por Edmar de Almeida

A grande questão em aberto para o futuro do mercado energético internacional é a possibilidade e a extensão da replicação da revolução americana do shale gas em outras regiões do mundo, para além da América do Norte. Atualmente, já não existe dúvida quanto à disponibilidade abundante de recursos não convencionais de gás natural fora da América do Norte. Vários estudos realizados pelos governos e por instituições como a Agência Internacional de Energia apontam a disponibilidade abundante de recursos de shale gas em países como China, Argentina, México, África do Sul, Brasil, Austrália dentre outros. Leia mais »

Escolha tecnológica na expansão do parque gerador brasileiro

Do Blog Infopetro

 

 Por Luciano Losekann, Edmar de Almeida e Diogo Lisbona Romeiro

Comparar as distintas tecnologias de geração de eletricidade requer um método que confronte os custos (operacionais e de capital) e os benefícios das alternativas.  O critério de seleção deve ordenar e selecionar os empreendimentos mais adequados para a expansão da matriz. O método internacionalmente consagrado para identificar a estrutura adequada da expansão da capacidade instalada é o custo nivelado das plantas de geração elétrica (levelized cost of electricity) – LCOE, que representa o custo por quilowatt-hora da construção e operação da planta ao longo de seu ciclo de vida (EIA, 2013). Leia mais »

A mudança da política alemã de incentivo às renováveis

Autor: 

Do Blog Infopetro

Por Ronaldo Bicalho

No primeiro dia do mês de Agosto deste ano entrou em vigor a nova lei de incentivo às fontes de energia renováveis na Alemanha. A chamada EEG 2.0 (Erneuerbare Energien Gesetz – Lei das Fontes de Energia Renováveis) representa um forte ajuste na política energética alemã de apoio a essas fontes. Leia mais »

Setor Energético Brasileiro e a agenda governamental de 2015

Autor: 

Do Blog Infopetro

Por Renato Queiroz

Países em desenvolvimento de tempos em tempos consideram novas prioridades em suas agendas de políticas públicas. No caso brasileiro, desde a volta do regime democrático em 1985, acompanhamos a discussão de temas prioritários para o país como, por exemplo: o controle da inflação, a melhoria na distribuição de renda, a diminuição da violência nas cidades, entre outros. Neste sentido, os governos foram desenvolvendo políticas públicas buscando solucionar tais demandas.

Atualmente se quisermos apontar quais as prioridades que estarão colocadas na mesa do futuro governante brasileiro em 2015, o setor de  infraestrutura certamente encabeça esta lista. Este termo é amplo, pois engloba itens como transporte público, saneamento básico, déficit habitacional, suprimento de energia. E se descermos a lupa para o item  energia abre-se, ainda, um novo leque de segmentos que vai desde a oferta e o transporte da energia até o seu uso pelas indústria, comércio, residências, transporte.

Por conseguinte o setor de energia estará nos próximos anos disputando o topo das prioridades da modernização do setor de infraestrutura no país. Sem dúvida a crise atual do setor elétrico brasileiro e os problemas que enfrentam a ELETROBRÁS e a PETROBRAS trazem preocupações aos que estão envolvidos com o setor.  Assim, o planejamento energético será um alvo crescente de avaliações de especialistas em energia. Leia mais »