Havelange, Teixeira e o caso Globo versus Receita

Por implacavel

Do Diário do Centro do Mundo

Havelange e Ricardo Teixeira irrompem no caso Globo versus Receita

Paulo Nogueira

O caso vai ficando cada vez mais turvo.

E a história da Globo versus a Receita vai ficando cada vez mais complicada.

Primeiro, foi a informação divulgada pelo blog O Cafezinho, do jornalista Miguel do Rosário.

Uma fonte da Receita Federal passou ao blog documentos que contavam uma história sensacional.

Por eles, a Globo enganou a Receita na compra de direitos para a Copa de 2002. Para não pagar o imposto devido, segundo os documentos, inventou uma operação que não era a real.

Pilhada pela Receita, a Globo teria que pagar 615 milhões de reais – em dinheiro de 2006 – pelo ‘malfeito’, como é moda falar hoje.

O UOL foi checar a história.

Inicialmente, recebeu um ‘eufemismo’ como resposta, contou o repórter do UOL incumbido da investigação. Leia mais »

A mudança editorial da Globo em relação aos protestos

Por Daniel Florêncio

A transição

Como se deu a mudança editorial da TV Globo em relação aos protestos

Na segunda-feira dia 17 de Junho, quando as manifestações já haviam ganhado dimensão nacional, em São Paulo ela se concentrava-se no Largo do Batata e começavam sua caminhada pela Avenida Brigadeiro Faria Lima. Em Brasília os manifestantes se reuniam em frente ao Congresso Nacional e no Rio de Janeiro na Avenida Rio Branco, no centro da cidade.

A cobertura televisiva daquela noite tinha como foco as três cidades, com imagens e atualizações ao vivo sendo transmitidas pelos canais noticiosos, com exceção da Globo News que concentrava majoritariamente no Rio de Janeiro e em Brasília, apesar de uma de suas centrais de jornalismo se localizar na capital paulista, onde são apresentados alguns dos principais telejornais nacionais do Grupo.

Na Globo News, a apresentadora Leilani Neubarth, em tom de alarde, reportava o crescente número de pessoas que se reuniam no centro carioca como "impressionante", e os repórteres davam updates sobre congestionamentos e a situação do trânsito, já que as principais vias de acesso no centro da capital fluminense haviam sido ocupados. Leia mais »

O crescimento da internet no Brasil e as mudanças na mídia

Por Spin in Progress1

Do Observatório da Imprensa

Internet: é só o começo

Por Mauro Malin

O crescimento acelerado da internet no Brasil ainda não produziu na mídia jornalística uma transformação comparável à que as redes sociais, a indignação e as dúvidas viscerais sobre o futuro do país fizeram explodir nas ruas e estradas e mudar, em alguns dias, a resposta do poder a cidadãos que se manifestam e aos que os apoiam.

Nesse processo, como ocorre há bem mais de uma década, redes sociais produziram e distribuíram informação à margem dos canais de comunicação criados e consumidos pelo establishment. Não há fenômeno social isolado no tempo e no espaço: cada mudança nas novas redes sociais provoca modificações nas outras redes, mais antigas.

Para ajudar a pensar, já seria alguma coisa evitar as confusões que sistematicamente envolvem esses assuntos. Tentemos uma pequena crônica da emergência da internet no território da informação jornalística. Se ela puder diminuir a confusão aí permanentemente instalada, terá serventia. Leia mais »

O intrincado universo da nova mídia

Autor: 

Coluna Econômica

Ontem participei de uma sessão da Comissão de Cultura da Câmara Federal, organizado pela deputado Jandira Fegalli - presentes, entre outros, Helena Chagas, da Secretaria de Comunicação do governo federal - para discutir os novos tempos da mídia.

Há um quadro desafiador pela frente, exigindo novos critérios de análise da publicidade pública e privada.

Antes, o jogo da mídia era basicamente provinciano. Havia quatro grandes grupos nacionais que controlavam o mercado de opinião - Globo, Abril, Folha e Estado -, redes menores de rádio e televisão, um conjunto de grupos regionais - em geral, associados à Globo -, uma imprensa regional, e rádios independentes.

