A mudança da política econômica, por Delfim Netto

Da Folha

Pró-mercado

Antonio Delfim Netto

É preciso estar muito desatento à realidade brasileira para não perceber a profunda mudança de comportamento do governo na política econômica, na tentativa de melhorar as suas relações com o Congresso Nacional e na abertura de um melhor diálogo com os possíveis investidores nos projetos de infraestrutura.

Na política fiscal há explícito repúdio a novas alquimias e um esforço no sentido de manter o deficit nominal abaixo de 2,5% do PIB e a relação dívida bruta/PIB abaixo de 60%. Ela ainda é desconfortavelmente "expansiva", contudo não sinaliza qualquer tragédia.

Na política monetária não há (e nunca houve) ameaça de perda de controle da taxa de inflação, que teima em permanecer em torno do limite superior da "meta". Recentemente, entretanto, o Banco Central vem tentando reduzi-la. Recusou a dominância fiscal que aceitou até há pouco e aumentou a taxa de juro real.

As contas externas que produziram um deficit em conta-corrente de quase US$ 250 bilhões entre 2009 e 2013 vão sendo corrigidas endogenamente e trabalham no sentido de aumentar ligeiramente a taxa de crescimento do PIB. Três movimentos na direção correta. Outra mudança tão importante quanto essas ocorreu também nas relações entre os negociadores do governo com o setor privado investidor na infraestrutura. Leia mais »

O cartel das cervejarias na Alemanha

Sugerido por Leonardo PP

Parece que os alemães se especializaram também em cartel de...cervejas!

Por cerca de duas décadas, as grandes cervejarias alemãs teriam fixado os preços das cervejas, segundo um relatório da mídia local. Agora eles podem encarar multas de milhões de euros.

Do Spiegel Online

Brouhaha: Major German Brewers Allegedly Fixed Prices

Germans like their beer, and they like it cheap. But according to a report in news weekly Focus this week, German breweries have been conspiring to fix prices in their favor for some 20 years.

Details of the investigation into the alleged beer cartel have been leaking for some time, but the latest information reveals just how broad the scope may have been. According to a Federal Cartel Office document seen by Focus, leading German brewery conglomerates have been illegally colluding on prices for nearly two decades.

During a Jan. 31, 2013 interrogation, head of the Veltins brewery, Volker Kuhl, told investigators that premium beer brands had agreed to raise prices via telephone or on the sidelines of industry meetings. They subsequently passed this information on to smaller producers. "Then it often came to a branch-wide beer price increase," he said. Leia mais »

Idec: tarifas dos maiores bancos sobem até 83% em 5 anos

Sugerido por Luiz Eduardo Brandão

Do Jornal do Brasil

Tarifas bancárias sobem até 83% em cinco anos, diz Idec

Variação ficou 50 pontos percentuais acima da inflação medida pelo IPCA para o período

Hoje às 15h05 - Atualizada hoje às 15h12

As tarifas cobradas pelos seis maiores bancos do país com "concessão de adiantamento" sofreram uma variação de 83% nos últimos cinco anos, 50 pontos percentuais acima da inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que acumulou alta de 32,34%. Os números foram divulgados nesta terça-feira (20/08) pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

Os seis bancos, que respondem por 70% das operações de crédito no país, são Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú e Santander. De acordo com Ione Amorim, economista do Idec responsável pelo estudo, os bancos promoveram reduções nas tarifas de serviços avulsos no último ano, mas essa redução foi compensada pelo acréscimo no valor das tarifas de serviços relacionados ao crédito, que não constam em pacotes de serviços ofertados pelos bancos.

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Dólar fecha com queda pela primeira vez em 11 dias

Da Agência Brasil

Depois de intervenções do BC, dólar fecha com queda pela primeira vez em 11 dias

20/08/2013 - 17h50

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Depois da intervenção do Banco Central (BC), que promoveu três leilões de venda de dólares no mercado futuro, a moeda norte-americana fechou abaixo de R$ 2,40, em queda pela primeira vez em 11 dias. O dólar comercial fechou esta terça-feira (20) vendido a R$ 2,3941, com queda de 0,90%.

A última vez que o câmbio tinha fechado com queda tinha sido no último dia 9. Naquele dia, o dólar comercial fechou a sessão cotado a R$ 2,2740. Com o resultado de hoje, a alta acumulada do dólar caiu para 4,89% em agosto e para 16,90% em 2013.

