"Enquanto o lucro é privatizado a crise é socializada"

Sugestão de Wilson Ferreira

Guia prático de destruição do capitalismo

Do blog: "Cinema Secreto: Cinegnose"

Por Wilson Roberto Vieira Ferreira

Vamos dar uma pequena contribuição à escalada de manifestações no Brasil no mundo com um pequeno “Guia Prático de Destruição do Capitalismo” mostrando que o verdadeiro inimigo não está nas vidraças de agências bancárias ou nas lanchonetes símbolos da globalização, sempre alvos de depredações. Está na financeirização e liquidez do capital, símbolos da força e, paradoxalmente, também da fraqueza de um sistema baseado apenas na credibilidade através da nossa participação a cada compra a prazo ou quando pagamos através da socialização dos prejuízos das explosões das bolhas financeiras. E a única forma de libertação existente é através daquilo que o filósofo francês Jean Baudrillard chamava de "aprofundamento irônico e proposital das condições negativas".

And when we kiss we speak as one
With a single breath this world is gone
(Everyone Everywhere, New Order) Leia mais »

Sobre a produção de petróleo e gás de xisto nos EUA

Por rdmaestri

Comentário do post "Algumas questões sobre a produção de petróleo e gás de xisto nos Estados Unidos"

Há pouco tempo postei um pequeno artigo que tentava alinhar o bombardeio da Síria como um dos motivos que leva os Estados Unidos tentar instabilizar a produção de petróleo para subir o preço do mesmo. Isto está ligadona viabilização da produção doméstica das grandes reservas de óleo e gás do xisto. Quando comecei a escrever este texto ainda tinha pequenas dúvidas, mas sistematizando dados que já conhecia e agrupando alguns mais novos, a minha convicção aumentou.

O interesse dos norte-americanos manterem o custo alto do petróleo está na viabilização das suas “novas” descobertas de fontes de hidrocarbonetos. Novas entre aspas se justifica à medida que estas formações já são conhecidas há quase 100 anos e já estavam sendo exploradas comercialmente há muito tempo. Em abril de 1951 na formação de Bakken, em North Dakota, se produzia óleo comercialmente, não as grandes empresas, mas pequenos operadores (em termos de petróleo). Sabia-se há muito tempo o tamanho das reservas, entretanto não se sabia o que era recuperável (extraído comercialmente), a grande discussão que havia e que persiste até hoje era o grau de recuperação das imensas camadas de folhelhos betuminosos. Leia mais »

Dados do IBGE sinalizam recuperação, diz vice-diretor da FGV

Da Agência Brasil

Para vice-diretor da FGV, dados do IBGE sinalizam recuperação da economia

30/08/2013 - 13h04

Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O vice-diretor de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV), Rogério Sobreira, acredita que a taxa de investimento do segundo trimestre do ano, divulgada hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com os dados do Produto Interno Bruto (PIB), indica sinais de recuperação da economia brasileira.

Segundo o IBGE, o PIB, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, cresceu 1,5% no segundo trimestre ante o período anterior. Além disso, a taxa de investimento em percentual do PIB subiu de 17,9% no segundo trimestre de 2012 para 18,6% no segundo trimestre deste ano.

Leia mais »

Superávit primário cai para R$ 2,287 bilhões em julho

Do Jornal GGN

Superávit primário cai para R$ 2,287 bilhões em julho

sex, 30/08/2013 - 13:53 - Atualizado em 30/08/2013 - 17:26

Jornal GGN - O superávit primário do setor público consolidado chegou a R$ 2,287 bilhões durante o mês de julho, menos da metade dos R$ 5,429 bilhões contabilizados em junho, e dos R$ 5,570 bilhões registrados em julho do ano passado. O resultado é o menor para o período dentro da série histórica desde 2010, segundo dados divulgados pelo Banco Central.

Ao longo do período, o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrou superávit de R$ 3,768 bilhões, ante R$ 1,424 bilhão em junho, enquanto os governos regionais e as empresas estatais apresentaram déficits de R$ 1,467 bilhão (revertendo o superávit de R$ 3,168 bilhões apurado no mês passado) e R$ 14 milhões (bem abaixo do superávit de R$ 836 milhões visto em junho), respectivamente.