Os critérios de alocação de publicidade era bastante restritos. Toda publicidade nacional e a maior parte da publicidade pública era alocada para os grandes grupos nacionais. E ações menores destinadas aos grupos regionais (não ligados às redes).

O critério "técnico" básico de alocação de verbas consistia em colocar mais em veículos que proporcionassem maior audiência. Obviamente as TVs abertas sempre foram mais beneficiadas, por chegar em quase 100% dos lares brasileiros.

***

Esse modelo fundava-se em algumas âncoras. A primeira, nas formas de aferição de audiência - IVC (Instituto Verificador de Circulação) para a mídia impressa; e IBOPE para a mídia televisiva e radiofônica. Eram excluídos os pequenos veículos sem condições de bancar a filiação a um dos dois serviços.

A segunda âncora foram práticas de cartelização junto às agências de publicidade, os chamados BVs (Bônus de Veiculação) pelo qual os grandes grupos instituíam tabelas progressivas de remuneração das agências de publicidade de acordo com o volume de publicidade que trouxessem.

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As questões sobre a ascensão das redes sociais

Por Eduardo Pereira da Silva

Comentário ao post "Começou a verdadeira guerra da mídia"

Poderia me alegrar, mas na verdade me entristeço com tudo isso. Não fosse a ganância da nossa grande mídia, o seu elitismo, o seu ódio quase visceral aos movimentos sociais, estereotipando esses e quem quer que os defendesse como "arautos do comunismo ditatorial". Não fosse ela são surda, aos anseios dos mais necessitados, na arrogância do seu trono (que julgavam nunca cair), talvez pudessemos ter criado mídias mais pluralistas, menos elitistas, mais democraticas e menos rancorosas.

Vejo a decadência dessa grande mídia com uma certo misto de alegria e tristeza, pelo pensar do que poderia ter sido, não fosse a própria vaidade e egocentrismo da mesma.

Porque a tristeza? Simples. O que vem em seu lugar são inúmeras redes sociais, o que de início parece bom, mas porém SÃO FINCADAS EM PLATAFORMAS PRIVADAS E ESTRANGEIRAS, Como o Google e o Facebook, são elas agora que vão arrecadar dinheiro nosso e do mundo inteiro e esse dinheiro vai para onde? Isso sem falar na questão da hegemonia política. Recentemente nos EUA se descobriu que essas empresas ajudaram o governo americano a espionar paises estrangeiros e o seu próprio povo. Leia mais »

Uruguai: Mujica envia ao congresso projeto de Lei dos Meios

Por foo

Por Falar los da Mídia guerra, ha Duas Aconteceu noticia ESSA semanas, mas que Passou em Branco Acho:

Do sítio do Sul Rádio

Pepe Mujica o presidente enviou ao Congresso projeto de lei de imprensa

Quarta-feira, 22 maio, 2013 | Arquivado em O Sul | Postado por mperez

Rádio Telesur / Sul

O presidente do Uruguai, José Mujica, enviou nesta terça-feira o Congresso de seu país o projecto de Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual, uma iniciativa que decreta o setor de interesse público, garantindo, assim, a sua regulamentação pelo Executivo, através de um conjunto de regras permitir um "sistema de concorrência equilibrada, pluralista e acesso universal."

O texto afirma que o objetivo é "regulamentar os serviços de rádio, televisão e outros serviços de comunicação social audiovisual" para "construir um sistema audiovisual harmoniosa com uma competição equilibrada e justa entre os operadores."

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A estratégia da Globo em Brasília

Da Revista Teletime

ENTREVISTA

Variável Globo

O maior grupo de comunicação brasileiro é sempre uma força decisiva (a favor ou contra) quando o assunto são políticas de comunicações discutidas em Brasília. Raramente, contudo, a Globo se posiciona sobre sua visão estratégica nas questões que envolvem as políticas setoriais. Nessa entrevista, o vice-presidente de relações institucionais das Organizações Globo, Paulo Tonet Camargo, abre o jogo e comenta sobre as principais preocupações que hoje balizam a estratégia do grupo em Brasília.

