A Carta do Colégio de Procuradores sobre a PEC 37

Carta de Brasília - Por que somos contra a PEC/37:

O Colégio de Procuradores da República, órgão do Ministério Público Federal, autoconvocado, reuniu-se em 18 de junho de 2013, no exercício de seu dever constitucional de zelar pelo estado democrático de direito e pelo respeito aos direitos constitucionais, para garantir a manutenção da capacidade de investigação para fins penais do Ministério Público e outras instituições atualmente investidas de poder de polícia, e impedir retrocesso em favor da impunidade e contra a segurança cidadã. Para isso, é necessário dizer não à PEC 37.

A PEC 37 pretende estabelecer o monopólio da investigação pela Polícia. O Estado abriga vários órgãos com poder de polícia, como a maioria dos países do mundo. A limitação a um só canal reduz em muito a capacidade de investigação dos órgãos do Estado.

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A lógica do dólar no Brasil

Autor: 

Coluna Econômica

O investidor I.C. ficou rico jogando contra o Brasil. Ou melhor, apostando em sucessivas marchas da insensatez da política cambial. Ele espera esticar a corda do câmbio. Quando está bem esticada, e os buracos nas contas tornam-se cada vez maiores, passa a comprar títulos cambiais ou ativos expressos em dólar. Aí o dólar explode ele vende os ativos e, imediatamente, passa a comprar ativos em reais – ações de companhias.

No momento seguinte, os juros internos explodem, o câmbio começa novamente a apreciar e ele realiza o segundo movimento de lucro.

Ganhou muito dinheiro com a crise cambial de 1999 e com a crise cambial de 2008. Nesta última, o dólar explodiu devido à crise internacional. Não fosse a crise internacional, teria explodido com a deterioração nítida das contas externas brasileiros.

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I.C. começou a se movimentar de novo. Ele olha os dados da balança comercial – caindo, caindo até entrar no vermelho ainda este ano. Nos aeroportos, vê o movimento de sacoleiros e de turistas deitando e rolando com as compras em Miami e Nova York.

Depois, olha os dados das contas correntes (toda a movimentação de entrada e saída de dólares). Olha a conta turismo tornando-se cada vez mais negativa. Sua última olhada é no IED (Investimento Externo Direto). Enquanto o IED conseguir cobrir os rombos das demais contas, ainda não é hora de se mexer.

Quando o IED não for suficiente, ele começa a agir. Leia mais »

Os juros no Brasil, por Delfim Netto

Por Marco Antonio L.

Juros altos, ainda…

Por Delfim Netto, na Carta Capital

Economistas e analistas do mercado financeiro teimam em afirmar que os juros no Brasil estão exageradamente baixos. São opiniões respeitáveis, de pessoas competentes, mas que deviam reconhecer a tentativa de apenas “chutar o balde”… Não existe nenhuma razão objetiva para dizer que, no Brasil, os juros reais estejam suficientemente baixos. É verdade, os juros se reduziram recentemente (e devem continuar baixando), mas ainda estão muito altos quando confrontados com a realidade mundial. Basta observar a grande maioria dos países.

Hoje temos uma taxa de juros real próxima de 2%, o que nos deixa relativamente longe da taxa de juros real do mercado internacional,às voltas de 2% negativos. O atual diferencial entre o juro real interno e o externo é parecido, portanto, com 4%.

O movimento de capitais continua funcionando. Em um ambiente de política cambial defensiva, aquele diferencial deixa ainda margem para a exploração (no sentido de “pesquisa”, “sondagem”, acompanhando o nosso Aurélio) de oportunidades lucrativas para o capital estrangeiro de curto prazo, principalmente nas atuais circunstâncias em que o mundo ameaça submergir na enxurrada de liquidez produzida externamente.

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Brasilianas.org exibe entrevista com Delfim Netto

O Brasilianas.org da próxima segunda-feira (16) apresentará, às 22h na TV Brasil, uma entrevista especial com o economista Delfim Netto. Formado pela USP e professor de Economia, Delfim foi ministro de Estado entre 1967 e 1974 e, depois, entre 1979 e 1985. Após a redemocratização, atuou como deputado federal e hoje é colaborador em grandes veículos da imprensa brasileira.

Entre os temas abordados, o passado econômico do Brasil e as perspectivas do país diante da crise mundial. Também serão debatidos a importância do câmbio na economia brasileira, a desindustrialização no país, a necessidade de melhorar a competitividade do produto nacional e as perspectivas do futuro: como reverter o atual quadro de desindustrialização e quais medidas sistêmicas são necessárias para estimular o crescimento da economia?

Não perca! É na próxima segunda, 16/07, às 22h, na TV Brasil.

Matemática Maia como Patrimônio Cultural Intangível

Do Estadão


Conhecimento do povo pré-colombiano sobre ciência será submetido à análise da Unesco


CIDADE DO MÉXICO - A matemática da civilização maia, uma das mais avançadas de seu tempo na astronomia e no uso dos números, poderá ser reconhecida como Patrimônio Cultural Intangível da humanidade pela Organização das Nações Unidas para da Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).


A proposta será levada ao órgão por um grupo de matemáticos, historiadores e educadores italianos e espanhóis. O anúncio da iniciativa do lançamento do livro Sayab Para Aprender Matemáticas: Matemáticas Mayas foi feito pelo autor da obra, Fernando Magaña.


