As relações dos negócios com o Estado

Sugerido por macedo

Da Carta Capital

Hipocrisias mercadistas

O Estado garantiu o capital paciente e capaz de encarar o risco das inovações, e ainda ajudou a coordenar as relações entre a grande empresa e seus fornecedores

por Luiz Gonzaga Belluzzo

Leio na imprensa brasileira artigos instigantes, alguns intrigantes, a respeito de políticas industriais, de comércio exterior e de competitividade, sobretudo as que envolvem uma forte presença coordenadora do Estado. O leitor deCartaCapital, sempre empenhado em fugir das banalidades e baboseiras ideológicas divulgadas pela mídia nativa, terá certamente interesse em enfrentar as páginas de dois estudos sobre o tema  das relações entre os negócios e o Estado na era da economia global.

The Enterpreneurial State: Debunking Public vs Private Myths, de Mariana Mazzucato, Subsidies to Chinese Industry: Capitalism, Business Strategy and Trade Policy, de Usha Haley e George Haley, tratam das relações entre as empresas e as políticas governamentais. Recorrem a uma exaustiva investigação empírica, sem apelar para o blá-blá-blá ideológico, não raro hipócrita, da falsa oposição entre Estado e mercado no capitalismo contemporâneo.

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Dieese e Seade: taxa de desemprego fica em 10,9% em junho

Da Agência Brasil

Taxa de desemprego recua em junho e fica em 10,9%, apontam Dieese e Seade

31/07/2013 - 10h11

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

São Paulo - A taxa de desemprego recuou em junho, passando de 11,2% em maio para 10,9% da População Economicamente Ativa (PEA) no conjunto das sete regiões metropolitanas pesquisadas pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), divulgada hoje (31), estima o contingente de desempregados em 2,4 milhões de pessoas.

Houve diminuição em Belo Horizonte, com taxa atingindo 6,7% em junho ante 7,4% no mês anterior. Também foi registrado decréscimo em Salvador (de 19,7% para 19,1%) e no Recife (12,9% para 12,5%). Já nas demais regiões, Distrito Federal, Fortaleza, Porto Alegre e São Paulo houve estabilidade.

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Fiesp reduz estimativa de crescimento do PIB para 1,9%

Do site da Fiesp

Atividade industrial cresce 2,6% em junho; Fiesp reduz projeção do PIB para 1,9% em 2013


Diretor de Economia da Fiesp fala em “mudança para pior” do cenário econômico do país este ano

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista registrou avanço de 2,6% em junho sobre maio, considerando os efeitos sazonais. O dado positivo, no entanto, não é resultado de uma atividade melhor este ano, mas deriva de uma comparação com um quadro extremamente negativo no primeiro semestre do ano passado, explicou o diretor de Economia do Centro e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp e Fiesp), Paulo Francini.  As entidades ainda revisaram para baixo as projeções de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB) e outros setores da atividade econômica. Leia mais »

A história dos ciclos dos executivos

Por Andre Araujo

Comentário ao post "O negociador comedor de fígado"

O ciclo do ""homem do terno cinza", o executivo que ficava 30 anos na empresa começando como office boy e chegando a presidente acabou nos anos 50. Novos ciclos surgiram com as primeiras ondas de fusões nos anos 60 que acabaram com o executivo "estavel", os anos 70 conheceram a Era dos Conglomerados, simbolizados pela ITT que em dois anos comprou 400 empresas, desde os hoteis Sheraton à locadora Avis, sendo originalmente uma empresa de telefones e telegrafos. A partir do criador dessa Era, Horold Geneen, CEO da ITT, um bom executivo pode dirigir qualquer empresa de qualquer ramo, uma falacia mas que virou um dogma dessa Era, nenhum executivo estava mais seguro no cargo, era continuamente avaliado, as lealdades e camaradagens desapareceram.

As avaliações eram por trimestre, dois semestres abaixo da meta significavam a porta da rua.

Surgiram os head hunters, um troca troca de executivos aliciados no concorrente ou no mercado a peso de ouro, no sistema de técnicos de futebol no Brasil, uma porta giratoria onde sobreviviam os mais espertos e melhor enganadores, a industria dos ""curriculos enfeitados" que até hoje existe. Leia mais »

McDonald's faz cartilha para empregado gerir salário baixo

Sugerido por alfeu

Do Repórter Brasil

McDonald’s lança cartilha que ensina empregados a gerir baixos salários

Objetivo da empresa é mostrar “melhor maneira de gastar dinheiro”; guia propõe gastos ínfimos com saúde e segundo emprego aos funcionários da franquia

Por Repórter Brasil 

O McDonald’s criou, em conjunto com a Visa, uma página na internet – Practical Money Skills – para orientar seus funcionários a serem “bem-sucedidos financeiramente” com os ganhos recebidos na empresa, um ambiente de trabalho “gratificante e compensador”. A campanha, realizada pelas sedes das duas companhias nos Estados Unidos, procura guiar os empregados da rede de fast foods a gerirem sua remuneração salarial.