Samuel Possebon

[email protected]

TELETIME  Recentemente você declarou no Congresso que não existe um problema de concentração no mercado de comunicação. Isso vale tanto para a quantidade quanto para a qualidade dos grupos?

PAULO TONET CAMARGO       O que eu disse no Congresso é que o sistema de comunicação social no Brasil é democrático, porque o fundamento legal é a Constituição, que foi produto de um amplo debate democrático. No mundo real brasileiro, a Anatel recentemente identificou 14 redes de TV aberta que ela classifica de caráter nacional. Na prática há cinco. Há outros em grandes centros, que trazem pluralidades de conteúdos locais. A questão é: como se remunera a TV aberta? Com o bolo publicitário, que em geral fica em torno de 1% do PIB. Nesse 1% tem que caber toda a comunicação social, não só a TV, e evidentemente não tem espaço para todo o mundo. Nos EUA não há cinco empresas de âmbito nacional no mercado de TV. Aqui tem SBT, Record, Bandeirantes, Globo e Rede TV! E tem gente que acha pouco. Quanto mais players nacionais, menor será a possibilidade efetiva de concorrência. Existe um teto que é 1% do PIB. O Brasil é uma economia de mercado. Não adianta querer olhar o mercado sob uma ótica ideológica que não seja a do mercado. Por isso o debate sobre uma nova e eventual regulamentação fica emparedado. Não é porque as empresas não querem discutir, mas porque o debate está colocado de forma ideológica, quando deveria se colocar pela lógica do mercado. Leia mais »

Globo nega dívida com a Receita Federal

Por implacavel

Do G1

Copas do Mundo: Globo nega dívida com a Receita

As Organizações Globo divulgaram nota oficial nesta segunda-feira (1º) em que desmentem de forma categórica notícias falsas que vêm sendo divulgadas na internet sobre dívida que teriam com a Receita Federal pela compra de direitos para a transmissão de Copas do Mundo. A nota informa que as cobranças relativas à aquisição desses direitos já foram pagas.

A íntegra da nota é a seguinte:

"Ao contrário do que vem sendo divulgado por alguns sites, as Organizações Globo não têm qualquer dívida em aberto com a Receita Federal ou outros entes arrecadadores de tributos. Como ocorre com qualquer grande empresa, há cobranças de tributos sendo discutidas nos Conselhos de Contribuintes (via administrativa) ou na Justiça (sempre seguindo os procedimentos previstos em lei). No entanto, podemos afirmar que nenhuma dessas cobranças refere-se à aquisição de direitos de Copas do Mundo. Como já informado, os valores relativos a tal cobrança já foram pagos.

Quanto à publicação de documentos confidenciais, protegidos por sigilo legal, acreditamos que o assunto será apurado pelos órgãos competentes.

Organizações Globo" Leia mais »

Mídia perdeu o bonde das manifestações

Da Folha

A mídia perde o bonde

Carlos Heitor Cony

RIO DE JANEIRO - À margem dos comentários provocados pelos últimos acontecimentos em todo o país, que, apesar de redundantes, atingiram a mídia internacional, pode-se chegar a uma constatação periférica. As manifestações e reivindicações que o povo, principalmente os jovens, levou para as ruas e praças foram criadas e operadas pelas redes sociais, que podem ser comparadas aos icebergs: a parte maior fica submersa, o que se torna visível é a pequena porção de um obstáculo que pode destruir não apenas um titânico navio, mas todo um sistema político.

Até então, era a mídia impressa que criava e orientava os grandes movimentos populares. Bastaria lembrar os mais recentes: o impedimento de um presidente da República, a luta pelas Diretas-Já e até mesmo a morte de Vargas e o golpe de 1964 foram produzidos pela indignação da imprensa prontamente transmitida ao povo. Leia mais »

Começou a verdadeira guerra da mídia

Autor: 

Coluna Econômica

Estourou a guerra Google x Globo.

