A disputa tecnológica do lixo em Barueri

Barueri saíra às ruas nesse 10 de julho para defender a Política Nacional de Resíduos Sólidos que, depois de vinte anos de parto e dois de vigência, está ameaçada na região metropolitana de São Paulo pela opção tecnológica da incineração.

A opção por uma tecnologia não é neutra. Benefica a uns e prejudica a outros.
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Só 3,8% dos municípios possuem Plano Municipal de Transporte

Do Jornal GGN

Só 3,8% dos municípios possuem Plano Municipal de Transporte, diz IBGE

A Munic 2012 (Pesquisa de Informações Básicas Municipais), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgou, nesta quarta-feira (3), que apenas 3,8% dos municípios do país possuem Plano Municipal de Transporte. O levantamento anual analisa aspectos relacionados às administrações locais, como segurança pública e meio ambiente.

Leia também: Projeto que reduziria preço da passagem só andou devido aos protestos

Ainda de acordo com o estudo, no ano passado, 4.133 municípios brasileiros, que correspondem a 74,3% do total, têm estrutura organizacional para cuidar de transporte; 6,4% possuem Conselho Municipal de Transporte; e 3,7% contam com Fundo Municipal de Transporte.

Sobre o tipo de transporte existente, só 0,3% das cidades brasileiras oferecem metrô à população. Em relação aos ônibus, 2.114 (38%) oferecem serviço municipal e 4.775 (85,8%), intermunicipal.

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Obra de túnel de R$ 2,4 bilhões é suspensa em São Paulo

Do Estadão

Haddad suspende obra de túnel de R$ 2,4 bilhões

Herdado da gestão Kassab, o projeto da ligação da Roberto Marinho à Imigrantes seria alternativa para motoristas que vão para o litoral

Fernando Gallo e Diego Zanchetta

SÃO PAULO - O prefeito Fernando Haddad (PT) decidiu suspender a construção do túnel de 2,3 km que ligaria a Avenida Jornalista Roberto Marinho à Rodovia dos Imigrantes, na zona sul de São Paulo, uma das maiores e mais polêmicas obras herdadas da gestão Gilberto Kassab (PSD). A obra era planejada para criar uma alternativa para motoristas que vão às praias do litoral sul - hoje, o acesso à Imigrantes é feito pela Avenida dos Bandeirantes.

Assinados por Kassab, os contratos para a construção do túnel e para a remoção de 40 mil moradores em 16 favelas no Brooklin somavam mais de R$ 2,4 bilhões. Os lotes licitados que previam a reformulação da Avenida Chucri Zaidan e a construção de 8 mil moradias para as famílias que serão retiradas de favelas ao longo da Avenida Roberto Marinho serão mantidos, segundo o governo. Leia mais »

Haddad cria conselho de transportes com 39 representantes

Do Jornal GGN

Haddad cria conselho de transportes com 39 representantes

Trinta e nove representantes da sociedade e dos órgãos municipais de São Paulo vão compor o Conselho Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT), anunciado pelo prefeito Fernando Haddad na última quarta-feira (26). O decreto 54.058, que cria o fórum para debater o novo modelo de transporte paulistano, foi publicado na edição desta terça-feira (2) do Diário Oficial da Cidade.

De acordo com a publicação, o conselho terá 13 representantes da Prefeitura, 13 dos operadores de serviço (sindicatos, associações e concessionárias de transporte) e outros 13 da sociedade civil, todos com mandato de dois anos. Além deles, serão convidados para participar dos debates o Ministério Público do Estado, a Câmara Municipal de São Paulo, o Tribunal de Contas do Município e a Controladoria Geral do Município.

Uma das atribuições do novo conselho será discutir a licitação para renovar a concessão do transporte público na cidade. O edital, que estava em fase de consulta pública, foi cancelado pelo prefeito no dia 26 para permitir maior participação da sociedade.

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Recife desrespeita resultado da Conferência da Cidade

Por Antonio Nelson

Do Direitos Urbanos | Recife

Prefeitura tenta aprovar PL que desrespeita resultado da Conferência da Cidade

Por Leonardo Cisneiros*

A Prefeitura da Cidade do Recife, por meio da Secretaria de Mobilidade e Controle Urbano, enviou, no dia 18 de junho, um projeto de lei para a Câmara Municipal, o PLE 25/2013, que deve entrar em votação nos próximos dias, reformulando o Conselho de Desenvolvimento Urbano da cidade, com a ampliação do número de conselheiros e o realinhamento do Conselho sob o nome da nova secretaria. O PL, por conter tão pouco, parece inocente, mas a mera proposta de uma reformulação do Conselho para a sua continuidade conflita com uma das principais e mais noticiadas resoluções da última Conferência da Cidade: a extinção do CDU e a incorporação das suas atribuições ao Conselho da Cidade.

