Cuidado, Os 1% Acordaram

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 Mas não se surpreenda, nem encha o bolso de pedras. Eles não foram pra rua; mandaram seus capachos e lacaios fazer o estrago que temos visto por aí. Uma horda de Homers Simpson, e leitores da veja com suas demandas genéricas.
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A morte de Roberto Scaringella, fundador da CET

Da Folha

Fundador e ex-presidente da CET

ESTÊVÃO BERTONI

Em 1973, ao assumir a direção do DSV, o Departamento de Operação do Sistema Viário de São Paulo, o engenheiro Roberto Salvador Scaringella fez algumas observações.

A imprensa da época destacou algumas delas: 1) A capital paulista não tinha infraestrutura de tráfego adequada ao seu tamanho; 2) A médio prazo, o metrô estaria superado; 3) A agressividade da população aumentava com os problemas do trânsito.

Roberto era um paulistano de ascendência italiana cujo pai, que se dedicou à construção de casas, sonhava em ter um filho engenheiro. Nos anos 60, formou-se na Poli-USP em engenharia civil e hidráulica.

Mas iria se dedicar à área de trânsito, sua paixão, embora, na década de 80 tenha se formado também em jornalismo. Leia mais »

Os subsídios para o transporte público nos EUA

Por Edsonmarcon

Da BBC Brasil

'Meca' do carro, EUA subsidiam mais o transporte público que SP

Pablo Uchoa

Da BBC Brasil em Washington

Usuários do transporte público em São Paulo arcam com uma proporção maior da tarifa que a média do consumidor americano.

Em entrevista coletiva nesta terça-feira, o prefeito da cidade, Fernando Haddad, disse que os usuários paulistanos arcam com o equivalente a 70% dos custos do sistema, sendo o restante dividido entre poder público (20%) e empresários (10%).

Segundo a Associação de Transporte Público dos EUA (APTA, na sigla em inglês), no país que é a "Meca" do transporte privado os usuários desembolsaram em média pouco menos de 33% dos custos operacionais em 2011. O restante do dinheiro veio principalmente dos cofres públicos.

Os dados alimentam o debate sobre as formas de diminuir o valor das tarifas pago pelos usuários na maior metrópole brasileira, uma reivindicação do chamado Movimento Passe Livre que deu início às manifestações.

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Por Que Protestam???

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Em 68 era contra a ditadura, no Brasil, no resto do mundo contra o Sistema em geral. Queriam amor livre além de liberdade, igualdade e fraternidade, demandas seculares jamais alcançadas.

Foi uma primavera movimentada. Leia mais »

Quem pode e deve pagar a conta do transporte público

Por Webster Franklin

Da Carta Maior

Sejamos realistas, façamos o óbvio

Ficou claro que, se podemos construir estádios, podemos inverter prioridades para financiar o transporte coletivo. Se podemos ter estádios de primeiro mundo, podemos ter transporte de primeiro mundo. A questão, mais uma vez, óbvia, é quem pode e deve pagar essa conta; quanto vai custar e de onde vão sair os recursos.

Em maio de 1968, os jovens franceses que erguiam barricadas tinham como uma de suas palavras de ordem: “sejamos realistas, peçamos o impossível”. Em uma das manifestações, a universidade de Paris, com o aval do governo francês, indicou o sociólogo Alain Touraine como negociador. Touraine perguntou: quem é o líder de vocês e o que vocês querem? O interessante das duas perguntas é a total surpresa e prostração de muitos governantes, diante do inimaginável, e o nó na cabeça quando se está diante de pessoas que pedem “o impossível”, ou que são “contra tudo e contra todos”.

Ainda mais incrível é como a tarefa de reduzir o preço das passagens se tornou algo considerado “impossível”. Na verdade, em várias das cidades brasileiras, a passagem de ônibus baixou. Significa dizer que, para muitas cidades, a ação do Governo Federal de zerar alguns dos impostos que incidem sobre o transporte coletivo surtiu efeito rápido e imediato, mas não nas capitais. Em algumas delas, é a justiça quem está obrigando à redução. Leia mais »

A Carta do Colégio de Procuradores sobre a PEC 37

Carta de Brasília - Por que somos contra a PEC/37:

O Colégio de Procuradores da República, órgão do Ministério Público Federal, autoconvocado, reuniu-se em 18 de junho de 2013, no exercício de seu dever constitucional de zelar pelo estado democrático de direito e pelo respeito aos direitos constitucionais, para garantir a manutenção da capacidade de investigação para fins penais do Ministério Público e outras instituições atualmente investidas de poder de polícia, e impedir retrocesso em favor da impunidade e contra a segurança cidadã. Para isso, é necessário dizer não à PEC 37.

