As mudanças históricas do centro de São Paulo

Por Andre Araujo

O CENTRO MUTANTE DE SÃO PAULO - Lembro dos anos 40 quando "ir à Cidade" em São Paulo era ir ao Centro, Pça.da Sé, Rua Xv de Novembro, Rua Direita, Rua Libero Badaró. Esse  era o cenro economico e social de São Paulo, onde estavam as sedes dos bancos Comercial do Estado, Commercio e Industria, de São Paulo, Italo Belga, First National City Bank, Banco do Brasil, Banco Francês e Italiano, Bank of London. Lojas de departamentos com salão de chá o Mappin, Galeria Paulista, Casa Sloper. Radio Record, Faculdade de Direito, sede da Cia.Paulista de Estradas de Ferro. Todo esse centro era servido por bondes. Do outro lado do Anhangabau, os Correios.

Na virada dos anos 40 para 50, o Centro marcha para o outro lado do Viaduto do Chá mas sem abandonar o Centro antigo. O Mappin vai para a Praça Ramos de Azevedo, em frente ao teatro Municipal, a Mesbla com imponente predio na Rau 24 de Maio, lojas chics como Casa Los Angeles na Rua Barão de Itapetininga onde desponta uma linda Galeria ( se nã me falha a memoria, a Ypê), a Livraria Brasiliense, a Confeitaria Vienense, com chá das cinco e violinos, a confeitaria Fasano,  na Rua 7 de Abril o grande predio da Cia.Telefonica, na outra esquina do Teatro Municipal o imponente edificio da São Paulo Light, em estilo neoclassico vitoriano, na ladeira descendente para o Vale, o chic Hotel Esplanada, o melhor da cidade. Na esquina da Av.Ipiranga com a São João a nova e moderna sede do City Bank, a demonstrar a mudança de um grande banco para o outro lado do Vale. Tambem emblematico o Edificio CBI, nos fundos do teatro Municipal, de fente para o Vale, com 30 andares e importantes empresas, Consulados, representações de bancos estrangeiros, advogados caros, a Sociedade Rural Brasileira (que ainda está lá), Camara Americana de Comercio, firmas britanicas e americanas, tradings agricolas, um predio de alta categoria, altas portas, elevadores modernos. Leia mais »

A transição na prefeitura paulistana

Por Marco Antonio L.

Da Rede Brasil Atual

Em coletiva, Haddad diz que conversa com Alckmin será republicana

Prefeito eleito de São Paulo diz que é preciso usar o imposto de maneira inteligente para que os empresários ajudem a organizar a cidade de maneira equilibrada

Por: Eduardo Maretti

São Paulo – O prefeito eleito pelo PT em São Paulo, Fernando Haddad, concedeu na tarde de hoje (29) sua primeira entrevista coletiva após a eleição. Nela, com seu estilo ponderado e diplomático, falou do seu relacionamento com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), com o prefeito Gilberto Kassab (PSD) e de algumas propostas de seu programa de governo, como a reforma urbana.

Sobre Alckmin, o novo prefeito da capital disse que em encontro que teve com ele há alguns anos em seu gabinete no Ministério da Educação, pareceu-lhe "uma pessoa sinceramente interessada em aproximar-se, buscar entendimento". Amanhã (30) ocorre o primeiro encontro entre o prefeito eleito e o governador de São Paulo.

Haddad falou ainda como será seu relacionamento com setores da cidade que votaram em Serra. "Fizemos o modelo de governo para todos, e é isso que pretendo fazer, obviamente que com uma atenção aos que mais precisam do poder público", disse. Leia mais »

A busca das saídas para São Paulo

Autor: 

Coluna Econômica

Eleito prefeito de São Paulo, o economista, cientista social e filósofo Fernando Haddad terá pela frente um dos maiores desafios da gestão pública mundial: como humanizar uma grande metrópole, no caso, uma das maiores e mais desiguais do planeta.

É  tarefa ciclópica que exigirá não apenas determinação política mas, também, diganósticos precisos.

***

Tome-se o caso do ex-prefeito José Serra. Foi um belo Ministro da Saúde porque encontrou prontos, no MInistério, diagnósticos, conceitos e planos de ações, esperando apenas o empurrão. E atuou politicamente com coragem e determinação.

Na Prefeitura, sem dispor dessa visão completa que havia na Saúde, e aparentemente abrindo mão de qualquer esforço de aprendizado, Serra nada fez. Foi incapaz de pensar diagnósticos, não atraiu pensadores, gestores e, de olho nas campanhas futuras, flexibilizou o sistema de licenciamento de construção em níveis anteriormente só vistos na gestão Paulo Maluf.