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Brasil entra em grupo de países com moedas mais vulneráveis

Do O Globo

Brasil entra no grupo dos cinco frágeis quando assunto é câmbio

Morgan Stanley cita também Turquia, Índia, Indonésia e África do Sul

RIO - De membro do famoso Brics (acrônimo criado para Brasil, Rússia, Índia e China), seleta relação dos países com grande potencial de crescimento feita pelo banco Goldman Sachs, o Brasil foi incluído pelo banco de investimento Morgan Stanley em um novo grupo de emergentes que tem uma história menos empolgante para contar: o dos Cinco Frágeis. São países que têm em comum as moedas mais vulneráveis às mudanças na dinâmica da economia mundial, marcada agora pela expectativa de redução do programa de recompra de títulos públicos americanos, os chamados treasuries. O novo grupo é integrado também por Turquia, Indonésia, Índia e África do Sul.

Em relatório aos clientes, o Morgan Stanley avaliou que os cinco países têm dois principais fatores em comum: um elevado déficit em conta corrente o saldo das transações entre um país e o resto do mundo e um nível relativamente alto de inflação ao consumidor. Leia mais »

Pagamentos do 'bolsa pescador' podem atingir quase R$ 2 bi

Do Valor

Desembolsos do 'bolsa pescador' vão alcançar R$ 1,9 bilhão neste ano

Por Tarso Veloso 

Uma legislação "frouxa" implementada em 2003 deflagrou uma escalada de gastos que, em pouco tempo, deverá se tornar insustentável para o governo. Os pagamentos do seguro-defeso, a chamada "bolsa pescador", devem alcançar R$ 1,9 bilhão em 2013. Para efeito de comparação, em 2002 foram pagos R$ 60 milhões a título de seguro-desemprego aos pequenos pescadores. Os recursos são repassados via Fundo de Amparo ao Trabalhadores (FAT).

O fundo registrou desembolsos de R$ 10 bilhões de janeiro a abril de 2013 para pagamento de seguro-desemprego em geral em todo o Brasil. No período, os valores pagos para a seguro defeso atingiram R$ 1,2 bilhão. O valor que tende a ser desembolsado este ano equivale a 10% dos R$ 19 bilhões em crédito contratado durante toda a temporada 2012/13 no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

Mesmo com pagamentos irregulares constatados pela Controladoria-Geral da União (CGU) e de uma investigação em andamento pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o número de beneficiários não para de subir. Em 2002, eram 91,7 mil favorecidos, número que deverá passar de 700 mil em 2013. Leia mais »

A desconfiança recíproca entre o setor privado e o governo

Do Valor

A esperança de 2013

Antonio Delfim Netto

Os números das estimativas mensais do Banco Central sobre as variações do PIB, o chamado IBC-Br, e a reação dos analistas econômicos a eles mostram a preocupante desconfiança recíproca entre o setor privado e o governo. Ela está consumindo a energia que deveria estar sendo dirigida para a aceleração dos investimentos.

Os números acumulados do trimestre abril-junho cresceram 0,9% com relação ao trimestre janeiro-março, ligeiramente menor do que entre o último trimestre de 2012 e o primeiro de 2013. Quando comparamos o índice do segundo trimestre de 2013 com o de 2012, temos uma estimativa de crescimento anual do PIB avaliado pelo IBC-Br da ordem de 3,5%, o que mostra avanço sobre o crescimento de 2,2% do PIB efetivamente calculado pelo IBGE entre o primeiro trimestre de 2013 sobre o seu homólogo de 2012. Leia mais »

As contradições da política econômica na América Latina

Sugerido por Assis Ribeiro

Do Brasil de Fato

A contraditória etapa de um continente

Com o olhar sobre uma América Latina em permanente disputa econômica, política e cultural entre grandes grupos internacionais capitalistas, burguesias regionais e governos de esquerda, o economista argentino Claudio Katz afirma que o neodesenvolvimentismo adotado por alguns países não rompeu com o neoliberalismo.

O professor da Universidade de Buenos Aires acredita que o Brasil deixou de lado somente algumas medidas neoliberais mais rígidas. “Lula e Dilma fomentaram apenas políticas que se afastaram do neoliberalismo ortodoxo”, comenta.