A PEC 37 pretende estabelecer o monopólio da investigação pela Polícia. O Estado abriga vários órgãos com poder de polícia, como a maioria dos países do mundo. A limitação a um só canal reduz em muito a capacidade de investigação dos órgãos do Estado.

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Termelétricas e incineradores: por quê, onde e para quem?

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Quando abordo a questão da incineração, não posso deixar de traçar um paralelo com a narrativa de Fahrenheit 451, de Ray Bradbury, onde a incineração dos livros depauperava a sociedade e destruía a memória, elemento fundamental para melhores decisões. Talvez o ponto mais notório seja a alienação e esvaziamento da sociedade, como parte da dinâmica de manutenção do poder totalitário.

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Premeditação na violência policial (e erros de avaliação)

Leio na Grande Imprensa que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, responsável último pelos atos da polícia militar sob suas ordens “afirmou que atos abusivos de policiais serão investigados. 'Não temos nenhum compromisso com o erro. A polícia tem uma corregedoria. Então será apurado qualquer abuso que tenha sido cometido. A polícia trabalha. Exceção, se houve um abuso isolado, isso vai ser rigorosamente apurado'”.

Sobre abuso das nossas polícias, isso merece um texto só para o tema. Qualquer investigação séria vai mostrar que não houve excesso dos abusos por parte da polícia militar paulista nas manifestações do dia 13 de junho – e não falo isso com ironia. O que houve de excepcional foi a aplicação no centro rico da cidade mais rica do país do mudos operandi que essa polícia utiliza nas franjas pobres da cidade – em Capão, em São Miguel, em outras regiões “esquecidas”. Foi a atuação banal e costumaz, feita em doses homeopáticas e diárias contra negros, pardos e pobres, concentrada em uma dose de choque contra a classe média branca. Nada de extraordinário, apenas a democratização da repressão.
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Prefeitura convoca MPL para discutir tarifa de ônibus

Por Vânia

Do Jornal do Brasil

SP: Em meio a protestos, prefeitura convida MPL a apresentar propostas

A prefeitura de São Paulo afirmou na noite desta sexta-feira que irá convocar uma reunião extraordinária do Conselho da Cidade, na próxima terça-feira, e que convidará representantes do Movimento Passe Livre (MPL), que coordena as manifestações contra o aumento na passagem do transporte público em São Paulo, para apresentar suas propostas. 

Em nota, a prefeitura afirmou também que irá apresentar detalhes sobre o motivo que levou o preço da tarifa de R$ 3 a R$ 3,20, e evolução da despesa orçamentária com o subsídio e os planos para a melhoria na qualidade do sistema. 

Nesta quinta-feria, quando ocorreu o quarto ato coordenado pelo grupo na cidade, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou que, no início das manifestações, “deixou as portas abertas para o diálogo e foi recusado por parte dos manifestantes. Antes de qualquer violência ter acontecido na cidade. E depois, todos conhecem a história”.

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Alckmin descarta suspensão do aumento das passagens

Do Jornal GGN

Alckmin diz que não é possível reduzir valor da passagem

Jornal GGN – O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), descartou nesta quinta-feira (13) a suspensão do aumento das tarifas de transporte público por 45 dias, como foi proposto ontem pelo Ministério Público. Segundo o governador, não há possibilidade de reduzir a passagem, destacando que o reajuste foi menor que a inflação, tanto nos trens e metrô, quanto nos ônibus.

Alckmin voltou a criticar as manifestações, chamando o movimento de “pequeno, mas muito violento e de conteúdo político". Para o governante os protestos não são uma manifestação, por “deixar um rastro de destruição por onde passa, prejudicando o usuário do sistema".

O governador aprovou a participação da Polícia Federal para investigar os incidentes ocorridos em São Paulo. Segundo Alckmin, "toda colaboração é bem-vinda. Nosso lema é 'parceria'. Tudo que vier para ajudar é bem-vindo".

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Protestos: MP levará proposta de acordo ao Estado

Do Jornal GGN

Protestos em SP: MP levará proposta de acordo ao Estado

Victor Saavedra e Ignacio Lemus

Jornal GGN – A audiência pública, realizada nesta quarta-feira (12) na Promotoria de Habitação e Urbanismo de São Paulo, resultou em uma proposta de acordo entre o Ministério Público de São Paulo e os manifestantes liderados pelo Movimento Passe Livre, que será apresentada ao prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e ao governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin.

