A necessidade de revisão do capitalismo após a crise

Sugerido por Assis Ribeiro

Do Valor

Necessidade de rever o capitalismo no pós-crise

Também PhD pelo M.I.T e professor da Universidade de Chicago, outro especialista em finanças, Luigi Zingales, é defensor da visão de que a crise financeira global sublinhou as necessidades de rever as bases sobre as quais o capitalismo estava estabelecido até então. Para ele, no entanto, a grande questão é a mesma na qual ele já se debruça há pelo menos uma década: o poder e influência excessivos que as grandes corporações, sejam elas do setor financeiro ou de outros da economia, passaram a ter. Com a crise e após seus desdobramentos, ele acredita que uma questão que ficou bastante patente é como essa influência se dá também na regulação.

"Eu gostaria de uma reforma radical dentro do capitalismo. A influência que as grandes empresas e os grandes bancos têm na regulação mostra uma concentração nos interesses da indústria e uma fragilidade dos governos, essa é uma grande fragilidade do capitalismo", diz Zingales. Este é um dos temas que ele aborda no seu último livro "Capitalism for People" e também já tinha discutido no livro anterior, "Salvando o Capitalismo dos Capitalistas", em parceria com Raghuram G. Rajan. Seus questionamentos partem da premissa de que as chamadas "incumbents", as grandes líderes dos seus setores, agem de forma a proteger seus próprios interesses e suas posições no mercado, algo que vai contra os princípios básicos da igualdade de oportunidades do capitalismo. Por conta disso, ele defende que a pesquisa financeira dê mais atenção às questões corporativas.

Ele acredita também que algumas inovações que surgem tendem a mudar a maneira como estão estruturadas as finanças e a maneira de poupar, por exemplo. "As pessoas estão experimentando o crowd funding, que, embora deva ser monitorado de perto para que não leve a alguns excessos, é algo interessante e que pode levar a mudanças na indústria financeira no futuro", diz Zingales. Leia mais »

Taxa de desocupação tem queda entre junho e julho

Sugerido por Roberto São Paulo - SP

Do IBGE

Em julho, desocupação foi de 5,6%

taxa de desocupação foi estimada em 5,6%, com queda estatisticamente significativa (0,4 ponto percentual) em relação ao resultado apurado em junho (6,0%). Em comparação a julho de 2012 (5,4%), a taxa se manteve estável. A população desocupada (1,4 milhão de pessoas) ficou estável em comparação com junho e também em relação a julho de 2012. A população ocupada (23,1 milhões) ficou estável em relação a junho. No confronto com julho de 2012, verificou-se aumento de 1,5%, o que representou elevação de 339 mil ocupados no intervalo de 12 meses. O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (11,6 milhões) não registrou variação na comparação com junho. Na comparação anual, houve alta de 3,5%. Orendimento médio real habitual dos ocupados (R$ 1.848,40) foi 0,9% menor do que o apurado em junho (R$ 1.864,39) e 1,5% acima do verificado em julho de 2012 (1.821,04). A massa de rendimento real habitual dos ocupados (R$ 43,1 bilhões) apresentou quadro de estabilidade frente a junho. Em comparação com julho de 2012, a massa cresceu 2,7%. A massa de rendimento real efetivo dos ocupados (R$ 42,7 bilhões), estimada em junho de 2013, variou -0,8% no mês e 2,1% no período de um ano. Leia mais »

Fundo dos Brics vai incluir linha de prevenção contra crise

Sugerido por Assis Ribeiro

Do Valor

Fundo dos Brics terá crédito contra crise

Por Assis Moreira | De Genebra

O fundo de reserva comum de US$ 100 bilhões do Brics - bloco dos países Brasil, China, Índia, Rússia e África do Sul - será mais abrangente e incluirá uma linha de prevenção contra crise (chamada, em inglês, de "Precautionary Liquid Line"), além do financiamento clássico pós-crise para sair de dificuldades, conforme o Valor apurou.