Em entrevista ao Brasil de Fato, Katz analisou as políticas econômicas e a participação de Brasil e Argentina em busca de uma verdadeira integração do continente. Leia mais »

Estresse do mercado é causa da alta do dólar, diz Mantega

Da Agência Brasil

Mantega atribui alta do dólar a estresse do mercado de câmbio

Daniel Mello

São Paulo – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, atribuiu hoje (19) a alta do dólar ao estresse do mercado. “Nós tivemos uma situação de estresse no mercado de câmbio, originada, principalmente nos Estados Unidos. Aumentou um pouco a especulação e a migração de títulos de longo [prazo] para títulos de curto”, disse, antes de participar de premiação a empresários promovida pelo jornal Valor Econômico.

Hoje o dólar fechou em R$ 2,4159, com alta de 0,83%, e atingiu a maior cotação desde 3 de março de 2009, quando a moeda foi vendida a R$ 2,441. Desde o fim de maio, o mercado financeiro global enfrenta turbulências devido à perspectiva de que o Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos, reduza os estímulos monetários para a maior economia do planeta. O Fed poderá aumentar os juros e diminuir as injeções de dólares na economia global caso o emprego e a produção nos Estados Unidos mantenham o ritmo de crescimento e afastem os sinais da crise econômica iniciada há cinco anos. Leia mais »

As estatísticas e as expectativas empresariais

Autor: 

Coluna Econômica

As estatísticas econômicas podem ser muito ilusórias.

Uma delas é a que mede a produtividade da indústria. Em geral, esse indicador é associado à melhoria do processo produtivo, à modernização tecnológica ou à aquisição de novos equipamentos. Mas, muitas vezes, pode espelhar apenas o aumento da produção.

Suponha uma empresa que fabrique mil produtos mensais e que tenha 50 funcionários. A produtividade será de 20 produtos por funcionário.

Aí as vendas caem para, digamos, 900. Mantendo os mesmos 50 funcionários, a produtividade cairá para 18 produtos por funcionário.

Aumentando para 1.100 produtos, os funcionários serão os mesmos, o maquinário idêntico, os processos permanecerão iguais. Mas a produtividade aumentará para 22 produtos por funcionário.

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Por esta lógica, nos últimos meses houve uma melhoria da produtividade da indústria, embora nada tenha mudado da porteira para dentro.

No primeiro semestre de 2013, por exemplo, houve aumento de 1,9% da produção industrial. Com isso, a produtividade cresceu 2,8%, contra queda de 0,7% do ano passado.

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Dólar fecha acima de R$ 2,40

Da Agência Brasil

Dólar fecha acima de R$ 2,40, na maior cotação desde 2009

19/08/2013 - 17h24

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Apesar das intervenções do Banco Central (BC), a moeda norte-americana ultrapassou a barreira de R$ 2,40 e voltou a fechar no maior nível em mais de quatro anos. O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (19) vendido a R$ 2,4159, com alta de 0,83%. A cotação é a maior desde 3 de março de 2009, quando a moeda foi vendida a R$ 2,441.

Na máxima do dia, a cotação chegou a atingir R$ 2,4241, por volta das 15h10. O câmbio então perdeu um pouco de ritmo nas horas seguintes, mas permaneceu acima de R$ 2,40. No ano, o câmbio subiu 17,96%. Apenas em agosto, o dólar registrou aumento de 5,85%.

Pela manhã, o Banco Central vendeu US$ 1,987 bilhão no mercado futuro para conter a alta da moeda norte-americana. Mesmo assim, a ação da autoridade monetária não surtiu efeito. A cotação chegou a cair para R$ 2,3906 por volta das 10h40, mas voltou a subir depois das 11h.

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Dilma: para crescer, país precisa investir em logística

Sugerido por IV Avatar da Meia Noite

Da Agência Brasil

Dilma diz que governo aposta em logística para o país crescer

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (12) que seu governo aposta em uma nova logística para que o país cresça. Durante inauguração de primeiro trecho do Sistema Logístico de Etanol Ribeirão Preto-Paulínia, em Ribeirão Preto, Dilma afirmou que o país não tem uma infraestrutura logística compatível com sua dimensão e necessita de investimentos no setor para garantir a competitividade.