Entrou prefeito e, depois, deixou a Prefeitura, sem entender pontos básicos de administração de metrópoles. A ponto de, tempos atrás, num evento em São Paulo - onde estava presente um economista norte-americano especialista em economia das cidades - criticar os ônibus por "atravancarem" o trânsito. Leia mais »

Sugestões para a melhoria da qualidade de vida em São Paulo

Por Andre Araujo

INICIATIVAS PARA SÃO PAULO - A desatrosa administração Kassab, uma catastrofe para São Paulo, foi a causa central da derrota de Serra que na sua insensibilidade não percebeu que jamais venceria carregando essa carga nas costas. Dentre as dezenas de grandes problemas de São Paulo duas sugestões simples para dois problemas que interferem na qualidade de vida dos paulistanos.

A Grandes Avenidas Deterioradas - São Paulo tem longas avenidas com quilometros de imoveis abndonados, terrenos valiosos perdidos para seus donos e para a comunidade. Av.dos Bandeirantes, Av.Santa Amaro nos quarteirões iniciais, Av.Tiradentes, Av.Celso Garcia, todas centrais, com abundancia de transportes, equipamentos urbanos, acessos.

Reurbainização é uma politica com soluções conhecidas e testadas em muitas cidades. Londres recuperou uma enorme area, a Canary  Wharf, area das antigas docas abandonadas, hoje um dos terrenos mais caros de Londres, cheia de torres de escritorios, espaços culturais, restaurantes,.

A Prefeitura de SP tem uma empresa para isso, a EMURB, que fez um belo trabalho do Edificio Martinelli, que ja foi o mais alto da America do Sul, construido nos anos 30,  chegou a um total estado de deterioração. A EMURB desapropriou, reformou e hoje o predio está util, modernizado, ocupado por escritorios, cafés e repartições municipais. A Prefeitura recupera rapidamente os recursos investidos nessa reurbanização,os imoveis renovados tem valor comercial atualizado, todos ganham , a cidade ganha, os antigos proprietarios ganham, porque não se faz? Falta de vontade politica, falta de interesse de maus prefeitos, mentalidade burocratica e nenhuma criatividade. Alem de ruas, hpa predios passiveis de recuperação, como o enorme Edifico Brasilar, na  Praça das Bandeiras, tambem muitos edificios na Av.9 de Julho, sujos e abandonados, tudo super central, enfeiando e deteriorando todo o entorno. Há um grande campo de trabalho nessa tarefa que tambem beneficia os cofres municipais ao recuperar receita de IPTU, hoje evidentemente ninguem paga IPTU em imovel abandonado. Na area central de SP e no seu entorno existem cerca de 600 edificos abandonados, um enorme capital urbano perdido e sem finalidade economica ou social.

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CARTA ABERTA AO FUTURO PREFEITO DE SÃO PAULO

Nós, da Brigada Miguel Bataglia, na linha intransigente de defesa do Sport Club Corinthians Paulista, consequentemente da Cultura secular que cerca o patrimônio Futebol, como a prática de o Torcedor ocupar as fileiras dos Estádios, manifestar-se livremente no espetáculo coletivo que é o próprio sentido do Futebol, viemos publicamente perante a Prefeitura de São Paulo exigir:
1.  Redução imediata da tarifa dos ônibus, que aumentou o dobro da inflação na última década; Leia mais »

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CARTA ABERTA AO FUTURO PREFEITO DE SÃO PAULO

Presidente da SPDM fala sobre Organizações Sociais de Saúde

 

Organizações Sociais de Saúde: as distorções nas eleições

Em entrevista, Rubens Belfort Jr., presidente da SPDM (associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina), que atua na Saúde em São Paulo, fala sobre polêmica em torno das OS

Por Bruno de Pierro, do Brasilianas.org

Na reta final das eleições na cidade de São Paulo, o debate sobre as Organizações Sociais de Saúde (OSS) segue intenso, com as afirmações do candidato do PSDB, José Serra, de que seu oponente, Fernando Haddad (PT), encerrará os contratos da prefeitura com as organizações, caso eleito. Haddad nega que seu programa de governo fale em “acabar com as OSS”, como tem sido fixado pela campanha de Serra. A simples consulta no programa de Haddad encerra o caso. Não há menção ao fim dos contratos, mas sim à retomada, “sem prejuízo dos condicionantes contratuais legais e após providências administrativas necessárias”, da direção pública da gestão regional e microregional do sistema municipal de saúde.

