Para Que Serve a Ética?

A palavra “ética” é fácil de ser dita, mas difícil de ser praticada e compreendida. Sempre a exigimos quanto às atitudes de alguém, e cheios de empáfia reclamamos a sua falta em vários contextos da vida em sociedade, como por exemplo, na política, na religião ou nos relacionamentos interpessoais. O primeiro grande problema da ética é que ela tende a ser sempre terceirizada, ou seja, o problema da falta de ética é sempre problema do outro. Eu? Não! Eu sempre faço a minha parte... É muito comum as pessoas se excluírem quando se trata de uma reflexão ética. Leia mais »

O modelo de crescimento americano e o momento brasileiro

Da Folha

Poder dos EUA foi construído com crises e Estado, dizem acadêmicos

ELEONORA DE LUCENA

DE SÃO PAULO

As enormes desigualdades e inseguranças promovidas pelo capitalismo provocam protestos e revoltas que são terreno fértil para que ideias de alternativas ao modelo sejam replantadas. Há muitos sinais de exaustão da crença nos mercados e uma crescente impaciência com as instituições políticas que promovem a globalização.

A afirmação está na conclusão de "The Making of Global Capitalism, the Political Economy of American Empire" (A Construção do Capitalismo Global, a Política Econômica do Império Americano, editora Verso), dos canadenses Leo Panitch e Sam Gindin.

Não, esse não é um livro sobre os atuais protestos no Brasil ou em outros lugares. Trata da história e da economia norte-americana desde o final do século 19 até os dias de hoje. Mostra os passos para a construção do poder dos EUA, enfatizando o papel do Estado no processo.

Panitch é cientista político, e Gindin, economista. Ambos são professores da Universidade de York, em Toronto (Canadá) e estruturaram o livro seguindo linhas marxistas.

Até chegar à conclusão acima, descrevem momentos de exuberância, crises, resgates. Ressaltam a importância do Tesouro e do Banco Central (Fed) na definição de políticas que consolidaram a força norte-americana no mundo.

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A Carta do Colégio de Procuradores sobre a PEC 37

Carta de Brasília - Por que somos contra a PEC/37:

O Colégio de Procuradores da República, órgão do Ministério Público Federal, autoconvocado, reuniu-se em 18 de junho de 2013, no exercício de seu dever constitucional de zelar pelo estado democrático de direito e pelo respeito aos direitos constitucionais, para garantir a manutenção da capacidade de investigação para fins penais do Ministério Público e outras instituições atualmente investidas de poder de polícia, e impedir retrocesso em favor da impunidade e contra a segurança cidadã. Para isso, é necessário dizer não à PEC 37.

A PEC 37 pretende estabelecer o monopólio da investigação pela Polícia. O Estado abriga vários órgãos com poder de polícia, como a maioria dos países do mundo. A limitação a um só canal reduz em muito a capacidade de investigação dos órgãos do Estado.

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Futuro, um direito que não pode ser contido ou delimitado

Por Marco Antonio L.

Da Carta Maior

Tudo o que afeta e infelicita a parte afeta e infelicita o todo

Resta apenas proteger um tipo de direito, tão importante quanto qualquer outro direito. É o direito ao futuro. Alguns poucos países – felizmente – ainda não se deram conta que esse é um bem maior a ser protegido.

Washington Araújo

Direitos humanos tem sido bandeira contumaz e discurso inflamado para gerações de seres humanos desde o fim da 2ª. Guerra Mundial, gerações que tiveram familiares assombrados com os horrores dos campos de concentração nazista e com as nuvens de cogumelo que exterminaram milhares de vidas nas cidades japonesas de Hiroshima e de Nagazaki, vítimas que foram das primeiras bombas nucleares de nossa História. Porque os horrores, até então inimagináveis, testemunhados na primeira metade do século passado foram acima de tudo investidas letais contra todo traço de dignidade humana e ocasião fugaz, mas no entanto tenebrosa, do reinado da maldade e da crueldade humanas.

Poucas vezes nos vimos às voltas com tantos meios de extermínio em massa de populações inteiras, fossem armênios, fossem judeus, contingentes humanos vitimados por terem a pele negra, amarela, e branca também. 

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Barco-hospital Abaré: interiorização da Medicina na Amazonia

Abaré: uma oportunidade de política pública para a interiorização da medicina. Por que perdê-la?