Leia mais >>>> Leia mais »

PIB cresce 1,5% no segundo tri, segundo IBGE

Da Agência Brasil

Economia brasileira cresce 1,5% no segundo trimestre, aponta IBGE

30/08/2013 - 9h00

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A economia brasileira cresceu 1,5% no segundo trimestre deste ano, em relação ao trimestre anterior. O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, totalizou R$ 1,2 trilhão no período de abril a junho, segundo dados divulgados hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No primeiro trimestre, o PIB havia crescido 0,6% em relação ao trimestre anterior. Pelo lado da produção, o principal destaque foi a agropecuária, que teve alta de 3,9% no trimestre em relação ao trimestre anterior. Também registraram crescimento os setores da indústria (2%) e serviços (0,8%).

Leia mais »

A superação do neoliberalismo no Brasil

Por Diogo Costa

A SUPERAÇÃO DO NEOLIBERALISMO NO BRASIL - Os governos Lula e Dilma, do PT, destruíram o neoliberalismo galopante e triunfalista dos períodos tenebrosos do PSDB. 

Vivemos hoje em pleno emprego, com política nacional de valorização do salário mínimo (que impacta diretamente em 70% dos aposentados e pensionistas), com aumentos reais dos dissídios da classe trabalhadora (acima da inflação) desde 2005 e ressurgimento da indústria naval (que em 03 ou 05 anos gerará mais empregos que a indústria automobilística). 

Há também um amplo processo de distribuição de renda, de redução das desigualdades sociais, menor índice de GINI (que mede a desigualdade social) dos últimos 50 anos e maior poder de compra do salário mínimo dos últimos 35 anos.

Isto sem falar nas dezenas de universidades públicas construídas, centenas de campis universitários construídos, centenas de escolas técnicas, milhares de obras espalhadas nos quatro cantos do país, ampliação e fortalecimento do Mercosul (com a devida destruição da ALCA), etc.

Ou seja, o PT destruiu e varreu para bem longe o desgraçado neoliberalismo que havia anteriormente em Pindorama. Essa é a verdade factual dos acontecimentos do Brasil no pós 2003, com dados concretos e objetivos da realidade, não com desejos íntimos ou fantasias e achismos mil.  Leia mais »

O setor privado e as políticas de Estado no Japão e nos EUA

Por Waldyr Kopezky

Nassif e caros, vamos por partes:

A indústria japonesa de ponta já era realidade ANTES da II Guerra - a Mitsubishi fazendo os aviões Zeros, a siderurgia Kawasaki (produção de aço e construção naval pesada), tudo isso só foi redirecionado para o setor de bens de consumo (com a adição de uma transferência "amiga" de tecnologia eletrônica ocidental, à medida em que esta se desenvolvia). Os japoneses cresceram com suas corporações tanto que engoliram Philips, Philco, Bosch-Blaupunkt, Telefunken, GE (os norte-americanos só controlam hoje a área da General Dynamics, vendendo o setor de produção de eletro-eletrônicos dessa corporação) e etc.

Mas ninguém se engane - foi um crescimento planejado para que os japoneses pudessem fazer frente ao adormecido (e já temido) "gigante chinês". Na medida em que eles viram crescer a ameaça, também transferiram tecnologia ao setor privado da Coréia.

Pra resumir: setor privado e livre mercado (tanto quanto governos e administração pública) estão desde sempre intimamente conectados por políticas de Estado. Nos EUA sempre foi assim: o governo desenvolve tecnologia de ponta, cria e desenvolve projetos militares e depois delega sua aplicação na produção de bens de consumo a grupos empresariais alinhados com o regime (que é igual nos objetivos, não importa se no momento seja democrata ou republicano).

Leia mais »

Dia nacional de combate ao fumo

Por eduardo.laureano

    As opções não são muitas mas, de fácil escolha fumar para morrer ou viver muito sem fumar nada.

Política industrial e o modelo econômico japonês

Por ArthurTaguti

Comentário ao post "As discussões recorrentes sobre política industrial"

A questão é que empresas como Samsung e LG não surgiram do nada. Houve uma política de Estado feroz para erguer estes conglomerados, inspirada muito no modelo econômico japonês, e a inserção destas corporações no mercado internacional é fruto de décadas e mais décadas de política industrial direcionada.