Fonte ligada à campanha de Haddad explicou à reportagem que o foco do programa não é especificamente as Organizações Sociais, mas sim a falta de fiscalização. Segundo ela, nos últimos anos a prefeitura abriu mão da gestão estratégica e da administração da Saúde, fazendo prevalecer o interesse privado das OS acima do interesse público. A proposta não é “acabar” com as organizações, mas aumentar o crivo fiscalizatório sobre elas. A execução do gerenciamento de hospitais continua na mão das OSS, porém com rígido controle do Estado, que passa a determinar a gestão estratégica.

Para compreender como tem ocorrido o trabalho das OSS em São Paulo, Brasilianas.org entrevistou o oftalmologista Rubens Belfort Jr., presidente da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), uma das principais OS que atuam na cidade. A instituição, ligada à Unifesp,é hoje responsável pela gestão de mais de 17 centros de saúde, e possui contratos em outros Estados, como Minas Gerais, Pará, Paraná e Rio de Janeiro. A entrevista ocorreu por e-mail, e seu conteúdo segue abaixo, na íntegra, inclusive com tabelas e trechos de leis inseridos pelo entrevistado.

O Brasilianas.org ainda criou um mutirão para reunir a contribuição de leitores que possam enviar informações sobre Organizações Sociais em todo o país. Para postar sua colaboração, clique aqui.

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Ruína da Pólis, Ruína do Esporte

Cabe recorrer à mitologia. Os Jogos Olímpicos teriam sido inaugurados por Hércules, para celebrar um de seus doze trabalhos.
Curiosamente, não se trata de derrotar um monstro poderoso e terrível. O tal trabalho celebrado é o quinto.
Precisou limpar os currais do rei Augias, que guardavam três mil bois e, havia trinta anos, não eram limpos.
O estado era tão terrível que a área estava envolta num gás fedorento e mortal. Para realizar sua missão saneadora, Hércules teve que desviar dois rios. Leia mais »

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Ruína da Pólis, Ruína do Esporte

O dispositivo sobre a criação das regiões metropolitanas

Por Fábio Peres

Comentário ao post "O gigantismo inadministrável de São Paulo"

O anteprojeto de Constituição Federal elaborado pela Comissão Afonso Arinos, que foi "jogado no lixo" para que se elaborasse, do nada, a Constituição de 1988, tinha dispositivo interessante, que permitiaa regulação de regiões metropolitanas, a critério de cada Estado.

Segue o texto:

SEÇÃO V 

DAS REGIÕES METROPOLITANAS 

Art. 127 – Lei complementar poderá estabelecer regiões metropolitanas, por agrupamento de Municípios integrantes da mesma região do Estado, para a organização e a administração dos serviços públicos intermunicipais de peculiar interesse metropolitano, sempre que o atendimento destes serviços ultrapassar o território municipal e impuser o emprego de recursos comuns.  Leia mais »

O problema do tempo para implementar as soluções em SP

Por H. C. Paes

Comentário ao post "O gigantismo inadministrável de São Paulo"

Lisonjeia-me que tenhas mantido a lembrança dessa resposta, Maralina.

Pois é. Mantenho cada palavra do que disse.

É por isso que lamento muito a iminente eleição de Fernando Haddad. É como diz o ditado: cuidado com o que desejas, podes acabar conseguindo.

Assim o Brasil perdeu um grande ministro da educação. Haddad encerra sua carreira política em São Paulo, assim como Marta e Erundina, que hoje só se elegem para o legislativo.

E o que é pior é que Haddad até tem uma proposta que talvez funcionasse: a desoneração tributária para atrair empregos às zonas mais carentes deles, se implementada, solucionaria o problema do transporte, e efetivamente dividiria São Paulo em núcleos habitacionais e produtivos conurbados, mas relativamente autônomos. Trabalhando perto de onde mora, o cidadão só visitaria outros bairros a passeio, desafogando as vias de transporte. Leia mais »

A concentração territorial da economia brasileira

Por IgorEliezer

Comentário ao post "O gigantismo inadministrável de São Paulo"

Gostaria também de morar numa cidade pequena de 40.000 habitantes, mas não há muitas opções porque emprego nas cidades do interior são escassos, mal-pagos, beirando à escravismo. O que é bom está reservado, como o pessoal local fala, para "gente conhecida". Cheguei à conclusão que morar em cidade pequena só é bom quando se tem "garantias" e ser da linhagem. Achar trabalho em SP é mais fácil, porém a qualidade de vida é inferior.

