Recursos do SUS para ajuste fiscal

Por Flavio

Matéria do Leandro Fortes na CartaCapital.

Auditoria aponta que governos de SP, DF, MG e RS usaram recursos do SUS para fazer ajuste fiscal .

De CartaCapital

Remédios por juros

Auditoria aponta que governos de SP, DF, MG e RS usaram recursos do SUS para fazer ajuste fiscal

Sem alarde e com um grupo reduzido de técnicos, coube a um pequeno e organizado órgão de terceiro escalão do Ministério da Saúde, o Departamento Nacional de Auditorias do Sistema Único de Saúde (Denasus), descobrir um recorrente crime cometido contra a saúde pública no Brasil. Em três dos mais desenvolvidos e ricos estados do País, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, todos governados pelo PSDB, e no Distrito Federal, durante a gestão do DEM, os recursos do SUS têm sido aplicados, ao longo dos últimos quatro anos, no mercado financeiro. Leia mais »

A merenda escolar paulista

Da Folha

Promotor critica nova licitação de merenda

Ministério Público diz que Kassab e secretário se tornaram os principais investigados ao decidirem manter terceirização

As seis empresas que serão substituídas são suspeitas de armar um conluio com o objetivo de dividir os lotes do contrato da merenda

CONRADO CORSALETTE
DA REPORTAGEM LOCAL

A decisão de manter o sistema terceirizado de fornecimento de merenda às escolas municipais colocou o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e seu secretário da Educação, Alexandre Schneider, na condição de "principais investigados" pelo Ministério Público no inquérito que apura fraudes na licitação para a prestação do serviço em São Paulo.

Anteontem, Kassab anunciou que realizará, em três meses, novo pregão para substituir as seis empresas que fornecem a merenda. Elas são suspeitas de armar um conluio com o objetivo de dividir os lotes do contrato, cujo valor anual ultrapassa R$ 250 milhões.

A Promotoria afirma que irá agir assim que o novo edital for publicado, o que está previsto para os próximos 45 dias.

Kassab e Schneider podem ser responsabilizados por omissão, ao manterem, segundo o Ministério Público, um sistema que já mostrou brechas para "fraudes" e até por improbidade administrativa (mau uso do dinheiro público), porque os serviços terceirizados sairiam mais caros para os cofres públicos do que se a prefeitura assumisse o serviço. Leia mais »