(Para entender mais sobre o caso: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-novela-do-navio-hospital-abare)

O debate sobre o Abaré I, que se tornou referência nacional de saúde nas regiões de rios da Amazônia, deve ser entendido não como um problema, mas como uma forma de mobilizar oportunidades  para a interiorização da medicina na nossa região, como uma política pública integradora de atendimento e de ensino na área de saúde. A discussão já vai longe e me manifesto trazendo a tona alguns elementos que considero importantes, como médico que vivenciou essa experiência por 4 anos, e atualmente como coordenador adjunto do curso de medicina UEPA – Universidade Estadual do Pará. Leia mais »

NAVIO-HOSPITAL ABARE: UMA NOVELA AINDA SEM FIM NA AMAZÔNIA

Descontinuidades na sucessão municipal põe na UTI iniciativa premiada que inspirou politica nacional para saúde dos ribeirinhos na Amazonia

O Projeto Saúde e Alegria (PSA), ONG sediada em Santarém (PA), sempre procurou somar esforços as políticas públicas para assegurar o direito à saúde e reduzir os níveis de exclusão das populações ribeirinhas de áreas remotas da Amazônia.

Na busca pela construção de um modelo de atenção básica resoluto e adaptado, um passo foi dado, em 2006, com a implantação do navio-hospital Abaré, que viabilizou o acesso regular a serviços assistenciais para 15 mil ribeirinhos de mais de 70 comunidades das duas margens do Tapajós, nas zonas rurais dos municípios de Santarém, Belterra e Aveiro. Leia mais »

Atentados de Boston: A Conexão Chechena

Aí Nassif, com a surpreendente mudez da mídia alternativa sobre o assunto está se perdendo a chance discutir assuntos de interesse do público, preste atenção a essa matéria


Nota do Editor: Aqui se mostra sem sombra de dúvidas que os EUA estão, e sempre estiveram, por trás do surgimento do terrorismo islâmico mundo afora, tudo por petróleo. O que torna ainda mais suspeito o atentado de Boston e a 'rápida' eliminação dos 'suspeitos'.

Um Passarinho Infernal Me COntou

Autor: 

Que o Diabo já está pronto

As acomodações também. Caldeiras aquecidas, tridentes afiados, e areia sendo espalhada sobre visgo de jaca, nos enormes pênis que farão entra e sai com o ilustre Barão, por toda eternidade. O único problema é que parece haver problemas de check in, do lado de cá.
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Imagens: 
Um Passarinho Infernal Me COntou

O comércio Sul-Sul será maior do que o fluxo Norte-Norte

Por Flics

Do La Economia Online

Sul-Sul: Uma inserção inteligente nos mercados emergentes

(MarcosLeonetti – La Economia On Line)

A atual administração tomou muito em sério a importância estratégica de levar o país para uma nova inserção na arena internacional.

Muito se tem insistido em ficar com os países desenvolvidos, os países ricos, que podem comprar, porque eles têm com que, mas a verdade é que eles fazem o seu jogo. Pedem abertura, abertura para colocar nos emergentes os seus excedentes que já não podem mais fazê-lo em seus próprios mercados. Só a Europa anualmente destina 100 trilhões de euros para proteger seus mercados agropecuários, de modo que os que temos vantagens estáticas (emergentes) não possamos exportar para eles.

Os dados são claros: no próximo ano, o comércio Sul-Sul será maior do que o fluxo Norte-Norte, de acordo com estimativas da CEPAL.

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Brasão da Polícia Militar na mira da Comissão da Verdade

Por Murdok

Da Folha

Comissão da Verdade de SP quer rever brasão da Polícia Militar

DE SÃO PAULO

A Comissão da Verdade da Assembleia Legislativa de São Paulo vai propor a revisão do brasão de armas da Polícia Militar paulista. Desde 1981, o símbolo presta homenagem ao golpe de Estado de 1964, que implantou a ditadura militar no país.

O brasão contém 18 estrelas que, segundo o site da PM, representam "marcos históricos da corporação". De acordo com a página, a 18ª estrela é uma referência à "Revolução de Março". O termo "revolução" é usado por militares que negam que houve uma ditadura no país de 1964 a 1985.

Em janeiro de 2012, a Folha noticiou que os sites da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e da PM tratavam o golpe como "Revolução de Março". A pasta retirou a expressão no mesmo dia; a PM a manteve.

"A Comissão da Verdade pretende sugerir a revisão e análise do significado dessas estrelas", disse o deputado Adriano Diogo (PT), presidente do colegiado paulista.
Segundo ele, os caminhos formais para sugerir uma revisão no símbolo ainda serão discutidos com os integrantes da comissão.

Criado em 1958 pelo então governador Jânio Quadros, o brasão de armas da PM foi alterado em 1981, na gestão de Paulo Maluf, que acrescentou a 17ª e a 18ª estrelas.

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Os temas que não foram adiante, no Blog

Por alexis

Nassif,

A turminha da "Diretoria" do blog se resiste a responder fatos, mas apenas apela e responde com ironias. Vou postar aqui um resumo de assuntos que nestes dias recentes não tem sido respondidos. 

O CAVALO DE TRÓIA NA SOCIEDADE DE HOJE 

Grandes discussões têm sido levantadas neste blog em relação ao Feminismo e ao universo GLS (acho que agora tem mais letras naquela sigla – existem várias novas categorias).

