O Caso de Veja

O maior fenômeno de anti-jornalismo dos últimos anos foi o que ocorreu com a revista Veja.Gradativamente, o maior semanário brasileiro foi se transformando em um pasquim sem compromisso com o jornalismo, recorrendo a ataques desqualificadores contra quem atravessasse seu caminho, envolvendo-se em guerras comerciais e aceitando que suas páginas e sites abrigassem matérias e colunas do mais puro esgoto jornalístico.

Para entender o que se passou com a revista nesse período, é necessário juntar um conjunto de peças.

O primeiro conjunto são as mudanças estruturais que a mídia vem atravessando em todo mundo.

O segundo, a maneira como esses processos se refletiram na crise política brasileira e nas grandes disputas empresariais, a partir do advento dos banqueiros de negócio que sobem à cena política e econômica na última década..

A terceira, as características específicas da revista Veja, e as mudanças pelas quais passou nos últimos anos.

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O Caso de Veja 2: a mudança de comando

Não vem ao caso discorrer, agora, sobre o fenômeno “Veja”. Mino Carta a lançou no final dos anos 60. A conformação final foi dada nos anos 80 pela dupla José Roberto Guzzo e Élio Gáspari, um misto de senso comum com matérias brilhantes, tendo como foco uma classe média não muito sofisticada.

O modelo não prescindia de ataques muitas vezes desqualificadores contra terceiros, lista negra de pessoas que não poderiam aparecer na revista, o direito de “detonar” quem quisesse, especialmente pessoas que se recusassem a passar informações para a revista, e coisas do gênero, uma espécie de “marca da maldade”, mas com talento, que seria continuada por seguidores menos talentosos.

Com a saída de ambos, nos anos 90 houve uma sucessão de diretores seguindo um padrão: os que entravam eram jornalisticamente inferiores aos que eram substituídos.

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Os grandes repórteres

Não sei quem inventou essa história de que José Hamilton Ribeiro é o "repórter do século". Mas tenho certeza de que é pessoa de grande discernimento. José Hamilton é um craquíssimo da reportagem.

Mas existiram outros notáveis repórteres, como Joel Silveira (ainda vivo), que imperou nos anos 40 e 50. David Nasser fez enorme sucesso como repórter, mas praticando um jornalismo de esquentamento, semelhante ao que se encontra hoje. Luiz Edgard de Andrada teve momentos brilhantes na "Realidade", assim como o "rei dods perfis", Luiz Fernando Mercadante. Leia mais »

Crimes da paixão

O Orkut tem sido utilizado para a apologia de crimes variados, de racismo e pedofilia à organização de linchamentos por torcidas organizadas. Com bela cobertura do "Globo" (clique aqui), policiais da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática prenderam a perigosa Michele de Araújo Nogueira, de 23 anos. A criminosa montou um grupo de discussão no Orkut ensinando os internautas a montarem "gatos" em TV a cabo. Leia mais »