O salário de um empregado do restaurante é, em média, de US$ 8,25 por hora nos EUA. No site, há uma cartilha que ensina, passo a passo, a “melhor maneira de gastar seu dinheiro”. Entre as recomendações o guia propõe um orçamento mensal de US$ 20 para despesas com saúde. No país, porém, não há sistema público de saúde, e toda e qualquer necessidade médica deve passar por hospitais ou clínicas particulares. Leia mais »

As críticas ao modelo concentrador da economia na internet

Sugerido por Gilberto Cruvinel

Da Folha

Contra a internet

Álvaro Pereira Junior

No auge, a Kodak empregava mais de 140 mil pessoas e valia cerca de R$ 50 bilhões. Quando o Instagram foi vendido por R$ 2 bilhões ao Facebook, ano passado, tinha só 13 funcionários.

Para Jaron Lanier, um "insider" do Vale do Silício, esse exemplo resume tudo o que há de errado com a economia da rede. Sob a fachada de escolhas infinitas e liberdade total, esconde-se um modelo concentrador. "A internet destruiu mais empregos do que criou", fulmina.

A tese está exposta no livro mais recente de Lanier, "Who Owns the Future?" (a quem pertence o futuro?), lançado em maio nos EUA e ainda inédito no Brasil. Não é pouco o barulho que causou.

Com seus longos dreadlocks e gosto por música da Antiguidade, Lanier passaria facilmente por mais um freak californiano adepto de ideias exóticas.

Na verdade, ele é um dos maiores expoentes da internet. Também foi um dos criadores da realidade virtual. Leia mais »

Um paralelo entre o tráfico de drogas e o mundo dos negócios

Por Giovani Blumenau SC

Comentário ao post "O negociador comedor de fígado"

Prezados

Este post me remeteu como analogia ao fenômeno que ocorre nas favelas, especialmente do Rio de Janeiro antes das UPP's começarem a modificar mesmo ainda no início a realidade.

Lembro de reportagens e filmes que se referiam a substituição (traição, prisão, etc...) cada vez mais precoce dos chefes das bocas de fumo do tráfico, estes, traficantes mais experientes, que evitavam polemizar com a população do entorno e não agrediam gratuitamente instituições como polícia e poder constituído por subalternos cada vez mais jovens e mais ainda violentos, que passaram a querer aumentar territórios estabelecidos por "pactos de não agressão, conveniência" e foram tão longe por falta de uma "sabedoria" que acelerou o processo civilizatório nestes locais e de lambuja comprometeu o negócio. 

Fica a lição, estes dirigentes que querem ir com sede demais ao pote correm o risco de encontrá-lo seco pela ganância e inexperiência, as favelas do Rio de Janeiro tem muito a ensiná-los. Leia mais »

Queda de 7,36% na venda de livros em 2012

Sugerido por Marcia

Da Agência EFE

Venda de livros caiu 7,36% em 2012, diz Sindicato Nacional de Editores

Rio de Janeiro, 30 jul (EFE).- A venda de livros no Brasil caiu 7,36% em 2012, mas o faturamento cresceu 3,04% no mesmo ano, informou nesta terça-feira o Sindicato Nacional de Editores de Livros (SNEL).

O balanço feito pelo sindicato indica que em 2012 foram vendidos 434 milhões de livros e que o faturamento total foi de quase R$ 5 bilhões.

No balanço deste ano, o SNEL citou pela primeira vez o número de livros exportados, que chegou a 3 milhões de exemplares e faturou R$ 56,9 milhões. Leia mais »

A fortuna dos super-ricos brasileiros em paraísos fiscais

Sugerido por Henrique

Da BBC Brasil

Ricos brasileiros têm quarta maior fortuna do mundo em paraísos fiscais

Rodrigo Pinto

Os super-ricos brasileiros detêm o equivalente a um terço do Produto Interno Bruto, a soma de todas as riquezas produzidas do país em um ano, em contas em paraísos fiscais, livres de tributação. Trata-se da quarta maior quantia do mundo depositada nesta modalidade de conta bancária.

A informação foi revelada este domingo por um estudo inédito, que pela primeira vez chegou a valores depositados nas chamadas contas offshore, sobre as quais as autoridades tributárias dos países não têm como cobrar impostos. 

O documento The Price of Offshore Revisited, escrito por James Henry, ex-economista-chefe da consultoria McKinsey, e encomendado pela Tax Justice Network, mostra que os super-ricos brasileiros somaram até 2010 cerca de US$ 520 bilhões (ou mais de R$ 1 trilhão) em paraísos fiscais.

O estudo cruzou dados do Banco de Compensações Internacionais, do Fundo Monetário Internacional, do Banco Mundial e de governos nacionais para chegar a valores considerados pelo autor. Leia mais »

31 empresas são investigadas por suspeitas de pirâmide

Do iG

Pirâmides: líderes de redes suspeitas serão investigados por força-tarefa

Ao todo, 31 empresas estão sob investigação e podem ser bloqueadas, afirma promotor

Vitor Sorano 

Além dos donos das empresas que mascaram pirâmides financeiras, as pessoas responsáveis por angariar investidores para essas fraudes, e que lucram expressivamente com elas, também deverão ser punidas, diz o presidente da Associação do Ministério Público do Consumidor (MPCon), Murilo Moraes e Miranda.

