Aos Garis de Niterói, 5 Lições da Vitória dos Colegas no RJ

1) Fez cair a ficha da sociedade do quanto são importantes. Fazem o que ninguém quer fazer, e vão além fazendo o que o "cidadão" deixa de fazer. Justo que sejam bem remunerados e valorizados (em alguns países, são chamados de agentes ambientais). #VitoriadosGaris

2) Que pelego não tem mais vez. Sindicatos que não atuarem no cumprimento da missão pela qual foram criados serão engolidos nesses novos tempos. #Vergonha

3) Que nem tudo que vemos na mídia é. Fere nossa inteligência o destaque de que a tal greve era de uma minoria de 300, tendo uma cidade inteira emporcalhada e que até então era cuidada por 15 mil garis. #SeLiga

4) Que greve é greve. Quando a classe está unida, sabe o que quer, é um instrumento poderoso  mesmo com muitos "poderosos" contra. #FicaDica para as categorias de trabalhadores ainda pouco organizadas.

5) Que Era da Comunicação = diálogo. Alguém eleito pelo povo é empregado dele (não o patrão). #FicaDica pro Prefeito Eduardo Paes e outras categorias de políticos.

#ObrigadoGaris! Leia mais »

Por que tanto medo dos protestos contra a copa?

Há um processo agressivo de desqualificação dos protestos em curso, e não falo aqui de jornalistas reacionários (ao menos eu não os via assim até pouco tempo atrás). Dois colunistas fizeram com que me acendesse esse sinal de alerta: Marcelo Rubens Paiva, do Estado, e Nirlando Beirão, do R7. O primeiro diz temer "pela integridade física e mental desses moleques mascarados", dispostos, segundo ele, a atacar torcedores adversários em nome de frustrar um ídolo tupiniquim, a tal copa do mundo, "instituição mundial que amamos a cada quatro anos". O segundo anunciou o fracasso do protesto de sábado por ter aparecido somente "os habituais gatos pingados" (entre mil e três mil pessoas), enquanto um bloco de carnaval sozinho atraía vinte mil pessoas, para não falar nos demais quarenta que se espalhavam pela cidade; e conclui, depois de vários qualificativos que rebaixam o debate: "o que aconteceu em junho de 2013 foi importante. Mas não tem nada a ver com os surtos da atual moléstia infantil do protestismo".   Leia mais »

O palhaço do inferno

 

Avenida Rangel Pestana, no bairro do Brás, duas e meia da tarde. Tentando se proteger do sol ardido sob uma sombra intermitente, sufocado por um calor seco de trinta e seis graus, um homem vestido de palhaço vende cachorrinhos feitos de balão. Sua roupa é comprida, cheia de bolinhas, sendo branca e amarela as cores predominantes. O chapéu é mais colorido, cada uma das suas pontas (sete, se contei direito) de uma cor diferente; o rosto, pintado de branco, o nariz postiço, vermelho - o básico que se espera de um palhaço. Toda sua figura adquire um tom pastel no contexto de calor tórrido. Anuncia: olha o cachorrinho de balão pro bebê, leva junto a espadinha. Sem sucesso tento descobrir o que é a tal espadinha. Sua voz é anasalada e desvitalizada. Não parece cansado: parece o próprio cansaço conformado. Ao fim de seu dia de labuta, deve voltar para casa com alguns minguados trocados, com o que sobrevive. Em sua roupa de palhaço, ele me parece ser a versão sem fantasias da grande maioria dos trabalhadores - do Brás ou dos bancos. Ele me parece a imagem do inferno que é a vida da maioria neste nosso sistema.   Leia mais »

Sinal da TIM - Um Grito Parado No Ar.