“Esse trecho que estamos inaugurando hoje faz parte de um grande esforço do país para modernizar sua estrutura logística e assegurar que ela seja, de fato, um elemento de desenvolvimento do país. Nós precisamos disso não só para escoar os produtos, não só porque é a forma mais competitiva, mas porque esse é o elemento fundamental para o país crescer”, disse a presidenta.

O duto escoará o derivado da cana-de-açúcar, tem 206 quilômetros de extensão, do Terminal Terrestre de Ribeirão Preto à Refinaria de Paulínia, e será operado pela Transpetro, subsidiária da Petrobras. É a primeira parte de uma rede de dutos que ligará várias regiões produtoras a refinarias e mercados consumidores. Leia mais »

Presidente do BB reafirma papel de governo da instituição

Do Estadão

‘O Banco do Brasil tem papel de governo’, diz Bendine

Dirigente afirma que resgatou função pública da instituição, mas avisa que não há mais espaço para cortar juros

David Friedlander e Ricardo Grinbaum

SÃO PAULO - O presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, não dá bola para os críticos e afirma sem rodeios: o banco é, sim, um braço do governo na aplicação da política econômica. "Eu resgatei um pouco esse papel do Banco do Brasil enquanto agente de desenvolvimento econômico e social. Quer dizer: ele tem um papel de governo, de fato."

Bendine sabe que muitos enxergam o risco de que o banco seja administrado de acordo com as conveniências do governo. Nos anos 90, o uso político quase quebrou o BB. Ele mesmo assumiu a instituição em 2009, na fase mais aguda da crise financeira global, com a missão de executar duas tarefas da agenda do ex-presidente Lula: ampliar a oferta de crédito para estimular a economia e liderar uma competição mais aguerrida com os bancos privados, para forçá-los a reduzir os juros. Seu antecessor, Antonio Francisco de Lima Neto, não seguiu a cartilha do Planalto e foi ejetado do cargo. Leia mais »

Os obstáculos à regulação eficiente da economia

Autor: 

Coluna Econômica

Professor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, com especialização na Universidade de Munique, Thiago Marrara identificou vários problemas conceituais no modelo de agências e de concessões públicas no país, conforme explanou no Seminário "Financiamento da Infraestrutura", do projeto Brasilianas.

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O primeiro problema é o do insulamento setorial de agência, com uma multiplicidade de agências setorizadas espalhadas pela União e pelos estados e não dialogando entre si.

Segundo ele, há pouca preocupação do legislador brasileiro em criar mecanismo de interação. Por exemplo, no Estatuto da Cidade não existe nenhum dispositivo que obrigue um município a tratar com outro questões como saneamento, segurança etc.

Sem o empurrão das leis, avança-se muito pouco em normas de cooperação.

Na Alemanha, explica ele, a própria Lei do Planejamento Administrativo prevê normas muito claras de cooperação, inclusive internacional.

Recentemente arquivado, o projeto de nova lei das agências previa regras de cooperação transetorial. A nova Lei do Cade menciona explicitamente a cooperação entre agências para tratar de problemas concorrenciais.

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O segundo problema é o do isolamento regulatório.

Existem inúmeros pólos reguladores. O próprio município é um polo regulador.

Se não se pensar do ponto de vista federativo, na hora da execução os projetos serão barrados por inúmeras ações imprevistas, seja por reação de moradores, por questões levantadas pelos tribunais de conta.

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Reservas Cambiais

Considerando as cotações de Fechamento Ptax do dólar, as Reservas Cambiais em 31 de agosto de 2011 representavam cerca de R$ 560 bilhões, e em 15 de agosto de 2013 representavam cerca de R$ 880 bilhões, um diferença de quase R$ 300 bilhões, que está contribuindo para queda dívida pública líquida em relação ao PIB.

Além de melhorar as condições de de competitividade das empresas instaladas no Brasil, a correção cambial contribui para a redução da dívida pública em relação ao PIB.

Anexo 1 ... Reservas Internacionais ... Conceito de Liquidez Internacional
Banco Central do Brasil
Posição em 15 de agosto de 2013: US$ 373.599 milhões. .

Posição em 31 de agosto de 2011: US$ 353.397 milhões. Leia mais »