"Nós estamos investigando todos, inclusive a possibilidade de haver ações civis e criminais contra esses principais líderes regionais", diz o promotor, em entrevista ao iG.

'Interface' entre as empresas

Hoje, em todo o País, 31 empresas são alvos de investigação por suspeita de serem pirâmides financeiras. No início do mês, eram 18 . 

As apurações têm mostrado que, embora possa não haver relação entre os donos delas, muitas vezes os responsáveis por arregimentar vítimas para esses negócios são os mesmos, segundo Miranda. Ou seja, os líderes é que seriam responsáveis por fazer a interface entre um esquema fraudulento e outro, permitindo assim a perenidade desse tipo de crime mesmo com o fim das empresas. Leia mais »

Globalização, liberalismo e a instabilidade mundial

Por Assis Ribeiro

Globalização e liberalismo

A instabilidade mundial é fruto da globalização e do liberalismo. Começa com as grandes invasões, que os livros de história preferiram chamar de grandes descobertas, e com a revolução industrial (mesmo com raízes anteriores). As promessas de um mundo melhor, mais justo, equilibrado e democrático não foram alcançadas pelo modelo e as populações começam a se rebelar.

No Brasil 

Desde que fomos invadidos pelos portugueses nossas riquezas são remetidas para o exterior, como brilhantemente expõe o escritor Eduardo Galeano no belíssimo livro "As Veias Abertas da América Latina".

Para suprir necessidade, cada vez maior, de se extrair com trabalho árduo as nossas riquezas naturais e frustradas as tentativas de submeter os nossos índios,importamos um enorme leva de escravos.

Assim, se solidifica a famosa "casa grande e senzala", criando uma pequena e poderosíssima elite e uma enorme população de escravos, uma estratificação sólida e que de certa forma se mantém até os dias atuais, dificultando avanços democráticos.  Leia mais »

O negociador comedor de fígado

Autor: 

Coluna Econômica

O avanço do capitalismo nas últimas décadas, os sistemas de bônus de desempenho e participação em resultados acabaram criando um personagem tipicamente corporativo, o sujeito - em geral sem visão de conjunto - que, nas negociações, toma por objetivo levar vantagem em tudo. É o chamado “comedor de fígado”. E, muitas vezes, acaba comprometendo negociações importantes por falta de visão de conjunto, sensibilidade humana, de não entender que, na outra ponta, há pessoas, não computadores.

***

Um dos grandes empresários brasileiros, Walther Moreira Salles, fez carreira como investidor visionário mas, principalmente, pela confiabilidade que passava aos sócios..

Contou-me certa vez que Nelson Rockefeller interessou-se em tornar-se sócio da Fazenda Bodoquena, que ele tinha em Mato Grosso. Acertaram o negócio, percentual e preço, e deixaram para sacramentar em Nova York.

Lá, um exército de advogados esmerou-se em encontrar pelo em ovo, chifre em cabeça de cavalo e dente em bico de galinha. Foram interrompidos por Rockefeller: "Já acertamos o negócio. O papel de vocês é facilitar, não o de dificultar".

***

Em parte essa gana do tecnocrata decorre do profundo sentido litigante implantado pela advocacia empresarial norte-americana. Em parte, pelo fim do capitalismo de família norte-americano, período que começa a se esgotar nos anos 1960, com o crescimento das sociedades anônimas e a diluição da herança das primeiras gerações capitalistas. Leia mais »

Tribunal do Acre volta a rejeitar recurso da TelexFree


30/07/2013 - 18h18

Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) voltou a rejeitar recurso que pretendia a retomada das atividades da empresa TelexFree. O caso foi analisado ontem (29) pela 2ª Câmara Cível, mas a decisão foi divulgada apenas hoje (30). O funcionamento da TelexFree foi suspenso em junho após suspeita de prática de pirâmide financeira, proibida pela legislação brasileira.

No recurso ao TJAC, a empresa alegava que a decisão tomada pela corte no dia 8 de julho precisava ser reformada por violar questões técnicas. O colegiado entendeu, no entanto, que não havia erros a serem corrigidos, e sim inconformismo com o resultado do julgamento.

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Dólar fecha em R$ 2,28, maior valor em mais de 4 anos

Da Agência Brasil

Dólar passa de R$ 2,28 e fecha no maior valor em mais de quatro anos

30/07/2013 - 18h13

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A expectativa em relação à reunião do Federal Reserve (Fed), Banco Central dos Estados Unidos, fez o dólar fechar no maior nível em mais de quatro anos. O dólar comercial encerrou esta terça-feira (30) vendido a R$ 2,2805, com alta de 0,45%. O valor é o mais alto desde 1º de abril de 2009, quando a moeda norte-americana fechou em R$ 2,2810.

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