Os líderes dos Brics vão se encontrar dentro de duas semanas em São Petersburgo, na Rússia, paralelamente à cúpula do G-20, grupo que reúne as 19 maiores economias do planeta mais a União Europeia. Na ocasião, vão receber relatório sobre os avanços operacionais na criação do fundo que visa ajudar na salvaguarda da estabilidade financeira.

O sinal verde que os líderes dos cinco países deverão dar em São Petersburgo aos negociadores do fundo, incluindo a linha de precaução, tomará maior dimensão no rastro das desvalorizações recentes das moedas de emergentes. Leia mais »

A saída de Wall Street do negócio de commodities

Sugerido por Assis Ribeiro

Do The Wall Street Journal

Wall Street abandona em massa negócio de commodities

Por Christian Berthelsen e Tatyana Shumsky 

As entregas de alumínio aos armazéns gerenciados por grandes bancos e negociadoras de commodities despencaram nos últimos meses, destacando a saída de Wall Street do outrora lucrativo negócio de matérias-primas, que agora anda às voltas com mercados estagnados, regras novas e a vigilância dos reguladores.

A queda marca a reversão de uma prática que por muitos anos impulsionou os lucros de operadores de armazéns como Goldman Sachs Group Inc. e Glencore Xstrata PLC. As operações dos bancos com armazéns são agora alvo de investigações de várias autoridades dos Estados Unidos, inclusive um comitê do Senado.

A reversão é reveladora também sobre o esforço de Wall Street em extrair lucros de usinas de energia, oleodutos e armazéns de metais. Depois de gastar bilhões de dólares durante dez anos para se expandir em todas as áreas do negócio de commodities físicas, Goldman Sachs, J.P. Morgan Chase & Co. e Morgan Stanley estão agora tentando vender seus ativos no setor. Leia mais »

Indústria mineira se anima com desvalorização do real

Do Hoje em Dia

Desvalorização do real frente ao dólar anima a indústria mineira

Bruno Porto 

valorização do dólar frente ao real deu novo fôlego à indústria mineira. Setores combalidos pelo atual ciclo econômico, como o cafeeiro, siderúrgico, de máquinas e equipamentos e têxtil melhoram suas perspectivas para o ano. Além de assegurar maior rentabilidade e competitividade às exportações, o dólar mais caro deve arrefecer a entrada de produtos importados.

Embora especialistas não apontem a forte valorização da moeda americana como uma tendência de novo patamar, o primeiro impacto da cotação mais alta é amplamente favorável.

Com a economia mineira fortemente baseada em setores exportadores, as condições de competição no mercado melhoram, mesmo que a curto prazo. “Haverá trégua da competição com importados e as exportações darão maior faturamento às empresas”, diz Alexandre Brito, consultor do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Leia mais »

O otimismo do Financial Times com as economias emergentes

Do Estadão

Emergentes podem lidar com turbulência e futuro será ‘brilhante’, afirma ‘FT’

Fernando Nakagawa, correspondente

O jornal britânico Financial Times publicou editorial na edição desta quarta-feira em defesa dos mercados emergentes. Vítima mais recente do aumento da aversão ao risco causada pela perspectiva de mudança na política monetária nos Estados Unidos, economias em desenvolvimento “podem lidar com as turbulências”, diz o texto. “Se o mau tempo se aproxima, o horizonte de longo prazo para a maioria deles é brilhante”, diz o editorial.

Com o título “Mundo emergente pode lidar com as turbulências”, o principal editorial do FT defende que a mudança econômica de países em desenvolvimento é “muito profunda” para ser desfeita pelas turbulências vistas no mercado financeiro. O jornal reconhece que moedas como a rupia indiana e a rupia indonésia sofreram desvalorização nos últimos dias. Além disso, houve “vendas massivas” de ativos em mercados “da Tailândia à Turquia, África do Sul e Brasil”.