Tenho me deparado nos ultimos meses com dificuldade para falar ao celular com pessoas que também possuem o plano liberty da operadora TIM. Afora as sátiras de facebook, importantes sim, mas sózinhas não reproduzem nenhum efeito prático, principalmente quando se trata de direitos do consumidor. A desfaçatez com que a ANATEL leva os casos de reclamações é de uma brutal inoperância, que só faz contribuir ainda mais para que as operadoras, continuem tratando todos nós usuários como consumidores de terceira classe, e me pego pensando se de fato não somos mesmo, consumidores de terceira classe. Nos demais países, principalmente na Europa onde esta sediada a TIM, o sinal é bom, a velocidade de trafego é adequada, e o preço é justo. Porque aqui os valores são invertidos? O sinal é ruim, a velocidade é lenta, e o preço é exorbitante. A tal modernidade - equando o ar foi vendido - pelo Sérgio Mota, lugar tenente do FHC, os compradores ofereceram mundos e fundos. Leia mais »

Imagens: 
Sinal da TIM -  Um Grito Parado No Ar.

Uma revolução em curso na gestão de lixo de São Paulo

São Paulo começa a caminhada rumo ao lixo zero. Com a ousadia do tamanho do seu desafio dois meses e 40 reuniões depois, mais de 800 delegados, inclusive de aldeias indígena, eleitos por milhares de paulistanos decidiram nesse começo de setembro como implementar as duas mais importantes diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a não geração e reciclagem dos resíduos secos e orgânicos.

Investimento em educação ambiental e comunicação social, extensa compostagem in situ,  coleta seletiva de resíduos secos e de orgânicos universalizada, compostagem e biodigestão anaeróbia descentralizadas, logística reversa dos resíduos secos pelo setor empresarial, contratação formal de catadores de materiais recicláveis organizados, triagem mecanizada de recicláveis secos descentralizada são alguns dos programas, projetos e ações que irão integrar o Plano de Gestão de Resíduos do Município.

A maior cidade da América do sul e a sexta mais populosa do mundo dá o exemplo de como fazer planejamento participativo e cuidar dos resíduos conforme estabeleceu a Política Nacional de Resíduos Sólidos.  O primeiro passo foi dado.

Dan Moche Schneider é lixólogo há mais de vinte anos e tem profunda alegria de participar dessa construção Leia mais »

Uma revolução em curso na gestão de lixo de São Paulo

São Paulo começa a caminhada rumo ao lixo zero. Com a ousadia do tamanho do seu desafio dois meses e 40 reuniões depois, mais de 800 delegados, inclusive de aldeias indígena, eleitos por milhares de paulistanos decidiram nesse começo de setembro como implementar as duas mais importantes diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a não geração e reciclagem dos resíduos secos e orgânicos.

Investimento em educação ambiental e comunicação social, extensa compostagem in situ,  coleta seletiva de resíduos secos e de orgânicos universalizada, compostagem e biodigestão anaeróbia descentralizadas, logística reversa dos resíduos secos pelo setor empresarial, contratação formal de catadores de materiais recicláveis organizados, triagem mecanizada de recicláveis secos descentralizada são alguns dos programas, projetos e ações que irão integrar o Plano de Gestão de Resíduos do Município. Leia mais »

Os problemas de manutenção no Metrô paulistano

Sugerido por GilbertoK

Da Rede Brasil Atual

Em crise de manutenção, Metrô de São Paulo põe trens com falhas para circular

Registros mostram que empresa releva problemas de segurança em composições da mesma frota cujo trem descarrilou no início de agosto, colocando em risco vida de trabalhadores e usuários

São Paulo – A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) ignorou falhas apontadas por funcionários e colocou em circulação, na noite da última sexta-feira (23), pelo menos um trem com defeito para atender os usuários da Linha 3-Vermelha, que liga a capital paulista de leste a oeste. A “solução” teria sido adotada para contornar um desfalque de sete composições no trecho, todas afastadas por problemas técnicos. Registros no diário de condutores e telas de monitoramento do sistema revelam ainda que, na semana passada, dois trens da chamada frota K foram retirados e colocados em circulação pelo menos seis vezes em cinco dias – também devido a falhas.