Existe vasta literatura que demonstra que, a rigor, por necessidade de supervivência do modelo de crescimento atual, estamos sendo conduzidos para um consumismo exacerbado que, suportado por bandeiras aparentemente nobres em relação a essas minorias, em verdade perseguem unicamente a elevação do consumo por parte das pessoas, com base em três estratégias principais: 1) O Feminismo (movimento que postula uma aparente “libertação” das mulheres) e que estimula o consumo nesta parcela da população; 2) O fomento para o crescimento do público GLS, mediante Leis e defesa geral da classe, reconhecidamente o grupo mais consumidor do planeta; e 3) Desagregação da família, grupos, comunidades e nações, visando a “atomização” do mercado (uma casa, um carro, um celular, e muita fome de consumo para cada cidadão do mundo).

Com base nessa aceleração do consumo trocamos de celular a cada hora, de penteado e até de cônjuges.

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A crítica ao outro, como forma de escamotear nossas falhas

Por Assis Ribeiro

Do Zwela Angola

O Perigo em Procurar Defeitos nas Pessoas

Por MARCO FRAZÄO 

No mundo em que vivemos a competição é uma constante, a grande maioria das pessoas vivem em uma eterna competição, seja no trabalho, seja na escola e principalmente no lar.

Quanto mais próximos somos de alguém, maior a nossa percepção sobre o modo de ser desta pessoa e sem nos darmos conta, estamos criticando ás suas imperfeições.

Um simples comentário pode se transformar em uma fornalha de criticas e acusações.

A procura de defeitos nos outros distorce nossa percepção de várias maneiras. Em primeiro lugar, temos a impressão errada de que somos superiores às outras pessoas. Quando nos preocupamos com as imperfeições alheia, deixamos de dar atenção a nossos próprios defeitos. Desenvolvemos uma espécie de hipermetropia social, focalizando nossa visão e modo de vida nas falhas alheias.
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De onde vem a necessidade da dualidade?

Autor: 

Por Marco Lima

Cá entre nós: a dualidade não é erro ou punição; é necessidade! 

Já viram o famosíssimo e belíssimo símbolo do Yin (primeiro ponto, tese) e do Yang (segundo ponto, antítese)? Ele significa: equilíbrio (terceiro ponto, síntese)! Como diria Aristóteles: "o bem está no caminho do meio"! De fato, tudo o que é demais faz mal, e tudo o que é de menos faz mal. É no equilíbrio, da dualidade, que está o bem. Assim se preserva o ser. 

De onde vem a necessidade da dualidade? Imagine quem sempre viveu somente na luz, sem nunca ter presenciado o escuro, ele saberia dizer o que é a luz, ou seja, teria consciência, conhecimento (terceiro ponto) acerca da luz? Ora para se compreender ou se perceber o que é de fato a luz é necessário poder compará-la com a ausência de luz, para então se entender realmente o que é a luz, e se dar o devido valor à luz. Imagine quem nunca ficou doente, ele saberia entender o que é saúde, e o valor que tem a saúde? Ou seja, a percepção, o conhecimento, a tomada de consciência, depende da comparação que é permitida pela dualidade.  

Daí também vem a necessidade de se conhecer o bem e o mal (conhecida como "a queda"). Daí vem a necessidade de se "comer o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal". Pois é assim que se dá o processo de tomada de consciência da alma que brota e que se individualiza, à imagem e semelhança...  

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Em Salvador, um grande projeto... sem negros

Por Marco Antonio L.

Do Observatório da Imprensa

Salvador sem negros, por Mauro Malin

O discurso é bem-intencionado, mas a realização, um ato falho: no caderno "Muito" de 25 de novembro, distribuído com o jornal A Tarde, de Salvador, em 4 de dezembro, como se fosse um brinde (foi atraso), a reportagem de capa, “A cidade dos homens”, apresenta o que jovens arquitetos projetam para “transformar Salvador em uma cidade mais confortável para seus habitantes”.

Salvador vive um dos momentos talvez mais críticos de sua história, com monumentais congestionamentos de trânsito. Prédios altíssimos brotam por todos os cantos, enquanto favelados resistem como podem ao seu lote habitual de infortúnios. A cidade não tem metrô e a política federal de incentivar a compra de automóveis faz a sua parte para transformar a “Boa Terra” em mais uma cidade maluca.

Mas não é disso que trata a matéria.

Entre outras histórias, conta a de projetos para humanizar locais hostis à presença de moradores da cidade. As ilustrações são perspectivas montadas em computador. Do arquiteto Adriano Mascarenhas, “ligação do Morro do Cristo à Praça de Ondina”. Do escritório Urban Recycle, uma remodelação da Praça Castro Alves.

Tudo muito bom, tudo muito bem.

Mas tem um problema: todos os personagens que figuram nos dois desenhos são brancos.

Precisa dizer mais alguma coisa?

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