O problema de São Paulo não é só paulistano, é brasileiro. Enquanto a economia e infra-estrutura do país ficar concentrada numa pequena área que corresponde a 1,5% do território nacional e que comporta 80% da população do país, ainda veremos essas aberrações urbanas. Leia mais »

As raízes dos problemas paulistanos

Comentário ao post "O gigantismo inadministrável de São Paulo"

São Paulo inadministrável é bobagem, pois se assim fosse São Paulo não funcionaria e São Paulo funciona, é só parar e pensar um pouco.

Os problemas de São Paulo, básicamente tem duas raízes, uma originária do estado brasileiro, a desigualdade, reproduzida na cidade ao avançar-se à periferia, e a outra, da tara dos paulistanos em eleger para o Estado e para a Capital governantes provincianos, quem pensam pequeno, o que é maior, é gigante, é energia pura.

Tanto é verdade, que desconheço um governo do estado que não tivesse sido provinciano e na capital, depois de Prestes Maia, finalmente elegemos uma não provinciana, Marta Suplicy, a melhor tradução até hoje para governar a cidade, que sem verbas, como as atuais, deu um show ao resolver o problema periculoso dos perueiros, ordenando essa desestruturante atividade, revolucionando com o bilhete único o ir e vir, boicotado pelo provinciano governador da hora em relação a integrar-se com o Metrô, e surtando à Perifa, com a plantação de Ceus no meio do Inferno, sem falar em corredores, uniformes, transporte e material escolar, reorganização das sub-prefeituras, etc.   Leia mais »

No RJ, passagem de ônibus sobe para R$ 3,05

Por Vinicius Carioca

Passagem de ônibus vai para mais de R$ 3,05 em janeiro

Prefeito disse que haverá reajuste maior para instalação de ar-condicionado na frota toda

Por Christina Nascimento, Do Jornal O Dia

Rio -  Os passageiros de ônibus do município devem preparar o bolso. O prefeito Eduardo Paes anunciou ontem que o reajuste das passagens, que valerá a partir de 2 de janeiro, deve ser maior do que o dos outros anos — de 10%, em média. Uma das justificativas é que os empresários terão que colocar ar-condicionado e piso baixo em toda a frota de ‘quentões’.

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Má administração pautou eleições na cidade de SP

Mensagens do eleitor paulistano

De Mauro Paulino, Na Folha de S. Paulo

Na diversidade de São Paulo, o prefeito é visto hoje como alguém que mais atrapalha do que ajuda

Ao final da eleição, há diversas mensagens enviadas pelos eleitores. A principal delas, que pautou os movimentos das campanhas e das intenções de voto, é a insatisfação demonstrada com o estado atual da cidade de São Paulo.

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O estouro da noiada: outra andança pelo centro

Faz tempo que não tenho dado minhas voltas pelo centro de São Paulo – o que reflete na ausência de crônicas sobre o assunto. Um pouco receio da polícia, que anda dando tiro como se jogasse videogame, bastante por causa do clima destes últimos meses, que oscila entre seco, chuvoso e frio, sem parar num meio termo minimamente aprazível; e principalmente porque tenho que acordar às cinco e meia da manhã pra ir pra aula.
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Crise ambiental e um novo desenvolvimentismo

Por Marco Antonio L.

Caminhos para Outro Desenvolvimento

Do Outras Palavras

Diante da crise ambiental e das desigualdades crescentes, multiplicam-se, também no Brasil, experiências de Economia Ecológica. Como elas podem contagiar a sociedade?

Por Ivo Lesbaupin* 

Nos últimos anos, diversos países latino-americanos, como Equador e Bolívia, vêm incorporando em suas constituições, o conceito do bem-viver, que nas línguas dos povos originários soa como Sumak Kawsay (quíchua),Suma Qamaña (aimará), Teko Porã (guarani). Para alguns sociólogos e pesquisadores, temos aí uma das grandes novidades do início do século XXI.

Redescobre-se agora um conceito milenar: o “Viver Bem”. “A expressão Viver Bem, própria dos povos indígenas da Bolívia, significa, em primeiro lugar, ‘viver bem entre nós’. Trata-se de uma convivência comunitária intercultural e sem assimetrias de poder (…). É um modo de viver sendo e sentindo-se parte da comunidade, com sua proteção e em harmonia com a natureza (…), diferenciando-se do ‘viver melhor’ ocidental, que é individualista e que se faz geralmente a expensas dos outros e, além disso, em contraponto à natureza” – escreve Isabel Rauber,pensadora latino-americana, estudiosa dos processos de construção do poder popular na América Latina indo-africana”1.

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