“As preocupações sobre uma crise financeira em grande escala são prematuras. Ainda que muitos países emergentes estejam experimentando bolhas de crédito causadas pelo enfrentamento da crise no mundo rico, a composição dos fluxos de capital é mais saudável que antes da crise financeira asiática”, diz o editorial. Segundo o FT, na média, mais da metade dos fluxos para emergentes é de recursos próprios, “em grande parte de investimentos diretos”. Leia mais »

Para entender as oscilações do câmbio

Autor: 

Coluna Econômica

A lógica da alta do dólar é a seguinte.

Com a crise financeira, o FED (Banco Central norte-americano) inaugurou uma era de ampla liquidez, injetando dólares a rodo na economia. Nos EUA, o excesso de dólares provocou uma queda nas taxas de juros de curto prazo. Com a economia norte-americana estagnada, os dólares ficaram empoçados nos bancos. E os investidores foram atrás de outras oportunidades de ganhos, vindo aportar em economias emergentes.

Esse movimento acabou realimentando os circuitos especulativos e promovendo a apreciação das moedas nacionais – especialmente do real.

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A falta de coragem de enfrentar essa apreciação, o medo de uma desvalorização do real pressionar mais a inflação, fez com que a política monetária fosse condescendente com o câmbio, mantendo a herança maldita de apreciação que vem desde o governo Fernando Henrique Cardoso.

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Houve dois efeitos maléficos, um consequência do outro.

O primeiro, foi o estrangulamento das contas externas, com a perda do dinamismo das exportações e o aumento violento das importações, especialmente de produtos chineses.

O segundo foi a perda de dinamismo da economia. Os grandes ganhos da ampliação do mercado interno acabaram sendo apropriados pelos importados.

O Banco Central elevou as cotações do dólar de suicidas R$ 1,70 para R$ 2,00, mas foi insuficiente. A indústria não conseguiu se aproveitar do aumento do consumo interno e o ciclo de crescimento foi quebrado.

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Nesse período, o nó das contas externas foi driblado por dois movimentos – que agora se esgotam. Um deles, a manutenção das cotações de commodities em níveis elevados, garantindo os dólares via exportação de produtos primários. O segundo, a manutenção das taxas de juros dos EUA em níveis historicamente baixos, garantindo o financiamento das contas externas brasileiras via conta de capitais.

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Emprego: julho registra pior resultado para o mês em 10 anos

Da Agência Brasil

Geração de empregos teve pior resultado para meses de julho desde 2003

21/08/2013 - 16h17

Carolina Sarres
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O saldo líquido da geração de empregos em julho passado foi o pior dos últimos dez anos, com a criação de 41,4 mil postos - resultado de 1.781.308 admissões e 1.739.845 demissões. Um desempenho pior só havia sido registrado em julho de 2003, com 37,2 mil. No mesmo mês do ano passado, o volume de empregos gerados foi 142,4 mil - mais de 100 mil a mais do que neste ano.

Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado hoje (21) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Com relação aos sete primeiros meses de 2013, o país teve o pior desempenho desde 2009, com a criação de 907,2 mil postos de trabalho com carteira assinada. No mesmo período de 2009, haviam sido criados 397,9 mil postos, enquanto, de janeiro a julho de 2012, o saldo foi 1,3 milhão.

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A Evolução de Paul Krugman

Autor: 

Sugerido por Antonio Ateu  Leia mais »

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IPCA-15 fica em 0,16% em agosto

Sugerido por Roberto São Paulo - SP

Do IBGE

Em agosto, IPCA-15 fica em 0,16%

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) teve variação de 0,16% em agosto e ficou acima do IPCA-15 de julho, cuja taxa foi 0,07%. Com isso, o acumulado no ano foi para 3,69%, acima da taxa de 3,32% relativa a igual período de 2012. Considerando os últimos 12 meses, o índice foi para 6,15%, situando-se abaixo dos 6,40% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2012, a taxa havia ficado em 0,39%.