Antes de entrar nos detalhes, vamos entender melhor o que ocorreu no universo midiático nos últimos anos.

Desde meados dos anos 2000 estava claro, para os grandes grupos de mídia, que o grande adversário seriam as redes sociais.

Rupert Murdoch, o precursor, deu a fórmula inicial na qual se espelharam grupos de mídia em países periféricos.

  • Compra de redes sociais.
  • Acesso ao mercado de capitais para alavancar o crescimento.
  • Adquiriu jornais em vários países e fez a aposta maior adquirindo uma rede social bem colocada na época. Falhou. A rede foi derrotada pelos puros-sangues Google e Facebook.

Percebendo a derrota, Murdoch decidiu levar a guerra para o campo da política. Explorou alguns recursos ancestrais de manipulação da informação para estimular um clima de intolerância exacerbada, apelando para os piores sentimentos de manada, especialmente na eleição em que Barack Obama saiu vitorioso.

O candidato de Murdoch perdeu. Não foi por outro motivo que uma das primeiras reuniões de Obama, depois de eleito, foi com os capitães das redes sociais - Apple, Google e Facebook.

O estudo sobre os "blogueiros progressistas"

De Nathalia Aires

Olá, Nassif

Envio o artigo científico produzido por mim e outra bolsista com o auxílio da entrevista concedida pelo jornalista Luís Nassif.
Apresentamos esse mês no Intercom Nordeste e a pesquisa rendeu várias discussões importantes sobre o cenário da comunicação contra-hegemônica feita na internet.

Muito obrigada pela contribuição.

Atenciosamente,
Nathalia Aires

Graduanda em Comunicação Social - Jornalismo UFRN

Iniciação Científica no projeto Imprensa e contra-hegemonia no Rio Grande do Norte

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Globo é multada pela Receita Federal

Por Osvaldo Ferreira

Globo pagou multa de R$ 274 mi à Receita por causa da Copa 2002

Ricardo Feltrin, colunista do UOL

29/06/201317h50

Em comunicado oficial, a Globo Comunicação e Participações confirmou neste sábado (29) que pagou multa de mais de R$ 270 milhões à Receita Federal em 2006. O motivo da multa foi — no entendimento da Receita — irregularidades na operação de compra dos direitos exclusivos de transmissão da Copa do Mundo de 2002. A notícia sobre o auto de infração lavrado contra a emissora foi dado pelo repórter e blogueiro Miguel do Rosário.

No total, a emissora teve de desembolsar entre multa (R$ 274 milhões) , juros de mora (R$ 157 mi) e imposto não pago (R$ 183 milhões) um total de mais de R$ 615 milhões. A emissora “disfarçou” a compra dos direitos sobre a rubrica “investimentos e participação societária no exterior”, utilizando para esse fim um paraíso fiscal, as Ilhas Virgens. O Fisco discordou da estratégia contábil e aplicou a multa, que já foi paga, segundo a emissora.

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Entrevista de Carmen Miranda para a Rádio Nacional

Por Roberto Bentes

Entrevista rara de Carmen Miranda para a Rádio Nacional em 1954

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Processo investiga divida fiscal da Globo

Do Blog Cafezinho

Mensalão da Globo: se pagou, mostra o DARF!

Minha fonte me liga para contestar a informação divulgada pela Globo, via UOL, (clique aqui), de que ela quitou a dívida de R$ 615 milhões com a Receita Federal.

A dívida é a soma do impostos mais juros e multa, resultantes de um auto de infração no qual a Receita detectou a intenção da Globo de fraudar o fisco. Em valores atualizados, chegaria perto de R$ 1 bilhão.

“Se ela pagou, então mostra o Darf, o povo quer saber”, diz o garganta profunda deste humilde blogueiro. Darf, como todo bom pagador de impostos sabe, é o documento da receita onde o contribuinte registra o pagamento de uma dívida tributária.

“Se tivesse pago, o processo não estaria constando como ‘em trânsito’, conforme se pode verificar com uma Consulta Processual no site da Receita Federal”.

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