A proposta acertada pelo promotor Mauricio Antônio Ribeiro Lopes inclui a suspensão dos protestos em vias públicas por 45 dias. Em contrapartida, as autoridades municipal e estadual devem suspender o aumento pelo mesmo período. Nesse tempo, deve ser criada uma comissão formada por um representante do Ministério Público e cinco representantes dos manifestantes para discutir os preços das tarifas com as autoridades.

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Sem acordo, protesto contra tarifas está mantido para hoje

Por Lucas Gomes

Do Estadão

Reunião termina sem acordo e quarto protesto contra tarifas em SP está mantido

Governo diz que revogação do aumento é impossível e movimento promete manifestação ainda maior nesta quinta (13)

SÃO PAULO - Depois de uma reunião com representantes da Prefeitura e do governo do Estado na tarde desta quarta-feira, 12, o Movimento Passe Livre (MPL) manteve na agenda a manifestação contra o aumento da tarifa de ônibus marcada para esta quinta-feira, 13, com concentração no Teatro Municipal. O ato será o quarto em uma semana e, segundo os integrantes do movimento, deve ser o maior. Nessa terça, o protesto reuniu cerca de 10 mil pessoas e, mais uma vez, terminou em vandalismo e confrontos com a PM.

Na reunião, convocada e mediada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, tentou-se suspender o protesto, por conta dos conflitos e depredações já causados. O MPL, porém, afirmou que só cancelaria a manifestação se a reivindicação do grupo fosse atendida: reduzir a passagem de ônibus na cidade de São Paulo de R$ 3,20, valor reajustado no dia 2, para um patamar igual ou menor que o anterior, que era de R$ 3,00. Leia mais »

Movimento dos que protestam...

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O Davis Sena publicou interessante artigo no seu próprio Blogue sobre o desencontro agressivo do suposto protesto "contra o aumento da passagem de ônibus" ocorrido em SP, e mais ainda do revoltoso mascarado: Leia mais »

Contra o que protestam em SP?

Na quinta-feira, seis de junho, passam por mim, na rua Augusta, nove da noite, muitas motos da polícia militar, quatro carros da força tática, dois do choque. Um tanto alheio ao Fakebook e noticiário, sabia da manifestação por ter ouvido, alguns minutos antes, a conversa entre dois policiais militares, na República. Ainda assim me admirei: tudo isso para uma manifestação? Depois ficaria sabendo que aquilo não era nada. Na terça, dia onze, oito horas da noite, na Paulista, trinta e quatro (dessa vez me dou ao trabalho de contar) motos da polícia militar passam, direção Consolação, zunindo como um enxame de abelhas. Pouco depois, trinta e quatro passam de volta, direção Paraíso – quero crer que as mesmas. Outras doze logo passam no mesmo sentido. Mais dois carros da força tática. Isso em menos de dez minutos. “Eles chegaram na Paulista, eles chegaram na Paulista”, avisa, alarmado, o dono da banca de jornais ao segurança do Conjunto Nacional. Em casa, vejo no noticiário que cerca de cem manifestantes haviam subido a Brigadeiro e tentavam impedir o trânsito na Paulista. Leia mais »

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Contra o que protestam em SP?

Estudo revela relação entre mobilidade e produtividade

Do Jornal GGN

Estudo mostra que o metrô de SP gera R$ 19,3 bilhões por ano

Victor Saavedra

Jornal GGN – Um estudo da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da Universidade de São Paulo (USP) revelou que a relação entre mobilidade, acessibilidade e produtividade do trabalho gera uma receita indireta de R$ 19,3 bilhões ao ano ao país – o que representa 0,6% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. De acordo com a pesquisa, esse valor equivale a aproximadamente 65% dos custos da construção de toda a rede do metrô.

Conduzido por Eduardo Haddad, titular do Departamento de Economia da FEA e diretor de pesquisas daFundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o estudo [abaixo, em inglês, para download], publicado em inglês com o título "The Underground Economy: Tracking the Wider Impacts of the São Paulo Subway System" [A Economia do Subterrâneo: Rastreando os Maiores Impactos do Sistema Metroviário de São Paulo, em tradução livre], avaliou que a capital paulista está diretamente envolvida em 14,1% de todos os fluxos de comércio do país, incluindo os parceiros comerciais nacionais e internacionais.

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