A frota K possui 25 composições, que estão sendo paulatinamente reformadas desde 2010 pelo consórcio MTTrens, formado pelas empresas MPE, Temoinsa e TTrens – esta última envolvida nas denúncias de formação de cartel em conluio com governos tucanos em São Paulo. Pertence a essa frota a composição que descarrilou na manhã do dia 5 de agosto, nas proximidades da estação Palmeiras-Barra Funda, na Linha 3 Vermelha. Havia passageiros, mas, felizmente, ninguém se feriu. Segundo o Sindicato dos Metroviários, o acidente foi provocado pela ruptura de uma peça chamada “truque” ou “truck”, termo técnico que designa o sistema composto por rodas, tração, frenagem e rolamentos do trem. Leia mais »

O uso do automóveil e os planos para o transporte público

Sugerido por Assis Ribeiro

Do Valor

Automóvel, renegado e indispensável

Por Marli Olmos 

Para especialista, o trânsito vai piorar nos próximos dois a três anos porque coletivos ainda não atraem quem usa carro

Da janela do gabinete do secretário dos Transportes de São Paulo, Jilmar Tatto, tem-se uma das mais belas vistas da cidade. A parede envidraçada que envolve toda uma esquina, no 14º andar de um edifício quase colado ao Teatro Municipal, oferece a rara oportunidade de se apreciar detalhes das esculturas apoiadas no telhado da casa de espetáculos. Do mesmo ponto, aparece outro marco histórico, o Viaduto do Chá, ao lado do prédio da Prefeitura. Mas não é a paisagem cartão postal que ocupa a atenção do secretário. Com o olhar fixo em duas faixas duplas, na rua, ele prenuncia: está na hora de proibir a circulação de carros no Viaduto do Chá.

"Eu vejo que no futuro a pessoa que anda de carro na cidade será vista como um fumante", diz Tatto. Protagonista no modelo de transporte do país nos últimos 60 anos, o automóvel foi repentinamente renegado não só nos planos de gestão de cidades sufocadas pelo trânsito, como nos programas do PAC da Mobilidade, que distribuiu recursos públicos por todo o território nacional. Leia mais »

Novo Plano Diretor pretende atrair empresas para zona leste

Do Estadão

Haddad propõe zerar impostos para atrair empresas para a zona leste

Terceiro plano municipal para a região também prevê melhoria do transporte para que empreendimentos, como de call center e educação, se instalem

Adriana Ferraz e Artur Rodrigues

Após o fracasso de dois planos com o mesmo objetivo na capital, a gestão de Fernando Haddad (PT) volta a apostar em um programa de desenvolvimento da zona leste baseado em incentivos fiscais. Por meio da isenção de impostos e a criação de infraestrutura de transportes, a administração pretende atrair empreendimentos de call center, informática, educação e hotelaria para a região. É o que prevê o projeto do novo Plano Diretor, apresentado nesta segunda-feira, 19, pelo prefeito.

O principal trunfo é o projeto de lei que será enviado à Câmara Municipal com a isenção total do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Imposto sobre Serviços (ISS) na construção civil e Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). Também será feita a cobrança mínima permitida do ISS para outras áreas, de 2%. As empresas terão até cinco anos para se habilitar e os incentivos valerão por mais 20 anos. Leia mais »

A correlação de forças dentro de uma metrópole

Sugerido por Assis Ribeiro

Da Carta Maior

A chave-mestra das catracas

Saul Leblon

Uma metrópole é uma correlação de forças dominada pelo poder das corporações imobiliárias e do capital financeiro. 

São eles que formam o ‘gabinete sombra', a verdadeira ‘mãos invisível' que reduz essa segunda natureza, a grande obra de arte da humanidade, que são as cidades, a um ajuntamento comatoso disciplinado por catracas.

Obras, planos, licitações, enfim, arranjos e negócios pouco ou nunca identificáveis com as urgências de seus habitantes. 

entrevista de Ermínia Maricato a Rose Spina, da revista Teoria e Debate, publicada em Carta Maior, merece um olhar atento.

É esclarecedora de como essa usina de exclusão captura os espaços e interdita as melhores intenções.