A principal razão para a adoção do modelo do Conselho da Cidade ao invés do modelo do CDU, abstração feita dos nomes, é a recomendação, a ser nacionalizada quando da implementação do Sistema Nacional da Política Urbana, de concentrar em um único conselho, com ampla participação da sociedade civil, todas as políticas urbanas setoriais que hoje em dia estão espalhadas em conselhos e secretarias distintas, como as de habitação, de saneamento, mobilidade etc. Essa fragmentação, típica da condução da política urbana em Recife, é o que faz com que, por exemplo, se discuta mobilidade de forma divorciada do planejamento do uso do solo e da conveniência de grandes empreendimentos ou que se discuta habitação sem se falar de como a verticalização excessiva pressiona os preços e afasta a população mais pobre das áreas centrais da cidade. É a falta de uma visão integrada da cidade, de um planejamento de longo prazo, que faz com que a cidade seja construída lote a lote, que o problema da mobilidade seja sempre resolvido em gambiarras de curto prazo e que o problema da habitação seja respondido com conjuntos habitacionais de péssima qualidade urbana. A necessidade de planejamento urbano de verdade sempre um item central da pauta do Direitos Urbanos e, com o aumento dos debates sobre a cidade no ano passado, foi incorporado ao discurso do atual prefeito pelo menos na hora de fazer campanha eleitoral e de prometer um Plano Recife 500 Anos, para planejar a cidade pelos próximos 24 anos. Mas não tem sentido pensar na cidade a longo prazo se a destruirmos no curto prazo. Leia mais »

SP implementa faixa exclusiva de ônibus em grandes avenidas

Por Gustavo Belic Cherubina

Da Rede Brasil Atual

São Paulo terá faixa exclusiva de ônibus em todas as grandes avenidas

Expectativa é que Haddad entregue 220 quilômetros de faixas exclusivas até o final do ano, sendo que 60 já foram implementados, totalizando 350 quilômetros de vias exclusivas

São Paulo – O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, prometeu que em todas as grandes avenidas da capital paulista, que tenham pelo menos três faixas de rolagem, haverá segregação de uma faixa para a circulação exclusiva de ônibus. A expectativa é que a gestão entregue 220 quilômetros de faixas exclusivas até o final do ano, sendo que 60 já foram implementados, totalizando 350 quilômetros de vias exclusivas. A declaração foi dada em entrevista coletiva na manhã de hoje (1º), após o prefeito realizar uma vistoria técnica na Marginal Pinheiros, na zona sul, para instalação de uma faixa restrita.

O primeiro trecho da faixa exclusiva aberto hoje terá 7,8 quilômetros. No sentido Interlagos da Marginal Pinheiros, a faixa funcionará entre a rua Professor Leme da Fonseca e a Avenida Interlagos, com extensão de 3,6 quilômetros. No sentido da rodovia Castelo Branco terá 4,2 quilômetros, entre as avenidas Interlagos e Mário Lopes Leão. A exclusividade dos ônibus na nova faixa valerá de segunda a sexta-feira, das 6h às 9h e das 17h às 20h, em ambos os sentidos. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), neste trecho circulam 38 linhas de ônibus que transportam 393 mil passageiros por dia. Leia mais »

A Economia da Família

Autor: 

A Economia da Família
(Texto atualizado em 26 de maio de 2013)

Ladislau Dowbor
http://dowbor.org/2013/05/economia-da-familia.html/

Nós nos reproduzimos através de gerações sucessivas. E a unidade básica de organização desta reprodução é a família. Ou pelo menos foi: hoje, o processo está se tornando incomparavelmente mais complexo e diversificado.

A família como unidade econômica
Vista pelo ângulo da economia, a reprodução de gerações numa família se constrói através de laços de solidariedade. Os pais cuidam das crianças, e dos seus próprios pais já idosos, e serão por sua vez cuidados pelos filhos. A solidariedade é marcada pela panela, pelo fato de um grupo sobreviver em torno do mesmo fogão de cozinha. Não é à toa que “lar” tem a mesma raiz que “lareira”, como é o caso também, por exemplo, de “foyer” e “feu” em francês, bem como hogar em espanhol. Como a criança não tem autonomia para sobreviver, e o idoso pouca, a sobrevivência das sucessivas gerações dependia vitalmente no passado, e ainda depende em grande parte nas sociedades modernas, da solidariedade familiar. Leia mais »

O transporte público e o financiamento de campanha

Por Danilo Rocha Limoeiro

Comentário ao post "O Senhor Crise abre a caixa preta dos ônibus"

Segue um texto sobre o assunto que eu e um grupo de amigos preparamos. Aqui tentamos explicar a lógica política por trás da péssima qualidade dos serviços dos concessionários (transporte público e outros) e como ela se relaciona com o atual modelo de financiamento de campanha. Há também algumas propostas para resolver o assunto.