O crescimento da taxa do IPCA 15 de agosto é explicada, em grande parte, pela menor queda dos gruposAlimentação e Bebidas (de -0,18% em julho para -0,09% em agosto) e Transporte (de -0,55% para -0,30%), aliada à alta de Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,20% para 0,45%) e Educação (de 0,11% para 0,68%). A seguir, encontram-se os resultados dos grupos de produtos e serviços pesquisados. Leia mais »

A aceleração da alta do lucro das estatais chinesas

Sugerido por Assis Ribeiro

Do Brasil Econômico

Avanço do lucro de empresas estatais da China acelera

O crescimento do lucro acelerou ante a alta de 7% nos seis primeiros meses do ano e de 6,5% entre janeiro e maio.

O crescimento anual no lucro das empresas estatais da China acelerou nos sete primeiros meses de 2013, mostraram dados oficiais nesta terça-feira (20/8), dando sinais de que a economia pode estar recuperando a força na segunda metade do ano.

Empresas estatais não financeiras tiveram lucro combinado de 1,3 trilhão de iuanes (US$ 212,32 bilhões) entre janeiro e julho, alta de 7,6% sobre um ano antes, disse o Ministério das Finanças em um comunicado em seu site, sem especificar o tipo de lucro.

O crescimento do lucro acelerou ante a alta de 7% nos seis primeiros meses do ano e de 6,5% entre janeiro e maio. Leia mais »

Empresas investem mais em aplicações do que na produção

Sugerido por Assis Ribeiro

Do Brasil Econômico

Empresas preferem aplicar a investir na produção

Fernanda Nunes

Empresas preferiram, no primeiro semestre, as aplicações financeiras, em detrimento da expansão da capacidade produtiva.

As cinco empresas de capital aberto com maior receita líquida - Petrobras, Ambev, Vale, Telefônica e Cemig- no primeiro semestre deste ano, deram prioridade aos investimentos em aplicações financeiras, em detrimento da expansão da capacidade produtiva.

A constatação, que contraria as expectativas do governo de alta do investimento do setor produtivo para impulsionar a recuperação da economia, faz parte de levantamento preparado pela agência de classificação de risco Austin Rating a pedido do Brasil Econômico. No estudo, foi considerado o conjunto dos balanços financeiros divulgados até o dia 15 deste mês.

Em média, o investimento dessas companhias no mercado financeiro, comparado ao período de janeiro a junho de 2012, cresceu 94,6%, enquanto o aporte nos ativos relacionados ao negócio fim de cada uma delas avançou em ritmo muito mais lento, 2,6%. Leia mais »

A participação da indústria no PIB chileno

Sugerido por Assis Ribeiro

Do Valor

Indústria perde importância no PIB chileno

Por José Carlos Prado  

Há alguns anos, o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair perguntou à primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, qual era o segredo do êxito econômico do país dela. Como parte de sua famosa resposta, disse o seguinte: "Senhor Blair, nós ainda produzimos coisas". 

Uma das mais importantes do mundo, a indústria alemã permitiu ao país superar sem maiores problemas a mais recente crise econômica vivida pelo planeta. E no Chile?

De acordo com estudo encomendado pela Associação das Indústrias Metalúrgicas e Metalmecânicas (Asimet) do Chile, ao qual o "Diario Financiero" teve acesso exclusivo, a situação no país é diametralmente diferente: houve, diz a pesquisa, uma queda acentuada na participação em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) e os altos custos das fontes de energia representam uma ameaça constante. 

A indústria, que nos anos 70 representava 17% do PIB, no fim de 2012 encolheu para pouco mais de 10%, o equivalente a cerca de US$ 27 bilhões.  Leia mais »

Em agosto, IPCA-15 fica em 0,16%

IBGE---Comunicação Social---21 de agosto de 2013

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) teve variação de 0,16% em agosto e ficou acima do IPCA-15 de julho, cuja taxa foi 0,07%. Com isso, o acumulado no ano foi para 3,69%, acima da taxa de 3,32% relativa a igual período de 2012. Considerando os últimos 12 meses, o índice foi para 6,15%, situando-se abaixo dos 6,40% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2012, a taxa havia ficado em 0,39%. Leia mais »