É muito diferente do que vemos aqui, onde tudo é feito no arremedo, no improviso. O governo elegeu a redução da Selic e alterações no câmbio como base da política industrial. Aí, quando o objetivo é alcançado, tenta valorizar o real e aumentar a Selic de novo por causa da eleição/medo da inflação/dos rentistas. Que política industrial que dá para sair daí?

Claro que tais privilégios causam diversos problemas no plano interno, como a oligopolização da economia: na Coreia do Sul, Samsung e LG não atuavam apenas no setor de eletrônicos, mas nos mais diversos e variados setores da economia, com uma capilaridade imensa, o que nos últimos anos levou os governantes a desconcentrá-los. Leia mais »

A importância dos grandes eventos para o turismo

Por Evandro Trigueiro Tavares

Vi hoje na GloboNews que a Espanha depois das Copa do Mundo de 82 e das Olimpíadas de 92 tornou-se o segundo país da Europa mais visitado por turistas, só perde para a França. Ou seja, Copa e Olimpíadas são janelas de oportunidade que se abrem para quem souber aproveitar. A Espanha está hoje na pindaíba, é verdade, mas não devido à indústria do turismo. O Brasil é um país que tem tudo para se tornar uma potência turística, temos o Rio de Janeiro, o litoral nordestino, o Pantanal, a Amazônia etc., no entanto,nosso turismo é mequetrefe. Daí a importância econômica e social de eventos de tal magnitude. Além de que essas obras colocaram na pauta do dia a qualidade de vida nos centros urbanos, a mobilidade, transporte público, espaço para o pedestre, saneamento. Além disso, os milhares de empregos gerados pelas obras de infraestrutura, não contam, com seu poder de se progagação para os outros setores da economia.  

Não estou dizendo que o Ministério Público não deva investigar se houve desvio de dinheiro ou corrupção, mas uma coisa é ser contra este ou aquele governo, outra coisa é ser contra o país. Para o mundo quem está fazendo esses megaeventos é o Brasil.

Leia mais »

As discussões recorrentes sobre política industrial

Autor: 

Coluna Econômica

Não há discussão mais recorrente no país do que a falsa dicotomia entre câmbio e reformas estruturais para se alcançar a competitividade da produção nacional.

Os mercadistas são contra qualquer forma de defesa da produção interna via câmbio. Argumentam que, em vez da desvalorização cambial, a economia deveria buscar ganhos de produtividade, investindo em reformas, melhoria fiscal, infraesterutura etc.

Já os defensores de políticas industriais sustentam que o câmbio é elemento essencial para se obter a competitividade.

A lógica é simples.

Para ser competitiva, empresas necessitam de produtos com boa relação custo x benefício. Produtos de maior sofisticação custam mais caro; produtos mais simples, mais baratos. Ambos têm espaço no mercado.

***

Há casos em que empresas pequenas conseguem desenvolver tecnologias matadoras ocupando nichos de maior valor. Mas a maior parte das empresas (e países) têm uma linha de aprendizado padrão. Começam pequenos, conquistam mercado via preço. Depois, à medida em que vão crescendo, ampliam os investimentos em pesquisa e desenvolvimento, produzindo produtos cada vez melhores e mais caros.

Foi assim nos milagres japonês, coreano e chinês. Foi assim com empresas como a LG e a Samsung – até poucos anos atrás fabricantes de computadores pessoais de segunda linha.

*** Leia mais »

FMI alerta para desaceleração nos países emergentes

Sugerido por Assis Ribeiro

Da BBC Brasil

FMI reduz previsão de crescimento do Brasil e alerta para desaceleração

O FMI alertou nesta terça-feira para os "riscos elevados" de uma desaceleração nos países emergentes como fator de contenção do crescimento da economia global neste ano.

Estes riscos, agora mais fortes do que há apenas três meses, explicam uma diminuição das projeções de crescimento para este ano, junto com a recessão que continua se abatendo sobre a zona do euro e o efeito negativo do aperto fiscal sobre a economia americana, disse o órgão.

Em sua atualização do relatório Panorama Econômico Global, o Fundo prevê que a economia mundial crescerá 3,1% em 2013, uma revisão de 0,2 ponto percentual para baixo em relação às previsões do último relatório, em abril.