Do Instituto Alvorada

Transportes públicos e outras concessões – os parasitas invisíveis e o financiamento de campanha.

A origem da Revolta do Vinagre foi o aumento de R$ 0,20 da passagem de ônibus na cidade de São Paulo. A razão da qualidade revoltante dos transportes públicos nas cidades brasileiras é que eles são prestados dentro de uma lógica perversa, em que governantes locais e empresários se coadunam em detrimento dos usuários.

O transporte coletivo é uma concessão pública, ou seja, um contrato entre uma prefeitura e algumas empresas, em que a primeira define o preço e (em tese) exige padrões de qualidade, e a segunda executa o serviço. Ao definir e reajustar o preço, a prefeitura deve levar em conta os custos e receitas da empresa, de modo que o empresário ainda ganhe algum lucro com o serviço que presta. Ou seja, o preço do coletivo não é igual ao preço do tomate, definido pela relação entre as pessoas que compram e as que vendem. Ele é determinado pelo poder público. Leia mais »

As empresas de ônibus e suas planilhas de custos

Publicado originalmente no dia 17/06

Por fernando souto

Comentário ao post "Haddad, exclusivo: o MPL e a militância digital"

Poxa, estou com insonia, tentando organizar as idéias para falar do assunto. Que é demais ardiloso.

Não vou comentar muito sobre as falas do meu xará haddad. Vou me concentrar no que sei e que vi, para dizer que em grande parte os estudantes estão sim certos.

Fui analista de crédito num banco privado em 2006/7 em sp (sorry gente, não posso dar muito mais detalhes aqui), e neste banco, muitas empresas de onibus eram clientes. muitas mesmo. e havia um jeito bem especial de lidar com elas.

Ocorre que para uma empresa ganhar empréstimo, ela tem de ter fundamentos economico financeiros - ou seja capacidade de pagar.  (perdão a todos, mas vai ter muito termo técnico aqui, e seria bom se alguns contadores dessem uma ajudinha). E aí é que o bicho pega: pelas demonstrações contábeis oficiais, praticamente nenhuma empresa de onibus teria condição de pegar emprestimos. E por que? Por são estas demonstrações (balanços e dres) que são colocados para os governos para criar as planilhas de custo, que por sua vez geram as tarifas. Leia mais »

Sobre as fraudes das empresas de transporte público

Por XAD

Comentário ao post "Bancada evangélica quer aprovação da CPI dos Transportes"

Por princípio, gosto de conhecer (pelo menos, um pouco) sobre o assunto antes de me posicionar. Mas, nesse caso do transporte público, meus conhecimentos são bem limitados. Confesso que nunca tinha dado muita atenção ao tema até vinte dias atrás.  

O que chamou minha atenção não foi a explosão de protestos, manifestações, MPL e tal, mas, sim, um processo de indenização por morte, ajuizado contra uma empresa de ônibus da capital, que tramita numa das varas cíveis do fórum central (João Mendes), há quase dez anos.  

O fato é que após enfrentar um verdadeiro calvário de recursos protelatórios e manobras de toda espécie, finalmente, a mãe da criança atropelada obteve a decisão final  (o trânsito em julgado) a seu favor. Tinha chegado, então, a hora de a empresa pagar a indenização. Como não houve pagamento espontâneo, teve início a tentativa de constrição de bens. Foi ai que eu entrei na estória. Leia mais »

Prefeitura paulistana estuda viabilidade de estatizar ônibus

Por veras

Do iG

Prefeitura de São Paulo estuda viabilidade de estatizar ônibus

Apesar de defender o sistema atual, o secretário de Transportes da cidade diz "estar aberto" para ouvir outros cenários. "Temos vários modelos que poderiam ser analisados"

Imagine a cidade de São Paulo com o serviço público de ônibus estatizado. Embora soe improvável para muitos, essa proposta já chegou à mesa do secretário municipal dos Transportes, Jilmar Tatto, assim como outra, que prevê uma mescla entre o sistema atual, de concessão à iniciativa privada, e a estatização total dos coletivos.

Tatto defende o modelo em vigência, mas diz "estar aberto" para ouvir outros cenários. "Temos vários modelos que poderiam ser analisados", disse nesta segunda-feira, em seminário sobre a integração dos transportes na Universidade de São Paulo (USP). Leia mais »

A transfusão necessária para o transporte público

Da Folha

Jaime Lerner: Uma transfusão necessária

Zerar a tarifa do transporte público não é viável. Não cobrar pela passagem exigiria subsídios gigantescos (e por parte de quem?), pioraria a qualidade do serviço e, ainda assim, não resolveria a questão.

