E a Argentina, heim?

Se a Argentina crescer 8% este ano, terá tido o mesmo desempenho do Brasil desde 1998, mesmo tendo sofrido uma queda de 20% no PIB quando desmoronou o modelo monetário de Domingo Cavallo.

Há quem tenda a imputar ao período pós-Cavallo e à moratória (inevitável) a queda do PIB. É a falácia da relação causa-efeito. Monta-se uma bomba relógio para explodir mais adiante. Depois, não se cuida de contar corretamente quem armou e quando armou a bomba.

Seria conveniente que os cabeças-de-planilha começassem a encontrar explicações sobre por quê a Argentina desobedeceu o manual, e deu certo.

Biocombustível: econômico ou social?

O Conselho Nacional de Política Energética anunciou no último dia 18 o início da produção do H-Biodiesel nas refinarias da Petrobrás - Refap (RS), Regap (MG), Repar (PR). Trata-se de um combustível que mistura o diesel convencional ao óleo vegetal, produzido a partir de sementes oleaginosas. Os testes de laboratório foram feitos com soja, mamona e dendê ou palma e em todos os casos os resultados foram satisfatórios. Leia mais »

Firme que nem geléia

Quando os mercados mundiais passaram a exibir sua exuberância quase irracional, os títulos brasileiros foram os que mais se valorizaram, e o risco Brasil foi dos que mais caiu.

Houve comemoração.

Agora, quando a crise se alastra, os títulos brasileiros são os que mais caem e o risco Brasil só não desabou ontem por conta da recompra de títulos da dívida externa pelo Tesouro. Leia mais »

Juros e saúva

Meu colega e amigo Celso Ming vem batendo em duas teclas em sua coluna no "Estadão". A primeira, que seria absurdo fixar metas de crescimento do PIB. A segunda é que a insistência na redução dos juros lembraria o famoso bordão dos anos 30, "ou o Brasil acaba com a saúva, ou a saúva acaba com o Brasil". E sugere acabar com a idéia fixa nos juros. Dois pontos para o Celsão considerar em suas análises. O primeiro, o fato de, na prática, o BC trabalhar com tetos de metas de crescimento. Essa loucura do PIB potencial é o quê? O BC monitorando indicadores de crescimento e puxando os juros cada vez que a economia ameaça decolar, mesmo que não haja impacto no índice de preços. Ou seja, uma das famílias de indicadores na qual o BC se baseia para não baixar os juros são os níveis de atividade e de capacidade ociosa da indústria, por conta dessa superstição do "PIB potencial" (que diz, com base em alquimia, que o Brasil não pode crescer mais do que 3,5% ao ano). A outra é a analogia entre saúvas e juros. Existem três preços fundamentais na economia: juros, câmbio e salários. Além de ser um dos três, a taxa de juros influencia o segundo, que é o câmbio. Leia mais »