Algumas das revisões mais acentuadas estão entre os emergentes: prevê-se que o Brasil cresça 2,5% neste ano (meio ponto percentual a menos que na última previsão).

A previsão para o crescimento de praticamente todos os emergentes, incluindo China, Índia, Rússia, África do Sul e México, também foi revista para baixo. Leia mais »

Copom aumenta Selic para 9% ao ano

Do Jornal GGN

Copom eleva taxa de juros para 9% ao ano

Tatiane Correia

O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) manteve a sequência de ajustes dos juros, e aumentou a taxa Selic em 0,50 ponto percentual, para 9% ao ano. A decisão foi unânime e sem viés. Segundo comunicado divulgado pelo Banco Central, “o comitê avalia que essa decisão contribuirá para colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano”.

Com o aumento dos juros, a caderneta de poupança voltou a ter a remuneração antiga. Pelas regras divulgadas pelo Banco Central em 2012, caso a taxa básica de juros fique acima de 8,50% ao ano, fica mantido o rendimento de 0,5% ao mês (6,17% ao ano) mais Taxa Referencial (TR). Se a taxa ficar abaixo ou igual a 8,50%, o rendimento é de 70% da Selic mais a TR. 

A decisão de se ajustar os juros foi votada pelos seguintes membros do Comitê: Alexandre Antonio Tombini (Presidente), Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo, Luiz Awazu Pereira da Silva, Luiz Edson Feltrim e Sidnei Corrêa Marques. 

Para o economista-chefe do banco Santander, Maurício Molan, o fato de não ter tido novidade na decisão é uma boa notícia. “O fato de não ter ocorrido nada de diferente é positivo. Com os mercados voláteis, não era o caso de o Copom vir a fazer alguma mudança”. Molan destaca o pronunciamento realizado pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, no dia 19 de agosto, quando a cotação do dólar chegou a bater a marca de R$ 2,40, e o mercado começou a embutir uma probabilidade de mudança no ciclo de alta de juros, aumentando suas apostas de 0,50% para 0,75% de ajuste.

Continua aqui Leia mais »

Cade quebra tabu e aplica punição inédita à Infoglobo

Em decisão histórica nesta quarta-feira, o Cade (Conselho Administrativo de Direito Econômico) proibiu as práticas da Infoglobo Comunicações e Participações S/A junto ao mercado publicitário. É a primeira vez que um órgão de defesa da concorrência age contra práticas monopolistas da mídia.

A Infoglobo mantinha uma política de descontos do Globo, Extra e Expresso da Informação – controlados por ela – pela qual adaptava os descontos à verba disponível do anunciante, inclusive para comerciais na TV Globo, impondo a condição da exclusividade. Com isso, alijava do mercado os concorrentes, já que seus jornais dominam mais de 75% do mercado do Rio.

O caso teve início em 2005, com denúncia do JB e de O Dia. Apenas em 2012 o caso foi julgado pela Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça, que concluiu que a prática configurava infração à ordem econômica, recomendando a condenação da empresa. Leia mais »

Projeto prevê mudanças na lei contra pirâmides financeiras

Do iG

Proposta prevê prisão para organizadores de pirâmides financeiras

Projeto que será concluído nesta semana prevê mudança da lei para endurecer penas

Vitor Sorano

Promotores de Justiça e procuradores da República querem mudar a lei para pemitir a prisão de envolvidos com pirâmides financeiras. Nos últimos três meses, três empresas tiveram as atividades bloqueadas no País por suspeita de praticarem esse crime. Juntas, ela captaram dinheiro de cerca de 1,5 milhão de pessoas.

A ideia é elevar a pena mínima para dois anos de detenção. Como a atual é de seis meses, o réu pode escapar da prisão se optar pelo instrumento jurídico conhecido como suspensão condicional do processo. 

“A punição é praticamente nula [ nesse caso ]. Ele [ réu ] vai ter de ir diariamente até Vara Criminal [ onde o processo foi apresentado ] assinar uma folha de papel e comunicar o juiz se for se ausentar por mais de 30 dias da cidade”, diz José Agusto Peres, promotor de Justiça do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MP-RN) e um dos idealizadores do anteprojeto de lei. “Uma besteira para quem ganhou milhões [ com a fraude ].” Leia mais »