Proponho outro modelo, que permite reduzir o impacto das tarifas nos salários e ainda melhorar a qualidade dos serviços prestados.

A Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre combustíveis, instituída em fins de 2001, tem em sua gênese a criação de uma fonte de receitas derivada predominantemente do consumo de combustíveis fósseis.

Para a distribuição desse montante entre os Estados, a lei que a instituiu determina o estabelecimento de cotas proporcionais à extensão da malha viária, ao consumo de combustíveis e à população. Do montante recebido por cada Estado, 25% deve ser destinado aos seus municípios.

Desde 2003, a União arrecadou R$ 54 bilhões com essa contribuição, considerando que desde 2008 a alíquota vem sendo reduzida para compensar os ajustes que teriam que ser repassados ao preço da gasolina, até ter sido zerada em 2012. Leia mais »

A questão dos subsídios no transporte público

Por Paulo Augusto

O artigo abaixo foi publicado em fevereiro deste ano. O autor é economista do BNDES:

Da Folha

Ônibus gratuito

Marcelo Miterhof

A coluna passada tratou dos lentos avanços no transporte coletivo, o que é em certa medida surpreendente, pois, dado seu impacto sobre o bem-estar cotidiano da população, boas iniciativas no setor são recompensadas eleitoralmente.

Nesse sentido, lembrei que a alta popularidade da ex-prefeita Marta Suplicy nas periferias de São Paulo se deve em boa parte à criação do Bilhete Único. Porém, a necessidade de elevar as receitas para subsidiar essa e outras políticas públicas se refletiu em sua rejeição nas regiões mais ricas da cidade.

Por isso, defendi que -além de fortalecer o planejamento, o que permite melhor avaliar as opções existentes e seus custos- as decisões sobre o transporte público deveriam ser submetidas mais diretamente à população, por exemplo em orçamentos participativos.

Assim, seria mais fácil avaliar a adoção de subsídios públicos operacionais, que são cruciais para a eficiência dos transportes coletivos. Leia mais »

O novo edital de licitação do transporte público em SP

Por Marco Antonio L.

Da Rede Brasil Atual

Secretário de Haddad admite dificuldade em lidar com cartel de empresários do transporte

Jilmar Tatto afirma que novo edital tentará driblar dificuldades com aumento do número de empresas credenciadas e mudança em modelo de remuneração 

por Rodrigo Gomes

Mecanismos de controle estão entre medidas estudadas para enfraquecer o poder das empresas

São Paulo – O secretário municipal de Transportes de São Paulo, Jilmar Tatto, pretende utilizar o novo edital de licitação dos transportes para romper com o controle estabelecido pelo que considera “um setor cartelizado”, como se referiu ontem (18) aos empresários do sistema de transporte paulistano. Para ele, a dificuldade em lidar com as empresas de transporte se dá no Brasil inteiro e não há alternativas na prestação deste serviço. “Quem conhece o transporte sabe disso. Em São Paulo, por ser o maior sistema, eles acabam sendo mais fortes”, avalia o secretário. Leia mais »

Prefeitura precisa abrir caixa preta do transporte público

Por Marco Antonio L.

Da Carta Capital

Transporte público: a Caixa Preta dos contratos

A prefeitura precisa abrir os números, planilhas de custos, condições dos contratos com as empresas de ônibus que prestam serviço em São Paulo. 

Por Patrícia Cornils

No dia 13 de junho, poucas horas antes de a Polícia Militar do Estado de São Paulo emboscar e bombardear cidadãos nas ruas, a prefeitura divulgou uma consulta pública. Trata-se das informações para elaborar o edital da concorrência dos novos contratos de transporte público em São Paulo. Serão, de acordo com a revista Exame, os maiores contratos feitos na história da Prefeitura: as duas consultas públicas (para empresas que operam 15 mil ônibus e 7 mil vans) somam R$ 46,3 bilhões, valor maior que todo o orçamento da capital para 2013, de R$ 42 bilhões.

O sistema de transportes de São Paulo é caro e dá sinais de esgotamento. Somente quem enfrenta essas baldeações congestionadas de gente, em corredores lotados e sem saídas, onde os funcionários do Metrô - público e privado - e da CPTM colocam grades para tentar organizar o fluxo, sabe o perigo e o desgaste que isso significa. "O direito de sentar" (eu ri!) é a reivindicação estampada em um dos cartazes manifestação que vai acontecer dia 20 em Recife, por transporte público melhor e mais barato. Serve para São Paulo. Leia mais »