Ora convertendo-os aos seus desígnios; ora anulando-os; ora destruindo-os com tudo o que tem em cima. Gente, favelas, urgências, esperanças, clamores...  Leia mais »

Haddad: tributo na gasolina diminuiria tarifa do ônibus

Sugerido por Assis Ribeiro

Do G1

Tributo de R$ 0,50 permitiria abater R$ 1,20 na tarifa de ônibus, diz Haddad

Prefeito citou pesquisa da FGV encomendada pela administração municipal. Haddad participou de seminário sobre financiamento do transporte.

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse nesta terça-feira (13) que a cobrança de R$ 0,50 de tributo no litro da gasolina permitiria abater R$ 1,20 no preço da tarifa, segundo pesquisa encomendada pela Prefeitura. O estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), cujos resultados foram citados por Haddad, aponta que o subsídio seria posssível a partir de nova aplicação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre combustíveis.

O petista, que é vice-presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), defendeu que seja adotado o "subsídio cruzado" como alternativa para baratear o transporte em grandes cidades. A medida consiste em encontrar fontes de recursos a partir de outros setores. Ele cobrou ainda a municipalização da Cide.

"Hoje a FGV anunciou dados preliminares de uma pesquisa que vem sendo feita, a pedido da Prefeitura, desde março deste ano, dando conta que uma Cide de R$ 0,50 sobre o litro da gasolina poderia proporcionar um desconto de R$ 1,20 no preço da tarifa", afirmou. Leia mais »

O trem bala e a desconcentração urbana

Por Louren

Comentário ao post "Nossas cidades são "bombas socioecológicas", diz urbanista"

Em entrevista à Carta Capital (agosto de 2011), respondendo a propósito do projeto do trem-bala, a Presidenta Dilma fala em “reconfiguração e desconcentração urbanas”, numa interessante visão de futuro:

“Não se trata apenas de oferecer mais uma alternativa de transporte, mas de produzir uma reconfiguração urbana. É um ponto que ninguém discute. No trajeto entre o Rio e São Paulo vai ocorrer uma desconcentração urbana [com o trem bala]...

...Uma vez em Tóquio percebi que as ruas eram estreitas, mas não havia congestionamentos. Quis saber o motivo e me explicaram que o sistema de trens criado depois da Segunda Guerra Mundial tinha mudado a direção urbana das cidades. Nas paradas entre Tóquio e Kyoto criaram-se bairros, áreas de moradia. Pense no percurso entre São Paulo e Rio, entre a serra e o mar. É um dos lugares mais bonitos do País. Não existirá motivo para que as pessoas não queiram morar nesse caminho. Com o trem-bala, alguém que viva a 60, 70, até 100 quilômetros do Rio ou de São Paulo chegará rapidamente aos centros dessas cidades.”

Seria utópico pensar em termos do exemplo citado por Dilma?

Bairros ou pequenas cidades, planejadas, com infraestrutura que proporcione qualidade de vida aos seus moradores?

Conheci uma brasileira casada com um francês, que morava num bairro assim (chamado lá de “banlieu”) de classe média, próximo de Paris. O marido era profissional liberal, bem empregado, mas morar em Paris era muito caro, mesmo para eles. Leia mais »

Plano Diretor de SP quer estimular prédios ao lado do metrô

Do Estadão

Plano Diretor vai estimular prédios ao lado de metrô

Para traçar o perímetro que receberá incentivos, gestão Haddad usa linha de trens já em operação e os projetos previstos até 2028

Adriana Ferraz

A versão preliminar do novo Plano Diretor de São Paulo, que deve ser votado neste ano, foi formulada com a meta de agregar adensamento populacional e mobilidade urbana. Na proposta da gestão Fernando Haddad (PT), eixos considerados estratégicos por ofertarem opções de transporte público receberão incentivos da Prefeitura para se desenvolverem. Depois dos protestos de junho por melhor serviço de ônibus, o lema é tentar reduzir o tempo de deslocamentos.

Para traçar o perímetro que receberá incentivos, o texto cita as regiões por onde passam as linhas do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em operação e já lista os territórios que abrigarão os projetos de expansão até 2028. Os futuros corredores de ônibus também compõem o planejamento, que tem como foco descentralizar a cidade e reduzir os gargalos do trânsito. Leia mais »