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Dilma condena a adoção indiscriminada de sanções

Por Assis Ribeiro

Do Jornal do Brasil


Dilma condena a adoção de forma indiscriminada de sanções



A crise nos países muçulmanos virou tema do discurso da presidente Dilma Rousseff hoje (29), no encerramento da 4ª Cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), em Nova Delhi, na Índia. Dilma defendeu a busca pela paz na Palestina e na Síria e o direito de o Irã desenvolver seu programa nuclear, desde que com fins pacíficos. A presidente defendeu a ampliação do Conselho de Segurança das Nações Unidas, formado por 15 países, dos quais apenas cinco têm assento permanente.


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Três Estrelinhas - Cordas Que Falam

Três Estrelinhas (Anacleto de Medeiros), com o grupo cearense Cordas Que Falam

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Bresser-Pereira e os intelectuais platonistas

"Paixão por modelos abstratos ainda é forte", diz Bresser-Pereira

Em entrevista, Bresser-Pereira critica intelectuais do neoliberalismo e fala do novo desenvolvimentismo

Por Bruno de Pierro, no Brasilianas.org, da Agência Dinheiro Vivo

“A paixão dos intelectuais por modelos platonistas, absolutamente abstratos, independentes da realidade concreta, é muito forte. Há muitos intelectuais que acham que todo o poder e o prestígio deles vem do fato de serem capazes de fazer idéias loucas e absurdas”. É dessa maneira que o economista Luiz Carlos Bresser-Pereira avalia a atuação de acadêmicos que insistem na defesa das teorias neoclássicas para sustentar o neoliberalismo. Dedicado exclusivamente à atividade intelectual, desde que deixou o PSDB, ano passado, o ex-ministro do governo FHC tem se debruçado criticamente sobre o tema econômico que mais lhe encanta: o novo desenvolvimentismo.

Sob o telhado do pensamento heterodoxo da economia, Bresser criou em 2009 o Laporde (Latin America Advanced Programe on Rethinking Macro and Development Economics), evento que tem reunido no Brasil os principais nomes do desenvolvimentismo para uma semana de intensas discussões. Em 2012, a terceira edição do Laporde acontece na FGV-SP, entre os dias 9 e 13 de janeiro, e contará com nomes como Gabriel Palma e Ha-Joon Chang, ambos de Cambridge, e também José Antônio Ocampo, da Columbia University, o economista Jan Krengel e o brasileiro Yoshiaki Nakano. Todos direcionados para a reflexão sobre o desenvolvimento da macroeconomia desenvolvimentista e estruturalista.

Em entrevista ao Brasilianas.org, Bresser falou sobre os principais temas que serão pauta no Laporde. Explicou também a influência do pensamento racionalista da ciência no neoliberalismo e quais os caminhos da economia heterodoxa a partir de agora.

Acompanhe a íntegra da entrevista abaixo.

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A redução da Selic e o balanço dos bancos

Por André LB

Nassif e colegas,

Já tentei diversas vezes calcular o efeito dos juros sobre o orçamento federal, ou seja, dos juros sobre a DPF (Dívida Pública Federal). Para se chegar a isso é necessária uma análise sobre a composição da dívida. Peços desculpas antecipadamente por eventuais erros.

Os dados de julho/2011 (os mais recentes que pude encontrar) mostram o seguinte:

1) 32,61% da DPF compõe-se de de títulos remunerados por Taxa Flutuante - no caso, a SELIC. Em valores, esses 32,61% representavam (julho/2011) R$565.580.000.000,00.

2) Partindo dessa base para o cálculo do impacto da SELIC na DPF, uma taxa de 12,5% significa um gasto de R$70.697.500.000,00. Uma redução de 0,5% na SELIC, como a que ocorreu ontem, causa uma economia de R$2.827.900.000,00 - ou seja, uma queda de 0,5% da SELIC significa uma economia de quase 3 bilhões de reais ao ano, considerando-se o atual montante da DPF e a fração remunerada pela SELIC.

Agora gostaria de fazer uma extrapolação interessante: o impacto da redução da SELIC no balanço dos bancos. Leia mais »

A Tecnologia Oculta do Poder

Autor: 

The Occult Technology of Power
Arcane Secrets of Political Power

by Anonymous

The Occult Technology of Power, subtitled the "Arcane Secrets of Political Power," is an anonymous booklet describing the nature of power, the nature of rule, and the nature of oligarchy. The information is presented as a transcript of a dialog between a powerful father and his son - the heir to his realm. In handing the reins of power to his son, the father explains the mechanics of world control.

A Tecnologia Ocultista do Poder, subtitulado os "Arcanos do Poder Político", é uma brochura anônima descrevendo a natureza do poder, a natureza da regra, e a natureza da oligarquia. A informação é apresentada como uma transcrição de um diálogo entre um pai poderoso e seu filho - o herdeiro do seu reino. Ao entregar as rédeas do poder ao seu filho, o pai explica os mecanismos de controle do mundo.

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Estados começam a questionar telefonia

Por Ricardo Souza

Caro Nassif,veja essa:a justiça federal do RN suspendeu a venda de telefones da operadora Tim em todo estado .Os motivos são principalmente são a péssima qualidade dos serviços prestados, mesmo após várias notificações e pleitos de vários orgãos ligados a defesa do consumidor e do ministério público  .A operadora sentiu o golpe principalmente após perder no TRF em Recife ,pois teme que esse tipo de medida se espalhe por todo Brasil.Iformações de que diretores da empresa já se encontra em Natal ,tentando buscar uma forma de resolver o problema.